Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Tu tens a minh'alma, tu me tens
Em todas as posiçÔes...,
Como um barco repousando
Sob as ĂĄguas salgadas
De todas as emoçÔes...,
Tudo flui,
Em BalneĂĄrio Barra do Sul;
- Terra de todos os amores
Dos nossos sonhos e mil seduçÔes.
Sou a canção nascida da voz
Do pescador e da rede,
Como peixe sem cardume
Busco o meu rumo,
E o teu amor como lume.
Tu me tens pela eternidade,
Sou as ondas do Universo,
A dança de todas as horas,
A saudade pela qual choras,
A valsa de toda a bondade,
A santidade e o erotismo,
- virtudes eternas em letras
BalneĂĄrio Barra do Sul
à poesia para que não te esqueças.
Surgi como o mais
belo juramento,
Sem engano e
sem tormento.
A minha essĂȘncia
é profética,
Sou a encarnada
amenidade poética.
Para fazer-te companhia
ao invés do sol,
Ă beira mar, um oceano
de desejos,
Com versos e todos
os beijos;
Para fazĂȘ-lo amar,
longe dos medos.
Estou a te esperar,
poeticamente,
Da forma que ninguém
soube ousar,
E tampouco imaginou
experimentar.
Estou a crer,
infinitamente,
Que virĂĄs como
uma mansa manhĂŁ,
Acariciando-me
amorosamente.
Como Ave gentil,
Pousou a poesia,
Como gaivota,
Ă beira mar,
A contemplar,
E escutar,
O que o coração
Tem para falar.
Como Ave gentil,
Assim sou eu
No embalar,
Sempre a te esperar,
E cantarolar
Como as ondas do mar,
Cumprimentando sempre
O azul infinitamente anil.
Como ave gentil
A te espreitar,
Estou aqui,
Te buscando,
Devotadamente,
Sob a luz das estrelas,
Com uma saudade imensa,
Da tua paixĂŁo intensa...
Sou o verso mais inebriante,
O desafio, a tua lida,
Sou toda a tua vida,
A odalisca sensual, o teu afeto,
- o teu romance
A papoula rara, - proibida
O incenso oriental,
Que desarma o teu exército,
Genuflexa te embevece,
Dum jeito que te enlouquece.
Em meus lĂĄbios escaldantes,
Assim vocĂȘ se deslancha,
E se derrete inteiramente,
Eu tenho um talento Ășnico
De te pĂŽr em ponto fervente;
O meu sabor Ă© o da noite,
Eu te faço deitar com a madrugada,
- sou o maior amor da tua vida -
Uma amante para jamais ser esquecida.
NĂŁo consigo
ser diferente...,
A poesia que enxerga
em mim,
Ă mais tua
do que minha,
Essa poesia mora
mais em ti
Do que mora em mim;
NĂŁo consigo
ser diferente...,
Escrevo para causar
contentamento,
Escrever para mim
Ă© como um rubi,
Escrevo com o que hĂĄ
de mais vermelho,
- em mim -
Escrevo para mexer
com o sentimento.
Nunca duvide
do que a minha poesia
Ă© capaz,
Quando menos imaginas,
tu irĂĄs atrĂĄs,
Do Bem que sĂł
ela te faz;
Tu bem sabes do
que ela Ă© capaz,
Além de ser canto, ela é
o teu colo de paz.
NĂŁo consigo
ser diferente...,
Sou o verso presente
nos teus lĂĄbios,
A doçura caĂda do cĂ©u
em teus ĂĄtrios,
Para mudar o teu presente
â um presente,
Nunca estou ausente,
és ciente,
Porque eu
sou diferente;
NĂŁo consigo
ser diferente...,
Cheguei para mudar
os teus dias,
Para trazer sorrisos
e mil alegrias,
E fazĂȘ-lo feliz
e cheio de valentia,
Guardando cada escrito
meu como magia,
Para sempre se orgulhando
que eu existo: sou poesia.
Noite estrelada,
Aqui em BalneĂĄrio,
Brisa macia,
Alma amainada.
Caminhei até o jardim,
Para ouvir o silĂȘncio,
Que habita em mim,
Sozinha assim...
