Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
A lembrança chegou
com a chuvarada,
Abraçada ao oceano,
com a maré mexida,
com a areia molhada,
e com a alma lavada.
A tempestade bradou,
com os raios de metais,
Resoluta e decidida,
que nĂŁo volta atrĂĄs,
que nĂŁo pensa em vocĂȘ,
e que nĂŁo te quer mais.
A lembrança surgiu
com os mil perfumes,
Acobertada pelas nuvens,
com o mistério da fé,
com um grande plano,
e derrubando totens.
A liberdade poética
com as suas asas,
Certa das tuas cismas,
que ignora detalhes,
que determina caminhos
e que aceita as tuas sinas.
A temperança não me deixa
com os seus perfumes,
Ainda destes versos morrerĂĄs
com todos os ciĂșmes,
Sentindo os lamentos,
Com o teu peito em mil rebentos.
Fostes além do imaginårio
oculto na noite escura,
Varri todas as brumas,
escrevi o nosso rimĂĄrio
nas flutuantes espumas.
Persiste em mim pleno,
revelado e prateado;
Casto como a sonata
tocando-me nas cordas
d'alma livre e apaixonada.
Viestes além do meu querer
escrito nas estrelas,
Gentil como o luar
beijando-me Ă beira mar,
bem no meio do anoitecer.
Porque este versejar dança
nos braços da abolição,
Sorri para Castro Alves,
gaba-se de ser constelação
a ocupar inteiro o teu coração.
NĂŁo me basta ficar sĂł olhando,
Necessito tocar o corpo alheio,
Sem nenhum 'tipo de freio'...
NĂŁo me basta ficar te esperando,
Preciso tocar o teu coração,
Com toda a minha emoção.
NĂŁo me basta ficar te enganando,
Desejo revelar que sempre te amei,
Todo o amor do mundo eu guardei.
Dançam os corais nos oceanos,
- O mundo dĂĄ voltas
Colocaste-me dentro de ti,
Porque na verdade eu jamais saĂ.
Cantam os pĂĄssaros nos montes,
- O relĂłgio dĂĄ voltas
Coloquei-te dentro de mim,
Porque na verdade és meu bandolim.
Posso olhar pelo buraco
Da fechadura do tempo,
Posso ouvir pelo recado
Da ternura misteriosa,
Deixaste-me garrida
Do amor pelo amor,
E por todo o amor pio;
Devotado sempre Ă ti:
Sofri, chorei e resisti.
Transformei a ausĂȘncia
- tua -
Na mais fina vestimenta
Poesia intimista perfeita,
Para ser flecha no peito,
Com versos luxuriosos,
Cheios do meu veneno
Doce, delicado e sublime,
Para um peito impĂĄvido
- forte -
Para que flecheiro acerte,
E nunca mais ele cicatrize.
Posso amar muito além
Do destino e da espera,
Posso romper algemas
De tudo o quĂȘ te prende,
Deixaste-me em privação
Do amor fervente,
Da paixĂŁo pela paixĂŁo,
E por toda a paixĂŁo terna;
Eternizada na Ăris da mente:
VocĂȘ me amarĂĄ para sempre.
A minh'alma jamais se deixa
capturar - sou livre para amar,
A minha'alma nasceu livre,
e por isso sou a tua poesia...,
O amor da sua [vida]...,
e isso ninguém pode negar.
A poesia escrita intensa
Ă© a dos loucos amores,
Desenho com todas as cores,
pinto a sua pele com a cor
Que vier a me [inspirar]...,
A minh'alma tu bem enaltece,
o perfume que ninguém esquece,
Ele sĂł vocĂȘ bem conhece,
o rumo a se enveredar.
A minh'alma nĂŁo cede nunca
a oportunidade de remar,
A minh'alma é embarcação
e emoção à beira mar....,
O amor nela [reside]...,
e ele ninguém pode despejar.
A poesia do mistério bailado,
e que nunca serĂĄ desvendado.
Ă essa poesia a te convidar
para preencher a tua vida toda.
Para vocĂȘ amar e ser [amado]...,
e fazĂȘ-lo sempre sorrir Ă toa.
Devo-lhe imensamente tantas:
os risos, os gozos e os prantos
Tenho-lhe na minha alta conta:
nĂŁo me perdi na tua ausĂȘncia
Temos uma histĂłria para contar:
- nĂŁo sei no que vai dar
O importante que venhas inteiro,
e eu seja o teu amor derradeiro.
Augusta e profunda sintonia,
- Aprendeste que és poesia! -
Suprema glorificação que tua alma
- exibe -
Amar-me em pensamento sublime.
