Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

"Por vocĂȘ, fui do cĂ©u ao inferno, nĂŁo por mim.
Por vocĂȘ, por vezes, fui demĂŽnio, arcanjo, Querubim.
Por vocĂȘ jĂĄ fui inĂ­cio e hoje sou fim.
Por vocĂȘ, ao mundo, fui um nĂŁo e para ti, um sonoro sim.
Por vocĂȘ, tentei ser bom, eu hoje, Ă  todos, sou ruim.
Como sempre, vivo por vocĂȘ, nĂŁo por mim.
No inĂ­cio do meu amor, reside o inĂ­cio do meu fim..."

Inserida por wikney

"Em suas tempestades fui arco-Ă­ris e vocĂȘ foi-me apenas um cĂ©u gris.
Eu que sempre fiz suas vontades, abdiquei das coisas que eu sempre quis.
Minha felicidade, sĂł existe no teu riso feliz.
Por vezes sua felicidade me fez infeliz.
NĂŁo entendo o que sinto e vocĂȘ nĂŁo tem pudor no que diz.
Cada palavra proferida por vocĂȘ, constrĂłi um castelo de areia nos sonhos de um tolo infeliz.
Nos tristes capĂ­tulos da minha vida, achei que vocĂȘ colocaria um fim, mas de tais capĂ­tulos, vocĂȘ foi sĂł mais um adir.
Com seus sentimentos, suas açÔes, não condiz.
Nas minhas verdades, sou infeliz.
Nas suas ilusÔes, feliz.
Pra tĂȘ-la comigo, o que eu podia, eu fiz.
Meu amor é Sol, céu azul; sua indiferença, só mais um céu, gris..."

Inserida por wikney

"A liberdade me atenta, com doçura me cerca.
Zomba dos meus grilhÔes, me olha através das barras de uma cela.
Zomba do tolo, que se aprisionou no amor, nas juras, nas falĂĄcias dela.
No fim, nĂŁo existia magia nas estrelas cadentes, eram sĂł pedras.
Roguei ao brilho, para me fazer estar junto dela.
A paixĂŁo, inspira parvos devaneios e certezas sobre coisa incertas.
A paixĂŁo Ă© o flagelo dos poetas.
A felicidade mora nos lĂĄbios dela.
Templo de perdição, onde o meu eu, incompleto, se completa.
JĂĄ Ă© tarde, acabou nosso tempo, me cansei das batalhas, perdi essa guerra.
Um clima lĂșgubre, tomou conta de nĂłs, logo nĂłs, que Ă©ramos festa.
Prisioneiro do seu amor, vem a liberdade e me atenta e com doçura me cerca.
E novamente, derrotado, nĂŁo evito tais mazelas..."

Inserida por wikney

⁠Então, eu resolvi acordar cedo, numa manhã de domingo.
NĂŁo acordei para ver o nascer do Sol ou sentir da manhĂŁ, o ar frio.
Acordei para ver, algo mais divino, mais lindo.
VocĂȘ ali, em meus braços, dormindo.
O cheiro doce, entorpecia meus sentidos.
O negro dos cabelos, de desejo, flagelava-me a pele, fio a fio.
Mesmo se houvessem palavras para descrever, eu nĂŁo ousaria tĂȘ-las dito.
Jamais deixaria de ouvir o palpitar do seu coração, para proferir coisas sem sentido.
Se eu tivesse poder sobre a vida, ali mesmo, eu teria morrido.
E em meu jazer, minh'alma jĂĄ vislumbraria o paraĂ­so.
Quando despertasse na eternidade jĂĄ regojizaria em teu sorriso.
Sorriso que a cada dia, sĂł me deixa mais vivo.
E se eu tivesse o poder de despertar do meu leito de morte, Ă© certo, eu acordaria naquela manhĂŁ de domingo...