Crendo que estĂĄ escrito,
- nas estrelas-
O amor e o destino,
EstĂŁo no nosso caminho.
Noite estrelada,
Alma desacorrentada,
Desapegada,
Flutuando libertada.
Eu deveria viver sempre assim:
em plena contemplação
com um bloco de escrever,
e com vocĂȘ no meu coração.
E sempre que surgisse a inspiração,
eu a simplesmente colocasse no papel.
Eu deveria viver sempre assim:
encontrando bons motivos
em todos os sinais da Natureza,
para escrever versos de amor sem fim.
Porque vocĂȘ Ă© a minha inspiração,
A minha poesia e canção do céu.
Tenho todos os motivos para ser assim,
Escrevendo mesmo até sem motivo,
Encontrei o meu maior presente do destino.
O meu coração ao vento,
Segue o teu atento,
Buscando cada alento,
Ele Ă© puro sentimento,
- Ă© pressentimento
E anunciação ao mundo,
De todas as noites escuras
Que nĂŁo pudemos desfrutar;
A liberdade Ă© nossa...,
Ela estĂĄ para chegar...
Entre
todas as esperas,
Da minha [vida,
Ninguém duvida,
Que nunca desisti,
De ser tua,
E em cada [linha,
Em cada pĂȘlo,
Em verso,
Verdade,
Prosa,
Nostalgia,
- e inteira [poesia.
Em mim hå uma fé,
Um querer que se expande,
Um coração pulsante,
Uma bondade que se intensa,
Em mim hĂĄ todo o universo,
Embalado pela espera,
Pela sede e pela fome,
De te querer imensamente,
De estar contigo,
- Eternamente! -
Entre
escombros
o planeta,
Repleto
de coraçÔes
destruĂdos,
De homens armados
[fardados ou nĂŁo,
CoraçÔes destroçados,
[atormentados,
Que preferiram
os caminhos
[complicados.
Ao invés de amar delicadamente,
Amparando-se com doçura,
Porque se sentem poderosos,
Destruindo coraçÔes,
E os chamando de fracos,
Assim se deleitam as raposas...,
Mas algo em nĂłs carrega a luz,
Do amor e dos séculos,
Da eternidade e de toda a bondade,
Sofremos, experimentamos e choramos;
Desafiamos leÔes e generais,
- acreditamos
Sei que vamos vencer...,
Vamos nos pertencer...,
A nossa liberdade estĂĄ chegando...
Nesse festival de doçuras e intençÔes,
VocĂȘ me procura sempre,
Estou sob o efeito das tuas tentaçÔes,
O teu olhar discreto provoca
Grandes e doces sensaçÔes...
Ă cativante porque tens recato,
Fazes de mim um verĂŁo escaldante,
Até no inverno, excitante;
Derrete-me toda feito gelo,
A minh'alma nunca teve segredo.
Tuas curvas e minhas curvas,
Discretamente iluminadas,
Lembram até montanhas,
Aprecio as nossas manhas,
Ă nesse nosso amar que me perco.
Tronou-se um desejo
Que tem o teu nome!...
Para uns Ă© um escĂąndalo,
E para outros Ă© singelo
Tal como um dia do Sol.
Estou em tuas mĂŁos...,
Como uma delicada flor,
Eis um desejo secreto,
Um tormento severo,
Que sĂł passa no teu colo,
Ele Ă© o meu alento...
Embora, eu seja angélica,
Também sou carnal,
- devoradora
Como uma fera faminta,
Rezo que se consinta..
Estou em teu coração,
Sou chama que abrasa,
- e sĂł aumenta
O meu nome Ă© labareda,
A lascĂvia que te inunda,
Pedindo que eu te aqueça...
Feito a palha que procura pelo fogo,
Feito a abelha desejando a flor,
Eu sei de tudo! Queres além do firmamento,
Aspiras todos os meus beijos e o meu amor.
Com a mesma graça da borboleta,
Ardendo como fogueira,
Orgulho dessa paz que me faz tua,
Fonte que esbanja, e sabe ser serena.
Florida , invicta e encantada,
Estou a tua espera,
Aguardando por uma investida tua,
NĂŁo tenho cheiro da liberdade,
Eu sou a liberdade,
Sei que procuras pelo meu amor.
