Gol
Dois no Gol quatro na Linha
Viajou
No tempo
Tempo
É bão
De viajá
Viajou
Até Ouro Preto
Tempo
Que
Morava lá
Campim
De ranca
Do
Quebra-côco
Tava
Todo mundo
Lá
Estar extasiado
Deve ser uma forma de êxtase
Gol da vitória na prorrogação
Retirar a bota que cansa o pé
Ter coragem para dizer "não"
Compor e cantar enamorado
Ser elogiado merecidamente
Festejar sem qualquer culpa
Filho crer na Fada do Dente
Testemunhar a beleza pura
Ser sorteado entre milhares
Passar num teste concorrido
Conhecer inúmeros lugares
Cozinhar e lamber os dedos
Se soltar ao menos uma vez
Ajudar com desprendimento
Agradecer que alguém lhe fez
Deve ser prazeroso o simples
Ainda que não tenha motivo
Tal como um artista novato
Explorando o seu subjetivo.
Se sofrermos um gol, não há problema. Se sofrermos dois, também não. Porque neste ano eles não conseguem nos vencer.
Nem sempre você vai ter que chutar para o gol, muitas vezes é preciso passar a bola para o colega para que ele marque, e todo time se alegre.
Se tenho uma ou duas oportunidades, normalmente elas terminam em gol. Não sei como faço isso, mas é assim. Tudo consiste em manter a concentração. Digo a mim mesmo que a chance vai chegar.
Resenha
Eu vi uma pátria amada
Idolatrada
Empunhar uma bandeira e gritar gol
E se era muito feliz...
Vi o tempo passando
Inflação chegando
E toda sorte de medo
Mas mordaças impediam de gritar
E tudo era muita dor...
Dor de fazer gemer o peito
Quando sem jeito
O filho começava a chorar
E a pátria camuflava.
Quando me tornei moço
Vi o alvoroço
Para a liberdade chegar
E era tudo um sonho
Até que então
Com a batuta na mão
Alguém gritou
Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós...
Que sorte
Tudo vai mudar
E mudou
(Mas era carnaval)
Entendi quando a tecnologia invadiu tudo
E transformou o mundo numa pequena luz a piscar
Estamos on.
E pra onde vamos. Só Deus é quem sabe.
Uma aquarela invadiu as ruas
E eram apenas gays a repudiar o preconceito
Ou conceito de que eles são do bem
Tudo bem, cada um na sua.
Vermelhos estamparam a esperança
O bit da hora é conectar
E as crianças agora, se rendem ao WhatsApp.
Não sabem mais o que é brincar.
E o que será de nós?
Meros pagadores de impostos!
Ou o salve-se, salve-se é quem puder?
"Temo que os manipuladores consigam convergir os pretensos inteligentes a cada vez mais se firmarem como absolutos donos da verdade... "
No jogo da vida, custamos a sair do zero a zero, e quando acontece muitas vezes marcamos gol contra
Meio embaçada pelo tempo, Sílvia sorrir depois de um gol e das comemorações com as amigas; tenho a impressão de que ela me pisca ligeiramente, é uma ilusão boba que ficou anuviada pelo tempo, mas ainda brinca no meu subconsciente; não sei se é isso que chamamos de amor platônico, mas confesso que tenho medo de encontrá-la novamente depois de quatro décadas; aquele jeito sensual de andar, de mexer nos cabelos castanhos, aquele sorriso encantador... essas abstrações me povoam e demarcaram território no quintal que constitui as minhas lembranças, mas o tempo é devastador e seria insuportável vê-la diferente. Nunca lhe falei desse encanto, mas supunha que ela percebera pois notara alguns olhados, sorrisos maliciosos... mas como, alguém tímido, sonhador e solitário com uma baixa estima incomparável apesar de tirar as melhores notas do colégio, chegaria a uma diva em um grupo blindado e limitado. guardei essa paixão como uma relíquia, afinal, a realidade decompõe qualquer beleza, qualquer fantasia. No comecinho da noite eu sentava no muro do chalé acanhado como o seu inquilino e ficava olhando as copas das tamarineiras cintilando com os vagalumes e algumas estrelas; algumas crianças brincavam de ciranda, outras corriam barulhentas e desastradas esbarrando nos idosos e seus cuidadores; as crianças nem pensavam na vida, os cuidadores só pensavam em ganhá-la e os idosos se perguntavam quando Cristo voltaria, quando esse mundo acabaria, afinal havia a eminência de uma terceira guerra mundial, pois o mundo estava sempre em conflito, e os astrônomos descobriam sempre algum meteoro que vinha na direção do nosso planeta; desculpa pra morrer não faltava, afinal o nosso planeta parecia estar com o prazo de validade vencido. Eu não queria pensar nisso, aliás o fim do mundo, as guerras, os meteoros, tudo me apavorava, mas tínhamos o Clark Kent e o Bruce Wayne, e se eles falhassem, eu me declararia a Sílvia e fugiríamos para Aiuaba, onde certamente as noites são bem longas, existem mais estrelas, tamarineiras e vagalumes, e ali, o fim do mundo jamais nos alcançaria
"Construa a sua história, faça uma jogada de mestre, um gol de placa, um poema épico, um romance perfeito. Talvez alguém consiga perpetua sua memória."
Ouçam a voz da sabedoria, pois ela grita, estentórica, como um torcedor ao gritar gol: todo apreciador de futebol, sem exceção, todo torcedor, é um perigo crucial para a sociedade estabelecida na ordem e na moral e bons costumes, um elemento estranho, assaz nocivo, subversivo e pouco confiável, cuidado, muito cuidado com um apreciador ou torcedor de futebol!...Mas, que hora mesmo é esse jogo do Flamengo contra o Fluminense, hoje?
Na vida, assim como no futebol, não devemos nos desesperar ao sofrer um gol, nem nos acomodar ao marcar um.
Há uma diferença entre ter a posse de bola para evitar o gol — tocando de lado e para trás, esperando que o adversário ceda espaços — e ter a posse para atacar, movimentar e criar chances de gol.
O Brasil foi vencido
pelo mestre das prorrogações,
o gol do Neymar aqueceu
os nossos corações.
Os pênaltis derrubaram
o sonhado Hexa,
vocês sabem quem
deixou a seleção de lado.
Perdemos e de certa
forma isso já era esperado,
e isso não me deixa
com o coração castigado.
Da Copa quando se perde
se leva como prêmio outros
valores que urgem até
fora de campo ser cultivados.