Inserida por wikney

⁠"Me pergunto se vocĂȘ tambĂ©m devaneia pela madrugada.
Se tenta lembrar, qual foi o Ășltimo abraço, que te fez sentir amada.
SerĂĄ que em nossas trocas de olhares, jĂĄ se sentiu apaixonada?
Sentiu acelerar o coração, enquanto minhas mãos, pelo seus cabelos, deslizava.
Nossos momentos pela cidade, sempre acordada.
Sua boca, que a cada sorriso mais, me ganhava.
Nesses nossos jogos, serå que sua alma, também saiu derrotada?
Meu cĂșpido abdicou do arco e flecha, agora me convence Ă  facadas.
Abandonar-me Ă© um pecado, o qual nĂŁo deveria ser perdoada.
Sinto o vento frio, lembro seu cheiro, nos imagino na sacada.
Amar de longe quem tem amor em nĂŁo ser amada.
A Lua ri do meu desespero, da minha loucura, do meu devaneio, pela madrugada..."

Inserida por wikney

⁠"Eu falava dela sempre ao longe, com medo do seu olhar sedutor.
Narrava aos amigos, os seus feitos, sempre em metĂĄforas, para mascarar a minha dor.
O seu coração, que sempre fora presa fåcil, ao mar o lançou.
Das decepçÔes, se cansou.
DĂĄ prĂłpria felicidade, abdicou.
Hoje, o que era da tristeza uma presa, da minha felicidade, se tornou predador.
Dizia sempre eu: - Aquela ali hoje Ă© menos peixe e muito mais pescador.
Suas palavras são iscas, a sua rede de mentiras é disfarçada de amor.
Minhas lågrimas, são åguas em que ela lança suas façanhas, sou seu Arpoador.
Nossa uniĂŁo, que sempre foi um arco Ă­ris, hoje nĂŁo tem mais cor.
Onde era coragem e amor
Hoje sĂł tem medo, pavor.
Em todo esse tempo, ela mudou muita coisa, me causou muita dor.
Mas eu ainda Ă  falo ao longe, pois ela nĂŁo perdeu o seu olhar sedutor..."

Inserida por wikney

"O vento frio da noite me extasiava.
Em meio a multidĂŁo, desesperado, eu te procurava.
EntĂŁo naquele momento, eu te encontrei e o ar me faltava.
O meu sonho em vermelho, minha felicidade ao longe, eu avistava.
O coração gritava, minh'alma abalroada.
Tornava-se realidade o que eu tanto sonhara.
Minha alegria, nos meus braços, eu vislumbrava.
A cada beijo, a cada toque, a cada palavra, me desmontava.
E tudo sĂł me dava a certeza que ela eu amava.
Eu daria mil vidas para que aquela noite fosse eternizada.
E as estrelas foram testemunhas de quĂȘ, naquela noite, eu amara..."

Inserida por wikney

"Eu trocaria qualquer certeza de alegria, por uma Ă­nfima possibilidade de felicidade com aquela mulher..."

Inserida por wikney

"Ganho o meu dia com o seu sorriso.
AtĂŽnito, nĂŁo acredito no que fez comigo.
Beldade da pele morena, tudo em ti Ă© lindo.
Riqueza de verdade Ă© ter, dos teus olhos, o brilho.
IncrĂ­vel o que sinto agora, vocĂȘ me levou o juĂ­zo.
Ela Ă© incrĂ­vel, a cada palavra dela eu mal respiro.
Linda, bela, perfeita, nĂŁo te merecem qualquer dos adjetivos.
Amor meu, quero vocĂȘ hoje, bem mais que ontem, aqui comigo, vocĂȘ Ă© meu abrigo..."

Inserida por wikney

"No fim, sou só um poço de poesias.
Onde se afogou todas as minhas alegrias.
Água amarga, da mais profunda das cacimbas.
Pode ser que, minha felicidade, seja só uma criação minha.
De todas as que jĂĄ criei, a mais bela das fantasias.
A mais intensa das emoçÔes, infelizmente, não pode ser escrita.
A solidĂŁo, torna-me as palavras vazias.
A paixĂŁo Ă© uma faca de dois gumes, que tĂȘm uma lĂąmina fria.
LĂąmina que fere, e as vezes, nem mesmo o tempo, Ă© capaz de curar as feridas.
Eu tentei ser sua companhia, sua felicidade, sua alegria.
Mas vocĂȘ afogou em mim, todo o amor que, gritava ao mundo que sentia.
O amor que me prometia.
Eu entendo o porquĂȘ dessa covardia.
VocĂȘ descobriu que, no fim, sou sĂł um poço de poesias..."

