Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
A liberdade tem asas,
- ela pode voar
Ela tem asas de ouro,
Ă prova de desdouro.
Liberdade Ă© um canto,
Que nĂŁo hĂĄ como calar,
Ela pertence ao ser humano,
Isso ninguém pode negar.
A liberdade ignora amarras,
- ela é constelação solar
Ela segue para todos os cantos
Ă livre para vivenciar â flutuar.
A liberdade é um mistério,
Ă prova de bala,
E de bomba a-tĂŽ-mica;
Ă beleza de gente indignada,
Que subverte a moral catatĂŽnica.
Existem pessoas que lutam
Pela liberdade,
E que depois passam a se identificar
com os seus algozes;
Assim, desse jeito, segue o triste
curso da HistĂłria da [Humanidade.
Eu quero chegar perto de vocĂȘ,
Deixa, deixa, deixa...
Deixa eu chegar bem perto de vocĂȘ,
NĂŁo duvide o quanto espero,
- Por vocĂȘ! â
O destino bicho arisco,
Deixou- me no exĂlio,
Sem vocĂȘ, sem vocĂȘ, sem vocĂȘ...
Eu sou uma louca numa ilha,
Esperando uma mensagem,
vinda do teu oceano,
Dentro de uma garrafa,
uma mensagem de vidro,
Que nĂŁo quebre,
E que fale de vocĂȘ
algo que fale sem dilema:
- um poema sem complicação
Um poema que fale de amor,
e que seja do tamanho
Do teu coração
- pura unção.
Perfume de terra,
aroma de vento,
Fortaleza de Rocha,
pétala de Rosa,
QuerĂȘncia briosa.
Deixa eu chegar perto de vocĂȘ
com o tamanho dos meus sonhos,
E com toda a minha coragem.
nĂŁo desaparecerei na ventania,
Hei de ignorar a tempestade.
Eu juro! Eu existo, resisto
e nĂŁo hesito em dizer:
- Eu nĂŁo sou miragem,
e sim, o milagre nascido
da minha própria imaginação.
Hoje fui caminhar na praia,
SaĂ em busca dos teus olhos,
- lindos olhos cor de (a)mar,
Bastou as ondas para lembrar
Do teu jeito de me desalinhar.
Deste teu jeito de fotografar,
Em letras registrar,
- esse poema
Sobre a mesa de trabalho,
Estou a inundar-te...,
- tal como um estuĂĄrio
Sou eu a te assanhar...
Eu na praia, e vocĂȘ aĂ,
Sobre a mesa de trabalho,
Eu sou o teu verso ordinĂĄrio,
E também o teu verso oratório;
O teu desejo longe de ser transitĂłrio.
A madrugadinha
Ă uma felicidade
- Minha e tua -
Logo chega o logo
Bem de manhĂŁzinha
- Manhosinha -
Depois da madrugadinha
- Carinhosinha -
Completamente tua e minha.
Um poeta morre e nasce,
Sempre que escreve poesia,
E vai seguindo o curso da maré,
Ele reinventa,e sempre ressurge;
O poeta quando menos se espera,
- ele ressuscita
O poeta Ă© feito de sangue, pĂł e ouro.
Um poeta se mata e ressuscita,
Sempre que declama poesia,
E vai seguindo o curso do rio,
Ele inventa, e surpreende;
O poeta não espera nada de ninguém,
- ele Ă© eterno
O poeta é feito de amor, ódio e mistério.
VocĂȘs nĂŁo fazem a mĂnima ideia
do que Ă© feito um poeta,
E muito menos como na vida
um poeta surge;
Portanto, desejo que todos vocĂȘs
vĂŁo para o Inferno!
Eu me encontro com vocĂȘ
Em todos os lugares,
Como o vento e as areias
Carregando as conchas,
- e as saudades;
Eu me encontro com vocĂȘ
Por todos os lugares,
De preces em preces
Em todos os altares.
Sou o total atrevimento,
E cortesã da sedução;
Nasci para ser a tua paixĂŁo.
