Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Tenho em ti o meu [atalho,
Tu és o meu orvalho,
Namoro o teu eu inteiro,
Cruzaste o meu [caminho.
Tenho a sina de
[adorar-te,
Encontrando em cada sinal,
Só a tua amante presença,
E como poeta
[desbravar-te.
A poesia senda e claustro,
De talvez nunca ser
[reconhecida,
Poesia sem livro,
Poesia sem dono,
Que corre o risco de ser
[roubada.
Tenho o principal: a [fé.
Misturada as minhas letras,
Que segue erguida sempre;
- corajosa e a [pé.
Tenho o espaço [aberto,
Para esse futuro [incerto,
Esse talvez [concreto,
De um viver [repleto,
Amando [silenciosamente,
Um amor que nĂŁo sai da [mente,
E do coração, mas que persiste
De sempre seguir em [frente...
NĂŁo temo mergulhar em minhâalma,
NĂŁo temo de forma alguma,
Nela encontrei a tua em movimento,
Eu não mais me pertenço,
Em ti me acho, e em ti me perco;
Como o vento sopra a duna,
Puro festejo e encantamento.
Canta melodiosamente o vento...,
O seu canto manso,
Giram os cataventos,
Os nossos amores sublimes atentos.
Protegidos por Deus e todos os santos,
NĂŁo tememos as naus e quebrantos,
Brada o mar,
Com amor se supera os tormentos.
Certamente, no teu riso,
Sorrio igualmente,
Espelhei-me na tua rebeldia,
Nessa imensidĂŁo e desassossego,
Identifiquei-me com o teu brio,
Encontrei na tua alegria,
- tudo -
Aquilo o quĂȘ mais precisava:
a minha poesia.
O Universo conspira
sempre,
Por nĂłs ele dĂĄ
um jeito,
SĂł nĂłs dois
sabemos disso,
Como Ă© lindo
a gente se ter,
De manhã até
ao anoitecer.
Por mais que o destino
tente,
E o mundo imperfeito
atente,
NĂŁo hĂĄ nada mais
infinito,
- e mais do
que lindo
Do que o amor
da gente.
De todas as milhÔes
de sideraçÔes,
Descobertas pelo mundo
afora,
A mais bela apontada
foi vocĂȘ;
Que foi apontada por
um cometa,
Para que a gente
jamais esqueça.
De todas as paixÔes
que tive
Vividas nessa vida
adentro,
A mais linda e brilhante
Ă© vocĂȘ,
Meu amor, minha luz,
meu tudo,
NĂŁo fico longe
de vocĂȘ por nada,
E sequer por um segundo.
Cumpra-se a vontade do destino,
Ele é obra e graça do divino,
- dono do tempo -
Senhor dos ritmos,
- e do sentimento
Eu creio na força dos sonhos,
Nascidos dos meus olhos
- castanhos -
NĂŁo menos lindos,
Mas infinitos e capazes
De realizar todos os planos;
E por eles cruzar oceanos.
Tudo, tudo, tudo...,
Tudo pelos sonhos,
Ainda somos moços,
Temos um futuro,
Flores no peito,
E um amor bruxo.
Aos passos ritmados,
Brindados pelas castanholas,
Trocas de olhares,
E feitiços nos provocando,
Passos marcados,
E braços alternados,
Prendendo o desejo ao prazer,
- libertando os corpos -
Tocam os violÔes emocionados,
Nessa suĂte espiritual,
Somos o esquadro e o compasso,
NĂŁo tememos mais o desenlace,
Atingimos o ĂĄpice,
Flutuamos com essa sinfonia,
Com a certeza e a total alegria
De estarmos completamente apaixonados.
Eu me abro imensamente
- sĂł para vocĂȘ -
A rua Ă© testemunha abaixo
A vontade morro acima
Faço uma obra prima
Para nĂŁo sair da tua mente.
Essas distĂąncias
- nĂŁo separam -
Os nossos coraçÔes
E as nossas mentes.
