Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

No encerrar das portas

da minha juventude,

VocĂȘ apagou a luz

do meu mundo,

Eu nĂŁo quero saber

mais a teu respeito,

Amor vocĂȘ nĂŁo tem,

e nunca teve por mim,

E nunca terå por ninguém.

VocĂȘ acabou comigo,

da mentira vocĂȘ Ă© filho,

Brincou com o destino.

de quem te queria Bem.



NĂŁo foi nenhuma vicissitude,

tudo aquilo que vocĂȘ sofreu,

Foi vocĂȘ mesmo que plantou,

e ainda de fato nĂŁo colheu,

E nunca serĂĄ bastante,

porque te quero distante.



VocĂȘ nasceu sem carĂĄter,

Brincou com a fé,

VocĂȘ nasceu sem alma,

Zombou com a esperança,

VocĂȘ nunca serĂĄ respeitado,

E quando tudo der errado,

HĂĄ de se lembrar para sempre,

que nĂŁo se humilha uma mulher!



Não se brinca com a fé

de ninguém e ainda mais

de quem faria tudo por vocĂȘ;

VocĂȘ conseguiu a proeza

que eu me arrependesse

Do meu arrependimento.



NĂŁo me esqueci de nada

e nem me esquecerei,

Dos dias de silĂȘncio,

do desprezo ao meu esforço,

da ofensa a minha beleza,

das pequenas mentiras,

da falsa promessa de uniĂŁo,

do filho prometido,

dos dias ruins ao teu lado

e que me adoeceram,

A memĂłria de ti serĂĄ esvaziada.



Fostes o tempo todo original:

um homem de mentira,

Na verdade Ă© o que vocĂȘ Ă©.

Valeu a pena ir a pé,

porque aonde nada vale,

Eu nĂŁo posso existir.



No coração tenho um corte,

por ti enfrentaria a morte,

VocĂȘ nasceu para nĂŁo ser,

e nunca ter existido;

Que bom que vocĂȘ saiu

da minha vida e caminho,

Agradeço que tive sorte!



O Ășltimo poema para vocĂȘ

Ă© para te enterrar vivo,

Porque nĂŁo me terĂĄs como abrigo,

e tampouco como salvo-conduto,

Quero um cavalheiro genuĂ­no,

que se comporte como adulto,

E jamais se pareça contigo,

porque tens o aroma do lixo,

Ainda bem que descobri hĂĄ tempo!

Vou ter o meu coração reconstruído,

Confesso que fui embora convicta

Da certeza que em algum lugar

do mundo nĂŁo poderia negar

A minha existĂȘncia e presença

para quem vale a pena amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como um bravo chacal

fez o meu peito sangrar,

Para ti convém dizer:

- Que tudo foi momento,

ferindo-me o sentimento.



Nos meus tristes olhos

vocĂȘ nĂŁo quis olhar,

Talvez por medo,

De até mesmo sonhar.



LĂĄgrimas de puro Ăąmbar

saem dos meus olhos doidos,

NĂŁo tenho parado de chorar.



Vocação para se consumir?

NĂŁo tenho, tenho 'porquĂȘs'

na vida a embalar e seguir.



Cometa consumido sempre

traz uma prenda e regra,

Quando ele cai na Terra,

Ă© capaz de marcar e virar

Campo de meteoritos.



O amor Ă© caleidoscĂłpio

nas mĂŁos dos ingĂȘnuos,

O amor é mistério

nas mĂŁos dos cientistas,

É algo que não se explica,

e nas mĂŁos de quem crĂȘ,

É sempre pura mística.



Como o destino Ă© irĂŽnico,

nĂŁo exigirei mais nada,

Porque 'nada' tens a dar,

e mesmo se tivesse,

Nada vale a pena forçar.



O amor nĂŁo se comanda

nem por um botĂŁo,

Quando chamado de idiota,

ele se recolhe e vai embora.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não é falsa adoração,

e sim pura poética,

Por dores engolidas,

e sete fortes badaladas

Por ter visto o amor

em franca liquidação.