Por isso eu me encontro com vocĂȘ,
Do jeito que nĂłs dois sabemos,
- sempre confiantes
Em versos Ăntimos, e celebrantes;
E nos reversos radiosos do bailado,
Somos bons amantes â indecorosos,
Ă assim que nĂłs somos amorosos:
cuidando um do outro
Como uma mina de diamantes.
Beijo intensamente a tua boca
Com sede infinita,
De gentilmente tirar-lhe a roupa
E tato infindo,
SĂł para ver como sente,
Provocando infinitamente,
Para romper contigo as grinaldas,
Em versos e calmas,
-Ăs o meu planetĂĄrio!-
InteligĂvel rimĂĄrio,
No teu coração,
E no canto do meu lĂĄbio.
Sinto infinitamente o teu corpo,
O teu sufoco,
De matar a tua fome,
Dessa vontade que nĂŁo some,
Que de joelhos se dobre,
- e te sirva
Com toda loucura boa,
- e que excita
Montado em mim como numa popa.
Su'a doçura em minhâalma
Traz o mais santo e acalma
Uâa luz que brota calma
Gravada estĂĄ a su'a aura
De ĂȘxtase e sĂșplica
Certeza prima
RazĂŁo Ășltima
Eloquente ternura
Provocada em mim
Somente por ti
Com aroma de sapoti
E saborosos beijos de pequi
Traze os dois hemisférios
E todos os mistérios
Das palavras e séculos
Embaladores dos cordÔes etéreos
A liberdade guia no escuro
Porque crĂȘs no augĂșrio
Que o nosso amor Ă© puro
E que ele terĂĄ um lindo futuro.
O teu semblante moreno,
A tua pele perfumada,
A tua voz grave,
O teu ombro sereno,
Deixam-me extasiada
E nĂŁo me deixam, sossegada;
Na verdade, nĂŁo me abandonam.
A tua mĂŁo mansa,
Ainda em mim repousa,
Deixou-me feito louça,
Ainda me tempera,
SĂł de pensar, fico hipnotizada
Igual a serpente pelo encantador
Completamente amainada.
Quando chove Ă© sempre assim,
Lembro a enorme falta que
- sĂł vocĂȘ- faz para mim;
Ă um penar sem fim,
Mas com cheiro doce,
Cheiro seu, meu jardim,
Um anjo que faz falta, sim!
Debalde procuro as nossas histĂłrias,
Todas retidas na minha retina,
E bordadas nas minhas memĂłrias.
Flutuação que sempre me leva
Para dentro, ela rompe o tempo,
E sacode todo o sentimento...
Entrevejo a tua presença em tudo:
Tens o meu amor nada diminuto.
Ăs o meu canteiro, o meu jasmineiro.
NĂŁo sossego nenhum segundo,
DistĂąncia que hĂĄ de ser rompida,
Por esse amor inexplicĂĄvel e profundo.
Ninguém estå sozinho,
- eu acredito
Nem um cadinho nisso,
Somos feitos de carinho,
E de doçura sem fim...
Descobri em ti a salvação,
A redenção do meu coração,
O teu amor é revelação,
Fonte da minha libertação.
Desde que vocĂȘ chegou,
A estação saudade se alterna,
Entre o verĂŁo e a primavera,
Mesmo que vocĂȘ se vĂĄ,
Aqui vocĂȘ para sempre ficarĂĄ.
A noite foi chegando gentil
E transformando o céu anil
Numa imensa mandala
O degradĂȘ desabrochando
Os anjos cantarolando
E o céu se desdobrando
Num presente multicolorido
Acolchoado em madrepérola.
No sorriso do sol indo dormir
Vejo o teu lindo sorriso
Uma constelação a luzir
Provocando o meu coração
Convidando a florescer de leve
De amor e contentamento
Com a unção do firmamento
Cor de mandala multicor
Repleto de encantamento.
A poesia independe de rima
Ela surge até sem escrita
E não depende de metrificação
Porque ela brota do coração
Longe da isenção de sentimento
Ela é como uma canção
Transformada em oração
Amante, pungente e tocante
Dependente do teu calor
Que traz a inspiração...