Eu me mostro carinhosamente
- sĂł para vocĂȘ -
Em cores alegres
Em versos serenos
Faço tudo para te ter
- eternamente -
Com arte e perfumes
- amorosamente -
Para refrescar e te aquecer
- sensualmente -
Nas asas da minha plenitude
- amiĂșde -
Na minha pele com solicitude.
A gaivota estĂĄ sobrevoando,
- acrobaticamente -
Concedendo o seu espetĂĄculo,
- em cĂrculos -
Celebrativos,
Plenificando o céu acinzentado.
A gaivota estĂĄ se aproximando,
- certamente
Para alcançar o seu sustento,
- indiscutĂvel
Sobrevivendo,
ExigĂȘncia do momento.
A gaivota estĂĄ me fazendo pensar,
Sobre a distĂąncia e o tempo,
A verdade que pode ser uma,
- duas -
Diferentes,
Convergentes,
E sobreviventes.
Gera em mim mais uma vez,
Esse doce outono discreto,
NĂŁo nego jamais,
Eu te espero,
Ao passar de cada segundo,
Longe, mas nĂŁo alheia;
O teu amor Ă© a minha teia.
Girassol em flor,
InigualĂĄvel amor,
Adorado sem tabu, e sem pudor.
Riscam no horizonte,
Os primeiros raios,
SĂŁo as tuas luzes,
Amor em verso,
Namoro em prosa,
Amor em chama.
SĂĄbios sĂŁo os teus poemas,
Chamamento celestial,
Horas em valsa,
Maré de contentamento,
IndissociĂĄvel sentimento,
Tesouro do tempo,
Trazendo vocĂȘ para mim...
Sempre me supreendendo,
Carinhosamente,
Esculpindo a poesia,
- adormecida
Feito a duna ainda em grĂŁos,
Aromas marinhos,
Do mar e do vento bailando,
- revolucionando
Um amor em construção.
Modesta flor em tuas mĂŁos,
NĂŁo menos delicada,
NĂŁo menos flor,
- maravilhada
De tanto amor,
Desabrochando em esplendor.
Eflorescida do teu sorriso,
Preciso do teu colo,
Do teu gozo,
Do teu mimo,
Do teu carinho,
Ă do teu amor que eu preciso.
Eu apenas escrevo,
O poeta Ă© vocĂȘ,
Que sente e me cativa,
E sobretudo sente,
NĂŁo existe coisa melhor
Na vida de toda a gente.
Deslumbrante afeto pĂșrpura,
Que esbanja ternura,
Doação de doçura,
Canto, sossego e riso,
Ăs o meu paraĂso,
GuardiĂŁo do nosso templo,
Berço de nosso sentimento,
- indivisĂvel -
DĂĄdiva celeste e incrĂvel.
Eu estou pensando em vocĂȘ,
E vocĂȘ estĂĄ
pensando em mim;
Frondoso jeito
que me encontro
- pensando em vocĂȘ -
Ao encontrar
lindas flores
Num encantador jardim.
Eu estou pensando em vocĂȘ,
E te sentindo em mim..,
Macio e forte,
A tua natureza
Ă© o meu norte;
Ao olhar estas flores vibro,
Admito, sonhar com vocĂȘ
Fazendo um coroa
de flores,
Para enfeitar
os meus cabelos.
Eu estou pensando
em vocĂȘ,
Em todos os nossos
desejos,
- intensos -
Profundos, sem tabus
e ledos,
Descobrindo juntos
os segredos.
Estou pensando
em vocĂȘ,
Ăs o meu
amanhecer,
A minha paz e luz,
VocĂȘ Ă© cĂąndido
e me seduz.
Estou pensando em vocĂȘ,
- aconteceu -
Estou te embalando,
E intensamente sonhando...
Asilada estĂĄ em mim
- alegria indescritĂvel -
Amanhecida, suave
E incrĂvel!
Alegria poética de saber,
Que escrevo para te ter,
Te fazer sorrir e sentir.
