Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Esculpindo
nas pétalas do tempo,
Desenhando
as carĂcias serenas,
Desejando agir
com maturidade,
Jogando bem longe
o momento
Para fazer de nĂłs
uma eternidade.
Ventando madrugada
adentro,
Escrevendo até
a aurora florescer,
Despertando do sono
nĂŁo dormido,
Poemizando de vez
atĂ© vocĂȘ aparecer
Para fugirmos
deste mundo esquisito.
A verdade que tanto
eu quero,
Ă a mesma que
eu carrego,
Venho porque
lhe tenho amor;
Eu por ti
jamais sossego.
Alentando da melhor
forma as horas,
Semeando ao vento
as mil floradas,
Que hĂŁo de irromper
muitos poentes,
Audazes entre nossas
frontes coladas,
Unidos nos nossos
abraços contentes.
A essĂȘncia que
tanto eu quero,
Ă a mesma que eu carrego,
Venho com o mesmo amor,
Que de ti tanto espero.
Ventando tudo
que tenho para ventar,
Amando além daquilo
que ninguém
faz ideia do
que Ă© amar,
Vou além de tudo,
supero o universo,
SĂł para provar
o quanto te quero;
e a medida de amar
sem medida,
Amar amando
a nossa histĂłria,
Vivendo para te amar,
Enfrentando toda
a inveja,
SĂł para viver
todo o amor
que houver nessa vida.
As cores se envolveram
Na curva do horizonte,
As duas nĂŁo se esqueceram;
E Ă© bem aqui dentro de mim,
Que vocĂȘ se esconde.
As espumas e as ondas,
Os beijos das sereias,
As carĂcias entre as espumas,
Iluminando as mil maneiras,
Escrevendo as boas loucuras.
As cores - 'as nossas',
Os perfumes - a prosas,
Os vinhos - e as rosas,
As mĂŁos - amorosas,
Os beijos - sonetos,
Seguem todos em mim,
A vida prosseguindo o curso,
E eu jamais te esqueço - padeço.
Sobre a cadeira de vime,
Suavemente o xale russo,
Repousa certo e sublime,
Tal como um sono profundo.
Sobre o segredo de vidro,
Secretamente tu partiste,
Carinhosa tu deixaste-me,
Sonhando o teu regresso,
E cada pedaço tu repartiste.
Sobre a cadeira de vime,
Fortemente a saudade,
Bate forte e senta o peito,
Com a força da cavalaria
Reclama a tua falta - nostalgia.
A liberdade tem os seus prĂłprios [sinais,
Ela Ă© ousada, e sempre quer muito mais.
A liberdade precisa das nossas [marcas,
Ela Ă© audaciosa, Ă© rainha de muitas espadas.
A liberdade tem tudo dos doces haicais,
Ela Ă© o quĂȘ Ă© em mil toques [sensuais.
A liberdade precisa de todos os [jeitos,
Ela precisa de todos, e que venham inteiros.
A liberdade tem a sua poesia prĂłpria,
Ela Ă© escrita por poetas que fazem [histĂłria.
Olhe para alguma parte
Do meu corpo
Sinais que mostram
Um convite
Para ser aventurado
E que fique entre nĂłs
Bem acordado:
Ele nĂŁo Ă© para ser
- revelado
Ă o nosso canteiro
- embriagado
Repleto de pimenteiras
Por nossas mĂŁos arteiras.
Ninguém pode
deter-me
Desejo Ă©
pertencer-te
Ninguém pode
julgar-me
Anseio Ă©
reencontrar-te
Ninguém pode
condenar-me
Eu hei de viver
sĂł para amar-te.
Desejo que
sĂł me pertence
Ninguém
pode deter
Anseio que sĂł
me estremece
Ninguém
pode 'fazer'
Eu hei de vivĂȘ-lo
para sempre.
Recolha-me
e absorva-me
Toma-me, coma-me
e beba-me
Devora-me
com ganĂąncia
Repleta-me
sem moderação.
Confesso que estou
na tua [mĂŁo
Entretida
com o nosso tempo,
Alguém deu
forma a [paixĂŁo;
Surgiu lindo
como um dia de sol,
Iluminando carinhoso
o [coração.
