Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Sem vocĂȘ
me ver
te beijo
com igual
entusiasmo
de dois jovens
sob o luar
numa cidade
esquecida
e abraçados
no portĂŁo
de casa.
Darei este
beijo casto
para receber
o teu ainda
mais puro
em troca,
e com franca
intenção
de ganhar
o teu lindo
coração.
Algo diz
que isso
ocorrerĂĄ
no tempo
certo que
Ă© o tempo
que nĂŁo
importa,
a vida nos
surpreenderĂĄ
na porta
como nunca
aconteceu.
O importante Ă© que
o desejo de estar
no mesmo caminho
tem sido o presente
superar os obstĂĄculos
do destino e tornado
a espera contente.
A vida brinda
a cada um de nĂłs
com amores possĂveis
e os impossĂveis
para termos forças
para superar
as tempestades
que sugerem
ser implacĂĄveis.
O imprescindĂvel Ă©
que nĂłs nos temos
de olhos fechados,
e com o mesmo
fervor de jovens
enamorados
e a confiança
no giro dos astros.
Carrego em mim
o silĂȘncio e a jura,
mesmo sem ter
jamais te ouvido
antes na vida,
e me fixo tua.
Cabe a nĂłs
o recato para
a preservação
daquilo que
nos espera
e faz o coração
permanecer
em sinfonia.
Quando o amor
Ă© inevitĂĄvel,
os astros dançam
no absoluto
e indomĂĄvel,
em nĂłs o paraĂso
jĂĄ Ă© impenetrĂĄvel.
Certa daquilo que
nos une e move
as montanhas,
venho preparando
o quĂȘ hĂĄ de ser
além dos dias
e distĂąncias;
e assim serĂĄ.
Sinto que
os melhores
beijos que
eu hei te dar
estĂŁo porvir
no tempo
de nos amar.
Estes meus
versos sĂŁo
para quebrar
a tal sisudez,
e por grande
pretensĂŁo
ser a voz
da tua mudez.
O quĂȘ queria
mesmo Ă© que
eles fossem
pĂŁo para te
alimentar,
ĂĄgua de beber
e capazes
de cobrir a
sua nudez.
Surgi no meio
desta multidĂŁo
para chamar
a sua atenção,
prometi Ă vocĂȘ
compromisso
e total sedução.
Daqui para frente
haverĂĄ bem mais
capĂtulos e vamos
nos pertencer de
uma maneira que
sĂł a nĂłs compete.
O mundo Ă© grande,
e a vontade nos une
cĂșmplices mĂștuos
do desejo excitante
de nĂłs encontrar
na certeza de amar.
Confio que ninguém
hĂĄ de prosperar
para invadir com
o afĂŁ de desviar
do que importa
e roubar de nĂłs
os nossos sonhos.
Os outros
amores nunca
existiram,
eles nĂŁo
foram
amores,
e sim auto
enganos;
nenhum
deles eram
dignos
de um verso.
Na verdade,
sempre escrevi
inspirada
de forma real
nos amores
dos outros,
e a espera
nada
ficcional
do amor
que virĂĄ,
e se tornarĂĄ
realidade.
Crendo nisso,
e sobretudo,
na tranquilidade
das palmas
das tuas
mĂŁos,
nos prevejo
em boas
cenas,
tu me
trazendo
do teu
jeito,
e eu
fazendo
de ti
o quĂȘ eu
quiser,
nĂłs dois
estrelando
num cenĂĄrio
perfeito.
VocĂȘ me disse
que tenho o dom
de escrever,
Eu por antecipação
me vi tocando
as estrelas contigo,
Assim admito
que no teu
universo
vou me perder.
SĂł me aproximo
se vocĂȘ deixar
Os teus olhos
lindos e cansados
sĂŁo tĂŁo claros
quanto um riacho
para mim,
Que mesmo sem
ouvir a sua voz
Neles nĂŁo canso
de me banhar.
