Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Se eu posso ser poesia:
- desabrocho em [flor]
Se eu posso ser tua:
- escrevo versos de amor.
Se eu posso ser fascĂnio:
- viro o melhor sabor
Se eu posso ser [rio]:
- desĂĄguo no teu mar.
Se eu posso ser aurora:
- posso ser [poente]
Se eu posso ser noite:
- viro luzeiro presente.
Se eu posso ser tua:
- andarei nua no paraĂso
Se eu posso ser mistério:
- viro logo um mar feitiço.
Porque me deito em ti
Meu sonho de amor,
Ăs meu solo sagrado.
Aprecio tudo o quĂȘ te atrai,
O quĂȘ perfuma o ar...,
Aprecio tudo o quĂȘ te traga,
Transformando em contentamento:
as manhĂŁs, tardes, noites
Transformando a madrugada
em poesia de versos esplĂȘndidos,
Cintilando em cada um o romantismo
Puro, sublime e necessĂĄrio;
Que me torne a mulher do teu agrado.
A mulher deve ser o exemplo
do mais puro recato,
Intimamente, ela deve ser o seu
mais refinado desacato.
Ă um crime imperdoĂĄvel
obrigar a mulher ficar
preocupada em ser bonita.
A mulher nĂŁo deve 'abandonar',
e tampouco esquecer:
a obrigação de toda a mulher
Ă© ser leal aos seus princĂpios;
isto Ă©, leal ao seu amor...
A mulher doce e indelével
sabe como ninguém
que foi desenhada divina.
Para ser escrita na histĂłria
e ser digna do seu louvor;
Vista tanto como poesia
e um santuårio de oração.
A mulher merecedora de ti
deve ser um balneĂĄrio de luz
para trazer-te tranquilidade.
A obrigação da mulher em si
nĂŁo Ă© ser bonita...,
Mas ser eterna o suficiente
para ganhar o seu coração.
Existem primaveras inexplicĂĄveis,
Algumas surgem [lentamente...,
Outras florescem surpreendentes,
Primaveras inevitĂĄveis como a nossa
Jamais passarĂŁo [ignoradas...,
Perfeitamente reunidas hĂŁo de escrever
Muitas histĂłrias inevitĂĄveis,
Feitas de coragens e de [futuro];
NĂłs dois queremos um amor seguro.
Sentinelas do mesmo caminho,
Cantando a mesma canção,
Composição de amor infinito,
Celebrando a festa da paixĂŁo.
Poemas do mesmo continente,
Declamados no mesmo lugar,
Juras além da terra e do mar.
DelĂcias de uma paixĂŁo caliente,
Surgidas de um cupido levado,
Que nos flechou encantadoramente.
Da minha curvatura
No teu hemisfério,
De toda a loucura
No teu mistério,
Ăs meu impĂ©rio...
Do meu ministério
No teu paraĂso,
Do avanço firme
No teu saltério,
Ăs meu desidĂ©rio!
De todo o beatério:
Na verdade prefiro
De vagar em vagar,
No teu corpo chegar
Ăs nascido para amar...
Do meu alucinante olhar
No teu brilho a desnudar,
Do teu invadir discreto
No meu corpo a revelar,
Ăs meu caminho sem reverso.
Com a agudez de um punhal
Rasgando o quĂȘ hĂĄ de ser...
Ela, [a voz do meu peito grita
Por um grande ideal:
De fazer valer a voz [individual].
NĂŁo hĂĄ nada mais letal
Para a democracia,
Que sob a sua guarda
Feita de hipocrisia:
Muda, surda e cega
Feita de alienação de metal.
Com a mudez dos meus lĂĄbios,
Recorrendo aos alfarrĂĄbios,
Eles, [os meus olhos buscam
No auge da queda das estrelas
Dos hinos que se desencontram
Nos silĂȘncios dos [profetas].
Dizendo olhos nos olhos:
- Eu estou em busca da revolução
Eu li o poeta da [rebeliĂŁo;
Nem mil homens de chumbo
A minha voz jamais [calarĂŁo].
Com a altivez revolucionĂĄria,
Optei comer o pĂŁo da poesia.
Para a minha voz nĂŁo se perder
No meio do barulho do oceano;
Acredite o meu coração nasceu
Tremendamente [republicano].
Escorreu de mim como
Um manancial cĂłsmico,
Encobriu de um jeito
TĂŁo misterioso...,
Abraço de um anjo
De espiritual encanto;
Invadiu com real virtude
De verdade balnear...,
Escreveu nas ondas do mar
Um poemĂĄrio de intensidade,
Deu um beijo com vontade
CĂĄ estou de joelhos, pronta,
Para ele me invadir, dominar.
