Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â "Hoje, ela apareceu do nada.
Veio me pedir perdĂŁo, com palavras ensaiadas.
De olhos lacrimejados e voz embargada.
Frases mal ditas, coisas nĂŁo ditas, ideias entrecortadas.
Do que me dissera, nĂŁo pude crer em nada.
SĂł acreditei no beijo repentino, na nudez e na pele suada.
Acreditei em cada suspiro e apĂłs cada gemido, ela dizendo que me amava.
Acreditei quando sobre meu peito, caiu uma lĂĄgrima.
Da boca dela, nĂŁo acreditei no perdĂŁo em palavra.
Acreditei no desespero em cada beijo, parecia, que em meus lĂĄbios, se afogava.
Fui capaz de crer, quando despida, Ă luz da Lua, sua pele brilhava.
Refleti sĂł, enquanto ela adormecia, por toda a madrugada.
Eu até queria, mas não poderei perdoå-la.
NĂŁo posso correr o risco e perdĂȘ-la de vista, espero que amanhĂŁ, ela apareça aqui, do nada..."
CULPA
As vozes que ouço no escuro
Na calada da noite fria
Estremece minha alma
E traz-me agonia...
Ă a voz da culpa que grita,
Esbraveja e aflita
JĂĄ nĂŁo deixa que meus olhos
Se fechem...
As vozes ocultas pela escuridĂŁo,
Traz consigo vultos, lembrança.
Invade veloz o coração,
E destrói sem piedade a esperança.
Ă a voz da culpa que fala
Que nĂŁo ousa se esconder,
Esvazia os pensamentos...
Se cala,
Faz a alma estremecer.
Ferve o sangue cozinha a carne
Emudece as palavras, empalidece as cores,
Matas as alegrias ressuscita o temores,
Mas a culpa nĂŁo sai...
Até que num momento tardio,
Decidimos buscar, o perdĂŁo.
Se vocĂȘ me odiasse, eu ainda te amaria,se quisesse a morte, eu lhe daria minha vida, se estivesse na solidĂŁo, eu seria sua companhia, vocĂȘ seria a noite e eu seria o dia, vocĂȘ seria uma manhĂŁ quente e eu seria uma tarde fria, para todas as suas tristezas,eu seria a alegria...
"Eu contemplo o horizonte e toda essa beleza e vejo que até as cores da primavera se tornam preto e branco perto do brilho dos teus olhos, logo me pego em devaneio e então percebo que desde que te vi, minha vida se resumiu em tentar descobrir se me afoguei na imensidão do seu olhar ou se me afoguei em solidão..."
"Digo-lhe que sonho
Sonho em ser o Sol que aquece sua tez
Sonhe em ser a ĂĄgua que molha teus lĂĄbios
Sonho em ser os olhos que se perdem em seus olhos
Sonho em ser os seus motivos
Sonho em ser aquele que vislumbra teu sorriso
Digo-lhe que sonho...Em ser seu sonho..."
"E eu sempre acreditei que vocĂȘ tivesse um pouco de toda a beleza que tem no mundo, mas percebi que, na realidade, Ă© toda beleza do mundo que tem um pouco de vocĂȘ..."
Procurei no vento o seu cheiro
Procurei em ti acalmar meus medos
Procurei em meus lençóis vazios o seu aconchego
Procurei no meu travesseiro o macio dos seus cabelos
Procurei na minha sensatez a sua tez...me perdi de vez
Procurei no abismo profundo dos teus olhos nĂŁo me perder
Procurei em tudo de vocĂȘ nĂŁo me perder
Procurei em tudo nĂŁo te perder
Procurando em tudo... Eu perdi vocĂȘ...
"Ah, o quão bela é uma carta? Um simples pedaço de papel que carrega as mais doces e singelas palavras, palavras essas que somem e se perdem no negro dos olhos da mulher amada, palavras pensadas em meio ao frio do vento e da solidão e ainda sim, palavras que carregam o calor imensuråvel de um sentimento puro e verdadeiro, palavras que trazem ao nariz o seu cheiro e aos låbios o doce do seu beijo, palavras que conversam e clamam por seu corpo inteiro, inflamam o doce desejo. No bolso levo minhas cartas, na mente doces palavras e no peito... Ah... No peito levo a mulher amada..."