Canto-lhe o meu soneto enluarado:
casto, sublime e apaixonado
Tenho-lhe em letras proibidas
escritas por todos os poetas,
Temos todas as noites para virar:
- revoadas para alçar
O emocionante vocĂȘ jĂĄ entendeu:
és impåvido e sempre serås meu.
NĂŁo paro de percorrer
Com os meus olhos,
Que nĂŁo sĂŁo mais meus,
Sim, eles sĂŁo tĂŁo teus.
NĂŁo devo ir adiante
Com o meu intento,
Até ser alvorada,
Por tua mĂŁo colhida,
NĂŁo sei se sou a flor
Mais bela ou preferida.
NĂŁo paro de correr
Com as minhas letras,
Pois elas sĂŁo as pernas,
Que por ti dobrarĂŁo,
Aqui elas por ti estĂŁo.
NĂŁo sou mais a mesma,
O poente dança em mim,
As nuvens sĂŁo de cetim,
Eu sou violeta pequenina
No teu imenso [jardim].
Eu nĂŁo acredito em amores perdidos,
e sim nos amores nĂŁo encontrados...,
O destino costuma pregar peças,
eu quero te colocar sob meus cuidados.
O amor nas letras poéticas do Sol
que chegarĂĄ calmamente...,
No desabrochar do arrebol,
eu desejo amar-te solenemente.
Eu nĂŁo acredito em amores passageiros,
e sim no amor que rompe fronteiras...,
O divino amor nĂŁo passa,
ele reĂșne dois e formam inteiros.
O amor nas rimas erĂłticas do amar,
que chegarĂĄ deslizando...,
Nas ondas da ĂĄgua do mar,
eu estarei neste barco embarcando.
O amor que nĂŁo passa
e nele crĂȘ, confia e espera.
Ele virĂĄ sem dĂșvida,
com uma infinita argĂșcia,
devastador e forte,
Como as forças da Natureza,
Eu sei que ele virĂĄ,
com a profundidade dos oceanos,
E com toda a sutileza que hĂĄ de ser,
e nenhuma cĂąmera irĂĄ capturar...
O amor virĂĄ arrebatador,
- ele jĂĄ estĂĄ escrito
O Universo estĂĄ ciente,
que o amor de verdade virĂĄ,
O meu amor que nĂŁo passa,
e jamais [passarĂĄ];
Como derradeiro que Ă©, se eternizarĂĄ.
A sua pele me deslumbra,
Ela tem a cor que tanto faz
Falta na minha pele,
A sua luz me 'domina'...,
Ela tem o tom que fascina
E me convida Ă luxĂșria...
Eu escolhi por ela me render
Sob sua 'guarda protetora';
Quero contar as estrelas
Na tua companhia sedutora.
A sua luz sublime na penumbra,
Ela vem da tua alma (capaz)
Intensa de manter-me nua...,
Ao modo de me tirar as letras,
No meu eu te declarar em poemas,
E assim desenhar mil esquemas,
No teu corpo com todas estrelas...
Eu escolhi por ela me prender,
Sob a tua égide me suspender,
Quero as tuas alegrias realizar,
E ser a tua cantiga de sonhar.
Eu escolhi acima de tudo:
Ser o teu forte sentimento
E devastador como mar...,
Que sabe ser oceano de amar.
Soltei os meus cabelos ao vento
Iguais aos seus olhos castanhos,
Contei os beijos tĂŁo [esperados].
Ambiciosa receberei um dia de ti
Mais do que uma declamação:
Uma rosa e uma [canção]...
Espero que vocĂȘ tenha gostado
De ter estado aos meios cuidados,
Quero vocĂȘ sempre ao meu [lado].
Ainda terei vocĂȘ de vez comigo,
Deste mundo bem protegido...
Pode ser até alucinação:
Quero ser poema e a sua paixĂŁo.
Eu preciso te contar
Que no girar das horas
NĂŁo quero te (perder)
Eu necessito te reencontrar
Sim, eu quero te ver!...
Do instinto eu quero
E vou me enlaçar
Do destino eu desejo
E quero te reencontrar
Sim, eu quero te beijar!...
Eu te aceito com tudo:
- Tudo mesmo!
Eu te aceito com tudo
Ăquilo que te falta!...
Do divino eu quero
E vou me encontrar
Do despido eu desejo
E quero contemplar
Sim, eu quero te amar!...
Na América Latina sinto
- ou melhor -
Constato as falsas revoluçÔes
Porque longe do correto,
E de todas as intençÔes,
Percebo que hĂĄ um jogo
De ambiçÔes - inflamaçÔes;
Para nĂŁo libertar o povo,
Para colaborar, infelizmente,
Com as mais de mil exploraçÔes.