Revelei para ele sem vergonha:
- Sou bandeira de dar em doido
Tipo pipa solta voando no ar.
Perfumei com as cores da lagoa,
Findei com todo o castigo,
Corri para versejar...,
E reunir as pontas do laço de fita
Para ninguém mais separar.
Publiquei com fina poesia:
- Eu sei ser mansa brisa -
Pomba obediente na tua mĂŁo,
Pronta para o quĂȘ der e vier.
Para fazer uma grande histĂłria
De amor e de fascinação;
Carregarei com honra a nossa paixĂŁo.
A Natureza nos reĂșne
Com a divindade
- dos amantes -
Na tranquilidade
- do encanto -
E com a liberdade
- e toda arte
Do amor imune
Ao mundo sem amor;
Ă ti devoto mil poemas,
E mansos versos de louvor.
A destreza do tempo
Com a sapiĂȘncia
- das raposas -
Na rapidez do vento
- do absoluto -
E tranquilo BalneĂĄrio
- cumprimento
Com sorriso lépido,
O teu fatal intento
De saber de onde sou,
Sou a letra do gole de vinho,
- a mĂŁo que te faz carinho
A poesia da tua alma,
O verso que te (acalentou)...
A beleza natural que verseja
Com a liberdade
- de quem no amor crĂȘ
Seguirå intrépida
- mesmo cambaleante -
SeguirĂĄ persistente,
E sem temer aos temporais,
- seguirĂĄ incrivelmente -
Em busca de vocĂȘ...,
E dos teus amorosos ais
Que hĂĄ de ser meus motivos:
- Para nĂŁo desistir!
E te querer a cada dia mais!...
Eu encontrei vocĂȘ de um jeito
Que sempre sonhei e quis;
Poesia de tĂŁo perfeitas luzes,
- suspensas
Eu encontrei vocĂȘ perfeito
Com o faro e a minha diretriz;
Poemas de tĂŁo perfeitos lemas,
- emblemas
Ăs o mais alto dos comandos,
- teoremas
Coragens, renovaçÔes e sutilezas,
Escolhi vocĂȘ para ser o meu amor
- indecente
Que sempre sonhei nĂŁo ser menos
Amor meu doce amor, simplesmente.
NĂŁo me importo com a rima,
E igualmente com a métrica;
A estética se abre com a alma,
O quĂȘ vale mesmo Ă© a poĂ©tica.
Eu desenhei vocĂȘ de um jeito
Que sempre sonhei e quis;
PaixĂŁo de tĂŁo intensas luzes,
- aquecidas
Eu encontrei vocĂȘ inteiro
Com a minha habilidade feliz;
PotĂȘncia de tĂŁo doces juras,
- destemidas
Ăs o mais alto dos astros
- sem segredos
Que sempre esperei sem medos
Amor meu doce amor, contente.
NĂŁo me importo com a opiniĂŁo
Pudica, invejosa e alheia,
A poética é toda minha...,
Com vocĂȘ nunca estarei sozinha.
O teu sorriso aceso tem a luz
Das estrelas acesas do céu,
O meu destino escreveu
Nos canteiros mais coloridos,
O meu coração nunca esqueceu
Das luzes da ribalta avistadas da barca;
Ah, essa primavera que nĂŁo passa!
O teu nome Ă© sinal de pura censura
No mundo das pessoas perfeitas,
O meu peito arde de tanta loucura
No arder das plenas reminiscĂȘncias.
O teu perfume ao vento paira
Com a força de um vero jasmineiro,
O verso que arranquei para ti
Foi do mais lĂrico [canteiro...,
O manancial deste substantivo
TĂŁo abstrato e dolorido
Que bate no peito como concreto;
E para alguns Ă© como canto secreto.
O teu nome Ă© sinĂŽnimo de ausĂȘncia de luz
No mundo ninguém sabe como surgiu,
O meu caminho para ti me conduz
No passo do tamanho do céu de anil.
Desta culpa sou ré confessa:
- Por ti morro de saudades
Sei que vou acabar enlouquecendo;
Com o peito que vive a bater forte,
Ele estĂĄ sempre por ti doendo...
Deste Sol que nĂŁo se apaga:
- Por ti escrevo versos de saudades
Sei que vou acabar sozinha,
Com o peito estrelado em versos,
Que para este mundo estĂĄ se descrevendo.