Eu tenho um corpo que te inebria,
Um sorriso que te ilumina,
O carinho na dose certa,
A gentileza que te afaga,
Sou a presença que não se acaba,
Surgi para ser a tua amada,
Eu sou presença que se faz estrelada.
Tu me procuras porque além das doçuras,
Também possuo loucuras santas,
No fundo as minhas asas de anjo vem da alma,
Tenho calma para ler a tua palma,
Eu sou cigana.
As tuas mĂŁos lisas e serenas,
As nossas carĂcias intensas,
Passos que sabem por onde ir,
MĂŁos que sabem desenhar,
Bocas que sabem para onde ir.
Sonhos que escolheram se abrir,
Como veredas mansas e serenas,
- desabrochando plenas
Entre jasmins e orquĂdeas,
Como o balanço das palmeiras.
O amor Ă© do tamanho do mundo,
Ele brilha em noite sem luar,
Através dos teus olhos escuros,
Ă a eternidade num segundo,
Ă verso a se propagar como profecia.
Talvez vocĂȘ nĂŁo saiba,
Talvez sequer desconfie,
Ou nĂŁo tenha percebido,
A vida segue um ritmo,
Possui um maniqueĂsmo,
Comanda até a vontade,
SĂł nĂŁo domina a saudade.
Ah, talvez! Esse talvez...
Que morde a beira do lĂĄbio,
Ousado e larĂĄpio...,
Ă passo com sutileza,
Requer toque com firmeza,
Porque no fundo Ă© safadeza,
Assim alcança o astrolåbio...
Vejo o cair da noite acetinado,
Como se eu estive no teu colo,
Doce, quente e perfumado...,
Aos beijos molhados e cĂĄlidos,
Os dois apreciando o BalneĂĄrio,
SaĂdos do meu imaginĂĄrio...,
Experimentando esse rimĂĄrio...
Tenho muito para te contar,
VocĂȘ pode atĂ© nĂŁo acreditar,
Querem a minha fé roubar,
Mas eu nĂŁo vou deixar.
O amor nĂŁo fugiu do mundo,
Ele sĂł resolveu se refugiar,
Para se preservar,
E nĂŁo deixar a chama apagar.
Quero os teus lĂĄbios beijar,
Neles encontrei o teu encantar,
Bem junto do teu afagar,
Senti a minha alma adoçar...
A tua voz lĂvida, caro e augusto,
Tentando mostrar através da poesia,
- imprensa
Para fazer esse Brasil um paĂs mais justo.
A noite traduzida em pele de felina
ChegarĂĄ sĂł dizendo sim,
-altiva-
Para te fazer inteiramente meu,
No meu colo macio como cetim.
Chuva em noite que o luar enfeitiça,
Aqui dentro faz sol,
-ilumina-
Para te fazer inteiramente seduzido,
Doce e entretido.
Aqui no meu corpo tem mar,
E no meu coração tem amor,
Em mim hĂĄ todo o mel,
Os meus lĂĄbios tĂȘm sabor do nosso cĂ©u.
Sei que nĂŁo podemos,
Sei que nĂŁo devemos,
- Nos limitar -
Fugir diante do mundo,
NĂłs temos a nĂłs,
Decerto Ă© o abrigar.
Sei que podemos,
Sei que devemos,
Nos recorrer, amar;
Sem medo do mundo,
SĂł nĂłs sabemos,
O nosso tempo e lugar.
Para onde?
Eu nĂŁo sei.
O nosso amor Ă© a lei.
Ele escolhe o destino,
- o calendĂĄrio
Elabora a rota e o ninho,
O amor sabe de tudo,
Ele sabe sempre onde chegar.
Ă o ventar irremediĂĄvel,
Carregando as ondas
As areias e conchas,
O rebojar balançando,
O barco navegando,
Como o leme para lĂĄ,
E com o leme para cĂĄ.
LĂĄ estĂĄ vocĂȘ, e cĂĄ estou eu,
Somos estrelas-do-mar,
Somos o que quisermos,
Arte e ciĂȘncia, - paciĂȘncia
E doce imprudĂȘncia;
Segundos, minutos e horas,
Somos anos, décadas e séculos,
A expressĂŁo de uma existĂȘncia.