NĂŁo foi instintivo,

e permanece sensitivo,

Por entrega derramada

dos cinco sentidos;

Nos teus jogos lascivos,

por ter entregue o coração.



NĂŁo Ă© preciso provar,

e sim deixar nas mĂŁos de Deus,

Por crer na força do tempo,

e na certeza de que cumpri

A minha parte com amor,

e devotei de fato o coração.


NĂŁo hĂĄ nada de oculto,

e nĂŁo hĂĄ tempo para o amor,

Por crer que o tempo

e o relĂłgio nĂŁo o definem,

O tempo de amor Ă© de amar

em tempo e sempre Ă© tempo!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Cada um oferece somente
aquilo que tem para dar,

Creio que me fere

- duramente -

porque nĂŁo tens coragem

De me escutar.



Não hå quem permaneça

sem chance de dialogar,

Creio que me evita

- friamente -

porque nĂŁo tens audĂĄcia

De me resgatar.



Mas a vida Ă© assim:

desmistificando nas ausĂȘncias

as tuas inconsequĂȘncias;

Creio que me mostra

porque nĂŁo hĂĄ outra maneira;

De entender a tuas dolĂȘncias.



Cada um seleciona o quĂȘ quer

aquilo que quer falar e escutar,

Creio que me provoca

porque nĂŁo tem firmeza

De deixar no coração o amor entrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Hå um enigma, hå em nós um mistério,

- algo que sublima, algo etéreo

Algo escondido por debaixo dos lençóis,

- vejo-me com vocĂȘ

- abraçados -

Escutando o cantar dos rouxinĂłis.



Lindas flores que hĂŁo de ser

Apreciadas em tua companhia,

- sim, tenho muitas coisas para sonhar

Noites que nĂŁo irei mais encontrar a cama vazia,

- sim, estou aqui a nos imaginar

Das poesias brotadas de vocĂȘ

- sim, estou pretendendo revelar...



Dos silĂȘncios que hĂŁo muito de nos falar,

- nos teus suspiros eu hei de escutar

Sinto os sabores dos vinhos

Que vocĂȘ hĂĄ de harmonizar e me servir;

- sinto que muitas coisas boas estĂŁo porvir.



Eu tenho desejado diariamente,

Que os nossos enigmas reunidos,

E mistérios não solucionados

Vinguem como um canteiro,

De amores-perfeitos,

Que eles sejam mais do que eternizados

E pelos céus sejam protegidos,

Estejam escritos os nossos destinos

- divinizados....

Inserida por anna_flavia_schmitt

Cheguei para ficar,

Como a tua saliva,

A deslizar pela boca,

Sou o teu desejo

- intrépido-

O teu riso sem juĂ­zo,

A tua curiosidade louca.



Cheguei para enluarar,

- Repare!-

JĂĄ que tudo Ă© poesia,

Estou até tirando a roupa,

Para te aceitar, e te amar,

E me entregar a delĂ­cia

Deixando-te me experimentar...



Cheguei maliciosa,

Perfumada e perigosa,

A perfumar o teu corpo,

Como a Lua sobre a praia,

Dando licença às estrelas,

Para que não se esqueça:

Do quanto sou capaz de ser

Completamente maliciosa...



Assim intrépida te excito,

Nesse prazer em verso,

Que ainda nĂŁo foi cometido,

E estĂĄ sendo planejado,

Descobri que sou a tua canção,

Quero a tua mĂŁo,

- o teu coração -

Ocupar objetivamente a tua emoção,

É o que eu planejo,

Ter em mim os teus olhos negros,

A tua boca santa,

O teu corpo mĂ­stico

No profundo de minhas entranhas...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Calmamente seguindo a rota,

Adoçando docemente a rosa,

Colhendo simplesmente

- a semente -

Que um dia plantaste.



Psicodélica é a forma,

Que me desfolho e me revelo,

Corajosa de alma e coração,

- sou tua aquisição

A tua vaidade garbosa,

Honrada a cada delĂ­rio de paixĂŁo.



