Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â "O palĂĄcio da solidĂŁo, com seus enormes salĂ”es e suas paredes gĂ©lidas.
Gélido também é o coração dela.
O palĂĄcio tem sua beleza, mas na verdade, Ă© uma cela.
Sinto falta do casebre, onde nosso amor era calor, era a nossa festa.
Ela nĂŁo sentira amor, eu sinto por mim, sinto por nĂłs e sinto muito por ela.
Prisioneira da própria indiferença, na solitåria das afetivas mazelas.
As lembranças do nosso amor, é um todo preto e branco, mas meu peito é aquarela.
Uma paixĂŁo, em cores vivas, pintada em uma gris tela.
PaixĂŁo fervorosa, insana, demonĂaca, intrĂ©pida.
E em nosso conto de fadas, eu fiquei com o palåcio da solidão, com seus enormes salÔes e suas paredes gélidas..."
â "Abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades.
Mas para os ouvidos que me ouviram, os olhos que me leram, isso jĂĄ nĂŁo Ă© novidade.
Minha mente fantasia loucuras, minha boca grita leviandades.
Talvez tudo isso, seja insanidade.
O mais provĂĄvel, Ă© que sejam sintomas de saudades.
Eu tentei me acostumar, aceita-la, ignora-la, eu tentei, e tento, de verdade.
Mas por que eu deveria me acostumar com a saudade?
NĂŁo Ă© qualquer saudade.
Ă aquela saudade intrĂnseca, que me invade a cada fim de tarde.
Ă aquela saudade, que vem quando o vento me lembra seu cheiro e o desejo inflama, o peito arde.
Aquela saudade Ă© permanente, nĂŁo um momento, uma fase.
Me vem as lembranças, meus olhos transbordam, rega e floresce essa saudade.
Vou-me, mas nĂŁo por querer ir; vou-me, pois sei que jĂĄ Ă© tarde.
Prostei-me de joelhos, rogando para que tal sentimento, do meu eu, Deus levasse.
Mas em prantos, nĂŁo fui atendido e lembrei-me, que abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades..."
â "Momentos sĂł se tornam importantes, quando viram lembranças.
Eu lembro de tudo, lembro de ti, lembro de nós, não abro mão da minha perseverança.
Não importa o que aconteça, ou quanto tempo passe, ainda tenho esperança.
Meu corpo fadigado, pede clemĂȘncia Ă minha alma, que nĂŁo cansa.
Até aquela sua palavra de abandono, ao meu ouvido, canta.
A saudade de nós, a saudade da risada, do olhar, rasga meu peito, como uma lança.
Eu sei do que a ausĂȘncia Ă© capaz, eu sei que ela Ă© capaz de transformar uma mente sĂŁ, em insana.
Minh'alma Ă© mundana.
Mas minhas fantasias contigo, sĂŁo dignas do paraĂso, dignas de uma chance de salvação, em meio Ă tanta coisa freudiana.
Eu me lembro dos momentos, sempre que estou prostrado em minha cama.
Eu os valorizei, valorizei-os mais que minha alma tirana.
Em meio a um devaneio de loucuras eu percebi que, momentos só se tornam importantes, quando viram lembranças..."
â "Antes de tudo; perdĂŁo pela carta.
Essas palavras, sĂŁo minha carta, para eu velejar seguro, por suas ĂĄguas.
Ăguas de ilusĂ”es, de palavras doces, e lĂĄgrimas amargas.
Eu sei o que me espera na sua enseada.
Eu sei que a cada mergulho, a cada braçada, eu hei de afogar-me, em suas palavras.
Mar de ilusĂŁo, suas ĂĄguas, quando em lĂĄgrimas, ao meu eu, enxurrada.
Antes de tudo; perdĂŁo pela carta.
Eu sou o que sou, amo ela, amo-a muito mais que o fim de tarde, ou o primeiro raio da alvorada.
Eu sou uma Ășnica gota, meu amor por ela, uma cascata.
O que escrevo para vocĂȘ mulher, Ă© apenas uma nota, o que sinto por ti, Ă© serenata.
Declaro apenas o brilho da Lua, meu amor tem a luz de galĂĄxias.
Escrevo palavras bobas em um pedaço de papel, que em papel não descrevem nada.
PerdĂŁo pela simplicidade e pela alma parva.