Inserida por wikney

"Eu nĂŁo posso desejar sua infelicidade, seu desalento.
Eu sĂł rogo para que lhe bata o arrependimento.
Veja o que reside aĂ­ dentro.
Peço tempo ao tempo.
Para vivermos nosso momento.
O tempo Ă© a cura mas, sem ti, o tempo sĂł me Ă© sofrimento.
A ausĂȘncia do seu sorriso, repleto de vida, Ă© o que me mata por dentro.
Da felicidade, vocĂȘ estĂĄ sempre correndo.
Uma hora, vou-me com o vento.
E nem a mais amarga das lĂĄgrimas, nem a mais doce das palavras, poderĂĄ me manter por perto.
EntĂŁo, aquele que sempre lhe amou, nĂŁo continuarei sendo.
Mas ainda sim, eu nĂŁo desejarei sua infelicidade, seu desalento..."

Inserida por wikney

"O meu dom Ă© descobrir.
O seu dom Ă© fingir.
Lembro-me das coisas que vi.
Penso no tanto que eu te quis.
Tortura-me os sentimentos que senti.
Nesse nosso faz de conta, vocĂȘ fez de conta que eu nunca existi.
Nesse ofurĂŽ de paixĂŁo, minh'alma eu despi.
Banhei-me nas suas promessas que, das minhas decepçÔes, eram só mais um adir.
Suas palavras secas foram-me ĂĄguas de um salgado rio que, jĂĄ nĂŁo estĂĄ mais Ă  fluir.
Até tentei fazer estar tudo bem, mas meu dom não é fingir.
O meu dom Ă© descobrir.
Aquele que um dia lhe jurou amor, jĂĄ nĂŁo mais reside aqui..."

Inserida por wikney

"Eu vivo melhor a vida porquĂȘ nĂŁo temo a morte.
NĂŁo temo o azar porquĂȘ flerto com a sorte.
O que eu vejo como riqueza jamais me deixara pobre.
Dirijo o filme da minha sobrevivĂȘncia sem nenhum corte.
Com o sucesso, ando na penumbra, pra que a inveja nĂŁo nos note.
Nenhum ferimento me causou tanta dor, quanto a ausĂȘncia do seu toque.
Se eu decidir ir, nĂŁo espere nunca que eu volte..."

Inserida por wikney

"Hoje, eu pensei em escrever, mas nĂŁo sabia pra quem.
Tentei encontrar nas minhas palavras, alguma que me fizesse bem.
Eu fujo da solidão, as vezes, procuro um alguém.
Que me liberte desse amor, que em um só olhar, me fez refém.
Eu busco o calor do Sol, mas aĂ­ a chuva vem.
Tento encontrar-lhe em outros braços, mas igual a vocĂȘ, nĂŁo tem.
Lembrar-lhe sempre exultou-me a alma, mas hoje, jĂĄ nĂŁo me faz bem.
Desarrazoado, meu coração, te busca em outrem.
Parvo, desolado, ele te encontra em ninguém.
Hoje, ele tentou bater mais forte, mas nĂŁo sabia por quem..."

Inserida por wikney

"E eu ainda lembro o que o seu olhar me jurou.
Cada gota de lagrima, eu sabia, era um oceano de amor.
Provei o doce do teu beijo e o coração acelerou.
Minha vida, que era fria, no teu abraço, encontrou calor.
Minh'alma, que nunca fora completa, no palpitar do teu coração, se completou.
Mas quem diria, que seus olhos, fossem um par traidor.
Destruiram-me o coração, quando covarde, me abandonou.
Aquele tal oceano? Secou, transformou-se em um poço de dor.
O beijo que fora-me doce, minhas esperanças, envenenou.
Minha vida, perdera a cor.
Minh'alma, que estava completa, novamente se despedaçou.
Agora, aos poucos, esqueço-me o que é o amor.
Mas infelizmente, ainda me lembro, o que seu olhar me jurou..."

