Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

⁠"Eu realmente não me recordo, se estava quente ou frio.
Só me recordo daquela praça, nosso encontro, suspiro.
Lembro-me meu amor, de esquecer atĂ© o meu nome, quando vislumbrei a arcaica igreja e imaginei vocĂȘ saindo dali, de vĂ©u, comigo.
O pouco que me recordo, as vezes acho que Ă© delĂ­rio.
Lembro-me do aconchego do abraço e da paz que me trazia, aquele seu sorriso.
Eu jĂĄ me esqueci de viver, amada minha, e o fiz, pois, Ă© sĂł por vocĂȘ, que eu vivo.
Meu Sol, meu ar, meu girassol, meu lĂ­rio.
Quando a madruga vem, e me recordo de ti, percebo que, as nossas lembranças, poderiam ser tema de poemas, cançÔes, mil livros.
Rogo, imploro, ao Logos, ao Cristo.
Um dia, um segundo, mil anos, vocĂȘ, comigo.
Lembro-me de tudo, dos nossos momentos, a ternura, os abraços pareciam-me abrigo.
As memórias são prisÔes, e os sentimentos, castigo.
Levou-me o calor da alma, e sua ausĂȘncia sĂł me deixou, o frio..."

Inserida por wikney

⁠"Sonhe comigo esta noite.
Cada lembrança de um dia, cada desejo de um beijo, um açoite.
Amada minha, sonhe comigo esta noite.
NĂŁo posso vislumbrar a sua ida, prefiro vislumbrar a morte, com sua foice.
Amada minha, sonhe comigo esta noite.
Tento narrar uma vida contigo, tento explicar tudo que sua paixĂŁo me trouxe.
Amada minha, sonhe comigo esta noite.
Queria que o nosso ontem, se tornasse o nosso hoje.
Rogo aos céus, para sonhar contigo, imploro ao Cristo, amada minha, que sonhe comigo esta noite..."

Inserida por wikney

⁠“Uma hora, a bebida acaba e a saudade aperta.
Uma hora, a mesa lotada, vai te deixar vazia e o que te fazia livre, se tornarĂĄ sua cela.
Cada gole que dĂĄ, ao tentar afogar-me, sĂł faz transbordar, a sua mazela.
Qualé o sentimento, que em seu peito impera?
Ódio, rancor, de amor, uma quirela?
Uma hora, a bebida acaba e a saudade aperta.
O seu abraço, por tantas vezes fora a minha paz, mas agora, parece-me, que o afeto é uma guerra.
Mas tudo bem, deixe estar, no fim sĂŁo sĂł palavras vazias, que o vento carrega.
A lĂĄgrima Ă© fria e quando ela banha a minha face, nĂŁo sĂł o corpo, mas minh’alma gela.
O coração esfria, o tratamento muda, o carinho some e a indiferença impera.
E aquele amor, que um dia fora uma chama intensa, serĂĄ somente cinzas, na fogueira dessa nossa novela.
O que tĂ­nhamos esfriou, nosso ardor era de causar inveja.
Eu sei que sente falta do abraço, diferente da bebida, a saudade não acaba, aquele abraço não existe, e o peito aperta
”

Inserida por wikney

⁠"Toda vez que eu vejo a sua face, eu fico tentando encontrar ao menos um Ășnico centĂ­metro de defeito, mas eu sempre acabo me perdendo na infinidade da sua perfeição.
Até hoje, tudo o que me causas, não tem noção.
Eu sou seu curador, curo tristeza, ausĂȘncias, atĂ© mesmo, depressĂŁo.
Às vezes, eu queria ter atĂ© trĂȘs, mas Ă s vezes, me dĂĄ vontade de nĂŁo ter coração.
Companhia Ă© boa, Ăłtimo Ă© solitude, melhor? A solidĂŁo.
Eu tento lhe revestir, com o manto do perdĂŁo.
Mas só me existe o ódio, rancor, perdição.
Sua face, meu amor, cada centímetro do seu corpo, eu sei, é perfeição.
Eu tento, rogo, imploro, por um Ășnico beijo, um momento contigo, mas tudo Ă© em vĂŁo.
Entre viver uma vida vazia, meu amor, eu prefiro viver, cada centímetro, da sua perfeição..."