Antes de tudo, perdĂŁo pelos erros, perdĂŁo pelo amor e perdĂŁo pela carta..."
â "Elas sabem que nunca seriam vocĂȘ.
VocĂȘ Ă© a Ășnica que jamais teria meu olhar blasĂ©.
Eu tento ser algo bom, mas sĂł o sou, quando estou com vocĂȘ.
Ah mulher, amo a vida, mas amo mais, amar vocĂȘ.
Existem jeitos de amar que foram feitos pra vocĂȘ.
Existem paixĂ”es, que sĂł imaginei com vocĂȘ.
Ă vocĂȘ mulher, vocĂȘ, vocĂȘ e depois de ti, Ă© sĂł vocĂȘ.
Eu amo sĂł vocĂȘ.
Ă vocĂȘ, e o que posso eu fazer?
Se minh'alma, grita por ti e meu coração, bate por vocĂȘ.
Repetitivo né? Mas tudo isso é pra deixar claro que ti, é dona do meu eu, rainha do meu ser.
E se tiver que repetir, eu hei de repetir, cem, mais de mil, todas as vezes serĂĄ por vocĂȘ.
E Ă s mulheres, que por meus lĂĄbios jĂĄ passaram sabem; elas nunca seriam vocĂȘ..."
â Eu deveria ter tentado.
Insistido mais, nominar o inominĂĄvel.
Eu deveria ter tentado.
Quem sabe, domĂĄ-la, aquela mulher, indomĂĄvel.
Eu deveria ter tentado.
Quando nĂŁo tivesse mais seu amor, sĂł ali ter ficado.
O amor é doença, letal, incuråvel.
Eu deveria ter tentado.
Minha boca clama pelas ĂĄguas da sua pele, minha sede Ă© insaciĂĄvel.
Eu deveria ter tentado.
FazĂȘ-la minha, controlar uma tormenta, incontrolĂĄvel.
Eu deveria ter tentado.
Eu duvido de muitas coisas, duvidei mil vezes de mim, mas essa paixĂŁo Ă© incontestĂĄvel.
Eu deveria ter tentado.
Eu tento me encontrar em obtusas palavras, pois me perdi naquele seu olhar, inefĂĄvel.
Eu deveria ter tentado.
Controlar o incontrolĂĄvel, amar o odiĂĄvel, narrar o inenarrĂĄvel.
Quem saberĂĄ? SĂł sei que eu deveria ter tentado..."
â "Eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor.
A dor continua, percebi que nĂŁo funcionou.
Whisky e gelo, ainda sinto na boca o amargor.
A ferida no peito nĂŁo cicatrizou.
E minh'alma ainda estĂĄ com dor.
Ă dor de amar, Ă© dor de amor.
Minha dor Ă© mar, meu amor ofurĂŽ.
Meu corpo estremece quando lembro do seu olhar, aquele frugor.
Talvez nĂŁo seja crĂvel o que narro ao meu leitor.
Mas crivado de mĂĄgoas, eu sou um todo de Ăłdio e rancor.
Meu corpo roga pela sua tez, implora aquele fervor.
No vento sinto seu cheiro, e na boca, daquele Ășltimo beijo, o sabor.
Minha paixĂŁo Ă© destrutiva, meu amor construtor.
Conquista-la jĂĄ perdeu o prazer, agora sĂł existe o labor.
Lembro-me que das minhas cicatrizes, eu sou o causador.
E tentando cura-las, eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor..."
â "Hoje, senti novamente aquela brisa quente, de verĂŁo, me açoitar a face.
Aquela brisa, que traz frescor à pele, mas o coração arde.
Aquela leve brisa, que me lembra o seu beijo, a cada fim de tarde.
Brisa leve me traz vocĂȘ aos pensamentos, mas a ventania, nĂŁo me leva a sua saudade.
Se és tu, uma parte do meu eu, então sou só metade.
Eu tentei fazer-nos um sĂł ser, nĂŁo deu, faz parte.
Disse mil vezes ao meu eu, que Ă© amor; ao mundo, que Ă© sĂł uma paixĂŁo; mas eu sei, Ă© insanidade.
Fantasia, faz de conta, nada de realidade.
Queria seus cabelos sobre meu peito, o seu beijo em minha face.
Mas o desalento Ă© cruel, e meu Ăąmago Ă© sĂł saudade.
O culpado sou eu e minha leviandade.
