Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Ăs vezes percebo que
tenho vivido assim:
rumo Ă uma PĂĄtria
desconhecida.
Mulheres rebeldes
fazem histĂłria
ou viram poesia.
Aguardo notĂcias suas
vindas do outro lado,
Talvez virĂŁo a nado
Cruzando o [oceano];
Espero com rimas nuas.
Porque o poeta nasceu
para nĂŁo ter PĂĄtria,
Ele possui a poesia
como o seu passaporte,
Para ele nĂŁo tem altura
e fronteiras nĂŁo existem;
Ele crĂȘ na beleza da jura.
Respiro ansiedades
vindas do meu peito,
Certas de que vivem
entre dois [mundos];
Desejam por liberdades.
Vendo os pescadores
caindo de mil amores
Nos encantos das sereias
todas livres e [solteiras:
decidi escrever
Com minh'alma morena,
E entreguei este poema.
NĂŁo existe nada mais
- fascinante -
Do que a sensualidade
- educada -
Pois ela Ă© virtude fĂȘmea
e elegante:
feita para deixar a alma
- masculina -
Envolvida e eriçada.
No sinal do nosso desencontro
nĂŁo diminuiu a vontade de ter,
No final um dia eu te conto,
que nunca passou a vontade
De ter imensamente [vocĂȘ].
No final da minha noite
nĂŁo tenho como nĂŁo 'dizer':
- Transbordo a leveza de ser
e a indizĂvel crença de te ter.
Da mais enternecida cadena,
sou a rebelde prisioneira,
SĂł vocĂȘ tem a chave dela;
que desperta a [obediĂȘncia
De revelar a doce cadĂȘncia.
No sinal que me trazes,
ele me deslumbra toda...,
A vontade de ter vocĂȘ
Ă© incrĂvel e nĂŁo Ă© pouca,
Tu me deixas [louca]....
Tu me punes e me abres,
eis o nosso paraĂso!...
Tu me corriges,
eis o nosso feitiço!...
Tu me beijas e me levas,
eis o nosso rebuliço!....
Tu me dobras,
E eu nĂŁo me nego;
Por vocĂȘ perco o juĂzo.
Trago em mim o infinito,
O invisĂvel talvez;
Porque me guardas em ti,
E bem dentro do teu peito.
Deixo em ti o divino,
- A liberdade certa -
Porque em mim guardo
O quĂȘ hĂĄ de mais bonito.
Beijo espiritual em versos
O amĂĄvel e vero;
Porque em segredo intenso
Eu sempre te [espero.
Corpo natural em chamas,
- Beijo frågil feito louça -
Corpo feito para morar
Sem nenhuma roupa.
Artesanato feito Ă beira mar,
Poesia de moça,
Declamada em voz rouca,
Para vocĂȘ 'amar'.
Resolvi escrever este verso
para dizer sem engano:
- Que o meu desejo Ă© maior
do que todo o [oceano.
Acolhi a bailante rima
para remar na corrente,
Quero o teu beijo quente,
Que a vontade [atiça].
Percorri o dobrar das ondas
para dizer sem delongas:
- Que te quero além...,
E que vocĂȘ jĂĄ Ă© o meu [bem.
O General que
estĂĄ preso
indevidamente
também é gente,
Recordo
extensivamente
todos que estĂŁo
vivendo essa
triste situação,...
Um dia um poeta
me disse que
"as idéias não
correspondem
aos fatos",
Ă por isso que
resolvi me meter
porque nĂŁo
consigo ver algo
que estĂĄ ruim
e ficar de
braços cruzados,
Quero me entender
contigo e desejo
que nĂŁo se
sinta afrontado:
O General precisa
ser por ti ajudado.
Se tudo estivesse
bom nĂŁo seria
necessĂĄrio
publicamente pedir,
Mas tu sabe
que no momento
tudo estĂĄ
pior do que
imaginĂĄvamos,
e nĂŁo Ă© exagero
enviar cuidados.
O peso da prisĂŁo
injusta deve ser
aliviado mesmo
se ele fosse
de fato culpado
até o Judiciårio
voltar a funcionar;...