Queria ter o poder de adivinhar...
Com esse
abraço
caliente
de carinho,
NĂŁo serĂĄ
tarde
vestir-me
de sol
Porque
na hora
exata
vocĂȘ virĂĄ,
e coberta
por ti
eu ficarei.
Deixa eu
te colocar
no meu colo
sĂł para dizer
sem mistério
e nenhum recato:
-Tudo o quĂȘ
vocĂȘ quer,
eu também quero!
Por nĂłs eu nĂŁo
sossego e espero.
Descarto ser
discreta
para vocĂȘ,
Porque fui
descoberta
por vocĂȘ,
NĂłs dois
sabemos
o quĂȘ irĂĄ
acontecer,
Ă o amor
que chegou
para
permanecer,
acariciar
e nos
surpreender.
Eu te quero
e vocĂȘ
nem imagina
A forma
e o quanto,
mas do seu jeito
urgente,
cheio de delĂcia,
ventura e malĂcia,
sem medida.
VocĂȘ surgiu
do nada,
NĂŁo sei o quĂȘ
em ti
Eu encontrei,
SĂł sei que
de vocĂȘ,
NĂŁo quero
me prevenir,
HĂĄ algo
em teu olhar,
Que me fez
sacudir,
HĂĄ algo
na tua boca
Que tenho
que provar,
E te recompensar
com leveza
de fada.
As minhas mĂŁos
nĂŁo podem
te tocar,
a minha letra une
as nossas mĂŁos
de uma forma
maior,
para quando o tempo
de amar chegar,
os nossos corpos
hĂŁo de se render
e se colar,
Assim sou poesia
e perdição
a te provocar.
Presente
no pensamento
Como o ondular
das dunas
Que acenam
um novo
caminho,
Um brinde
indescritĂvel
E gamação
inefĂĄvel,
Sem explicação
e nenhum fardo.
NĂŁo sei aonde
vamos parar,
SĂł sei que nĂŁo
vamos parar.
Pressinto
que com vocĂȘ
Eu faço
uma festa,
Isso Ă© sinal
que jĂĄ sou tua.
Amada talvez
no momento,
Na poesia nĂŁo
tenho dĂșvida.
VocĂȘ nĂŁo
imagina,
que eu
te quero
em silĂȘncio,
poesia
açucarada
e com o 'quĂȘ'
da mĂstica
incidental
das flores
das dunas
que nasceram
aqui no vale,
e mesmo que eu
recatada me cale,
saiba que daqui
para frente
cada letra sĂł
serĂĄ para vocĂȘ.
Eu não pertenço
a esse mundo,
e sim a cena
do suave beijo
a enternecer,
e a sua mĂŁo
irreversĂvel
que virĂĄ
por debaixo
do vestido
me fazendo
enlouquecer.
Porque eu
te quero,
e Ă© mais forte
do que eu,
o meu desejo
cadencial
Ă© bem assim:
repleto,
intenso,
urgencial
e cheio
de mel.
NĂŁo vai passar,
porque sem
se conhecer,
algo em ti
me reconheceu
de forma
inefĂĄvel,
e te fez oceano
pacificado
para me receber,
porque de maneira
doce e inefĂĄvel:
jĂĄ me tens
inexplicĂĄvel.
NĂŁo hĂĄ nada
mais santificado
do que uma
vadiagem poética,
eu sou o quĂȘ
vocĂȘ procura
no meio
da bagunça
do seu coração.
Inspiro e respiro
aquilo que nutre,
e te traz fascinação.
Transpiro em verso
aquilo que sugere,
e te traz inspiração.
NĂŁo hĂĄ nada mais
o quĂȘ ocultar,
escrevo poemas
para os lĂĄbios
teus abastecer,
e me incendiar
mais ardente
do que uma
vela no altar.
Seduzo em prosa,
aquilo que desejo,
e atrai por sedução.