Cada passo
nas areias, uma marca,
De um grande amor
que nĂŁo passa,
E uma grande distĂąncia
que maltrata,
Nem o tempo o dissipa,
e o sossega;
Fazendo de todos dias
a minha entrega.
O mar baila
em [celebração,
O tempo se ergue
em oração,
Talvez seja
um grande sinal:
Que voltarĂĄs
para a minha vida
Para habitar
pleno de [paixĂŁo.
Cada momento
nĂŁo foi em [vĂŁo,
Nem mil almas
te encantarĂŁo,
Sei que sou a mulher
da sua vida,
E para sempre serei...,
- a dona do seu
delicado [coração.
Talvez eu seja a chave
Do seu maior segredo;
Talvez eu seja breve,
Na palma da sua mĂŁo.
Talvez me carregue
No jardim do coração.
Apenas um hibisco
De intenso vermelho,
A ser regado pela paixĂŁo.
Talvez eu seja sempre:
Repleta e nĂŁo me cale.
Talvez eu seja a veia:
Da saudade de tudo,
Que sobra e sobrevive.
Talvez eu seja tua,
O tempo hĂĄ de me dizer,
Ele irĂĄ me responder:
- Que valeu a espera
Desse amor sem limite.
Existe um canal que nos liga,
Reafirme: que nada nos separa.
E muito menos nĂŁo existe,
Alma audaciosa que nos defina.
Existe uma corrente tranquila,
Afirmativa e serena - nos leva
Para onde que ninguém imagina;
O coração vai e sempre solicita.
O encontro de embarcaçÔes
Doces e repletas de emoçÔes,
Em busca de grande sensaçÔes.
O encontro de tripulaçÔes,
Desencontro de sensaçÔes,
- Distanciam emoçÔes
HĂĄ o encontro de ĂĄguas,
- um turbilhĂŁo de sonhos
Inteiros e macios...,
Livres, e cativos... nĂŁo te conto!
Ali, logo ali estĂĄ,
A vida a vibrar,
Bem no mangue,
NĂŁo tĂŁo distante,
E bem perto do mar;
Na Ilha dos Remédios,
Vou a cura procurar
Pela cura do mal de amor,
Devo ir, e se lĂĄ eu nĂŁo for,
Comigo para sempre ficarĂĄ
A repleta dor desse mal de amor,
- Que talvez nunca passarĂĄ... -
Ali, bem dentro de ti,
Com o barulho do mar,
Sublime cantante,
Menestrel brilhante,
Indo sempre ao mangue,
Para a vida cultivar,
Nas carregadas redes de pesca,
Para enriquecer a festa e alimentar,
O povo que luta e ama,
Nessa terra que o mar balança,
Floresce no sorriso a alma açoriana.
As emoçÔes são como flores,
NĂŁo permita que arranquem:
as suas pétalas
Viva imensamente o seu jardim,
NĂŁo cale a sua vida interior, enfim.
NĂŁo deixe que te governem,
Tome as rédeas da tua vida,
NĂŁo existe alma garrida
Estando ela em companhia de Deus;
NĂŁo se iluda com falsas promessas,
Viva intensamente em suas terras:
serenamente, silencie a sua mente.
Existem aqueles que oferecem
- conflitos -
Para sair no final da histĂłria
como herĂłis;
No fundo nĂŁo passam de bandidos
Para fazer de um paĂs um celeiro
de oprimidos;
Enganando-os que tudo se encontra
- resolvido -
Um verdadeiro oceano de ressequidos.
NĂŁo deixe que te desgovernem,
SĂȘ senhor de si mesmo,
Enfrente a realidade,
Fuja da alienação e da maldade,
Pare para pensar em silĂȘncio,
Apazigue o coração e o pensamento,
Para depois nĂŁo haver lamento,
NĂŁo te leves por qualquer onda,
Elas são agéis e te pegam,
E quando menos vocĂȘ imagina:
aĂ jĂĄ foi tarde!
EstarĂĄs agarrado com a barafunda,
Casado com a Ditadura,
E completamente perdido na noite escura.
Escrevo porque sinto,
Ouço vocĂȘ vivendo,
Bem aqui (dentro).
Assim ainda te vejo,
Indo rumo (adentro),
Com todo o sentimento.
