Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

⁠"Quantas vezes na madrugada acordei.
VocĂȘ ali, deitada, desnuda, em silĂȘncio lhe admirei.
Roguei.
Implorei
Orei.
Para que nunca se fosse do meu eu, existem coisas que sĂł eu sei.
VocĂȘ era a rainha e eu, o seu rei.
Te amei.
Amei mulher, como nunca antes amara, eu amei.
Existem coisas em minh'alma, que sei, foi vocĂȘ quem fez.
Eu sei.
Eu sei o gosto do beijo, e o macio da tez.
Me pergunto sempre, quantas vezes na madrugada, eu acordei?
E vocĂȘ, ali, deitada, desnuda, em silĂȘncio, eu vislumbrei?
SĂŁo coisas, que em meu Ăąmago, somente eu, sei..." - EDSON, Wikney

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⁠"Doutor, minha insÎnia e meus tremores voltaram.
Doutor, meus pesadelos retornaram.
As vozes, que em minha cabeça gritavam.
NĂŁo se calaram.
As dores em minh'alma, doutor, nĂŁo cessaram.
As feridas, abriram-se todas novamente, nĂŁo se curaram.
Insanidade ou saudade, doutor? Todas as respostas me escaparam.
Meus sonhos se desmoronaram.
Hoje, doutor, moro onde meus pesadelos moravam.
Moro na ausĂȘncia dela, moro nas lembranças de nĂłs, moro no amor, que me tomaram.
Sinto que estou morrendo, doutor, as batidas do meu coração só aumentam, infelizmente, não param.
Sóbrio ou ébrio, a bebida jå não me traz o alívio de outrora, até isso me tiraram.
Hoje, doutor, tive um mau pressĂĄgio, encaminhando-me para aqui, passei em nossa esquina, e vi: Todas as folhas do ipĂȘ, murcharam.
Talvez, como as folhas, eu tambĂ©m deva abrir mĂŁo da minha existĂȘncia, os milagres em minha vida se acabaram.
JĂĄ nĂŁo posso repousar, fechar os olhos e sonhĂĄ-la, doutor, pois, infelizmente, a minha insĂŽnia e meus tremores voltaram..." - EDSON, Wikney - MemĂłrias de Um Pescador, Quando no DivĂŁ

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⁠"Meu coração estå despedaçado, então, cada uma pegue um pedaço e faça o que quiser.
O que posso fazer com a paixĂŁo, quando o meu bem-querer, malmequer.
É amargo o amor, ardente a paixĂŁo e doce Ă© o perfume de mulher.
Sei o que sou, nĂŁo sei o que ela Ă©.
Não tem solução, jå não tem mais volta, ateu acerca dela, abandono agora a minha fé.
Pelas veredas da solidão, viajo a pé.
Com o coração despedaçado, recolho o que sobra, distribuo migalhas à ralé.
Das que me amaram, pegue os pedaços, e façam o que quiser..." - EDSON, Wikney

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⁠"Amava, quando era a minha boca, a tapar seus gritos.
Adorava os sussurros descuidados, ao pé do ouvido.
Me perco na lembrança, da dança de nossos corpos, onde com um Ășnico olhar, nossas almas se completavam e se ouvia atĂ© o pulsar dos coraçÔes, e os seus suspiros.
Eu e vocĂȘ, nĂłs; meu eterno vĂ­cio.
Sou viciado no gosto do beijo, no aveludar da pele e dos cabelos, cada fio.
Minhas palavras sĂŁo sĂșplicas, a quem me dera sĂł suplĂ­cio.
NĂŁo te apago da mente e mesmo que o fizesse; me apegaria a cada resquĂ­cio.
VocĂȘ fora o meu presente vindo dos cĂ©us, que do meu eu, jamais deveria ter partido.
Doeu-me na alma, torturado, vĂȘ-la indo.
Quando em seu abraço, foram as poucas vezes, que pude me aproximar do divino.
O castanho dos olhos, o desenho da boca, o negror dos cabelos, o conjunto da obra, dos desenhos do Pai, vocĂȘ Ă© o mais lindo.
Saudades de quando me iluminava a vida, com seu sorriso.
Hoje, acordei atĂŽnito, na madrugada, pareceu-me ter te ouvido.
NĂŁo te olvido.
Hoje, pela madrugada, sĂł lhe restou, em silĂȘncio clamar por meu nome, pois infelizmente, nĂŁo tens minha boca, para tapar seus gritos..." - EDSON, Wikney