Eu te aceito com tudo:
- Tudo mesmo!
Eu te aceito com tudo
Que te afaste do mundo!
Na América Latina vejo
- prevejo -
Antevejo o pior sinal
Porque se ninguém pensar
Um caminho correto,
Querer fazer o quĂȘ quer,
Escrevendo a própria sentença,
CaĂremos na maior decadĂȘncia,
à só questão de usar a cabeça
Para nĂŁo termos um triste final.
Quem nĂŁo sabe obedecer a Lei:
Ă igual ao guerrilheiro escavando
- a prĂłpria cova -
Comigo a hipocrisia da desordem
- nĂŁo cola -
Quero a liberdade carinhosa e ordeira,
Que me permita caminhar em paz,
E viajar contigo por toda a PĂĄtria Grande
Experimentando as estradas latinoamericanas
Que serĂŁo as estradas das nossas almas ciganas.
Estou tecendo [seriamente:
- Um plano de entrega
Para entrar no teu coração...,
E nĂŁo mais sair da tua [mente];
Estou com uma vontade terna,
Que Ă© fome de 'loba- quimera'.
Com inversĂŁo ou sem,
Quero vocĂȘ inteiro,
Do jeito que vocĂȘ vem,
Quero vocĂȘ [faceiro].
Estou desenhando [preliminarmente:
- Uma rota de sensualidade
Para romper com a castidade..,
E nĂŁo mais aderir aos protocolos;
Estou com uma vontade imensa
De fazer parte dos teus [sonhos].
Com santificada carĂcia,
Quero vocĂȘ bem
Do jeito da malĂcia,
Que desliza [urgente].
Estou costurando no silĂȘncio das horas:
- Para que tu venhas sem demoras
Rompendo auroras e poentes,
Trazendo estrelas [para mim],
Teus meneios serĂŁo presentes,
Um florescimento em meu jardim.
Na poesia nada Ă© pecado,
A fantasia ela se permite,
E transforma a distĂąncia
No paraĂso encantado...,
Na poesia nĂŁo hĂĄ limite;
A alegria vem pela noite,
E madruga bem cedinho
No teu sublime sorriso...
A tua pele Ă© um convite..!
Na poesia que vem de mim,
A sinfonia ela se permite,
E transforma os versos
No mais lindo convite...,
Na poesia que se permite,
à espera do teu abraço,
E também pelo teu beijo
No meu aurirosado regaço...
A tua boca Ă© um fetiche...!
Na poesia que vem com o tempo
A carĂcia ela reverencia,
E movimenta orante o mundo,
No mais perfumado intento...,
Na poesia que gira tudo,
Ă espera da vinda do astro,
E convém pela recompensa
No meu recanto Ăntimo...
A tua cor Ă© da cor de Afrodite...!
No teu parto cheio de luz,
Ă beira da ĂĄgua doce,
Com as rimas de mar,
Com o teu cheiro de mato,
Ăs um manso regato;
O teu oceano Ă© de amar,
Ăs poeta da cor corada:
- A tua poesia me trouxe.
E fez de mim fĂȘmea domada.
NĂŁo sou feita de tĂbias palavras
Sim, sou feita de poesias plenas,
NĂŁo sou feita de tristes amarras.
Eu sou poesia que fica,
Sou a perfeita indecĂȘncia,
Eu sou a prĂłpria malĂcia.
Sou feita do teu doce sorriso
NĂŁo, sou a tua fina safra..,
Sou feita do teu verso despido.
Eu sou a mulher feita de poemas,
Eu sou a tal cheia de sol...,
Eu sou toda coberta de estrelas.
NĂŁo invado, sou poesia
O meu verso Ă© de ferro,
E o meu corpo Ă© de fogo.
Eu sou a menina fingida,
Eu sou a mesma [mulher],
Eu sou alguém que te quer.
A minha ambição é discreta,
NĂŁo desafio, porque sou lira;
Escrevo para uma paixĂŁo secreta.
Porque eu amo, sou poesia.
Porque tenho sede, sou poesia
Porque eu te espero, sou poesia.
Não vou além, porque sou poesia...
Porque como toda a poesia: sou poesia.
Da minha janela eu fiquei
Em busca daquelas histĂłrias
Que sĂł eu sei contar,
Fui em busca do luar...
Eu fiquei assim a te esperar,
De olho na janela para te ver,
Do jeitinho que irĂĄs pousar;
No soneto madrigal irei festejar
De bruços irei escrever:
Para o poeta se deleitar.
No céu flutuando eu subi
Em busca da luz da lua
Que provoca o delirar,
Fui em busca de vocĂȘ,
Eu estou a premeditar,
De olho na tua despreocupação,
Do teu trigueiro versejar,
No meu abraço a te abraçar,
De boa e sensual coreografia
Estou aqui para te provocar...