Sedutoramente revelando a rosa,

Desabrochando sensualmente a rota,

Embalando ritmicamente

- sĂł o que sensibiliza -

Porque Ă© o quĂȘ nos faz sentido.



Perca em mim o juĂ­zo,

Assim Ă© como te quero,

- doce e carente -

NĂŁo menos contente,

E totalmente entregue...,

Para ser todo dos meus beijos quentes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Testemunho versal

dos amores dos outros,

A minha poesia Ă©

refĂșgio indestrutĂ­vel

Feita de talvez,

salto no abismo

De peito aberto,

sem asas,

Porque Ă© humana.



Abrigo celestial

dos rumores da vida,

A minha utopia Ă©

amor impossĂ­vel

Cheio de esperança.



Sentimento invernal

das dores do mundo,

A minha nostalgia Ă©

por ti desnorteada

Porque te perdi.



Motivo abissal

dos desejos profundos,

A minha magia Ă©

de amor inesquecĂ­vel,

Para vencer a distĂąncia,

causa por mim reconhecida:

Insegurança feminina,

voto de amor eterno,

Que por medo nĂŁo vivi.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Leia-me com poética,
e nĂŁo literalmente...

Porque sem poética,

nĂŁo haverĂĄ compreensĂŁo.



Versa-me nas letras,

e nĂŁo espiritualmente...

Porque sem profética

não haverå reconciliação.



Desnude-se para me ler,

porque sĂł assim captarĂĄ

Que o amor dos outros

foi distração poética,

Para um amor desesperado

e quase sem salvação.



Porque o porquĂȘ destes versos,

na verdade sempre foram teus;

Na esperança de vivĂȘ-los

para brindar a vida com paixĂŁo.


AMOR: os versos que escrevi para nĂłs, sĂł vocĂȘ saberĂĄ identificar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

De que adianta ter olhos

E não ter coração?

Ter olhos e não ter coração

De nada adianta,

Porque sem coração

NĂŁo se enxerga nada.



Os versos que escrevi

E nĂŁo te contei estĂŁo

- aqui -

Os poucos que escrevi

Me distraĂ­ com amores

Dos outros esperando

Tu chegares de longe.



De que adianta nĂŁo ter

Os teus olhos e coração?

NĂŁo tĂȘ-los me reduziram

Ao grau mĂĄximo do nada.



Escritos com lĂĄgrimas,

Talvez nĂŁo mais belos,

Versos de sangue,

Rimas com bravura

Quero viver mil vidas,

Para dizer ao mundo

Que sem o teu amor

Atinjo a [loucura].





Meus versos sĂŁo tentativas,

Que talvez jamais serĂŁo

- lidas-

O nosso reencontro

NĂŁo tem previsĂŁo,

PoderĂĄ ocorrer daqui

Algum tempo ou nunca,

E nĂŁo sei [onde].



SĂł digo mais uma coisa:

- A literatura salva da morte,

E a poesia salva da vida,

SĂł me resta saber se serei

Para os teus braços devolvida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O céu despencou,

O chĂŁo se abriu,

O peito sangrou

O ciĂșmes surgiu.



Cartas enviadas

NĂŁo esclarecidas,

Cartas malcriadas

Palavras engolidas.



O tempo passou,

O amor sobreviveu,

O tempo [surgiu,

O coração não esqueceu.



Cartas nĂŁo respondidas,

Devolvidas e rasgadas;

Cartas persistentes

Palavras perdidas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Guarde contigo:

rima de sonhar,

verso peregrino,


canção de mimar.





Além continentes:


trilhas poéticas,

poemas amĂĄveis,

rotas contentes.




Doces vertentes

sabem velejar

poesias silentes

sabem mapear.




Alma envolvente:

feita de [mar],

verso continente,

quero te beijar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Prometo escrever uma canção:

Feita de areias, mar e paixĂŁo.

Para ser cantada pela morena

Nascida para a tua rota acenar,

E tomar conta do teu coração.



O Farol em dias de Sol,

E em noites de luar e calma.


