Ilusões
Difícil é escolher uma dessas opções
Tem que saber viver nesse mundo de ilusões
Por causa da ganância vaidade muita fama
Tem gente que se afoga se ilude e desanda
De que adianta ter dinheiro e estar sozinho
A solidão leva muitos ao precipício
E amizade de verdade hoje é difícil
Na hora do perrengue se vai ver quem é amigo!
Os miseráveis e hipócritas causam ilusões postas ao coração alheio
Mostram-se repletos de sentimentos despejando de certo querer
Mas com um prazo de validade terminam virtualmente
E magoam o coração de ser ou não ser...
A parti do esforço que se faz para ultrapassar os véus das ilusões, se percebe quão escandalosas são as mentiras escancaradas e ornamentadas das verdades absolutas.
Perdi-me em minhas próprias ilusões mentais, misturo você em milhões de sonhos que tenho enquanto caminho até sua rua.
No mundo há tantas possibilidades de paixões e ilusões, que é menos trabalhoso escolher uma paixão, ou ilusão, que te faça bem e cuidar, e seguir. É melhor viver uma grande história a viver mil contos.
Sonhar é bom e necessário, contanto que não passemos a morar em nossos sonhos e ilusões, porque podemos nos perder do mundo ao redor, da dádiva de se fazer valer, da missão de viver.
Façamos de nossos sonhos trampolim e não prisões sem fim.
Você é importante para alguém apenas quando realmente é importante. Há muitas ilusões, mas isso não é importante.
"Eu estou tão cansada de construir e destruir ilusões. E de ser incrível por tão pouco tempo. E de entregar tanto sentimento de bandeja pra tanta gente rasa, que não sabe o que é amor, nem sabe o que é amar. Mas hoje eu perdoei todas essas pessoas. E hoje eu me perdoei. Hoje eu só fecho os olhos e lembro da nossa última conversa, você me pedindo sem graça para me reservar e não deixar ninguém ocupar o lugar do meu coração.
Tudo o que eu mais queria, por trás de tudo que eu faço, falo e escrevo, era de alguém que ocupasse o coração e todo o resto."
Muitas delas são frias mas não por falta de Amor, é por ilusões, decepções, alto defesa, falta de reciprocidade e rancor.
"Me declaro culpada!
De mostrar a você os meus sonhos.
De viver muitas vezes de ilusões.
De sentir falta de sua ausência,
e ficar sempre te esperando.
Me declaro culpada!
Culpada de amar demais.
De acreditar nas sua palavras,
mesmo elas sendo enganosas.
Me declaro culpada!
De chorar muito de saudades,
das lembranças que você deixou.
E ainda te guardar no coração.
Me declaro culpada!
De não conseguir te esquecer,
e ainda sonhar com você.
De manter meu coração iludido,
mesmo tendo a certeza que você
nunca mais voltará."
(Roseane Rodrigues)
Da canção o encanto,
dos olhos a alma,
de uma imagem a visão.
Visão de varias ilusões ou razoes,
visão de amplas percepções e emoções.
Assim contemplo... "A visão da ação".
Os castelos feitos na primavera das ilusões,
não resistem às primeiras chuvas de verão,
e logo são destruídos pelas rajadas da razão.
MENSAGEM DE ANDRÉ LUIZ
A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é jogo escuro das ilusões.
O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.
Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.
Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.
Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!... Seria extremamente infantil a crença de que o simples "baixar do pano" resolvesse transcendentes questões do Infinito.
Uma existência é um ato.
Um corpo - uma veste.
Um século - um dia.
Um serviço - uma experiência.
Um triunfo - uma aquisição.
Uma morte - um sopro renovador.
Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?
E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!
Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!
É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas. Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa. Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma idéia dessa verdade fundamental.
Grato, pois, meus amigos!
Manifestamo-nos, junto a vós outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal. A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade. Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência profunda, com os seus valores coletivos. Não atormentaremos alguém com a idéia da eternidade. Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar. Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que "o espírito sopra onde quer".
E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silêncio da simpatia e da gratidão. Atração e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma. Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração.
Que o Senhor nos abençoe.
ANDRÉ LUIZ
Se já fomos jovens tardes de domingos cheios de alegrias e ilusões! Hoje somos ainda mais jovens, só que em madrugadas tristes de desilusões...(Patife)
Boêmia triste
Eramos três em torno à mesa. Três que a vida,
Na sua trama de ilusões urdida,
Juntou ao mesmo afeto e na mesma viuvez...
Um músico, um pintor, e um poeta. Éramos três...
O primeiro falou: — Veio da melodia
De um noturno, a mulher que me fez triste assim.
Amei-a como se ama a fantasia
E ela sendo mulher fugiu de mim...
Hoje tenho a alma como um piano vivo
Que mão nenhuma acordará talvez...
É por esse motivo que eu sou mais desgraçado que vocês...
Disse o segundo: — Meu amigos, a sorte
golpeou-nos, com a mais vil ingratidão.
À mim levou-me à morte, o que eu tinha de melhor
A ilusão de que a vida era ilusão.
A força, a graça, o espírito, a beleza
A estátua humana olímpica e pagã
Espelho, natural da natureza
Nota da flauta mágica de Pan
Morreu com ela a vida, a luz, a cor
Manhã de sol e tarde de ametista
A paleta e a esperança de um pintor...
Todo o delírio de um impressionista.
Fez-se um grande silêncio em torno à mesa,
Silêncio de saudade e de tristeza...
O terceiro baixou os olhos devagar
Disse um nome baixinho e não pode falar...
Olegário Mariano
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