Inserida por wikney

⁠“Eu escreverei, mesmo depois de vocĂȘ.
VocĂȘ Ă© o motivo da minha existĂȘncia, mas nĂŁo a existĂȘncia do meu ser.
Eu escreverei, mesmo depois de vocĂȘ.
Eu escrevo para mim, escrevo para o mundo, quanto a ti, sĂł lhe restou o meu amor por vocĂȘ.
Eu escreverei, mesmo depois de vocĂȘ.
Escreverei uma história com um outro alguém, e em cada face, tentarei te esquecer.
Eu escreverei, mesmo depois de vocĂȘ.
Talvez eu escreva atĂ© depois de mim, pois antes, sĂł existe vocĂȘ.
Eu escreverei, mesmo depois de vocĂȘ.
Narrarei a aurora da eternidade, e descobrirei que nada nesse universo, goza de tamanha beleza, quanto vocĂȘ.
Eu escreverei, mesmo depois de vocĂȘ.
Quando eu vislumbrar a face do prĂłprio Deus, e nem mesmo ele for capaz de conceder-me a devida inspiração, eu me recordarei de vocĂȘ.
E entĂŁo escreverei, mesmo depois de mim, de nĂłs, de vocĂȘ
”

Inserida por wikney

⁠“Cîmico, anos atrás, ela me indagou.
- Por que, ultimamente, tens sido um todo de Ăłdio e rancor?
Respondi-a aos risos, com um certo torpor.
- Ora, como não odiar o mundo, quando cada batida de meu coração, lhe presta uma serenata de amor?
- Como posso amar o mundo, quando quem fiz de meu mundo, me negou amor?
- NĂŁo sou capaz de amar a todos, nĂŁo sou Cristo, nosso Senhor.
Naquele momento, ela corou.
Vi em sua face, aquele belo e inconfundĂ­vel rubor.
O que me assola, minha amiga, Ă© que ela sabe que o mundo Ă© sĂł terror.
Ela parece ter medo da felicidade, tenta a todo custo, apagar a chama da minha paixĂŁo, tem menos medo da infelicidade, que do meu amor.
Recordo-me, minha amiga, que naquele dia, ela chorou.
De sĂșbito, me abraçou.
Embalou-se em meus braços, nossos olhos digladiaram-se, o corpo dela tremia, atĂ© mesmo o VesĂșvio, invejaria o nosso calor.
Ela fitou-me os lĂĄbios, mas nĂŁo me beijou.
Foi-se embora, sumiu por dias, nĂŁo me ligou.
Hoje ela retornou.
CĂŽmico, minha amiga, novamente ela me indagou.
- Naquela noite eu fui feliz, nĂŁo sei o que me aconteceu, o que foi aquele fervor?
Respondi-a aos risos, com um certo torpor.
- Naquela noite fora amada, aquilo foi amor
” - EDSON, Wikney – Cartas à Minha Amiga

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⁠"Caminhei até o fim da noite, mas não encontrei o por do Sol.
Velejei pelas ĂĄguas da solidĂŁo, atraquei em alguns portos, mas nĂŁo encontrei farol.
Nessas mesmas ĂĄguas, fui presa fĂĄcil, com os seus olhos castanhos, fisgou-me, em seu anzol.
Preso em sua beleza, calhou-me encalhar, em seu atol.
Existem mares vastos e profundos, mas nenhum se equipara a solidão, ao vazio do lençol.
Amor meu, sei que nĂŁo sou nenhum escol.
Naveguei por esses mares, mas nĂŁo vislumbrei, meu por do Sol..." - EDSON, Wikney

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⁠"O que posso fazer, se Ă© preciso uma Ășnica mensagem sua, pra inundar de sorrisos, o meu rosto?
A lå ó, bobo, apaixonado, que isso coração, de novo?
Riso quente e fĂĄcil, pra tela fria e inerte de um celular, Ă© mau agouro.
Posso nem imaginar, de fel, jĂĄ sinto na boca, o gosto.
Tolo poeta que sou, adoro esse jogo.
Se der certo, um novo amor; se der errado, escritos de um louco.
Tudo no seu tempo, de pouco em pouco.
Coração pirata, cansado das tempestades do amor, procura em teu seio, um porto.
Deixe estar, qualquer coisa, convivo com a dor e novamente sofro.
Sofro, sofro, sofro; sofro, mas nĂŁo morro.
Tentei alimentar minh'alma com uma fĂștil paixĂŁo, fui tolo.
Tolo por acreditar, tolo por amar, tolo por nĂŁo saber diferir, o trigo, do joio.
Perdoe-me o devanear, perdi-me em minhas próprias palavras, voltemos àquela moça, o mais doce tesouro.
Eu lhe indago: O que posso fazer, se Ă© preciso uma Ășnica mensagem sua, pra inundar de sorrisos, o meu rosto?" - EDSON, Wikney