Inserida por wikney

"VocĂȘ nĂŁo ama ninguĂ©m.
CarĂȘncia, solidĂŁo, sei lĂĄ, quando bate, 'cĂȘ vem.
Eu que te amo tem muito tempo, jĂĄ me arrependo de te amar ano que vem.
Tenho minhas dĂșvidas sobre o amor e minha maior dĂșvida; VocĂȘ ama quem?
Serå que nesse poço de indiferença, tem amor pra alguém?
VocĂȘ nĂŁo ama ninguĂ©m.
Por vezes, eu fui sĂł um refĂșgio, porto de tranquilidade e pra ti nĂŁo fui ninguĂ©m.
E quem não sabe o que é amor é capaz de amar alguém?
Viajo pela noite e me pergunto; Ela ama quem?
Como chuva de verĂŁo, com uma torrente, vez ou outra, ela vem.
E nas suas ĂĄguas, vem o mau e inunda, quem sĂł lhe quer bem.
VocĂȘ nĂŁo ama ninguĂ©m.
E na madrugada eu me pergunto novamente, uma vez ou até mais de cem.
Pergunta fria, que me feria, serå que algum dia, ela amou alguém?
A resposta eu jå sabia, tolice minha; Ela não ama ninguém..."

Inserida por wikney

⁠"Eu te buscarei em outras enseadas.
Te buscarei em outros pores do Sol, em outras alvoradas.
Te buscarei em outros abraços, novas casas.
Te buscarei em novas noites, em outras madrugadas.
Te buscarei em novos poemas, em novas palavras.
Buscarei por ti, pelos rincÔes da desilusão e novamente, por ti, derramarei novas lågrimas.
O vinho do seu beijo, jĂĄ nĂŁo me embriaga mais, te buscarei em outras safras.
JĂĄ nĂŁo beberei mais de ti, te buscarei em outras garrafas.
Te buscarei em novos lares, novas moradas.
Navegarei por outros mares, com novas cartas.
Novos beijos, novos olhos, novos cheiros, novas armas.
Novas mazelas, novas decepçÔes, novos nadas.
Buscando por ti, afogar-me-ei, em novas enseadas..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠"Os dias gris, são quando eu mais a lembro.
A lembro em cada gota de chuva, em cada folha levada ao vento.
Lembro-a em cada lĂĄgrima, que inunda meu rosto, lembro de cada momento.
Lembro do sofrimento.
Da indiferença, do beijo, do meu eu em pedaços, do desalento.
Mas eu lembro.
Lembro-me, quando ao me ver, ao meu abraço, vinha correndo.
NĂŁo deveria, eu sei, mas eu a lembro.
Lembro da guerra serena dos nossos corpos e o suor escorrendo.
Lembro que em nossas lutas, éramos nós contra o tempo.
Ele, inexorĂĄvel, insistia em correr, e nĂłs, congelava-nos, naquele momento.
Lembro-me de quando se foi, deixando minha vivenda despedaçada e minh'alma, ao relento.
Olho pro céu, os olhos inundam, vi o tempo escurecendo.
Cada trovĂŁo, que assusta qualquer existĂȘncia, nĂŁo te afasta do meu pensamento.
Os relĂąmpagos, que iluminam a mais escura das noites, nĂŁo Ă© sequer uma centelha, pra escuridĂŁo que deixara aqui dentro.
Cada raio, que parte os céus, rasga minha pele, mata meu eu e mesmo em morte, eu te lembro.
Acordo durante a madrugada, vejo um feixe de luz, serĂĄ o Sol nascendo?
Olho pro céu, não existe azul, só um manto branco, que enevoa meus pensamentos.
Hoje, sei que sofrerei de novo, pois os dias gris, sĂŁo quando eu mais a lembro..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