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⁠"Eu estou morto.
Eu nĂŁo sei quem me matou.
Também, hå muito, que nem sei quem sou.
EntĂŁo, nĂŁo sei quem morreu, ou quem me matou.
Mas sei que estou morto e que morto, estou.
Ser ou nĂŁo ser, ser quem nĂŁo ama, ou ser quem odiou?
Ser quem ela deseja, ou ser quem sou?
Nessas idas e vindas, nĂŁo sei se fico; nĂŁo sei se vou.
NĂŁo sei se Ă© Ăłdio, nĂŁo sei se Ă© amor.
Coração empedrado, desprezo, rancor.
Amaldiçoo-a pela madrugada, acordei respirando n'outro dia, que azar, senhor.
Meu corpo vive, mas minh'alma, hĂĄ muito que jaz, e nĂŁo sei quem a matou.
O que sei? Mesmo respirando, sorrindo, coração batendo, divertindo; morto estou..."

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⁠"Sempre que vou encontrå-la é um misto de alegria e sofrimento.
Alegria por vislumbrar o que mais amo; sofrimento pelo simples vislumbre, nĂŁo poder ter o que sonho, hĂĄ tanto tempo.
Perdi minh'alma, nessa de dar tempo ao tempo.
O tempo nĂŁo ajuda, o cheiro dela ainda me entorpe a mente, covarde Ă© o vento.
Amo-a, sim; nĂŁo houve quem a amasse mais, durante todo esse tempo.
Tempo, tempo, tempo; Ă© sempre ele, o inexorĂĄvel tempo.
E eu, escravo dele e escravo do que sinto por ela, pela eternidade aqui estarei, jogando palavras ao vento.
Peço perdão novamente ao Pai, pois não sobrou amor nem mesmo pro Criador, desse universo imenso.
Mas eu tentei, ainda tento.
SĂł Ele sabe, que Ă© no sorriso daquela mulher, que reside da minha existĂȘncia, o alento.
E que ele me ajude, sempre que com ela encontrar-me, pois sĂł ele pra entender a minha alegria, sĂł ele pra amenizar meu sofrimento..."

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⁠"Jå não existimos, como namorados.
O nosso 12 de Junho, que era inundado de alegria, pelas lĂĄgrimas de tristeza, fora levado.
É triste, saber que o doce da minha existĂȘncia, deixara-me apenas, da solidĂŁo, o amargo.
Me deixou apenas as lembranças, do doce do beijo, do aveludar da pele e do negror do cabelo, sobre mim, espalhado.
De peito acelerado.
Coração despedaçado .
Olhos marejados.
SĂł mais um solitĂĄrio.
Revoltado.
Com a felicidade alheia, extremamente incomodado.
Torcendo, para que todo casal, dĂȘ errado.
Talvez, perder-lhe, tenha sido castigo, dos meus incontĂĄveis pecados.
Exagero divino, punição demasiada, pra quem amou e não foi amado.
12 de Junho, Ă© quando sou mais torturado.
Porque, pro desalento de minh'alma, jĂĄ nĂŁo existimos, como namorados..."

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⁠"Eu te amo tanto, mas vc sempre me pede pra parar.
JĂĄ nĂŁo suporto, em meus olhos, ao lhe ver, o lacrimejar.
Fique tranquila, algum dia, D*, eu hei de deixar.
Quando toda ĂĄgua do mar secar.
Quando o Sol se apagar.
É certo, eu deixarei de lhe amar.
Mas, até lå.
Eu hei de lhe amar.
Te venerar.
Como Deus, lhe adorar.
E a todo custo, tentar.
Lhe conquistar.
Contigo, casar.
E se nĂŁo der, tudo bem.
Eu esperarei, o Sol se apagar e toda ĂĄgua do mar, secar.
E somente nesse dia, eu deixarei de lhe amar..."