Médico, Pastor,
familiares diretos
e amigos até
o sol da justiça raiar,
NĂŁo preciso estar
porque sou
a estrangeira,
A desconhecida
que a HistĂłria
vai se esquecer,
A memĂłria e o tempo
se encarregarĂŁo
da HistĂłria apagar.
Sou a frondosa flor
Descoberta por vocĂȘ,
Com encantos esbanjados
Sonhadora e habilidosa
Escrita por vocĂȘ.
Com poemas ensinados,
Lascivos e desejosos,
Enamorados por vocĂȘ.
Eis a presa obediente
Encontrada por vocĂȘ,
Com doçuras entregues,
Carinhosas e cultivadas
Inteiras por vocĂȘ,
Destas doidas Ăąnsias,
- impronunciĂĄveis
Fazem desta imagem a tua
Desenhada ao teu gosto,
Ă meu o teu corpo
Sou o sagrado e o profano
Mito de sexo e de amor
Todos por ti incansĂĄveis.
Guardada por um bravo
Vestido de armadura
Rosada e branca
Tingido de esperança,
Gentil sentinela
Que observa visitas tuas
LĂĄ do alto da torre
Guarda a flor e o paraĂso,
Preserva o quĂȘ Ă© bonito
Segredo que te encanta,
E te faz perder o 'juĂzo'.
O paraĂso Ă© meu,
Nada [importa...,
Ele Ă© sem trato,
Possui vegetação
- rasteira -
Abrigando flor rara
De pétalas brancas
E com [cor-de-rosa;
O paraĂso Ă© selvagem,
- surpreendente -
Por ser doce paragem,
Brilha como uma miragem,
Aroma que nĂŁo se esquece,
Imagem que [enternece]...
Não tenho nenhuma sofisticação:
- Recuso privar a indecĂȘncia
NĂŁo tenho nenhum juĂzo,
Eu quero Ă© a tua malemolĂȘncia!
Porque minhas colinas nas mĂŁos
De quem sabe acariciar,
DarĂŁo frutos de prazer;
Juras e poesias nas mĂŁos
De quem irĂĄ adorar-te
Imensamente até 'enlouquecer'.
Não tenho nenhuma preocupação:
- Recuso salvar a decĂȘncia
NĂŁo tenho nenhum rumo,
Eu quero mesmo Ă© a indecĂȘncia!
Porque esta pele bem iluminada
De quem sabe dominar,
EscreverĂŁo grandes histĂłrias;
Juras e poesias nas mĂŁos
De quem irĂĄ consumir-te
Intensamente até o amanhecer.
NĂŁo tenho muitas histĂłrias:
- Recuso não traçar a glória
NĂŁo tenho nada restrito
Quero deitar-me ao som da vitĂłria.
Que seja insana a entrega,
Que seja escandalosa a magia,
Que seja além do infinito:
- ReceberĂĄs a poesia!
Que seja caudaloso o ĂȘxtase,
Que seja a chama intensa,
Que venha do jeito que vier:
- EmbalarĂĄs a mulher!
Que seja doido o desejo,
Que seja ardente a chama,
Que seja explosiva a gana:
- ReceberĂĄs o segredo!
Vibra e nĂŁo passa,
Tens o meu oceano,
Aprecia a minh'alma,
SĂł cresce e inquieta
Romper com o cotidiano.
Gira em mim a liberdade,
Tens a minha ternura,
Dança em mim a loucura,
NĂŁo passa a vontade,
Quero vocĂȘ de verdade!
Pernas são como laços
para enfeitar a toda hora,
Para na hora do prazer:
vocĂȘ confundir os passos
Com os doces abraços.
Sem fazer nenhum ruĂdo
Um corpo foi despido
Diante do espelho,
Para arrancar um suspiro
De desejo lascivo,
HĂĄ de ser um belo bailado
No territĂłrio [conquistado;
SerĂĄ um pecado bem cometido.
HĂĄ um peito aberto
para ser usufruĂdo.
...
Para cada pedaço teu
que eu ainda hei de ter,
Quero experimentar-te
- saborosamente -
E, escrever um verso
e revelar um segredo
- Ăntimo -
Que também serå teu.
