Girassol
Quando já não sei qual é a direção
E tudo que posso é seguir meu coração
Então me viro
E giro para onde gira o sol
Quando já não sei qual é a direção
E tudo que posso é seguir meu coração
É por instinto
Que eu encontro a luz, sou girassol
Ele não conheceu a universidade, tampouco tinha sangue azul. Descendia de uma família humilde: produtor de girassóis. O legado que recebeu dos pais? Uma educação de lorde.
Ás vezes vejo perto, ás vezes longe,
ás vezes vejo vindo, ás vezes indo.
Mais vou esperar amanhecer novamente,
outra chance de dividir meus sonhos com você!
- Cê mente -
Plantou desconfiança no meu jardim.
Por descuido nasceu defensiva dentro de mim.
Flor grande e de raiz forte, que cobre a alma e desfaz a sorte.
Semente que alerta, protege e machuca.
Conhecida por “ comigo-ninguém-pode “.
E não pode mesmo !
Impregnada, corrói o peito.
Matando a rosa, o girassol...
e o amor-perfeito.
O SEU OLHAR _
As vezes me pego
mergulhando em seu olhar
Tentando navegar
Tentando decifrar e
Me segurando para
não afundar !
Respiro.
Diga -me então o que diz o seu olhar!?
Alem desse girassol que insisto a enxergar!
E o céu lá no fundo a iluminar!?
🌻
"De nada servirá conquistar a sombra, se perder o brilho do sol do olhar."
Continue a brilhar, continue a brilhar. Girassol nunca desiste, de uma fresta de luz encontrar.
Pensamento de autoria #Andrea_Domingues
Todos os direitos autorais reservados 15/03/2020 às 10:30 hrs
Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues
Viva Lá Vita
O valor da minha vida é um peso desconhecido,
Da minha própria não meço pois sei o que é ter que a ter sido,
Que a vida vale o valor do amor e o preço de o ter vivido,
Vale a minha dor pelas amostras que te dei depois de ser esquecido.
Mas ouvi dizer da vida que pelo cano se mata.
Que pelo desengano o cravo vermelho vaia o tirado.
Tirano a quem o diabo passou rasteira à força da chibata
Lhe foi finda a vida à cabeçada, caído da cadeira forrada de napa.
Oh vida quanto valor tendes
Pra chuva que do vapor pendes?
Oh vida quanto valor tendes
Pro vento e para as palavras que trago cá dentro?
Oh vida quanto valor tendes
Pra luz que auguro tirar-nos do escuro?
Oh vida quanto valor tendes
Pra flor que de ti ceifo e ofereço ao meu amor?
Produto da equação sem diferença nem matemática,
É o grito do Ser que faz estremecer toda a galáxia.
Pergunta errante a quem navegou miríade de anos luz.
Vida que me seduz a ilusão de criar unidade de medida,
Deslumbro a aurora sei que vivo num núcleo sem saída.
Esfera do mundo onde tu vida deixaste por todos os lugares,
Aurora boreal centelha nuclear que separas a morte do imaginar.
Vida, fractal infinito que redopia no tecido espacial,
Viver que me permite falar de ti mesma e ao mesmo tempo ser
A mim próprio digo aquilo que não podia dizer sem viver.
Foi chuva que me deu a parra da uva e o vinho.
A vontade de ser eu a redopiar sozinho,
Pelas ruas do pender à sorte de tostão ter,
Que me fez ver o quanto a vida podia valer.
Foi vento que me segurou na estrada do verter,
Atento e sem contratempo à sorte do escolher,
Se as palavras que trago cá dentro são morte
Ou escritas frases que ditam as alegorias do viver.
Foi luz que trouxe a mente da outra ponta norte,
Que me ofereceu a mais humilde água-forte,
Que guardo para não desvanecer do por do sol,
Porque a vida é maior valida se for a ver o sol nascer.
Foi flor que ainda vive nas veias do meu amor,
Que ceifei da vida pro saber como dar valor à minha dor.
Orquídea, antúrio, cravina, gerbera ou girassol,
Vida é deixar florir a flor onde se alimentará o caracol.
Mundinho de dentro
Tenho fases de ser companhia
Tenho fases de ser sozinha
Às vezes sou raiz;
Às vezes sou sonhos;
Às vezes sou asas.
