Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Desejo que nĂŁo passa,
cobiça feita de erotismo,
Sinto, anseio e cobiço
o corpo feito de volĂșpia
Que hĂĄ de me carregar
para o paraĂso [onĂrico].
A primavera lĂĄ nĂŁo passa,
Ă jovem para sempre,
Eterna e suprema
A monja blanca recatada
NĂŁo menos esplendorosa;
Brilhante estrela radiosa
Que ilumina
A rota determinada:
- Rumo a Guatemala!
A primavera sendo eterna,
Possui o sorriso cĂąndido
Da estrela ali plantada,
Deste alvor que me fascina
Protejo-a com poesia encantada.
A primavera sendo terra:
Respira aurora perfumada.
Da flor caĂda do cĂ©u,
Com o candor que abraça
Reverenciando a Monja Blanca.
Segredinho de moça,
Seio despido,
Surpresinha assanhada,
Desejo de doido,
Fantasia cor-de-rosa,
Versinho bendito
Como um botĂŁo de rosa.
Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trĂĄs
Aquilo que falta nĂŁo faz.
Intenciono Ă© trazer a tona
Somente o quĂȘ liberta,
Porque sĂł a paz agrega.
Centaura verdade que une,
PrisĂŁo de consciĂȘncia
Que nos desassossega.
AusĂȘncia da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.
Despejo a ĂĄgua do cĂąntaro
Sem nenhum subterfĂșgio
Esfrego o sabor na face
Sem nenhum sacrifĂcio
Assim como um lĂĄparo
Vou rumo ao destino
Nos teus braços vadios
Suspirar de regozijo.
Segredo que a nĂłs derrete
Com o maior dos sigilos,
Segredo que a nĂłs compete
Cheio de [desvios]...
Segredo que nos seduz
Com audåcia e sedução,
Segredo pequeno e sujo:
- Ardente de paixĂŁo! -
NĂŁo importa o tamanho
da nossa [fantasia...,
Ela apenas nos compete;
e com ela a gente se refugia.
Ăs tu a minha estrela
com a tua luz [invasora
da minha intimidade;
Ăs tu deidade cĂłsmica
de joelhos sou adoradora.
NĂŁo importa o tamanho
do nosso [desejo...,
Ele apenas Ă© o tempero;
com ele a gente faz a receita
para embalar a sintonia.
Ăs tu a minha embriaguez
com a tua tez [sedutora...,
Da minha infante lucidez:
és a parte mais promissora.
Estes versos escritos
sĂŁo feitos de suspiros,
Assim como as estrelas
que busco do olhar,
Doces beijos infinitos
nĂŁo quero negar,
Ao belo monumento
que foi feito para uso,
fruir e nĂŁo me saciar.
Tens tudo de sal,
Ăs adorĂĄvel;
Tens tudo de mar,
Ăs admirĂĄvel,
Tens tudo de amor
Ăs agradĂĄvel ao paladar.
Estes passos ousados
sĂŁo feitos de desejos
Nascidos do primeiro olhar;
Estes poemas mĂsticos
sĂŁo feitos das ondas
Que irĂŁo trazer-te pelo mar.
Este poemas perfumados
sĂŁo feitos de desejos
Servidos de um cobiçar:
- uma ousada escultura
Que estĂĄ a me inspirar
Versos para te provocar...
Para brindar a calidez da tua pele,
Eu hei de escrever além do céu
Com as gotas que caem de ti,
Eu hei de beber o saboroso mel.
Para sorver os seus suaves lĂĄbios,
Eu hei desabrochar em flor
Com as carĂcias que saem de ti,
Eu hei de provar o seu sabor.
NĂŁo desejo ser comportada,
E tampouco [recatada]...,
Sim, declaro-me subversiva;
E por talento culpada...,
Eu sou a prĂłpria poesia.
NĂŁo existe ser pensante
E poeta [inocente]...,
Sim, declaro-me misteriosa;
E por excelĂȘncia atrevida...,
Eu sou a chama perigosa.