Em cada letra lapidada,
Nasce um verso-joia,
Que forma um poema
- um tesouro -
Para fazer a tua alma
- serena -
E a tua entrega apaixonada.
A cada afeto embalado,
Surge ainda mais brilhante,
O meu despertar amante,
De escrever sĂł para vocĂȘ;
Para que me repares
Toda a falta que sĂł tu me fazes,
E para que não te esqueças:
E um dia aprenda me amar
Com a maior de todas as verdades.
Talvez vocĂȘ nĂŁo
me enxergue,
Assim como eu sou,
Talvez vocĂȘ
nĂŁo me amou.
Sim, o teu
discreto olhar
Traz para mim
uma esperança
- Ășnica -
Como um vagalume
a voar.
Talvez vocĂȘ
nĂŁo me perceba,
Sou vegetação rasteira,
Sim, eu floresço;
Desabrocho,
Sou estrela-flor,
- em esplendor
Cravada nas areias.
Talvez ainda
nĂŁo me ame,
Porque nĂŁo
me conhece
- direito -
Nascida para
te amar,
- devotadamente -
Para satisfazĂȘ-lo
INTEIRO.
O meu olhar errante te procura,
A minh'alma paira sobre a duna,
Sussurro ao vento:
- Sou tua, tua, tua...
Cada sĂlaba semitonada flutua,
- perfuma
Transformando-se em mĂșsica,
Louva, comove e se curva,
- em reverĂȘncia
Ao Sol que se retira ao leito,
E pela noite que vem chegando,
Tingindo o céu delicadamente,
Com a cor lilĂĄs das alfazemas,
Despertando triunfal contentamento,
De atinar-me desse teu amor sedento.
Repara nas minhas formas,
Espie Ă s escondidas,
Estou aqui d'uma forma,
Jamais vista!
Esse meu jeito de menina...
Pelas fendas,
Pelas emendas,
Pelas dobras,
Acolha-me, aproxime-se;
Assim tu me enamoras!
Repara em mim...,
No meu jeito de menina,
Ainda descobrirei,
O quĂȘ mais te fascina...,
VocĂȘ me ensina?
Pelas frestas,
Pelos cantos,
Pelo avesso,
Vire-me, e dobre-me;
Que eu enlouqueço!
Repara em tudo,
O quĂȘ sou capaz,
Repara-me inteira,
Longe de ser perfeita,
Por ti sou capaz de fazer,
Sempre, melhor e muito mais!
O teu beijo Ă© a minha bebida,
- sem exagero
O teu corpo Ă© a minha comida,
- com tempero
O teu cheiro fascina
- o meu desejo
O teu ser Ă© a minha videira.
Traze tudo de ti e a paz
- inteira -
A tua voz mĂșsica perfeita,
Ao ouvir vocĂȘ, sinto-me
CarĂcia em forma de mulher
- cobiça
Invadida de Sol,
Rendada pelos raios de luar,
Aconchegada pelas estrelas,
Celebração intensa,
Saciedade interminĂĄvel,
Por causa deste colo
- adorĂĄvel! -
Correndo contra o tempo
Irremediavelmente,
Carregando o impossĂvel
Em busca de vocĂȘ:
O inacessĂvel.
Eu ainda hei de tĂȘ-lo
De forma inesquecĂvel,
Para sempre do meu lado.
A PĂĄscoa acontece sempre,
Ele vive eternamente.
Ora anoitecemos,
E ora surgimos como o amanhecer;
JĂĄ deverĂamos ter aprendido
- a viver -
Dobrando os coraçÔes
Para louvar e agradecer.
Sempre esquecemos,
De sermos gratos,
Por alguém que nos ensinou,
Amar uns aos outros,
Como Ele nos amou;
Ele se entregou,
Nunca se negou
E ensinou o salto do amor.