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⁠"NĂŁo temo, alguĂ©m capaz de me fazer recordar o passado; temo sim, alguĂ©m, capaz de me fazer esquecĂȘ-lo.
Algum'ora se vai; se foi, machuca o peito.
DeixarĂĄ meu eu ao relento, abandonado, nĂŁo tem jeito.
Observo os trejeitos.
Amo cada detalhe, vejo perfeição, em cada defeito.
SerĂĄ o olhar? Ou o cabelo?
SerĂĄ o rosado da boca? Ou o doce do cheiro?
O perfume dela. Ah! O perfume, como Ă© perfeito.
Quanto mais o tempo passa, mais a amo; e quanto mais a amo, percebo.
Não a mereço.
Sou o sal da terra, o senhor do pecado, rei do imperfeito.
Novamente, a beleza de por do Sol; deverei admirĂĄ-la ao longe, meu ser nĂŁo poderĂĄ tocĂĄ-la, azar desse sujeito.
O viver Ă© um covarde pastor, e cada ovelha Ă© um novo medo.
Temo, não ser seu, d'oje, até de morte, o meu leito.
Eu, nĂŁo temo, alguĂ©m capaz de me fazer recordar o passado; temo sim, alguĂ©m, capaz de me fazer, esquecĂȘ-lo..." - EDSON, Wikney

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⁠"Adorei as aguas do céu, naquela tarde fria, de quinta feira.
VocĂȘ, um tanto azarada, parece-me, nĂŁo contava com a chuva e esquecera o guarda-chuva, em casa.
Eu tambĂ©m, azarado, nĂŁo contava com a sĂșbita torrente, que nos abraçava.
Sorte a minha, agradeço, novamente, pelas aguas.
Lembro de ti, enxarcada.
O cheiro do cabelo, exalava.
Cada cacho, se realçava.
Sua tez, pelo vento frio, arrepiada.
TĂŁo prĂłxima de mim, mas tĂŁo distante, pareceu-me um conto de fadas.
O castanho escuro dos olhos, me lembravam uma fera; outras vezes, uma criança, amedrontada.
E eu nem sei o nome da desgraçada.
Mas me recordo dos cachos, do cheiro e da gratidão, às do céu, as aguas..."

Inserida por wikney

⁠"Se eu pudesse criar uma religião, eu o faria.
O silĂȘncio seria o meu Deus, e eu o veneraria.
A voz humana Ă© maldita.
É ela, dona das juras infundadas e promessas vazias.
Palavras de Ăłdio, desgosto, lascĂ­via.
Sempre que falamos, adoramos Ă  mentira.
É a voz, que compursca o som da natureza, que nos permeia e corrompe a calma de toda a criação divina.
Fruto da iniquidade; a voz feminina.
Fonte do meu sofrimento; a ausĂȘncia da voz, daquela menina.
Acordo, perdido na madrugada, a vela que acendi Ă  minha religiĂŁo, ainda crepita.
Em meio a lençóis vazios, sem vocĂȘ, aquela cama tornou-se a minha cripta.
Ela ou a noite? NĂŁo sei qual a mais fria.
Os sussuros, em meus ouvidos, sĂŁo a minha sina.
Se eu pudesse tĂȘ-la de volta, decerto, eu abdicaria.
Criaria a minha religiĂŁo, com meus olhares pregaria as boas novas da nĂŁo voz, e em absoluto silĂȘncio, te adoraria..."