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⁠"O mais sortudo dos homens, é aquele, o qual, tu chamas de namorado.
Motivo dos seus sorrisos, dono do seu corpo e servo dos lĂĄbios.
Cada lĂĄgrima, cada gota de suor, por ele, derramado.
Pai dos seus filhos, dono do seu futuro e mestre do seu passado.
Eu deveria ter lhe amado.
Lhe dominado.
Escrever-nos uma histĂłria, pique Jorge Amado.
Acho, que nunca fui amado.
Iludido, desiludido, de certo, decepcionado.
Ele lhe ofereceu uma eternidade de felicidade, eu, pelo contrĂĄrio.
Fiz de ti, apenas mais uma, do Famigerado.
É triste, ver vocĂȘ se ir, do meu relicĂĄrio.
Minha joia rara, meu tesouro escondido, pra sempre, guardado.
Mas tudo bem, estou demasiado acostumado.
Ao vĂȘ-la ir, da minha existĂȘncia e deixar-me o peito, despedaçado.
Azar o meu e sorte daquele, o qual, tu chamas, namorado..."

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⁠"Eu queria, que a nossa história, tivesse sido escrita na areia, à beira mar.
Pra quando as mazelas da vida, abatesse sobre mim, uma leve onda, do meu eu, pudesse te levar.
Queria que as marés, levassem as lembranças de nós dois, levassem o meu amar.
Parece, que estou no fundo desse oceano de indiferença, pois, me falta o ar.
NĂŁo posso respirar.
Se fora do meu eu, meu amor, e deixara-me, apenas, o meu amar.
Dor imensurĂĄvel, creio que nem mesmo, o prĂłprio Deus, possa me curar.
É a famosa dor de amor, dor de amar.
Mas tudo bem, sei que buscarĂĄ.
Buscarå pelos rincÔes, buscarå nos beijos, nos abraços, mas é certo; não me encontrarå.
Infelizmente, o que vivemos, vive em meu coração e me tortura, cada batida, cada pulsar.
E que Deus perdoe meu desejo, o meu sonhar.
Mas eu queria, amor meu, que a nossa histĂłria, tivesse sido escrita na areia, Ă  beira mar..."

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⁠"Do que adianta o whisky na prateleira, luxuoso, envelhecido?
Se ele nĂŁo serviu o seu propĂłsito, de ter sido servido.
Viva, ame; mas a si primeiro Ă© o que tenho dito.
Amar dĂłi, nĂŁo ser amado fere, mas tudo isso, Ă© o que nos dĂĄ certeza, de que estamos vivos.
Sou vĂ­vido.
NĂŁo tenho apenas vivido.
A vida tem suas peripécias, tem um gosto amargo, assim, também, é o mais valioso dos vinhos.
Envelhecido.
Não envelheço, não me permito.
Me torno mais amargo, valioso, com o passar dos dias, a cada solstĂ­cio.
Sirvo ao meu propósito, de escrever a todo aquele que não fora amado; de coração, desiludido.
Sou um valioso whisky, que nĂŁo pode ser, empobrecido.
Pois, cumpro o meu propĂłsito, aos de alma triste, como um bom whisky, sirvo o conforto e o amargor, de meus escritos..."

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⁠"Quem nunca traiu, que atire a primeira pedra, eu nĂŁo atirarei; porquĂȘ, deixando de traĂ­-la, Ă  fui fiel, acreditando nela, traĂ­ a mim mesmo..."