Como num transe que não tem explicação,
Eu caminhei até a praia,
SĂł para ver se eu ganharia
o teu sorriso,
Como uma divina moção,
Mas vocĂȘ lĂĄ nĂŁo estava,
Lembrei-me do tempo,
que eu era a tua amada.
Graciosamente o mar marulhava,
- todo formoso ele cantava
Uma linda canção que me tocava,
Dos pĂ©s ao Ășltimo fio de cabelo,
Lembrei-me da Ă©poca que nĂŁo tĂnhamos
- nenhum segredo -
E o medo do escuro
era uma doce desculpa,
Para pular no teu colo
- o meu grande enredo.-
No ĂĄpice do inexplicĂĄvel transe,
Que só reforçou a lembrança,
- do nosso lance
Vi um jovem casal de namorados,
Os dois atravessando a duna,
Recordaram que nunca deixei de ser completamente tua.
Sob a guarda dos teus olhos,
Protegidos estĂŁo os sonhos,
Sonhos meus que sĂŁo teus,
Temos fé no amor e na vida,
NĂŁo possuĂmos o desdouro,
O amor Ă© nosso tesouro,
Preservado com doce lida.
Os olhos brilham por versos,
Os beijos sĂŁo ternos e sinceros,
A poesia Ă© gĂĄudio e refĂșgio,
Ah! Esse mundo austero...,
Ainda cremos que protegidos
- pelo nosso amor e fortuna
Faremos da carĂcia, o prelĂșdio.
PrelĂșdio que os doidos de amor,
SĂŁo sĂŁos e libertos para escutar,
Ă mĂșsica para vivenciar,
Ă serenata de todas as horas,
à fé de quem amar,
Ă esclarecimento em esplendor,
De quem vive todas as horas
- intensamente -
Um grandioso e reluzente amor.
Ăs a minha loucura,
Ăs a minha sanidade,
Ăs a minha ternura,
Ăs a minha saudade,
Ăs tudo o que me livra,
Ăs toda a minha vida.
VocĂȘ chega com a noite,
E também com a manhã.
Ăs o meu Sol,
Ăs a minha Lua,
Ăs o meu sal,
Ăs o meu mel,
Ăs o meu cĂ©u,
Ăs a minha doçura.
VocĂȘ chega com a brisa,
E nunca vai embora.
Ăs a minha batalha,
Ăs a minha unção,
Ăs a minha glĂłria,
Ăs a minha preferĂȘncia,
Ăs a minha histĂłria,
Ăs a minha paixĂŁo.
VocĂȘ nunca chega,
Ă porque nunca foste.
Ăs a minha poesia,
Ăs o meu verso,
Ăs a minha prosa,
Ăs o meu poema,
Ăs a minha biografia,
Ăs a minha trova.
VocĂȘ sempre dentro,
da minha pele e do sentimento.
Ăs o meu tudo,
Ăs o meu nada,
Ăs o meu recato,
Ăs o meu tempo,
Ăs o meu corpo,
Ăs a minha vontade depravada.
NĂŁo vou esquecer,
- a delĂcia de ter
Para sempre festejar,
- a delĂcia de ser
Doce na imensidĂŁo,
No embalo do violĂŁo,
Para tocar a tua paixĂŁo,
Sou a mais doce canção.
Pronta para te embalar,
Com o meu perfume no ar,
Como um anjo a voar,
Entre as nuvens a se esconder,
Para a tua alma tocar,
E para o teu corpo nĂŁo sossegar.
BĂșssola a te orientar,
Destino certo para prosseguir,
VocĂȘ sabe o que eu quero,
E também sei para aonde ir;
Passo macio, caminho certo,
O teu beijo de amor mais sincero.
Fulgurante céu em esplendor,
MĂstico em tons aurirosados,
Celebrando os trĂȘs reis magos,
Que presentearam Nosso Senhor.
TrĂȘs presentes para Nosso Senhor:
Fé, Esperança e Caridade.
Paz na terra aos homens de ĂĄrduos trabalhos,
Que os homens aprendam a viver sossegados.
Esvoaçantes nuvens a enfeitar,
O Sol crĂstico a repousar,
Ouro, incenso e mirra,
Desenhados no céu quase a estrelar.