Inserida por wikney

⁠"Eu tento encontrar palavras para descrevĂȘ-la e fico perdido.
Talvez, nĂŁo existam palavras que possam narrar a magnitude de tal mulher, agora acredito.
Se houvessem palavras para descrever o verde dos olhos, o doce do beijo, o macio da tez, eu nĂŁo ousaria tĂȘ-las dito.
Quem diria que eu seria tocado pela própria perfeição, a mais bela, uma divina criação; eu, ser maldito.
Naquele momento, a Ășnica imperfeição que existia naquela mulher, era eu, em seus brilhantes olhos, refletido.
Desejo meu, ali mesmo, embalado em seus braços, ter morrido.
Para quando em morte, poder ressuscitar, sĂł para uma vez mais, morrer no olhar do meu mais belo delĂ­rio.
VenerĂĄ-la Ă© paz, mulher, Ă© caminhar sobre verdes pastos, Ă© perder-se no mais belo campo de lĂ­rios.
Delicada, de inenarråvel beleza, de presença extremamente aprazível.
O aveludar do toque, o perfume dela, me lembram a mais bela rosa e para tĂȘ-la, de bom grado, eu me atiraria em seus espinhos.
Mas, infelizmente, paixĂŁo de um sĂł Ă© martĂ­rio.
Deus, perdoe meu parvo coração e faça com que eu não me perca em seus olhos de mata, que eles não sejam o meu labirinto.
VĂȘ-la ao acordar, acordar sĂł para vĂȘ-la; venho sonhando com isso.
Deus, deixara a mais bela de suas criaçÔes, dar um passeio comigo.
Eu, que nĂŁo acreditava em milagres, apĂłs vĂȘ-la tĂŁo perto da minha face, sentir o calor dos lĂĄbios, agora acredito.
No fim, tento me encontrar em cada beijo mais lento, que ela desenha em minha boca e nĂŁo consigo.
Mesmo com o lĂ©xico tĂŁo vasto, seria impossĂ­vel; eu tento encontrar palavras para descrevĂȘ-la e fico perdido.
Que ela possa me encontrar, em meio ao caos e a solidĂŁo, dos meus escritos..."

Inserida por wikney

⁠"Se quiser só um momento carnal, por mim tudo bem; se tu, de mim, não fizeres, de ti também não farei questão.
Mas não falo pelo meu coração.
Se quiser que eu apague seu fogo, pode ser, mas Ă© assim, que se inflama, a chama da paixĂŁo.
Se amar vocĂȘ for um erro, tudo bem, mas por esse erro, nĂŁo hei de pedir perdĂŁo.
Vislumbro seus olhos, nĂŁo sabia que era possĂ­vel, ser tĂŁo pequena, a imensidĂŁo.
Nunca imaginei, ver-me refletido, em uma constelação.
Tu não me amas, passo a crer, se tu me disseres que não mereço o teu amor, lhe digo: tens razão.
Mas eu, amor meu, amo ninguém; quem ama é meu coração.
Somos como Gil e DrĂŁo.
E tu bens sabes, que o amor da gente Ă© como um grĂŁo.
Semeei seu chĂŁo.
Plantei semente de ilusĂŁo.
Colhi o que plantei, dor e desilusĂŁo.
Queria ser o Alceu e vocĂȘ, a minha Anunciação.
Mas infelizmente, a indiferença ganhou em meu ùmago o seu espaço, jå não tem reversão.
Só te digo uma coisa, amada minha: Se quiser só um momento carnal, por mim tudo bem; se tu, de mim, não fizeres, de ti também não farei questão..."

Inserida por wikney

⁠"Fez frio essa noite, e a fantasia de ter vocĂȘ me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono.
Eu quero o seu aconchego, clamo por seu amor, mas me pergunto: O seu coração tem dono?
Caso tiver; o que farei com o meu? Que jå depus sobre os seus pés: Terei seu abandono?
Mal entrei no seu ringue de desilusĂŁo, um olhar foi nocaute, jĂĄ estou na lona e ainda nem soou o gongo.
Tentar esquecer-lhe Ă© tolice, pra que o whisky, se Ă© o seu beijo, que me deixa tonto.
O perfume me inebria a mente e fico zonzo.
Fazer que nĂŁo Ă© paixĂŁo, Ă© finjir-me de sonso.
És princesa, da beleza rainha, fazei de meu coração, vosso trono.
Acordo na madruga fria, ao léu, atÎnito.
Tento dormir novamente e nĂŁo consigo, pois a fantasia de ter vocĂȘ me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono..."