Do céu avistado o luar
Em busca do teu beijo,
Que chegou para excitar,
Fui em busca do segredo,
Do teu lindo versejar
Que bem parece (rede)
De pescador lançada no mar;
Aqui estou subindo pelas paredes,
Pronta para a gente namorar.
Os meus poemas sempre repletos,
- e incorretos
NĂŁo menos poemas e tĂŁo secretos,
- inteiros
Sempre tĂŁo cheios de solidĂŁo,
de mares, de lugares e de paixĂŁo,
São na totalidade uma declaração
de uma pomba que pousou na tua mĂŁo.
Eu tive que cantar, contar e escrever,
Os meus poemas se espalham por aĂ,
e eu bem aqui nesta tarde com luar
- mais uma vez -
ao encontro do sol beijando o mar.
Os meus dias vivem a te esperar,
Eu sou a tal orquĂdea a se 'abrir',
Ă© deste jeito vivo a perfumar...,
- todos os dias -
AtĂ© vocĂȘ voltar (para mim).
Pude observar a [dança]
- do sol e do luar -
No oceano de amar,
Para seguir a luz
De quem me ama...,
E de mim nunca se cansa.
Destarte, posso tanto,
- em segredo -
Sagrado com afeto,
Espalhar este canto.
Pude passar a tarde
- de sol e luar -
A observar o mar,
Imaginando vocĂȘ em cena,
Ditando poesia suave,
E um sussurrar com [arte].
Evidente, nesta poesia
- intimista -
A deslizar nas areias
Palmilhando as conchas,
Para tomares conta,
E para quando abraçares:
- Roubares o meu beijo
Deslizando no canteiro
Escrevendo poesias boĂȘmias
Com as pĂ©talas das gardĂȘnias.
O vento fazendo mĂșsica
com as ĂĄguas do mar,
O vento trazendo o desejo
com a vontade de beijar,
O vento carregando a onda
sobeja retocando na areia,
A carĂcia em rebento
percorrendo a alisar,
A mĂșsica que eu compĂ»s,
e vocĂȘ ainda nĂŁo ouviu;
A poesia misteriosa nasceu
de uma conversa que surgiu.
Sim, deste contentamento
da onda do mar beijando
as areias e tocando a canção
do vento - divino carrilhĂŁo;
SĂŁo letras de chamamento
convite para tocar as estrelas
Nas noites de plena excitação.
Sim, do apelo poético ondino
da rosa a desabrochar no verĂŁo,
Provoquei-te a curiosidade menina
a olhar este rimĂĄrio de dama despida,
Como se olha através da fechadura
A cada verso de paixĂŁo uma loucura:
- Escrevo para vocĂȘ cair em tentação.
Por eu te querer querendo,
No rimar, vou te desejando,
Aos poucos te dando pistas,
Ăs a maior das [conquistas...,
Por eu te querer (amando),
No olhar, vou me despindo,
Aos poucos te revelando,
Ăs o meu coração [batendo...,
Por ser grande e (tremendo).
Porque tu'alma Ă© um [roseiral,
E tens a cadĂȘncia dos (cometas).
Porque te fiz este [verso lirial,
E das cores de (mil estrelas).
Porque teu jeito Ă© [genial,
E tens as asas das (borboletas).
Por eu te amar amando,
No remar, eu vou 'chegando',
Aos poucos sigo acariciando,
Ăs a poesia verdadeira, e nĂŁo lenda,
Assim, seduzes-me tu pelas fendas;
Em riste e com todas as pompas:
Tu vais se rendendo - aconchegando!...
Desejo o teu humano apego
- em segredo -
Dar-te-ei o meu aconchego.
Domino a tua sacrossanta
- chama -
Canção que me acalanta.
Danço no orvalho da manhã,
- em secreto -
Tomo o beijo sabor de maçã.
Determino a carĂcia sublime
- saboreio -
Do teu corpo não faço regime.
Direciono com altivez tremenda
- enleio -
Nas tuas partes a luxĂșria intensa.
Devoto Ă vocĂȘ sem reserva,
- em discreto -
Versejar como semente na terra.
Ditoso pensador tremendo,
- em sonho -
Faço-te o meu território ocupado
Porque a tua fragĂąncia veio no ar,
Ela me fez voltar a sonhar...,
Porque sempre apreciei tudo
E muito mais do que o olhar
à capaz de alcançar e aspirar...,
Eu hei de te escrever aos poucos
No formato de meus versos loucos,
Tudo, tudo, tudo, o quĂȘ aprecio,
Perfumando o ar de romantismo.
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