Começou o Carnaval
O samba Ă© coisa boa
Filho do Carnaval
Até debaixo da garoa
O choro que chora
NĂŁo chora sĂł a dor
Ele Ă© feito de amor
Que também perdoa
Na ponta da sandĂĄlia
Da bela mulata
Com o corpo pintado
Com tinta cor-de-prata
Na cadĂȘncia de cada passo
Ela vai iluminando
O Rio segue sambando
O Brasil inteiro empolgando
Mulata que faz o homem penar
E as mulheres invejar
Faz o coração do povo sambar
Ă samba-mulher a encantar
Mulata Carnaval
Ă enredo
Mulata tĂŁo linda
Que chega a colocar medo
Mulata me empresta
Um pouco do teu perfume
SĂł para provocar
E ver se o meu amor sente ciĂșme
Mulata me ensina o seu rebolado
Só para enfeitiçar
E endoidecer o meu namorado
Para deixar ele apaixonado
O Brasil gosta de samba
Esqueceu o samba perdido
Um tipo de samba esquecido
Chamado samba de partido
Mulata que Ă© pagode
Mulata que Ă© samba
Mulata que Ă© choro
Mulata que Ă© samba de partido
Mulata vocĂȘ Ă© um perigo
Mulata vocĂȘ Ă© o Carnaval inteiro
Mulata que Ă© samba enredo
Mulata me ensina o seu segredo...
Escutei a tua voz saudosa
TĂŁo modulada e clamorosa
O coração saltou pela boca
Apurou o meu paladar
Deu saudades das tuas prosas
E eu atenta a te escutar
Essa tua voz saĂda do fundo
Lå da garganta do coração
Colocou-me em flutuação
Se for pedir demais
Faça mesmo assim
Misture a tua pele morena
Com a minha cor de marfim
JĂĄ sabemos naquilo que resultarĂĄ
No nosso amor gostoso, enfim.
LĂrios amarelos enfeitavam
O jardim ao redor da guarda
O Lusitano exibindo o trote
O amor voltando a galope.
Vejo os rochedos
O pico iluminado
Tudo voltando a brilhar
VocĂȘ voltando de vez para ficar.
A vida tem caminhos de porcelana
à preciso ter confiança
Iluminados pela esperança
A vida tem caminhos de pedras
Ăs vezes escorregadias
E também tem mil quimeras
A vida tem caminhos de areias
Que recebem marcas
Talvez de nem tantas belezas
Mas inundadas por grandezas
A vida e os seus caminhos
Que estĂŁo repletos de tramas
Que tecem mil famas
E outros enredos de mil dramas
NĂŁo se engane pelo poder
NĂŁo se intimide por ela
A vida Ă© roda viva
Quando um se vai
O outro Ă© que fica
NĂŁo te perturbe pelo poder
NĂŁo se ocupe por ele
Poder um dia a gente tem
No outro dia a gente perde
A vida existe para quem sabe viver.
A meu ver nĂŁo Ă© apenas um sino,
Espia! Existe outro ao lado,
Ă verdade, que sĂŁo dois sinos,
Sinos sĂŁo vozes feitas para escutar,
SĂŁo vozes anunciadoras do tempo,
Sabem ao seu jeito dar o recado,
- e a escuta despertar
Assim anunciam os sinos,
Que daqui para frente vou contigo.
Seguirei para Isla Negra,
Para qualquer lugar,
Desde que eu volte
- sempre -
para a casa do poeta.
Haja visto, de que a moça
- admirĂĄvel -
e que ele gosta,
- sou eu
Por uns passou desapercebido,
Que o nosso amor chegou
Ă© despercebido,
Faz parte, foi por obra do destino,
- destarte
O amor hoje Ă© fruto ainda proibido.
A meu ver o tempo sempre inflige,
A pena dessa espera,
A espera sempre vale a pena.
Os sinos sinalizam, abrem a alma
Para aprender a ter calma,
- e se concentrar
No tempo que tem o seu prĂłprio tempo,
Espera com paciĂȘncia,
Que a oportunidade irĂĄ chegar.
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