Ou talvez, a culpada seja aquela brisa quente de verão, por te lembrar, ao me açoitar a face..."
â "Ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele verdejar.
Aqueles olhos verdes, que me remetiam ao mais belo e profundo mar.
O macio da tez, me causa tortura, ao lembrar.
Deveria tĂȘ-lo feito, te pedido pra ficar.
A distĂąncia que nos separa, me faz ter o doce do seus lĂĄbios, somente no sonhar.
Aqui estou eu e ela estĂĄ lĂĄ.
Longe do seu aconchego, sou sofrimento, longe do seu abraço, não tenho um lar.
Sinto falta do negror dos cabelos, que cobriam-me a alma, naquelas noites de luar.
Eu jĂĄ nĂŁo sei o que pensar.
A ausĂȘncia do vermelho dos teus lĂĄbios, me afoga como o mais profundo rio, nĂŁo posso nadar.
Encontro um suspiro nas lembranças, de outrora, ao lhe beijar.
Recordo-me do olhos verdes, que ao fitarem-me, vieram a calma me roubar.
E eu ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele doce, sereno e profundo, verdejar..."
â "Lembro-me daquela vez em que errei.
Fitei seus olhos, te amei.
Foi a Ășnica e a mais dolorosa vez, em que errei.
Tu tratastes meu coração como escravo, eu tratei seu coração feito rei.
Nessa vez, eu errei.
Um sorriso de deusa, nĂŁo deveria me apaixonar, eu sei.
Mas o que posso fazer, se errei?
O coração é parvo, a mente insana e nós fomos da certeza, a um doloroso talvez.
Eu errei.
Errei nas vezes em que não só despi minha roupa, mas também despi minh'alma, naquela cama de insensatez.
VocĂȘ ama o erro, entĂŁo por ti, errei.
Meu peito, implora mais um lampejo dos nossos momentos Ă minha mente fraca, nĂŁo hesitei.
Lembrei-me de todas as vezes, em que com a nudez do seu corpo em meus braços, errei..."
â "Ela sonha em ser a minha musa, no escuro do meu quarto.
Pra ela Ă© motivo de orgulho, ver-se em minhas palavras e perceber que inspirou mais uma do Famigerado.
Mas o preço é caro.
O gosto fica na boca e a pele ferve num tom acalorado.
O coração palpita ao ler as leviandades, de um homem apaixonado.
Ela me vĂȘ em todos os rostos, ela suspira forte, ao lembrar dos nossos corpos, entrelaçados.
Ela lĂȘ o que eu escrevo, me faz de divindade e deseja, uma vez mais, me adorar no escuro do quarto.
Aquela boca, seca e ofegante, antagoniza, aquele delĂrio de corpo suado.
Ela me vĂȘ como prazer, sonho, amante, quiçå namorado.
Eu sou um poço de gratidão, por ter me inspirado.
Mas ela sabe, que no fim, ela e o nosso amor, serĂĄ sĂł mais uma, do Famigerado..."
â "Se maldito Ă© o homem que confia em outro homem, entĂŁo, o que Ă© do homem, que confia em uma mulher?
Poço de desgosto, cacimba de medo, um todo de malmequer.
NĂŁo sei o que sou, tampouco, o que ela Ă©.
Sei o que quero; nĂŁo Ă© o mesmo que ela quer.
Pedi clareza a Deus, mas como obter respostas, se ela é minha religião, se é a ela que professo minha fé?
Nesse jogo de faz de conta, eu faço as vontades dela, e ela, faz o que quer.
Fito seus lĂĄbios, em um Ășltimo olhar de lamento, me despeço, intĂ©.
TrĂȘmulo, por abrir mĂŁo da metade do meu eu, mal posso ficar de pĂ©.
Escalei a montanha da sua indiferença, vi que sua beleza era inalcançåvel, daquela jå estou no sopé.
Amar vocĂȘ, Ă© conduzir o veĂculo da solidĂŁo, pela estrada da loucura, a vida anda em marcha rĂ©.
Ré deveria ser ela, por afogar em lågrimas o meu coração, nas suas idas e vindas, de maré.
Maldição minha, ter rogado por um amor nos seus olhos, minha Santa Sé.
Se maldito Ă© o homem que confia em outro homem, entĂŁo, o que serĂĄ de mim, que confiou nas falĂĄcias de amor, de uma mulher?"