Escrevo porque sei,
Que nĂŁo estou sĂł,
Tenho vocĂȘ que me (tem),
Eu sou o teu maior bem.
Porque tudo requer:
carinho e (manha)
Um dia tudo se ajeita,
E virĂĄs com amĂĄvel sanha...
Escrevo pétala por (pétala),
Em sĂlabas com bons tons,
Melodias prĂłprias das cĂtaras,
Harmonias das mil cançÔes,
Do solstĂcio do inverno,
Revelando para as emoçÔes.
Ainda nos desejo,
Assim nos (creio),
Nada em mim Ă© passageiro:
tudo Ă© repleto, concreto e inteiro.
Assim procuro escrever
Curvo-me ao teu mistério,
Jamais desistirei de nĂłs
Eu te encontrarei no alto hemisfério.
A cor verdejante do mar,
O arrastar do olhar,
A rede prosseguindo...,
O pescador joga a rede,
A tainha ele foi pescar,
O mar espalha o canto,
A vegetação serena...
O BalneĂĄrio se ilumina,
A vontade nĂŁo Ă© pequena.
A duna tĂŁo linda,
Ă fonte de vida,
Ela traz proteção,
Ă poema que segura
Toda a correnteza.
A festa tĂŁo bela,
Da Natureza,
Cada grĂŁo dessa areia
Ă pura beleza!
ExpressĂŁo e vivaz certeza.
A hora estĂĄ chegando,
O povo estĂĄ esperando,
- a Festa da Tainha
Ă a festa barrasulense,
Do norte catarinense.
Nas minhas pétalas
tu te roças,
No meu beijo
que tanto procuras:
estĂĄ o meu corpo
cheio de loucuras.
NĂŁo desvias,
porque tanto adoras
As minhas mĂŁo de fada,
sem farsa,
e minhas carĂcias
todas mimosas.
Nas minhas galas
tĂŁo pomposas,
No meu bailado
tĂŁo repleto de ginga:
assim seguem
as minhas malĂcias.
NĂŁo desvias,
porque tanto fazes
E por onde fazes
ser tua - toda;
e segue
em gestos audazes...
NĂŁo desvias -
porque escreves
O poema das mil fases;
Tu, sĂł tu me trazes...
NĂŁo desvias
porque estĂŁo entregues
As devoçÔes e as tuas
alucinaçÔes
Uma a uma, assim tu
me pertences...
Ao poeta Cruz e Sousa...
A poesia Ă© interminĂĄvel
Nasci Julieta infinita
Do nascer do Sol
Até o morrer dele
Filha de toda a inspiração
Cresci poética pelas mãos
Do negro que escreveu
No mar o soneto etéreo
A poesia Ă© inefĂĄvel
Nasci imperfeita, artista
Do tom da clave de Sol
Alçando a harmonia solene
Serva de cada excitação
Louca por tuas mĂŁos
Feita das tuas linhas
Estrela suspensa
Que com brilho o mar ilumina
Cada vez que tu me olhas:
o teu olhar me arrebata, fulmina
Como as ondas do mar se integram
E tanto fazem com as espumas
Não que elas desapareçam,
Uma passa a pertencer a outra
- se revelam -
Assim é o mistério de amor
Que tanto me entrego...,
Passando assim a ser mais tua
Do que todas as nereidas desnudas
Que por ti passaram...
Contigo nos reĂșno, e nos possuo.
Dos meus dulçores
rĂłseos
E tĂŁo carinhosos
beijos,
Tu carregas
de mim
Os mais lindos
sonhos;
Eu sei que tudo
requer tempo,
Amar requer
amadurecimento.
Dos teus licores
flĂłreos
Nascidos
dos nossos beijos,
Tu me enlevas
mais do que mil peitos
Sendo eu a pupila
dos teus olhos,
O amor nĂŁo precisa
de que sejamos perfeitos.
Dos meus
carinhos totais,
E minhas
delĂcias ternas,
Tu me carregas
de mim,
Eu moro
em vocĂȘ,
E vocĂȘ mora
inteiro em mim;
Assim somos
mil primaveras
Em todas estaçÔes
- sem fim.
Que sejamos unos,
IndivisĂveis e corajosos,
Tu me levando na garupa
do teu cavalo
Protegendo para sempre
a tua donzela;
De todo o mal e da crueldade
desse mundo.