Outrora inquieta...
Atirei um girassol no céu
Fiquei mirando o horizonte
O passarinho cantarolou...
Quem tem amor é provocante
Atirei um girassol no céu
Mas não vi quem o pegou
Ao longe avistei uma borboleta
Que dizia toda faceira:
Quanto dói uma saudade
Peito oco sem coragem
Atirei um girassol sem destino
Caiu no chapéu do velhinho
Sorrindo olhou para o céu
E disse que o sol abriu seu caminho
Natureza linda e bela
Não importa o vendaval
Tudo passa, tudo finda
Mas às vezes o que fica
Leva toda nossa vida
Poema autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 24/09/2020 às 10:40 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Hoje, só hoje, comecei a perceber o quão incrível o deserto é. Estive andando nele... comecei a dar alguns passos, andei milhas de distância; as miragens começaram a aparecer. Estava sedento! sedento de você. Neste deserto, comecei a imaginar como seria se tivesse um jardim. Os pensamentos foram a mil... imaginei você. Você era a flor mais bela. Comecei a cultivá-la. Cheguei e você já estava. Linda. Formosa. Exuberante. Exalante. Um brilho incrível. Indizível. Pensei que fosse uma rosa, uma orquídea, ou outra flor invejável. Andei nesse deserto, fiz morada. Queria ser eterno. Esse deserto me reservava grandes surpresas, assim como o universo vai se revelando aos poucos, vai mostrando as suas nuances, os buracos negros, as suas constelações, as suas dimensões – você se revelou a mim. Viajei no deserto, no tempo, nesta imensidão árida, arenosa. Nele, estava você. Você sempre esteve lá. Agora, te vejo diferente, começo a te regar, cultivar, cativar, ceifar, te pegar. Pego no inimaginável. Na penumbra. Naquilo que um dia ousei pegar, cheirar, sentir, florir. No final da caminhada, percebo que você não era uma rosa, tampouco uma orquídea. Surgiram-me indícios que eu estava cultivando no jardim errado. Eu estava a capinar em um terreno que não era para mim. Reguei, cultivei, cativei, dei amor, podei, flori, ajudei a criar os pendões, as pétalas, as sépalas, o botão... ledo engano. Descobri que a minha tão sonhada rosa, na verdade, era um girassol. Gira, GIRASSOL. Enquanto eu a cultivava, lhe nutria, lhe beijava – mesmo na miragem – ela estava a olhar para outro jardim, para outro beija-flor, estava inclinada para outra direção. Senti-me indiferente. Percebi que ela o acompanhava, ela se inclinava em sua direção, a sua luz invisível o chamara a atenção. Creio que não me restava nada mais a fazer a não ser guardar os meus instrumentos de jardineiro e contemplar a miragem que criei deste deserto árido com status de jardim fértil em um solo arenoso num momento de sequidão. A minha rosa era um girassol, ela estava a olhar para outem, para outro sol, outro beija-flor. Enquanto eu a regava, ela acordava todos os dias pela manhã e procurava esse sol e ia a sua direção, ao seu encontro, se voltava para ele, ficava mais amarela e irradiante ao receber as luzes desse sol que a deixava em um amarelo ouro impecável. Do deserto, fica em mim a lembrança da rosa que um dia reguei, cativei, cultivei; a mesma rosa que virou um girassol em um belo raiar do dia. Recolhi-me ao meu jardim. Antes, florido, agora, em botão. Daqui, contemplo o girassol que um dia foi rosa em meu jardim. Neste momento, este girassol está tremendamente feliz sendo cultivado por outrem, por outro jardineiro, sendo beijado por outro beija-flor. O beija-flor a alimenta do néctar da vida, o almejado, o tão sonhado momento florescedor. Por um momento, quisera eu te ter como minha rosa, porém o sol me fez uma surpresa e te apanhou quando eu menos esperei, nesta miragem sentimental deste deserto árido que neste momento nomeio de você, o girassol que um dia foi a minha rosa, a minha rosa cheia de espinho o qual me deleitava em seu néctar, nas suas pétalas, na usa beleza impecável.