Inserida por wikney

⁠"Sempre que me pego pensando em vocĂȘ, eu vejo a imagem de um homem desamparado.
Os olhos cheios de lĂĄgrimas e na voz sĂł dor, embargo.
TrĂȘmulo, atĂŽnito, assustado.
Por vocĂȘ, abandonado.
Tento afogar nossas lembranças, mas a garrafa jå secou, sua imagem vem à mente após cada trago.
Pra tentar aliviar a minha mente da aterradora imagem, quebrei o espelho do meu quarto.
Odeio minha imagem, porquĂȘ ao me olhar, eu vejo o tolo alucinado.
Alguém que amou demais e não foi amado.
Vejo em meus olhos a lembrança dos seus, meu paraíso estrelado.
Eu me olho no espelho e vejo o prĂłprio diabo.
Em vãs lembranças, acorrentado.
Condenado a vagar pela eternidade, nas memĂłrias de um passado feliz e nas leviandades de sonhos nĂŁo realizados.
Meu inferno sĂŁo teus olhos, meu lar; meu purgatĂłrio, seus lĂĄbios.
Cada lembrança da sua nudez, o corpo suado é um açoite em minh'alma, meu eterno pecado.
Que Deus me perdoe, mas jogado em seu pedestal, eu orei pra que tudo na sua vida desse errado.
Para que volte a mim e possamos ser perdoados.
Mas fique tranquila, Deus, em seu trono, orgulhoso, não ouve as oraçÔes dos apaixonados.
Se o fizesse, por entre as estrelas, nosso destino juntos, estaria traçado.
Hoje, consegui me fitar por um breve momento, depois de tanto tempo acovardado.
Era preferĂ­vel ter ficado cego, da minha visĂŁo, abdicado.
Novamente, pensando em vocĂȘ, vi aquele homem, desamparado..."

Inserida por wikney

⁠"Não sei qual dos homens é o pior, meu caro amigo; aquele que sente demais ou aquele que teve a sorte, de nunca sentir algo.
Sabe, eu amaldiçoo os clérigos, os padres, por nos venderem a imagem de um inferno, que sei não existir.
Meu irmĂŁo pescador, aqui pagamos nossos pecados, o inferno Ă© aqui.
Deus nos amaldiçoou com os nossos sentimentos.
NĂłs sentimos sem poder escolher, sem a certeza que seremos retribuĂ­dos da mesma maneira.
A Ășnica retribuição que se tem no amor Ă© o Ăłdio, a indiferença de quem se ama, o sofrer.
E todo homem que sente, todo homem que ama, vive o seu prĂłprio purgatĂłrio diĂĄrio.
Louco Ă© aquele que ama, e escolhe viver sem quem se ama.
Acredito, que quando se escolhe a vida ao amor, nĂŁo se amou de verdade.
O amor Ă© o veneno da alma, e por isso Deus Ă© imortal, pois ele nĂŁo ama, impossĂ­vel ele nos amar e nos fazer sentir.
Eu escolho a morte, todas as vezes, meu amigo, todas as vezes, nessa vida e na prĂłxima, eu hei de escolher a morte
Quando n'outro plano, eu nĂŁo puder ter com Deus, lhe asseguro, meu amigo, ele deu sorte..." - EDSON, Wikney - MemĂłrias de Um Pescador - Os Sinais

Inserida por wikney

"Eu nĂŁo sei o porquĂȘ, mas as lembranças, estĂŁo cada dia mais fracas e a bebida, mais forte.
Talvez, o plano de tentar lhe esquecer, esteja dando certo, talvez tal plano, me traga a morte.
É; realmente; as lembranças estão mais fracas e a bebida, mais forte.
O problema, Ă© que nĂŁo quero te esquecer e foi nesse jogo de azar, em que lancei minha sorte.
Sou poeta sem Casmurro, MemĂłrias, Kafka ou Dom Quixote.
FilĂłsofo sem PlatĂŁo, Epicuro, AristĂłteles.
Tento justificar o assassinato de nossas lembranças, como Raskolinikov.
Imoral, atemporal, não existe tempo, tampouco religião, quando me perco em seu olhar e meu coração bate mais forte.
A cada copo, a cada taça, a cada gole.
Meu coração, estå cada dia mais fraco e a bebida, mais forte.
A cada trago, a cada dose.
Sinto na boca, o gosto da morte.
Desmaio em meus pensamentos, ouço sua voz em todo canto; da sua pele, sinto o macio do toque.
Rogo a Deus, para me livrar do azar de te amar, mas parece-me, ele deixou-me Ă  prĂłpria sorte.
As oraçÔes, estão cada dia mais fracas, Pai, e a bebida, mais forte.
'Sei, que nada sei', bem da verdade, sĂł sei que a amo; perdĂŁo SĂłcrates.
SĂł crĂȘ que, 'O homem Ă© o lobo do homem', quem nĂŁo sabe do que Ă© capaz, uma mulher; tolo Hobbes.
JĂĄ nĂŁo suporto; a saudade, estĂĄ cada dia mais intensa e a bebida, mais forte.
Rogo, talvez com sorte, eu hei de ser, rainha da minha vida, o seu consorte.
Enquanto não, miseravelmente falho em meu plano, meu amor, hoje bebo e a bebida, parece não fazer mais efeito e a lembrança de ti, em mim, nunca fora tão forte..."⁠