Os registros estĂŁo lĂĄ,
Para quem sabe ler,
- e interpretar
Pronto para se entregar,
E escutar a mensagem,
Que pode surgir face a face,
- e a conversĂŁo acontecer
Ă sĂł vocĂȘ se abrir,
Deixando o teu coração ler,
A tua alma irĂĄ reconhecer,
Os ensinamentos dourados,
Para que o poema pascal aconteça,
Ă preciso que estejamos reunidos,
Na mesma caminhada lado a lado.
NĂŁo resisto,
porque nĂŁo quero,
Deixei bem claro
que eu te quero.
Eu, vegetação rasteira,
sobre a duna
Como quem segura,
e se insinua porque deseja
- ir além.
Gente como eu,
jamais recua,
tem a alma nua,
talhada e lapidada;
NĂŁo teme Ă nada.
Ama heroicamente,
resiste Ă tudo,
Enfrenta silenciosamente,
NĂŁo teme e nĂŁo se
nega à tentação,
Vai além do querer bem,
crĂȘ que um dia o amor vem.
Desde o dia em que o destino,
trouxe para mim o teu livro:
Nunca mais fui a mesma,
quando vi vocĂȘ com esse olhar
- desprotegido -
Eu jĂĄ sabia que era tua,
nascida e predestinada,
Para ser a tua amada.
Tenho na memĂłria guardada,
NĂŁo hĂĄ mais como dizer,
Talvez esteja sepultada,
Em terra longĂnqua,
Hei de um dia te contar,
Fizeram a gente esquecer,
NĂŁo Ă© possĂvel sequer falar.
Este poema Ă© impublicĂĄvel,
Mas Ă© inevitĂĄvel...
Ele fala de sobrevida,
Ele fala da Morte,
E da vida além da Morte.
Abraçando a lembrança,
Não hå mais esperança,
Ylang-ylang Ă© o teu perfume no ar,
Serena musa, nĂŁo sei onde estĂĄs,
Talvez um dia vocĂȘ vai voltar,
Talvez pobre de vocĂȘ,
Algum dia o destino irĂĄ mostrar.
Esse poema nĂŁo presta,
Eu deveria atirĂĄ-lo no lixo,
Ele nĂŁo deu a cara a tapa,
Filho de alma covarde,
Ă quase uma denĂșncia...
Os ares e âas flores de abrilâ,
Uma mĂșsica de Chico Buarque,
A imagem da mulher esfumaçada,
Talvez esteja desfigurada,
Teve a imagem desaparecida,
E alma roubada,
NĂŁo quero falar sobre mais nada.
Ah! Contempla...
A lente atenta,
- alenta o olhar
A cidade coberta,
De neve mansa,
- o tempo passa
Devagar e serena
A alma humana.
Ah! Espera...
A vida revela,
- modifica
Percorre, renova,
- suscita
Gelada ou quente,
- vibra
Intensamente...
Aos passos,
Em cada floco,
Ao despertar,
De cada manhĂŁ,
Semeia o sonho,
Cativa de verdade,
DĂĄ o quĂȘ de eternidade
A cada momento de felicidade.
Ao ouvir a mĂșsica do vento,
Percebi os teus olhos zelosos,
Deparei-me com os teus passos
- macios
O balançar das amendoeiras
- doces ritmos
Fizeram-me contemplar:
os nossos instintos.
Ao sentir a tua presença,
Senti-me protegida,
Amparada, e tua amada,
A minha alma afagada,
- terna -
E feminina,
Distante das angĂșstias,
Rendida por tuas ternuras.
Ao cair da noitinha,
Ă beira mar,
Sereno luar,
Amando a tua presença,
- vigilante
Aprendi o que Ă© amar.
Ă inverno!
Celebremos,
NĂŁo Ă© eterno,
Sempiterno.
- momento
NĂŁo recusemos.
Ă eterno!
NĂŁo recuemos,
- Ă© extremo
Enfrentemos,
- o tempo
E o eternizaremos.
Ă sempiterno!
Como um afeto,
Reconhecemos,
Ă terno,
Intenso,
Logo, o passaremos.
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