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⁠"Me afasto, mas espero te ver ao longe, de novo.
Mais um sorriso tĂ­mido, um aperto de mĂŁo, um olhar bobo.
Imploro Cristo, preencha logo, meu coração, com algo novo.
Jå que sobre os céus, em seus complexos planos, não nos planejou, um com o outro.
NĂŁo me disseram, que o amor, vem acompanhando com devaneios tolos.
Tristeza e desgosto.
Ela Ă© como santa, eu, apenas um tolo.
Pecador, escravo do pecado, servo do prĂłprio diabo, um louco.
Mas, vislumbrå-la, é o mais próximo que chegarei da salvação, o mais próximo que chegarei do paraíso; estou morto.
Vivo por vĂȘ-la; e por nĂŁo tĂȘ-la, morto.
Quero salvĂĄ-la, por isso, me afasto, de bom grado, com gosto.
Mas espero, amor meu, te ver ao longe, de novo..."

Inserida por wikney

⁠"Às vezes, me pego de olhos fechados, em qualquer lugar, te imaginando.
Antes, eu o fazia para lembrar-lhe; hoje, o faço, para segurar o pranto.
Evitar que a lĂĄgrima role por minha face e regue o Ăłdio, que traz o abandono.
NĂŁo me restara nada, eu sabia, nĂŁo deveria ter me dado tanto.
Erro meu, por ter feito de ti, da minha vida, acanto.
'Ela me ama.': Dizia eu, tolo por demais, ledo engano.
Ainda sinto seu cheiro no vento, vejo seu rosto em cada face e ouço sua voz, em todo canto.
Até mesmo, em dos påssaros, o canto.
Talvez, o meu erro, tenha sido ser, demasiado franco.
Toda vez, que eu fazia vocĂȘ entender, que a minha existĂȘncia residia em seu beijo, eu jĂĄ previa o meu pranto.
Rogo pra esquecer-lhe, mas, me pego sempre, de olhos fechados, em qualquer lugar, te imaginando.
Tentando, em vĂŁo, segurar o pranto..."

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⁠"Invejo, todo amante que diz.
'Restou-me apenas, a cicatriz.'
A ferida, ainda aberta em meu peito, Ă© o que me deixa por um triz.
Refém de um coração lacaio, vítima de uma indiferença atroz, pergunto: O que eu fiz?
Fui porto seguro, pra um sentimento naufragado, fervoroso amante e ela; atriz.
Infelizmente, a nossa história, não fora escrita em lousa; onde, com um simples sopro, faria esvoaçar as lembranças, as dores, o giz.
Se fora com o vento, levou-me as cores, tornei-me gris.
Eu fui o que vocĂȘ precisava; vocĂȘ, foi o que quis.
NĂŁo me amava, nunca amou; o que ela ama Ă© ser infeliz.
Rogo para que o Pai, cure-me tal ferida, me poupe desse sangrar e me permita ser, apenas, mais um amante que diz.
'Daquela ferida, restou-me apenas, a cicatriz.'..."

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⁠"Bailei só, à beira mar.
Éramos apenas eu, as lembranças de nós e a fogueira fraca, à crepitar.
Bailei sĂł, Ă  beira mar.
Bailei, mas eu queria mesmo, era estar contigo, a amar.
Bailei sĂł, Ă  beira mar.
O tempo urgia, e a brisa leve, me trazia as lembranças de ti e minh'alma insistia, em me maltratar.
Bailei sĂł, Ă  beira mar.
Roguei perdĂŁo ao Deus, pelo bailar; em meu Ăąmago, sĂł ele sabia, que eu queria mesmo, era me afogar.
Nas ondas, me lançar.
Na vã esperança, de que as lembranças de nós, elas pudessem levar.
De sĂșbito, senti em minha face, uma lĂĄgrima rolar.
Recordei que éramos um, éramos nós, um só sonhar.
Bailei sĂł, Ă  beira mar.
NĂŁo sei o porquĂȘ, mas a Lua parece assustada, pĂĄlida, parece-me chorar.
Lembrou-me, o da face daquela, o corar.
Talvez ela saiba que, vou-me agora, para nunca mais voltar.
SerĂĄ que os anjos, hĂŁo de cantar?
Que as åguas do céu e o céu das åguas, possam testemunhar.
Que o fundo do oceano, seja meu novo lar.
E que em minha nova morada, eu nunca mais baile sĂł, Ă  beira mar..."