Inserida por wikney

⁠"Um homem, não pode se apegar a sonhos, não realizados.
Repito esse conselho, por vezes a fio, olhando seu retrato.
Um homem, nĂŁo pode se apegar a sonhos, nĂŁo realizados.
Repito sĂł, aos prantos, no escuro do meu quarto.
Completamente embriagado.
Um tolo, amargurado.
Recordo-me de nós, visito nossas lembranças e sinto o peito acelerado.
Meu coração, ainda bate por ti, era melhor, quando vocĂȘ se foi, tĂȘ-lo arrancado.
Podia ele ter parado.
A solidão, me abraça forte e me sinto sufocado.
Um nĂł na garganta e na trĂȘmula voz, o embargo.
Sussurro baixo.
Um homem, nĂŁo pode se apegar a sonhos, nĂŁo realizados.
Na janela, vejo um clarĂŁo, mais um trovĂŁo, nem isso tĂȘm me assustado.
A chuva retumba, inunda as cercanias; minhas lĂĄgrimas, o meu quarto.
Eu deveria ter dado mais um beijo, ter trocado mais um olhar, apertado mais o abraço.
Sei que Deus me olha, lĂĄ de cima, desesperado.
O amaldiçoo, por o mais importante mandamento, não ter registrado.
Um homem, nĂŁo pode se apegar a sonhos, nĂŁo realizados..."

Inserida por wikney

⁠"Se meu coração falasse, ele gritaria aos quatro cantos do mundo, o seu nome.
Por vocĂȘ, amada minha, eu abriria mĂŁo de tudo, fama, renome.
Daria a minha vida e de qualquer outro homem.
Existe uma eterna batalha entre seu olhar e sua ausĂȘncia, disputam entre eles, qual mais me consome.
NĂŁo tenho desejo de ti: tenho dos seus beijos, sede; do teu corpo, fome.
Jå não consigo lidar com nossas lembranças, me prostro de joelhos, rogo, imploro: Réquiem, Domine!
Tentei saciar a minha sede; acabei por afogar-me em sua fonte.
Quando perguntarem por nĂłs, por favor, nĂŁo nos lembre, nĂŁo nos conte.
Quando lhe narrarem-me, quando disserem que me viram, nĂŁo pergunte como estou, nĂŁo queria saber com quem, tampouco onde.
Quando ao longe, ouvirdes chamarem teu nome, nĂŁo se espavente, nĂŁo Ă© a morte; Ă© sĂł o meu morto coração, em seu Ășltimo suspiro, gritando aos quatro cantos do mundo, o seu maldito nome..."

Inserida por wikney

⁠"Fui tolo, achei que minhas palavras, fariam dos meus sonhos, realidade.
Achei que minhas açÔes, trariam aos meus braços, a minha eterna saudade.
Pensei que seu sorriso calmo, traria ao conturbo da minha vida, alguma serenidade.
Novamente, os sinĂŽnimos tornaram-se um, fundiu-se o Famigerado Ă  leviandade.
O tempo urge, o relógio me açoita a alma, com cada tic tac, tic tac.
Cada segundo, sem o negror do seu olhar, parece-me uma eternidade.
Quando em seu abraço, sob o julgo dos seus låbios e embebido da voz, a tranquilidade.
Meu algoz, parece parar, mas ainda sim, ele passa tão råpido: O correr do tempo, ao lado de quem se ama, é punição divina, pra de outras vidas, iniquidade.
Deus, me faz de exemplo, do mais alto céu, ri da minha desgraça, da minha jocosa calamidade.
Ora, como nĂŁo revoltar-se?
Sabendo ele do que sabe.
Sabendo que sou o puro pecado, um demĂŽnio em Terra, o prĂłprio diabo, para me castigar, fez tu e a fez cruzar meu caminho, vocĂȘ, inalcançåvel ao meu eu, revestida de toda santidade.
Lembro do meu paraĂ­so inalcançåvel, vocĂȘ embalada em meus braços, e a pele arde.
Queria ser ateu acerca do amor, mas infelizmente, venero-te, minha divindade.
Rogo, imploro aos cĂ©us, por um Ășnico beijo, para que eu me enterre e minh'alma descanse, por toda eternidade.
Parece que ninguém ouviu, Deus riu: Fui tolo, achei que minhas palavras, fariam dos meus sonhos, realidade..."

Inserida por wikney