Quero a quentura dos teus lĂĄbios
Incendiando os meus poros,
Quero o melhor dos teu abraços,
No 'troca-troca' de colos.
Quero a ternura dos teus desejos,
Beijando os meus lĂĄbios,
Quero desabrochar como as rosas
Que se alimentam dos orvalhos.
Quero a urgĂȘncia das madrugadas
Rasgando os espaços entre as estrelas,
Quero experimentar a mĂĄgica fĂșria,
Para me alimentar da tua volĂșpia.
SĂł vocĂȘ me deixa assim:
sem nenhum receio...
Ăs a melhor parte de mim:
despida do medo.
SĂł vocĂȘ me deixa assim:
infinita e segura...
Ăs a minha ventura, sim!
Enfim, a sonhada aventura.
SĂł vocĂȘ Ă© capaz sem fim,
de amar-me aberta e franca,
No ponto exato e doce
de deixar-me a teu gosto
Para dizer ao mundo:
- Que sou tua humanidade,
a tua fuga e rendição;
SĂł assim voltou a bater
este meu pequeno coração.
De tudo que nĂŁo se esquece,
nada teu se exclui;
SĂł me engrandece.
De tudo que nos aquece,
nada teu se evita;
SĂł me faz mais atrevida.
Se Ă© para romper as fronteiras,
que seja atravessado
o oceano que nos [separa].
Se Ă© para romper expectativas,
que sejam abandonadas
- as emergĂȘncias;
Rumo as indicaçÔes do destino
que surpreende e sempre [prepara].
O seu silĂȘncio nĂŁo me engana,
E tampouco a tua ausĂȘncia.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelĂȘncia.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malĂcia.
A sua forte experiĂȘncia,
E que deseja-me rendida.
O seu silĂȘncio nĂŁo me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito Ă© cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
Ă distante da minha razĂŁo que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida Ă© vivida com paixĂŁo.
Da Missa e da virtude
nĂŁo conhece nada,
NĂŁo conhece o ditado,
e nem quem escreve
Do amanhecer calado,
nĂŁo conhece a metade
Deste poemĂĄrio atrevido,
e nĂŁo menos sagrado.
Da alma e da liberdade
nĂŁo conhece nada,
NĂŁo conhece o verbo,
e nem o sabor da carne.
Do gĂȘnio cheio de mar
nĂŁo conhece nada,
NĂŁo conhece nem o rimar,
e nem a alma encantada.
Da feminina doçura
nĂŁo conhece nada,
NĂŁo conhece o recato,
e nem quem devota
O dia rajado de Sol,
nĂŁo conhece a ternura
Deste rimĂĄrio tranquilo,
e nĂŁo menos apaixonado.
Ă melhor deixar assim
do jeito que estĂĄ...,
NĂŁo tente entender,
e muito menos insistir;
Se lance apenas a sentir...,
estou pronta para reviver.
O amor Ă© caminho a seguir
- e ao mesmo tempo -
Um doce mistério que não é,
e nĂŁo nasceu para se desvendar;
E brotou para nĂŁo se esquecer.
Ă melhor correr atrĂĄs
do caminho que conhece,
NĂŁo tenha receio:
- Sou aquela te faz feliz
Batimento cadenciado
que o teu coração sempre quis.
A paixão é estação a provar
- que além dos tempos -
à uma manifestação que é,
e estĂĄ aĂ para comprovar:
- Que nĂŁo acaba fĂĄcil...
E que o tempo nĂŁo Ă© capaz de cessar.
Eu posso escrever livremente
nas augustas linhas deste verso:
- a divinal proposta
Para a gente se percorrer...,
Ă desta forma que nĂłs vamos
daqui para frente nos entender.
A poesia e a sua magnitude
estão começando a se fundir,
E ganhando corpo e nome:
uma promessa de voltar a sorrir.
Eu posso declinar universalmente
nas noites estreladas Ă espera
- da primavera nossa -
Voltar a florescer...,
Ă deste jeito que sĂł eu sei fazer;
daqui para frente iremos nos viver.