Alegria dos Anjos refletida
celebrando nas ĂĄguas do mar
barrassulensse Ă© o gentĂlico:
desse povo que Ă© poesia,
e acredita na força da vida.
Felicidade dos Anjos espelhada
desabrochando nas espumas brancas
BalneĂĄrio Barra do Sul Ă© o destino:
de quem procura encantamento,
e deseja manhĂŁs brandas.
VitĂłria dos Anjos escrita
emocionando até os inocentes siris,
Aqui Ă© um paraĂso que Deus desenhou:
- o meu coração escolheu -
e alma se apaixonou.
ParadisĂaca canção angĂ©lica
bramindo com as ondas do mar,
Cidade coroada por um litoral
- verdejante -
Para sempre eu hei de te adorar!
Tenho em mim
o frescor,
- estĂĄ em mim
o odor
Bem nas minhas
pétalas
estĂĄ escrita
a poesia de amor.
Tenho vocĂȘ em mim,
Por todas as manhĂŁs
e tardes,
Pelas noites
e madrugadas...,
Tornei-me a safada
das safadas.
Maria sem vergonha
e despudorada,
Nasci assim: desavergonhada
Para ir
completamente além
E ser bem lembrada
como o teu bem.
ErĂłtica sinestesia,
Eterna energia,
Pura poesia....
e emergĂȘncia de amor!
Ă fato mais do que consumado:
eu sou um pedaço de vocĂȘ.
A tua estrela de todas horas:
matutina, vespertina e anoitecida
No afĂŁ de viver a vida de carĂcia
SĂł me alimentando de vocĂȘ...
Ă assim que comecei a surgir:
nascendo do amor que vive.
O mais lindo pedaço brotado
- dentro do teu coração.
Fiz-me de irresistĂvel paixĂŁo,
Só para viver dentro do teu coração.
Ă sempre assim, e sempre serĂĄ:
eu gostando de vocĂȘ, e vocĂȘ de mim.
O brilho mais lindo nos meus olhos
- espelhando o brilho desses olhos
Dessa tua doçura que ninguém resiste,
E que o meu coração jamais desiste.
O mundo pode
até dormir,
O nosso sol
sempre abrirĂĄ:
Os mais lindos
caminhos
Nas noites
lunares no [mar.
O mundo pode
até esquecer,
O nosso amor
sempre existirĂĄ,
E a nossa mĂșsica
jamais deixarĂĄ
De tocar
o nosso coração,
e embalarĂĄ
O nosso grande amor
em todo o [lugar.
O mundo sempre
tenta contestar,
O amor teimoso
sempre persistirĂĄ;
Ele escolheu
o teu coração
para morar...
Soneto escrito macio
em cada concha,
Soa como o cravo
que toca;
Deste paĂs amor
sempre toma conta...
O mundo pode
até acabar,
O Universo que hĂĄ
em nĂłs nĂŁo findarĂĄ;
Neste abrigo sempre
hĂĄ de constelar...
O mundo pode tudo,
e pode mesmo:
O mundo sĂł nĂŁo pode
acabar com
- o nosso desejo -
Nos trigais do alvorecer,
[e no poente.
O mundo nĂŁo pode acabar com o que
hĂĄ de mais bonito dentro
[da gente;
E com todo esse oceano de amor
que a gente sente - alucinadamente.
Do nada comecei a cantar
Na beira do mar
Não tive como te abraçar
Pûs-me a escrever nas areias
O belo amanhecer
Recolhi carinhosas conchas
Lindos presentes das sereias
Vendo o barco passar
No balanço das ondas do mar.
Cantei algumas mĂșsicas
Todas em espanhol
O meu coração se abriu a sonata
A mais bela celebração apaixonada
Tentativas de quem nĂŁo sabe
Mas de quem de coragem
De um dia aprender
E os mares cruzar
SĂł para te rever.
Acariciando o mar
Enternecido amanheceu o sol
E eu bem longe de vocĂȘ
Louca para te amar
Espantando o frio do outono
Resolvendo com tudo romper
A poesia praiana irĂĄ te ter
Como o Universo se abre para a Terra
Tens todo o meu amor e minh'alma
Que o Mal do mundo jamais encerra.
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