Ao som de uma boa prosa

E malemolentes sambas de roda,

O vigia serĂĄ sempre o Farol.



Chamego os versos para vocĂȘ:

Versos que ainda nĂŁo escrevi

Ainda na Bahia eu nĂŁo vivi.


O cheiro, o cafuné e o beijo,

E o banzo para embalar a alma.




O Farol da Barra que vive brilhar,

Do Céu provém a inspiração,

Eu sinto a emoção marulhar

Na Bahia de Todos os Santos,

O encontro na beira do mar.



Esqueço e deixo tudo para trås,

Jogo firme a rede no mar,

Sou embarcação para navegar

Sou o vento a enfunar,

O Axé, a poesia e a paz...



Disseram muitas coisas...,

O Forte Ă© de Santo AntĂŽnio.

Ainda vou até a Bahia,

Encontrar este meu sonho.



Dizem quem jĂĄ foi Ă  Bahia,

NĂŁo se esquece mais;

Se enamora para sempre,

E nĂŁo volta atrĂĄs.

Inserida por anna_flavia_schmitt

VocĂȘ sabe muito bem,

que eu nĂŁo quis admitir:

- Que nĂłs somos iguais!


VocĂȘ me conhece bem,

por isso nĂŁo preciso falar

que vocĂȘ mora em mim.


Eu sei que moro em ti,

fingi nĂŁo [perceber]:

para nĂŁo me entregar...



VocĂȘ sabe que vou alĂ©m,

que escrevo com o gentil

- arrimo -

Destes teus olhos celestiais,

e eles nĂŁo se apagarĂŁo jamais!



Eu vivo uma inevitĂĄvel

primavera que nĂŁo passa,

a minha alma te abraça.



Eis o solstĂ­cio irremediĂĄvel

eterna chama que nĂŁo abrasa

a vontade na imensidade.


A inspiração particular,

em tons solares e florais,

sĂł para te embriagar demais.



VocĂȘ me conhece muito bem,

- ilustre cidadĂŁo do meu peito -

e devastador como ninguém.

VocĂȘ venceu o prĂłprio tempo,

viraste paixĂŁo em poemas inteiros!



Sou senhora da minha liberdade,

- proprietĂĄria do meu nariz -

e boĂȘmia das palavras.


Além das matizes mais florais

e de todos os bons 'setembros',

Eu reconheço que estou assim

- vivendo -

A mais colossal das estaçÔes:

- A Primavera do amor demais...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sou aquela que nĂŁo quis ver:

o teu olhar como um oceano,

Louco para me [ter]

morando no teu castelo,

Cortejando o mais profano.



Ninguém pode me tirar o direito

de te amar em [silĂȘncio],

Ninguém pode nos roubar de nós:

a jura, a ternura e o compromisso.

Entraste na minha vida como magia,

pleno com este doce [feitiço...



Sou a ilustre cidadĂŁ que vaga

[nua] no teu mundo:

- A aventura impensada,

o teu esquecer das horas,

e a tua Lua na madrugada.



Ninguém pode contra nós,

juntos somos imbatĂ­veis!

Ninguém nos [conhece],

os nossos olhares se reconhecem,

Falamos de amor olhos nos olhos.



Sou a alma insubordinada,

que apeou no teu [forte],

E tocou no teu coração.

O teu querer virou atordoado,

o teu impulso serĂĄ multiplicado!



NinguĂ©m pode me tirar de vocĂȘ,

e nem mesmo o [tempo;

NinguĂ©m pode me tirar vocĂȘ

de dentro de mim.

Brindamos com [convencimento]

a certeza do amor ter nos encontrado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Gira o mundo ao nosso redor,

Dançam as horas o minueto,

Sina de quem vive esperando

Viver uma histĂłria de amor.



Lira segundo o soneto,

Frescor da madrugada,

Versos finos e madrigais,

De quem serĂĄ a tua amada.



Brisa os teus segundos em prosas,

Brincam os versos amplexos,

Profetiza a vinda apaixonada

De uma alma feita de mel e rosas.