Enxerga-me crua
No teu telescĂłpio,
Fazes-me tua
No teu Ăntimo,
Embala-me nua,
Ăquilo que procura:
Em mim constela.
Excita-me a tocar
Nos astros Ă bailar,
Fazes-me ao sabor
Nos teus conformes,
Fazes-me o teu amor.
Escreva-me em ti
Nos poemas da alma,
Fazes-me a tua calma
Nas noites escuras,
Derreta-me nas brumas.
NĂŁo existe poesia desacompanhada
Nenhum pouco de si mesma,
NĂŁo existe quem nĂŁo resista o beijo
Por um intenso e pio desejo;
NĂŁo existe dĂĄlia apaixonada,
Que não seja também ninfeta,
Tampouco desejada...
NĂŁo compreende o sentimental
- poemĂĄrio
Arrancado do pomar
Amansado pelo vento;
NĂŁo menos belo que o BalneĂĄrio.
NĂŁo existe malĂcia incendiĂĄria
Nenhum pouco por ti recusada,
NĂŁo resiste carĂcia reprimida
- Por um sĂł amanhecer,
NĂŁo existe ninfeta sonetista
Que nĂŁo saiba fazer-se dĂĄlia.
NĂŁo compreende o gutural
- soneto
Plantado no lugar
Espalhado pela onda;
NĂŁo menos corajoso do que o mar.
Não existe métrica discreta,
Que nĂŁo seja capaz de revelar:
- A poesia de beber e de amar
Outrossim, que seja ousaz
No ponto urgente e necessĂĄrio
De fazer-te provar o hĂĄlito
- sabor de orvalho -
E da rima da mulher amada.
Emaranhados no mesmo verso,
Retornamos Ă mocidade,
Enamorados da mesma causa,
Filiais da liberdade,
Enlaçados no mesmo amor,
Cremos na imortalidade.
Anoitecidos no pleno Universo,
Ăntimos e maliciosos,
Madrugadeiros e boĂȘmios,
Amantes gloriosos,
Encantados a milĂȘnios,
Dois intensos devotos.
Desobrigados de rigores,
- experimentando -
Os melhores sabores
Escrevendo no silĂȘncio
- dos corpos;
OraçÔes à dois senhores...
Recorro as fĂłrmulas
- mais secretas -
Abraço a condição
- mais obediente -
De dobrar-me Ă todos
- os mais sublimes -
E humanos poetas.
Dobrada ao menos
- tento -
Embalar amenos
- versos -
De enluarar-me toda
- ao sabor das noites -
E dos ciganos etéreos.
Feitiços aos pedaços
- saborosos -
Ritmados pelos sentidos
- temperados -
De estrelas dos céus
- reverenciados -
E convertidos em caminhos.
Esculturo o soneto
- sem tropeço -
Confesso o segredo
- inconfesso -
De estrelar-me em pĂȘlo
- perdendo-me nas horas -
E revelar-me a mais sutil
De todas as finas senhoras.
O som deste poema Ă© auto
de confissĂŁo de uma paixĂŁo,
A viola Ă© a haste de letras
tĂŁo irisadas quanto doĂdas,
A vida poderia ter nos unido
de tanto que nos amĂĄvamos,
Os versos que saem em todos
os tons e o peito que alto
Se declara culpado por nĂŁo
ter os desafios por ti enfrentado.
Bailarina da minha dor,
Poetisa sem rima,
Concubina da Literatura,
Declaro ao Universo:
- Eu te pertenço, ainda sou tua!
Profetiza de um amor,
Fiel sem pastor,
Colombina sem PierrĂŽ,
Declaro ao Inferno:
- Eu vencerei a pena com louvor!...
O tom que grita este poema e auto
de confissão deste coração,
Ă viola que cairĂĄ nas mĂŁos
do violeiro amado,
O exĂlio que te forçaram
nunca farĂĄ de ti um amor
Esquecido e deste peito apagado.
Ă noite no BalneĂĄrio dos poetas,
aqui cruzam as estrelas nas letras.
Os nossos dias sĂŁo cheios de poesia,
daqui nascem cantos de revolução.
BalneĂĄrio onde as poesias pousam
- como tranquilas gaivotas -
A vida deu mais do que mil provas:
o destino segue o curso do coração.
Ă noite no BalneĂĄrio dos poetas,
[BalneĂĄrio de intensos poemas!...
Os dias regam as doces palavras
que hĂŁo de ser para sempre lembradas.
Ă noite no BalneĂĄrio dos poetas,
noite repleta de claridade...