Como uma estrela que dança nua
No teu Ăntimo Universo,
Tenho o sublime compromisso
De ser explĂcito desejo,
Para ser consumido por vocĂȘ
Sempre que te der vontade.
Entre nĂłs habita uma magia
No nosso exĂlio submerso,
Vive um precioso engajamento
De ser liberdade
Sem rotina e sem cobrança,
Para vivenciarmos a liberdade.
Sem reverso e com contentamento
De subverter nossas rotinas,
Temos o gosto até pelo perverso
NĂŁo temos limite e pudor,
Absortos em nossas magias
Para brindarmos a cada momento.
Toma toda a liberdade,
DĂȘ asas a tua [vontade!
Toma toda a coragem,
DĂȘ asas ao teu desejo!
Mata toda a tua [fome,
Brinde o quĂȘ te consome.
Existe um oceano imenso,
Que nos [separa...,
Existe um mistério intenso,
No fundo sabemos de tudo
O destino nos espera:
- O coração se [prepara!...
Toma toda a liberdade,
Respira profundamente,
Tens a minha poesia,
A malĂcia e a maturidade,
Leva de mim o beijo
De alguém que te quer
Inteiro e de [verdade].
Vou roubar o melhor de ti:
- o prazer do teu corpo
Sem nenhuma cerimĂŽnia,
irås cair em tentação...
Vou roubar-te de ti mesmo
para que me implores por mais;
E desconheças a devolução.
As minhas promessas sĂŁo
e sempre serĂŁo cumpridas,
As minhas manias poéticas
hĂŁo de ser por ti conhecidas.
As minhas sutilezas sĂŁo
letras profanas e veras,
As minhas vontades severas
de fazĂȘ-lo conhecer a perdição.
NĂŁo compreende uma alma
que aprecia a liberdade,
Que aprecia a sedução com vigor
E toda a sensualidade;
Para que não se perca a sedução
na imensidade do mundo,
Cria-se o melhor a cada segundo
- sem pressa -
Porque o melhor de ti eu hei de
- roubar -
Para que o melhor da histĂłria
- se fortaleça -
Se misture com as nossas
- emoçÔes -
E o tempo se torne incapaz de apagar.
Existem certos rituais
que poucos entendem:
Eles resistem ao tempo
por serem devocionais.
Indicam todos os sinais
que jĂĄ estĂŁo (escritos),
Para serem sensuais
segredos bem vividos,
E nunca serem esquecidos.
Sinais sĂŁo como obediĂȘncias
que poucos imaginam
- as existĂȘncias -
Ocorrem para satisfazer
o pedido do coração:
- Com mil reverĂȘncias!...
Porque sĂŁo espirituais
aromas femininos...,
trazidos pelos ventos,
Capazes de pairarem
sobre a terra ensolarada
Entusiasmando a paixĂŁo
à atender o seu coração.
No meio das brumas irrompeu-se
a mais bela luz que se tem notĂcia,
No teu sorriso encontrei a primeira
- folia -
E a mais bela e estonteante primĂcia
feita de rosa, cores e toda a poesia.
No teu olhar feito de verde oceano,
eu encontrei o amor sem engano:
verdadeiro, indivisĂvel e primeiro
Ăs a minha alvorada e o meu poente
- perfeito -
Nas texturas, misturas e virtudes,
- incomparĂĄveis
Feita de Sol, Lua e todo o Universo
o amor primeiro, dileto e correto,
Cheio de emoção e todos os sabores;
Ăs MĂŁe, o maior de todos os amores.
No seio das ternuras iluminou-me
a mais linda de todas as paciĂȘncias,
Ainda lhe devo todas as obediĂȘncias
- reconhecidas -
E uma obstinação de fazer da vida
um arauto de todas as reverĂȘncias
- Merecidas! -
DĂȘ asas a sua imaginação,
Sou tela vazia...,
Para ser pintada por tua mĂŁo.
DĂȘ asas a sua imaginação,
Sou fera vadia...,
Para ser 'abatida' por tua mĂŁo.
DĂȘ asas a sua imaginação,
Sou letra e folia
Para ser escrita com coração.
Um pequeno desejo
atrevido,
Um burlesque sincero
cumprido,
Depende sĂł de vocĂȘ
para que ele seja
consumido
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