O tempo Ă© meu martĂrio, meu inimigo, nĂŁo aliado.
Conto as horas, conto os minutos, conto os segundos pra te ter ao meu lado.
Toda hora no meu relĂłgio Ă© tempo de tristeza e solidĂŁo.
Não sou senhor do tempo e muito menos senhor do meu coração.
Coração esse que sofre calado contando as horas querendo te ver.
Coração que jå perdeu muitas horas, tentando em vão, te esquecer.
Tempo de tristeza, marca meu relĂłgio, na hora da despedida.
Nem mesmo o tempo, inexorĂĄvel, pode curar certas feridas.
Me acostumo com o tempo, relĂłgio correndo e com as mazelas da vida.
Espero aqui fora, de qualquer forma, a nossa hora chegar.
Então percebo com o tempo que é mais fåcil o tempo parar, do que, eu com o tempo, desperdiçando tempo, algum dia deixar de te amar...
"O problema Ă© que o vento da noite me faz lembrar seu cheiro, transforma meus sonhos em pesadelos, preenche de saudades o meu peito e minha calma em desespero...
Desde a primeira vez que te vi, eu te amei.
à de coração, é de alma, isso que trago no peito.
Belas palavras nĂŁo expressam direito.
O tempo todo Ă© vocĂȘ que eu vejo.
RazĂŁo do meu viver, alegria do meu ser.
Amo vocĂȘ da noite ao amanhecer.
Hoje mais do que ontem pensei em vocĂȘ...
E os olhos da perdição também foram os olhos da esperança.
Esperança que até hoje carrego comigo, trago seu nome e doces lembranças.
Nas lembranças te lembro e no vento te sinto, ó doce fragrùncia.
Fragrùncia, desejo, cheiro do medo, desespero desanda, ouço meu peito, coração sem jeito, seu nome chama.
Chama de clamor, chama de calor, chama de paixĂŁo, chama que enaltece, chama que ilumina.
Os olhos da perdição, tem aquela menina...
Tutto per ella
Tudo pra ela
Vivo por ela
SĂł penso nela
Doces palavras? Ă pouco pra ela
Alma, corpo Ă© para ela
Nos meus sonhos Ă© ela
Meus planos sĂŁo com ela
Sofro por ela
Morro por ela
E o coração, como sempre, bate por ela...
Eu nĂŁo sei o que me aconteceu ou o que me acontece.
Quando olho em seu olhar o meu corpo padece.
Carece da sua calma e do macio da tez, perece quando em ti encosto e me perco outra vez.
Tua presença me engrandece, a ausĂȘncia me entristece.
Sem vocĂȘ me sinto frio, perdido no branco da neve.
Me perder, quero sim, no negro desse olhar, olhar que enriquece, enaltece o sentido do meu amar...
E a saudade rega o sentimento com as ĂĄguas da solidĂŁo, semente cresce e colho o fruto doce da paixĂŁo.
O coração reclama Ă alma, a todo instante, querendo te ver, na brisa leve, o cheiro doce faz lembrar vocĂȘ.
Me pego em prantos, imaginando tal desatino do destino, destino esse que cruelmente vocĂȘ comigo nĂŁo quer ver.
O martĂrio, que tenho vivido, Ă© dia e noite desejar vocĂȘ.
O meu martĂrio Ă© ver atĂ© o Sol, em plenitude, invejar seu brilho, brilho que me ilumina, calor que me aquece a tez.
Meu martĂrio, Ă© adeus, te dizer mais uma vez...
Me olho no espelho e me perco.
Me perco, pois, nos meus olhos vejo meu desejo.
Te vejo, vejo seus olhos... Me perco inteiro.
Desejo, desejo olhar seus olhos e no seu aconchego... Me perco...
Voce me motiva e dos meus sorrisos Ă© o motivo.
Motivo que eu motivo.
Motivo que me mantém vivo.
Ă voce, meu Sol, meu lĂrio...
Te amar e não te ter é como ter o Sol em uma estranha noite; hå luz, hå calor, hå brilho mas ainda sim, sinto que, permaneço no frio, na escuridão...