Induzo em canto,
aquilo sem reverso,
e que jĂĄ Ă© paixĂŁo.
NĂŁo hĂĄ nada
mais delicioso
do que uma fuga
do cotidiano,
eu sou o quĂȘ
te desafia,
e provoca
real encanto
trazendo revolução.
Destarte a poemizar
eu me dou o espaço
Para me insinuar
porque sou o verbo
MalĂcia que procura,
para o coração vibrar,
Te enternecer,
apurar o paladar,
Te trazer doçura,
e nos acon[chegar].
Nesse suspense,
eu me preparo:
VocĂȘ me convence.
NĂŁo havia confiado
que a minha letra
Te atrairia muito
como plateia,
Do meu espetĂĄculo
que se destina
Ao transcendente
e a renovação
De um horizonte
Poético e cadenciado.
Sem contigo estar,
eu me vejo em vocĂȘ:
no cosmos de amar.
Cada verso Ă© um beijo
a te cortejar,
Cada beijo Ă© um verso
a te brindar,
Para te fazer flutuar
no avesso das horas,
Porque nĂŁo posso
no colo te acarinhar,
Para deste mundo
um pouco te desligar.
Desta fatĂdica rotina
eu me dou o dever:
De contigo fugir.
Ciente celebro feliz
a nos inventar,
Cada poema Ă© poesia
a te sentir,
Porque é poética
a te entreter,
Doida para te ter.
Essa veneração doce
eu me dou o direito:
De contigo brindar.
Trigueiro dos pés
a cabeça,
Tempero argĂȘnteo
inevitĂĄvel,
NĂŁo desfez em ti
o menino cĂąndido,
Inteiro te percebi.
Perfeitos em cena
nos prevejo,
Porque tens tudo
o quĂȘ fascina,
A mulher que em
mim se reserva,
Inteira para vocĂȘ,
e permanece poema.
Faceiro te segredo
em versos,
Desenhando rotas
alcançåveis,
Porque prevejo
o desidério escrito:
Amoroso desterro,
mesmo sem saber
Quem alcançarå
primeiro o outro.
Afeitos da mesma
visĂŁo de mundo,
Captando como
satélites,
Orbitando sutis
fantasias,
Porque cientes
daquilo que vale
Ă© a poesia muito
mais do que ouro.
Porque quando vocĂȘ chegar,
VocĂȘ sabe que te quero,
Nu, indecoroso e descalço.
O quĂȘ serĂĄ de ti,
eu nĂŁo sei,
Mesmo que nĂŁo
queira,
LerĂĄs cada verso,
para entender
Que eu te amei.
NĂŁo me esqueci,
nĂŁo resisti,
Aceitei o conselho
e a ironia de quem
dizia que voltaria
a me admirar:
virei uma mulher
TĂŁo forte,
que agora nĂŁo
Quer mais voltar;
porque de tĂŁo forte
que me tornei,
SĂł sei escrever
ao invés de chorar.
O quĂȘ serĂĄ de ti
jĂĄ nĂŁo importa,
Os meus poemas
cuidarĂŁo de fazer
Por mim o quĂȘ
eu nĂŁo posso:
Te tirar daqui.
NĂŁo existe beleza
na indiferença,
Ela se encontra
nos manifestos
- poéticos -
que nĂŁo leste,
Nas fotos
que ignoraste;
Envenenaste
a minha crença
na tua existĂȘncia,
E agradeço!
E salva de ti,
assim desse jeito,
'tu' me perdeste.
NĂŁo nasci para
ser ignorada,
NĂŁo nasci
para nĂŁo ser,
Nasci para
existir,
Nasci para ser
bem amada,
Fui embora
querendo ficar,
Parti para nĂŁo
me perder.
O rasgo no peito,
as marcas
na pele,
sĂŁo sinais vitais
da tua indiferença,
vocĂȘ me fez
perder tempo,
o riso e a crença,
o melhor de tudo
Ă© que a cada vez
que escrevo
um verso,
eu te esqueço
e a dor
que sinto
dĂłi menos
aqui dentro.