â "Chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia.
O céu, com sua face escura, fitava-me os olhos e rugia.
Os raios que rasgavam o céu, era como sua ida, que rasgara a minha alegria.
Cada relĂąmpago que eu vejo, me traz um lampejo do meu eu, embebido no seu beijo, Ă©brio de suas carĂcias.
Chovia, e aquela chuva me causava arrepios, e como a sua, deixava-me a pele fria.
Nem um raio de luz, o Sol, inspirado em ti, do meu eu se escondia.
A mim, nĂŁo sorria.
As lågrimas do céu, por minha face, escorriam.
Ou eram as ĂĄguas minhas?
De fato, eu nĂŁo sabia.
Mas chovia.
E aquela enxurrada, que tudo arrastava, nĂŁo levou vocĂȘ da minha vida.
Enquanto o céu, as nuvens, quiçå o próprio Deus, choravam a sua ida.
Eu, em um todo de prantos, de ti se despedia.
Um clarão no céu se abrira.
O Sol, ao meu eu, sorria.
Mas quem me lera, quem me ouvira, sabia.
Que em meu Ăąmago, chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia..."
â "De qual delas, tu fazes parte?
Daquelas que pagariam todo o preço mundano por minha companhia, ou aquelas que matariam, para ter comigo, um simples fim de tarde?
NĂŁo valho muito, quase nada, Ă© verdade.
Mas aos olhos destas, sou diamante, raridade.
O meu preço Ă© intrĂnseco, a destas, a insanidade.
Mas meu valor Ă© imensurĂĄvel, quando em qualidade.
Imensuråvel também é àquela saudade.
Sou poço, poesia, loucura, verdades.
Sou aquele que te refresca a pele, quando o calor dos nossos corpos, nos arde.
Cada beijo, cada toque, no aveludar da pele, causa arrepios, e Ă© aĂ onde o desejo nasce.
Nasce como um rio, de uma pura nascente, onde toda a violĂȘncia do amor, se torna um regato suave.
O riacho leva a clareza da minha mente, e sou só indagação, não passo dessa fase.
Pergunto-me, de qual delas tu fazes parte?
SerĂĄ que abriria mĂŁo de um momento de alegria, por uma eternidade de felicidade?
Do que adiantaria? Lembrar-me-ia, a cada fim de tarde.
Mesmo que se case.
Sou eu, sua felicidade.
Minha alegria morre, onde o sol nasce.
De qual delas tu fazes parte?
Daquelas que matariam por minha companhia, ou aquelas que morreriam em minha saudade?"
â "Eu marco as batidas.
A cada beijo, a cada toque, eu sinalizo a minha despedida.
Ă minha ida.
Meu coração erra as batidas.
SerĂĄ loucura, desejo, hipocrisia?
Era fantasia.
E eu marco as batidas.
Pra ter um momento ao seu lado mulher, eu daria mil vidas.
O que sou eu sem vocĂȘ? Tento fujir desse amor, mas estou em um labirinto, sem saĂda.
Ăs tu meu ar, es tu meu Sol, amada minha.
Eu nĂŁo fui, e se fosse voçĂȘ, eu nĂŁo iria.
Lembro daquele nosso abraço; Ah mulher! Como minh'alma sorrira.
Sua ausĂȘncia agride minha sanidade, e eu marco as batidas.
Do que me adianta o calor de outros corpos, se em sua ausĂȘncia, eu sou sĂł uma tarde fria?
Eu tentei, esperei, nosso amor nĂŁo deu frutos, nĂŁo teve saĂda.
Tampouco, despedida.
Esperanças de nós dois? Leviandade minha.
No calendĂĄrio do meu coração, noto sua ausĂȘncia, e venho marcando os anos, meses e dias.
E a cada palpitar do meu algoz, longe do teu ser, eu marco as batidas..."
â "Eu nĂŁo sou um homem erudito.
Não me debrucei sobre Machado, Zé de Alencar, Drummond ou Conceição Evaristo.
Eu sĂł sinto.
Sinto tanto, sinto coisas que, se nĂŁo externadas de alguma forma, matariam-me em um suspiro.
SĂŁo sĂł suplĂcios.
As vezes sĂŁo sĂșplicas por um amor que, sei que estĂĄ morto, mas ao meu eu, Ă© um Deus vivo.
Ressurreto, como o prĂłprio Cristo.