A poesia em altitude
nas corredeiras da vida
- concede -
O cheque em branco da liberdade,
correndo o risco da perpétua saudade.
Nada hĂĄ de insensato quando nasce
do teu amoroso coração,
Porque da minha audĂĄcia revelada
Ă© mais do que conhecida,
Ăquilo que escreves para ti:
na verdade Ă© para mim.
Eu sei e vocĂȘ sabe
da rota de fuga do mundo,
A gente sabe se reconhecer em tudo,
E melhor do que qualquer um sabemos:
- Que sempre iremos nos pertencer.
A poesia das nossas linhas,
que foram todas recolhidas,
HĂŁo de voltar novamente;
Ă hora de seguir em frente...
Ă impossĂvel viver longe de quem
se ama e mutuamente se aprecia,
Vem, tens o teu paraĂso e o aconchego
viverĂĄs sob o meu zelo...,
E assim sob nossas regras: viveremos.
De um jeito que sĂł nĂłs entendemos;
longe de quem diz que ama,
E nĂŁo cultiva o jardim dos afetos.
A minha presença é permanente
na tua lembrança e na retina,
A alma jamais irĂĄ se aquietar
na tua memĂłria e na rotina...;
A minha pertença é iminente
na tua vida e na histĂłria,
A inspiração que vem de mim
na tua caminhada é perpétua,
A verdade Ă© que tua alma ama
a minha: sofrendo, muda e quieta.
A rima que nasce e cresce da ginga
amada, sentida, adorada e 'revivida',
Ă poesia que nasce de um amor
deixado para trĂĄs e dos dias de Sol,
Que para vocĂȘ nĂŁo estou redimida.
A ginga que dança e sacode-me
apaixonada e fervente: virou poesia
à beijo que toca as constelaçÔes
comovendo todas as emoçÔes,
Que nĂŁo me deixam esquecida.
A minha poesia mora em vocĂȘ
relembrada em cada gota de prazer,
Ă sede que jamais irĂĄ [acabar];
promessa que nĂŁo te deixa esquecer:
- Que sou o amor da tua vida!...
IndomĂĄvel Ă© o mar de resistĂȘncia,
Verdadeiro reencontro da alma,
IncrĂvel Ă© a luz da [lembrança]...,
Relembro, respiro e me emociono;
Exilo o teu nome dos meus versos,
Assim assumo que sinto a tua falta.
MemorĂĄvel Ă© a nossa histĂłria,
Sublime convivĂȘncia em paz,
Perpétua é a minha [presença]...,
Relembra, respira e se emociona;
Sente a minha ausĂȘncia poĂ©tica,
Assim convive com a tua dialética.
Amando-me intensamente calado,
Sofrendo todas as dores do [mundo,
Sou a flor que falta no teu canteiro,
Doendo lateja o teu [corpo,
Respirando a minha poesia,
Preenchendo o vazio das tuas horas,
Procurando-me até em desculpas
SĂł para eu nĂŁo caber dentro do teu peito.
Nada neste mundo tirarĂĄ
o meu direito de ser poeta,
Nenhum infortĂșnio roubarĂĄ
o teu direito de ver inteira:
- A poesia inabalĂĄvel.
Nada neste lugar julgarĂĄ
o nosso direito e leveza de ser
- unidos -
Pela poesia [inabalĂĄvel;
Porque nada nos desampararĂĄ
do nosso dever romĂąntico,
Que mesmo sem escrever
a inspiração não deixa abandonar,
O amor valente e [imensurĂĄvel].
Os nossos olhares nĂŁo se perderĂŁo,
Os dois estão presos pelo coração.
As nossas bocas sempre irĂŁo arder:
Os beijos jamais irĂŁo [esquecer].
Os nossos corpos nĂŁo se desgrudarĂŁo,
Os dois jamais apagarĂŁo.
Os carinhos que ninguém hå de negar,
As vontades jamais hĂŁo de [passar].