NĂŁo por lirismo,
mas por realismo,
exponho ao mundo
o meu coração
por ti destruĂdo,
nĂŁo foi restaurado,
estĂĄ muito dorido,
embalando o Ășltimo
poema que escrito,
foi a letra etérea
de libertação,
para eternizar
o grito da Terra
nĂŁo escutado,
para eu nĂŁo mais
cair na tua mĂŁo.
Como fera ferina,
vocĂȘ premeditou
me decepcionar
na minha data
natalĂcia,
no dia
devocional
de Santa Catarina,
para eu
me almadiçoar,
e esquecer
de me amar.
NĂŁo nasci
para vocĂȘ,
sou VerĂŽnica,
nĂŁo nasci
para te carregar
na memĂłria,
sou cigana
de partida,
rumo a terra
prometida,
nasci para
uma nova vida,
e fazer histĂłria.
Do galopante
destino
Percebendo
o desafio,
Lancinante
o confronto
Do que ele
deseja,
Um gesto
audacioso
De ter colocado
as cartas,
as ideias
e o receio
na mesa;
Depois de todo
o ocorrido
JĂĄ nĂŁo sou,
e nem nunca
Serei mais
a mesma.
O meu rosto
florido,
A minha alma
de fada,
Tenho percebido,
que sua amada,
assim eu sou.
NĂŁo te quero
perdido,
Te quero bem
louco de amor.
O seu colo
acolhido,
A minha Ăąnsia
indomada,
Tenho embalado
de tĂŁo amainada
assim eu estou.
Eu te quero
comigo,
Te quero bem
doido de amor.
O meu sonho
escondido,
Por um véu
carregado,
Pelo vento
de tĂŁo forte
ainda ele ficou.
Sou presa de mim,
Nada me prende,
Sou feita de poesia,
Asas nĂŁo criei,
NĂŁo sumi da pena,
Se ele aparecer
Para me soltar,
Nada mais sei,
sorrir ou inventar.
Dançando no abismo,
Sentimento revelado,
Alçando o estribilho,
Momento recordado.
Nada mais além
De mim e dele,
Na boca a sede:
Do beijo angélico
Que nĂŁo provei,
Do abraço quente
Ainda guardado
para o amor divino.
Escrevo de mim
Para a largada,
Salto de partida,
Palavra reconhecida.
Egressa de mim,
Nada me prenderĂĄ,
Livre do passado,
Revoada do recomeço,
Nada me impedirĂĄ
De viver a toda hora,
Em todas as escalas
E de todos os planos,
NĂŁo quero mais enganos.
Alma lĂĄ da sacada,
Cabeça reerguida,
VitĂłria sobre o ego,
Estou amadurecida.
Nos teus olhos titĂąnicos,
Eu vejo a cor do amor...
SĂł de pensar em vocĂȘ,
qualquer lugar vira
Um doce paraĂso,
mesmo sem tĂȘ-lo
De fato aqui comigo.
SĂł de ouvir tua voz,
prevejo o futuro,
o doce acordo,
Mesmo distante,
o radiante encontro.
SĂł de pensar em vocĂȘ,
revivi o quĂȘ devia,
A volta sem regresso,
mesmo sem tĂȘ-lo,
De fato aqui por perto.
Só de saber como és,
adivinho o destino,
A fortaleza e doçura,
mesmo de longe,
O soneto pressentido.
SĂł de pensar em vocĂȘ,
imagino mil cenĂĄrios,
JĂĄ me proclamo sua,
mesmo sem vocĂȘ saber,
De fato tanta ternura.
SĂł de te admirar,
proclamo-me Ăntima,
Revisto cada detalhe,
mesmo em cada letra,
De fato além da poesia.
Jå és realidade...
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