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⁠"Hoje, sonhei com nĂłs trĂȘs.
Sob um cĂ©u estrelado, Ă©ramos sĂł vocĂȘ, eu e a nudez.
Acordei com seu gosto na boca, de corpo suado, e nas mĂŁos, ainda era capaz de sentir o seu arrepio ao toque e o aveludar, da sua tez.
Esse sonho, certeza que hei de superar; isso, se jĂĄ, nĂŁo o superei.
NĂŁo sou capaz, de superar o sonho de outrora, onde novamente, Ă©ramos trĂȘs.
VocĂȘ, eu e em seus braços, o nosso filho, com pouco menos de um mĂȘs.
A imagem de ti, de lĂĄgrimas nos olhos, com minha vida em seus braços e o choro inocente, retumbam em minh'alma e acordo em prantos, jĂĄ nĂŁo me pertenço, o que vocĂȘ fez?
O pior pesadelo de um homem, sĂŁo os sonhos que ele nĂŁo Ă© capaz de realizar, a pior parte Ă© saber, que tais sonhos, vieram e virĂŁo na noite, uma, outra e mais uma vez.
Sonhar sonhos impossĂ­veis, Ă© a prova cabal; tenho pouco ou nada, de sensatez.
Hoje, sonhei que realizava, aquele nosso sonho, de nĂłs trĂȘs..." - EDSON, Wikney - MemĂłrias de Um Pescador, Sonhos ImpossĂ­veis

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⁠"Sei, que não seremos um paraíso, sei que teremos nossas brigas.
Sei, que venero uma imagem imaculada de perfeição sua, D...; que não existe, sei, digo-lhe que sei, sei que não és perfeita.
Mas só Deus sabe, amada minha, somente o Deus, sobre os céus, sabe, D..., o que eu daria, o que eu faria, pra viver cada dia da minha vida, com cada defeito seu.
Talvez, o defeito seja eu.
Nosso amor, sĂł meu.
O que sei? Sou seu.
Roguei aos céus, por seu amor; ele não veio, então, matei Deus.
Me mate Deus.
PerdĂŁo, amada, mas em meus devaneios, em meus desabafos, hĂĄ muito, que a razĂŁo se perdeu.
Se te assusto, com minhas palavras, perdĂŁo, de novo.
SĂŁo sĂł palavras de um amante, de amor, de um louco.
Hoje, lhe escrevo, D..., para que nĂŁo se vĂĄ, na tentativa de fazer com que eu viva, nem que seja por mais um dia, de novo.
Mas caso, tu nĂŁo me revivas, meu amor; morrerei em nossas memĂłrias, em nossas fantasias, com prazer, inenarrĂĄvel gosto..." - EDSON, Wikney - MemĂłrias de Um Pescador, A Carta da Primeira AusĂȘncia

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⁠"A maior maldição humana, Ă© esquecer coisas que, se possĂ­vel, teriam sido eternizadas, em um Ășnico momento.
Eu odeio nossa materialidade, eu odeio o tempo..." - EDSON, Wikney - ReflexÔes

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⁠"Às vezes, o homem tem vontade de nunca acordar.
NĂŁo pela morte em si, mas pela vida e alegria, que existe em sonhos, que mil anos de realidade, jamais trarĂĄ.
Em meus sonhos, sei bem o que hĂĄ.
É ela, ela que sempre está lá.
Com um sorriso de incendiar a alma, de lĂĄbios vermelhos e cabelo preto, a me esperar.
Por vezes, no meio da noite, desperto atĂŽnito, suando frio, sem ar.
Algumas vezes, busco-a em meio aos lençóis e ela não estå lå.
Outras, desperto com os olhos inundados, Ă  lacrimejar.
Meu pranto, minha mazela, é sempre pelo mesmo motivo, amaldiçoo o meu despertar.
Minha realidade Ă© maldita, porquĂȘ ela nĂŁo estĂĄ lĂĄ.
NĂŁo consigo, ela, encontrar.
EntĂŁo, deito de novo, rogando para retornar ao doce sonho, desejando, assim, jamais acordar..."

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