Divisa feita de oceano,

UniĂŁo de desejos,

Certezas e planos,

HĂĄbeis como ciganos.



Brindam com doçuras!

Foram abertas as travessas,

E enfeitadas com açucenas;

Almas plenas de ternuras.



Vibram com a chegada da poesia,

Vinda travessa de alto mar,

Repleta de si e de arco-Ă­ris,

Nascida para te (amar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Os meus olhos sobre ti sĂŁo

as minhas silentes preces

De petição fervorosa à Irene,

para que perene tu retorne

Ao teu solo e [destino;

Inteiro, sĂłlido e divino.



Estes versĂ­culos mundanos

sĂŁo alaridos [discretos.

Que nĂŁo te toquem os profanos!



Os meus reflexos poéticos são

os meus voos infinitos,

Eu te pertenço

com o espĂ­rito de [vinho,

Por tenho te deixado quietinho.



Estes versĂ­culos penetrantes

sĂŁo versos de [paixĂŁo,

E batidas do meu coração!



Com fino gĂĄudio eu te ofertei

Ă  Atena para que te proteja

de todo o perigo

És o meu pecado atrevido;

Eu te quero [preservado

e de todo o Mal protegido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Desabrochou a Lua repleta

como uma rosa branca,

A preocupação aberta e franca

de alguém que voltou a ser criança.



Altaneira missĂŁo concreta

como uma flecha pungente,

A alma nĂŁo estancada

de um peito atravessado,

Fazendo a sua prece discreta.



Despontou a Lua inquieta

para roubar o sono do poeta,

Ao ponto de embalar a vontade

que nĂŁo se dobra e nĂŁo sossega.



Alvissareira canção que encoraja

porque um plano foi escrito:

A lembrança não o apaga

por tuas carĂ­cias penetrantes,

Revivendo como quem te abraça.



Desenhou o destino a teu gosto,

como quem rouba o juĂ­zo,

Despir a noite das estrelas

como que tira um vestido,

Amanhecer com vocĂȘ, eu preciso!

Inserida por anna_flavia_schmitt

O céu e o mar no maior cortejo

Porque se possuem os amantes,

E mesmo estando (distantes):

Possuem o embalo e o aconchego

De dividirem os seus segredos

Mais Ă­ntimos e impressionantes.



O Sol e a Lua dançam no infinito,

Porque se fundiram num corpo sĂł:

O masculino e o feminino;

Giram os astros de contentamento

Pela potĂȘncia dos amantes

Com o vigor nas coreografias

Expandem desejos flamejantes.



O verso é a fruição deste mistério:

Repleto de Sol, Lua, Céu e Mar

Dois amantes e seu (Universo).



A poesia é flutuação e oråculo

Do hemisfério sensual;

É manifestação e espetáculo.



É a devoção masculina derramada

Ao infinito feminino...,

É cumplicidade (apaixonada)!



É o invadir potente o corpo

Da tua amante,

E conduzi-la ao sonho:

De ser gigante.



É o espargir do teu perfume

- marcante -

E convencĂȘ-la aos teus jeitos

De amar sem freios.



É escrever o soneto despreocupado

Do teu modo,

E temperĂĄ-lo apimentado.



E assim em versos livres de rigor

- reconhecer -

Que a potĂȘncia e o vigor nascem

das graças e do porte da mulher

- amante -

Derretendo-a com carĂ­cias plenas,

Efusivas, magnĂ­ficas e extasiantes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Deixar-te livre para o descanso

Significa que te quero refeito

E nĂŁo longe de meus afetos,

É imperativo que carrego

Porque te quero inteiro;

Para que vocĂȘ venha pleno

Do espírito de [recomeço].



Aceito os teus cansaços,

A necessidade de oxigĂȘnio,

E da tua respiração

Retiro versos inéditos

Como encontro de regaços.



Deixando-te livre para o voo,

Confiante no teu retorno:

Entregarei os versos retirados,

Para que os sinta aconchegados,

E em cada parte do teu corpo

Venha emitir arrepios requintados.

Inserida por anna_flavia_schmitt