Eu sĂł sinto.
Sinto muito por ela nĂŁo ver-me como eu a vejo, sinto por ela nĂŁo compartilhar do meu delĂrio.
Ao leitor sou devaneios, loucuras, fantasias, mas todo aquele que me conhece sabe; sou sucinto.
Sou sozinho.
E nĂŁo somos todos nĂłs? Uns mais que outros, quando a carne, sempre acompanhada, nĂŁo encontra em outra alma, um abrigo.
Quisera eu, que as lembranças passassem, como as åguas serenas, do Velho Chico.
Lembro-me dos versos do grande Vercillo.
Quando em nosso abraço se fez um Ciclo.
E eu sĂł sinto.
Sinto por nĂŁo ser o que ela queria, nĂŁo ser o sonho dela, nĂŁo ser dela pela eternidade e nĂŁo sair desse labirinto.
Talvez um dia, quando eu for sĂł um espĂrito.
Quando eu for um poliglota da carne, e saber ler as curvas da beldade que Ă© aquele corpo, como um papiro.
Ou talvez, quando eu for um sĂĄbio, letrado, talvez de posses, um homem rico.
Quiçå, talvez, quando eu for um homem erudito..."
â "VocĂȘ Ă© meu Sol, mas ainda tĂŽ na escuridĂŁo.
Ăs meu calor, mas o frio da sua ausĂȘncia, assola meu coração.
VocĂȘ Ă© abandono e indiferença e eu continuo sendo amor e paixĂŁo.
Sou sua companhia, vocĂȘ Ă© minha solidĂŁo.
Seu belo brilho, ao longe, infelizmente não sou capaz de alcançar com minhas mãos.
NĂŁo posso te amar por toque, entĂŁo fiz de ti minha religiĂŁo.
Ă vocĂȘ que toda manhĂŁ eu admiro, seu brilho ao longe, se tornou meu templo de adoração.
SĂł restou-me loucura, onde era razĂŁo.
Då manhã, jå vejo os primeiros raios, a anunciação.
Vejo meu Sol, mas sei que infelizmente, vou ficar na escuridĂŁo...
â "E eu me olho no espelho e vejo o reflexo da solidĂŁo.
A tristeza em meus olhos, me faz querer arrancar meu coração.
Passou o tempo e percebi, que o amor Ă© o grande vilĂŁo.
Vem embrulhado de prazer, mas sua essĂȘncia Ă© de dor e decepção.
Amor e felicidade, sua mutualidade? Pura ilusĂŁo.
O tempo passa, o tempo fecha, mas nĂŁo me leva essa louca paixĂŁo.
Me afogo no leito, fico sem jeito, em um turbilhĂŁo.
Prosto os joelhos, rogo aos céus, imploro o perdão.
Por desejar ter nascido frio e sem coração..."
â "E naquela noite eu lhe entreguei o meu negro coração.
Na esperança de vocĂȘ revivĂȘ-lo, com o seu vermelho de paixĂŁo.
Eu fui seu em forma de poema, em forma de canção.
Eu fui companhia, onde sĂł existia solidĂŁo.
E olha sĂł, ainda estou na escuridĂŁo.
E sem o teu vermelho amor, sem o meu negro coração.
SĂł me restou as promessas e as juras feitas em vĂŁo.
Ah mulher! Como fui feliz naquela ocasiĂŁo.
Onde viajei por seus olhos, com brilho de constelação.
SĂł restaram-me os devaneios, daquela amarga ilusĂŁo.
Meu Ășltimo pedido Ă s estrelas? Devolva meu negro coração..."
â "Tudo bem, pode ir, antes de ti eu jĂĄ estava sĂł.
Acostumei-me ter a felicidade em minhas mĂŁos e vĂȘ-la virando pĂł.
Desejo o seu amar, por amor e nĂŁo por dĂł.
Me vem a lembrança do teu beijo e a garganta då um nó.
Ter vocĂȘ, longe ou perto, eu nĂŁo sei o que Ă© pior.
Minhas juras e os nossos sonhos, ainda sei de cor.
Se tento ser algo bom Ă© para junto a ti, ser melhor.
Mas vocĂȘ se foi e me deixou amarrado em um sentimento, em que nĂŁo desato o nĂł.
Mas tudo bem, pode ir, pois antes de ti, eu jĂĄ estava sĂł..."