⁠"Eu quase não reconheci o homem, que não se abrigava, daquela chuva ferrenha de Inverno.
Era o fim de tarde, de uma quarta feira, e sĂł pude reconhecĂȘ-lo, por conta do terno.
Fitava, estarrecido, um pedaço de papel, que se desfazia em suas mãos, pela força da chuva, jå era ilegível, é certo.
Mas aquele papel, parecia o contrato o qual, vendera a alma para o prĂłprio diabo, parecia aprisionĂĄ-lo, entre os purgatĂłrios do prĂłprio inferno.
Consegui executar alguns lanços, para me abrigar da chuva, hoje me pego sempre lembrando.
Consegui ver bem, mesmo na forte chuva, era ele, o velho do casebre, estava chorando.
Chorava, chorava, chorava, a forte chuva, parecia uma Ășnica gota, perto do seu pranto.
Era apenas um copo; naquela face, eu vira, transbordava um oceano.
Passou-se alguns anos, mas descobri o que dizia a carta, o porquĂȘ, o mais frio dos homens, eu vira chorando.
A carta era da algoz, que o abandonarĂĄ naquele mesmo dia, naquele mesmo canto.
Naquela mesma esquina, onde o ipĂȘ, que florescera junto com o amor dos dois, se desfazia, a cada rajada de vento, a cada relĂąmpago.
Ele fora um solitĂĄrio apaixonado por 10 anos, estavam juntos, a outros tantos.
Aquele dia, era dia de algo, era um dia especial, para ambos.
Quando ele guardou, o charco de carta que lera, deixara a enxurrada levar o buquĂȘ de rosas e girassĂłis, o que me causou espanto.
Antes de atravessar a rua, olhara para o cĂ©u, pela Ășltima vez, pelo o que eu soube; abaixara a cabeça, me olhou rĂĄpido, meio de canto.
Tentei alcançå-lo, mas o ódio då certa pressa a nós homens e repudia qualquer ser que respira, que tenta ir ao seu socorro, amenizar-lhe o pranto.
O meu amigo morrera naquela esquina, fuzilado por palavras em um pedaço de papel, sozinho, encharcado, agonizando.
O homem que me olhara, ao atravessar aquela rua, naquele fim de tarde chuvoso, nĂŁo era meu amigo, era um estranho.
De terno, engravatado, de luto, os olhos transbordando.
Eu nĂŁo reconheci, quem naquela chuva, nĂŁo se abrigaria, nĂŁo o reconheci; mas reconheci o olhar, acabara de nascer ali, um insano..." - EDSON, Wikney - MemĂłrias de Um Pescador - O Estranho na Chuva

Inserida por wikney

⁠"Eis aqui, o que dizia, a carta da desvairada:
'E..., meu amado, peço que me perdoe, mas jå não podemos mais, ser um só.
PerdĂŁo, meu amor, te deixo no nosso templo de amor, mas continuarei te amando, jamais estarĂĄ sĂł.
PerdĂŁo, amado, perdĂŁo, perdĂŁo, mas minha vida tornou-se um eterno choro, nĂŁo sou capaz de desatar, em minha garganta, o nĂł.
Te amo E..., como o céu ama as estrelas; como o Sol ama o amar, e como ele, devo ser só.
Meu amor, peço que não me odeie, mas seus escritos, os seus livros, lhe farão uma companhia, demasiado melhor.
Doravante, amor meu, vå, seja feliz, encontre alguém, que não faça seu castelo de felicidade, tornar-se pó.
De mim, de nĂłs, amor, eu tenho dĂł.
Sei que vou, sei que sofreremos, mas contigo, vivendo com indiferença, serå pior.
Rogo, para que o nosso ipĂȘ floresça, que cada pĂ©tala, seja uma eternidade de felicidade em sua vida, que ele lhe faça companhia, que nĂŁo se sinta sĂł.
Peço que não me odeie, meu amor, meu coração ainda bate por ti, mas se ele parasse, agora, nesse instante, seria melhor.
NĂŁo te esquecerei nunca, amado meu, pois o sonho da eternidade contigo, Ă© uma estaca cravada em meu peito e o sonho de nĂłs dois, ainda sei de cor.
No momento em que lhe escrevo essa carta, o céu parece prever o nosso fim, parece furioso comigo, por deixar transbordar a minha dor.
Amado meu, vou-me, mas lhe deixo, meu eterno amor.
Espero que a chuva, que sobre nĂłs jĂĄ se avizinha, possa lavar-te de mim e que nĂŁo guardes rancor.
Amado meu, peço que não me odeie, por favor.
Lembre-se E..., depois da mais intensa das tempestades, o céu, sempre ganha cor.
NĂŁo morra, mas mate em seu Ăąmago, nosso amor.
Daquela que te ama, daqui Ă  eternidade.
D...'
Infelizmente, nĂŁo houve cor para o meu amigo, apĂłs aquela forte trovoada.
Que a alma dele descanse, e nĂŁo se recorde das palavras vazias, da de alma vazia, desvairada..." - EDSON, Wikney - MemĂłrias de Um Pescador, A Carta Que O Matara

Inserida por wikney