TrĂȘs presentes para Nosso Senhor:
Paz, Amor e Solidariedade.
Paz na terra aos homens de misericĂłrdia,
Que os homens aprendam a viver em concĂłrdia.
Dançantes notas do vento,
Beijos dos Anjos a brindar,
Vejo a Estrela de Belém no céu,
Anunciando que Jesus chegou para ficar.
TrĂȘs presentes para Nosso Senhor:
Bondade, Justiça e Lealdade.
Paz na terra aos homens de boa vontade,
Que os homens aprendam a viver em verdade,
E sobretudo, em honestidade,
Paz na terra aos homens de fé sobrenatural,
Que os homens aprendam a fazer da Terra ParaĂso primordial â celestial.
A leveza dum suspiro
A saudade em flor
Assim vou vivendo
Escrevendo a saudade
Que tenho do teu amor
Nunca te deixei
Foi o vento que me levou
Porque tenho as asas leves
Como as asas do beija-flor
Uâa ternura entregue
A saudade permanece
Assim vou te amando
Crendo que os arcanos
Por nĂłs estĂŁo conspirando
Nunca te abandonei
Foi o destino que nos afastou
Desconfio que o meu amor era sĂł
E sĂł ele nĂŁo te bastou
Uâa histĂłria que nĂŁo perece
A saudade nĂŁo fenece
Assim ela vai vivendo
Certa que ela nĂŁo fenece
Um sacrifĂcio de amor, ela te pede.
Conchas sĂŁo os beijos das sereias,
Beijos espalhados pelo mar,
Feitos para enfeitar as areias,
Nascidos para o coração amar.
Conchas nas areias da praia,
Conchas nas cinturas das moças,
Conchas em dias de Sol,
Conchas em noites de luar,
Beijos das sereias a cintilar.
Conchas sĂŁo os beijos das sereias,
Beijando luminosamente as areias,
Feitas para o teu caminho iluminar,
E a tua vida dar brilho e enfeitar.
Conchas carregadas pelo mar,
Conchas nos pescoços das moças,
Conchas em dias de tempestade,
Conchas em noites de calmaria,
Beijos das sereias a te inundar.
Conchas sĂŁo os beijos das sereias,
Enamorados das dunas e areias,
SĂŁo como estrelas no chĂŁo,
Enfeitando o terreno com paixĂŁo.
Conchas repousadas e perfiladas,
Enfeitando os pulsos das moças,
Conchas em dias de inverno,
Conchas em noites de verĂŁo,
Beijos das sereias â uma constelação.
No firmamento e no chĂŁo,
O estalar dos beijos das sereias,
O trepidar das conchas,
Como o tilintar das estrelas,
Formam a canção da vida em renovação,
Que esplende de ternura, encanto e amor,
Um espetĂĄculo celeste no mais alto fragor.
Quando vejo vocĂȘ dormir,
DĂĄ uma vontade de contigo ficar,
Ă um sonhar de olhos abertos,
Amando cuidar de vocĂȘ,
Destino traçado para prosseguir,
E até os teus passos velar...,
Porque o teu olhar Ă© farol a luzir,
Ă lindo o teu acordar!...
Quando vejo vocĂȘ dormir,
Tenho a certeza do futuro,
Desse amor puro,
E que se vocĂȘ se sente seguro;
Agradeço aos astros o teu existir,
O teu sentir e o teu fluir,
Esse teu lindo sorriso,
Que sempre faz o meu sorrir.
Vendo vocĂȘ dormir,
NĂŁo dĂĄ vontade de fazer mais nada,
A nĂŁo ser ficar te namorando,
Como o Sol e a manhĂŁ,
Que juntos tem cor âauriromĂŁâ,
Dos teus låbios cor de maçã,
Da tua saliva um punhado de hortelĂŁ,
Sinto o quanto a vida Ă© [boa,
No teu corpo nado como quem nada
numa tranquila [lagoa,
Na minha vida vocĂȘ apareceu para
me amar, - nĂŁo foi Ă [toa...
PaixĂŁo doce assim Ă© para a vida [toda,
Ninguém desfaz, - ela não [voa...
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