Noite para dizer o suficiente:
- Deixe-me viver em liberdade!-
Ă noite no BalneĂĄrio dos poetas,
para saudar o girar dos astros.
Tenha-me em sua lembrança,
mas nĂŁo siga os meus passos.
Ă noite no BalneĂĄrio dos poetas,
para dizer que: - Eu escrevo por arte.
Leia-me por inteira...,
nĂŁo me procure, e nĂŁo me queira.
Ă noite no BalneĂĄrio dos poetas,
para dizer que: - Eu te amei por um triz!
O Universo nĂŁo nos quis,
aceite o traçado do destino, este é o caminho!
A minha poesia arderĂĄ para sempre,
porque sou movida Ă paixĂŁo.
A vida jĂĄ deu mil mostras...,
que Ele escreve certo por linhas tortas;
Deixe-me no BalneĂĄrio dos poetas,
a perder-me nas ondas do mar,
escrevendo livre nas areias:
poesias feitas de renda - e inteiras!
O teu olhar tem a cor da noite,
a tua boca tem o sabor do mel.
O teu olhar nĂŁo menos meu,
Ă© tĂŁo caro quanto [brilhante...
A tua boca Ă© plena e saborosa
possui lĂĄbios tĂŁo extasiantes:
Conjunto que me fez flamejante.
A tua existĂȘncia Ă© concreta,
a urgĂȘncia que tenho secreta:
a primavera que nĂŁo passa
(...) Primavera, eterna!
O teu gingar inesquecĂvel,
e a tua pele incrĂvel
Em mim [permaneceram];
a poética que nem os guerreiros
e a noção de pecado não derrotarão,
EstarĂŁo nos meus versos plenos
Repletos para fazer eternos
- dois coraçÔes -
Que a distĂąncia superarĂŁo.
NĂŁo me roube de mim mesma,
Eu me pertenço!
Sou filha da boa franqueza...
NĂŁo me roube a paz
De construir a vida
Que eu sempre quis
Eu deixei tudo para trĂĄs.
NĂŁo me veja com outros olhos,
Eu sou como sou!
Sou poesia, sangue e sonhos...
NĂŁo me tire o tempo
De procurar o amor
Imaculado no peito
De alguém que seja
- inteiro -
E seja cheio de candor.
Não me faça como passatempo,
Eu sou dona da minha vida!
Não se faz ninguém perder tempo...
Não me venha com intençÔes:
Primeiras, segundas e terceiras...
Eu busco muito mais que o teu querer:
Busco o verdadeiro amor
Talvez na dimensĂŁo que vocĂȘ viva,
Jamais irĂĄ entender, nĂŁo queira me prender!
NĂŁo Ă© justo fazer-me de objeto,
Sou dama de fogo e ferro,
Deixe-me no meu caminho certo.
NĂŁo Ă© legĂtimo e nem legal,
Arrancar a poesia lirial,
Tirar a honra do meu andor,
De andar orgulhosa
Por cultivar o jardim celeste
Que florescerĂĄ com o meu sonho de amor!
Somente entende quem tem peito,
E com ele fielmente escreve.
O destino imperfeito
Ă governado pela chama Celeste.
Compreenda que tudo tem jeito,
E com Ele tudo entra no trilho.
O Amor Ă© perfeito,
Ă luz em nosso caminho...
Somente entende quem ama,
E por amor sofre, nunca reclama.
O impedimento nĂŁo apagou a histĂłria,
Ă com ele que se tempera a chama.
Contando com as horas ao nosso favor,
Escrevendo poesia para esconder
- a minha dor -
De ter deixado para trĂĄs o nosso amor.
Suspensa no topo da GalĂĄxia
Escuto o teu saboroso canto,
Embalando o meu corpo
Despertando do bom sonho,
Que estava no teu porto.
Apenas do sono despertada,
Mas nĂŁo menos apaixonada.
Porque quando se ama:
A alma sonha acordada.
.
Sonetista do farol da ilha
Escrevo com poeira estelar,
Querendo a rota contar
De um particular encanto,
- Que veio para renovar! -
Alegria seminua que se prende
e liberta a macia cintura,
Entusiasmo que se sente
a cada letra indiscreta
De ter um amor na Terra.
Leve, irrepreensĂvel e concreta
a libido que nĂŁo se divulga,
Entre quatro paredes segreda
a promiscuidade evidente
Entre a Poesia, o Céu e a Terra.
Alegria redentora que se solta
e liberta o que tem na mente,
O canto silente das revoluçÔes
quebrando o silĂȘncio das prisĂ”es
Deste amor que chegou de repente...
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