No fundo, sei que nĂŁo se sente seguro,
porque confiava estando ao meu lado
Um protegia o outro do desdouro:
de todos, de tudo e do mundo.
No profundo de ti nĂŁo sossegas,
sente muito a minha falta...,
Porque nĂŁo sente sequer o teu sonho
velado com amor e toda a calma,
Sei também que estås sofrido,
carente, desprotegido e sem afago.
- NĂŁo te enganes mais! -
Sou o teu doido amor,
A chaga aberta e em chamas:
- NĂŁo cicatrizarei jamais!-
Feito ave rara a me procurar
no final deste verĂŁo percebi:
o quĂŁo prĂłximo estĂĄ o final
dessa nossa Ăntima espera.
Tenho tanto a te confessar
no inĂcio deste lindo outono:
que nunca deixei de pensar
no futuro do nosso encontro.
Ledos toques e cetins enredos
no bater dos sutis peitos...,
NĂŁo hĂĄ nenhum (engano)
desta preferĂȘncia e plano.
Viris sinais e doces enleios
na crença que me faz bela,
Na espera que me faz tua,
no estĂmulo que me inspira.
Porque vocĂȘ tem (nome),
para mim és o meu enigma;
Dotado de especial talento
e da inesquecĂvel promessa
De ouvir atĂ© o teu silĂȘncio.
Sou a polaridade que mexe
contigo e te 'emociona'...,
Ăs a imensidade que desconcerta;
Tu és alma livre que me cativa
fazendo de mim coração em prece.
Sou o poema a ser lido por ti
bem no remanso da noite, corra...
NĂŁo me perca nenhum segundo,
te apresse e me 'desconcerte'.
Olhaste para trĂĄs e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mĂŁos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que nĂŁo passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietaçÔes viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lĂĄbios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos sĂŁo teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Bendigo os momentos de imensidade
perdidos nas vielas da intensidade,
entretidos nos mais tĂłrridos momentos
varridos por nossos afastamentos;
Embora, o tempo Ă© incapaz de afastar
o amor fixado como flecha no peito,
Demasiado Ă© o amor que nĂŁo tem jeito
vivendo no estreito [silĂȘncio...,
Amor demais Ă© assim mesmo:
- NĂŁo existe amor perfeito
Bendito Ă© o meu direito de te amar!...
Nos meus versos de tanta adoração,
Vou aquietando a alma em chamas
Nos passos dados pelo [coração].
Nas minhas doces e gentis cançÔes
Vou flutuando em glorificação
Nas intensas formas das emoçÔes.
Nos meus pensamentos de amor
Vou escrevendo a memĂłria
Os meus poemas virarĂŁo histĂłria.
Virando a pĂĄgina, seguindo em frente
abrindo o caminho para a felicidade:
- Abri as asas da liberdade em voo solo
rimando por toda a [eternidade],
Tenho flores nos braços, companhias boas
dos poetas e os meus versos de saudades.
Para romper fronteiras valentes:
se fazem necessĂĄrios e precisos
inevitĂĄveis beijos quentes...,
Fecha a porta delicadamente,
sĂŁo com as quatro paredes
Ă© que fazemos o paraĂso...,
Se nĂŁo estĂĄs preparado:
- Ă melhor que nĂŁo me leia!...
Para possuir veredas tranquilas:
se fazem necessårios mistérios,
e imprescindĂveis corpos ferventes;
Ama o amor imensamente,
sĂŁo com todos estes beijos
que aumentamos os desejos,
Se nĂŁo podes assumir:
- Ă melhor que sĂł me leia!...
Porque me lendo aumentarĂĄs:
a sua loucura por mim,
o seu desejo e a paixĂŁo;
Certamente, amarĂĄs a mim
mais do que se pode imaginar,
Amando-me ao ponto de me ter,
Tendo a segurança que jamais
- Irei de esquecer
Por causa deste amor nĂŁo irĂĄs
jamais por outra se interessar,
O amor aconteceu sem a gente
imensamente perceber!...
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