Já só me resta o tempo útil para gente humana. Gente que descobriu a efemeridade, a mortalidade e a bondade. Gente como aquele último quadradinho de chocolate de uma tablete inteira: só aquele último pedacinho tão ansiado... e o mais saboroso de todos. Gente tão preenchida, gente tão profundamente serena e sábia. Gente ainda ávida de partilhar e de aprender; de se dar em dádiva sem retorno. Gente que segue o seu rumo e não se demora na mediocridade do mundo. Já só me resta tempo para Gente com asas nas palavras e no gesto.
Já vivi mais do que me resta ainda viver e só quero gente que vive eternamente. Gente de alma, porque soube que a carne o osso são apenas restos da terra.
Já só preciso de gente que vem da primavera com girassóis na voz e a flor de lótus no olhar.
2019, José Paulo Santos
*Poeta e Autor de Aldeias em Mim
Infelizmente sou persistente naquilo que me atrai,
teu cabelo é tão lindo ao ponto de eu confundir com pétalas de girassol.
Na minha visão tu é um milagre de Santa Teresa, tu é o girassol que brotou no meu sertão em tempos de seca.
E o teu sorriso, nem se fala
ele é tão doce quanto uma chuva de cajú no sertão,
arretado é o teu caráter que conquistou o meu coração.
Mas, infelizmente esse girassol não sente o mesmo por mim,
e até hoje eu me pergunto,
como peste brotou esse girassol no meu sertão com tanto lugar no mundo?
deve ter sido o safado do destino querendo me deixar confuso.
Vê-la é um desafio tremendo,
eu tento de tudo e ela não tenta nada,
mas, mesmo assim eu continuo.
Sou alagoano, não desisto nem cá peste,
me encanto com aquilo que é belo desde moleque.
Escrever poesias pensando em ti foi a melhor coisa que já me aconteceu,
e se o destino for arretado além de safado, esse girassol ainda vai ser meu
Eu não te mereço..
Poisé!
Possuo um ser querer,
Tão são querer,
Que acalma,
É um ser quem tão querer de Alma,
Que quando à de se perder,
Perderá a Alma,
Num grande Salve-se quem puder!
Se é se quer.
Letícia Del Rio.
Poesia da Madrugada.
Inspiração. Girassol.
Meu aniversário está chegando e eu quero um campo de girassóis pra caminhar, um vinho pra abrir e tomar jogando conversa fora numa noite enluarada, quero um pôr do sol sentada na grama ouvindo e contando histórias que eu mesma desacredito que fiz...
Quero nesse aniversário esquecer por um momento tudo que estamos vivendo nesse ano difícil e poder comemorar mais um ano em que força, perseverança e superação andaram de mãos dadas junto a mim e não me abandonaram por nem um minuto sequer.
Quero agradecer por eu buscar ser cada dia uma pessoa melhor e por a cada ano poder amadurecer, crescer e me moldar perfeitamente ao que me traz satisfação e felicidade na forma mais linda e simples de se viver.
Se você começa o dia pensando em girassóis já é uma boa justificativa para seu poço encher. Se o seu primeiro pensamento for a pessoa que você ama, renda-se então sem demasiadas definições, avance naturalmente nessa estreita linha e cegamente continue olhando só pra dentro. Se começar o dia sem exigências, restaure o que for bom pra você e dessa forma suas verdades tomarão outras dimensões. Se começar o dia aceitando o que lhe é imposto não se permita ficar até o fim, afinal, não existem problemas insolucionados.
Oh, coração fulgurante e acintoso
No etéreo azul voais exuberante
Causais o pranto a quem o amou errante
Em função de seu amor aleivoso.
De atenção quente ao frio doloroso,
Do desprezo atroz e dilacerante,
Fizestes do amor lágrima constante
Afogando-a no sonho impiedoso.
Amai Clítie, a paixão correspondente
E deixai de alimentar-se do pranto
Que a inundou de desamor inclemente.
Certificar-se-á do amor ardente,
Deixarás de fitar o áureo manto
Que a ti ignora constantemente.
MEUS MEDOS
Meus medos dizem quem sou. Contam a minha história, o que em mim é preservação e o que também é sonho, busca e sofreguidão.
Meus medos dizem das minhas perdas, daquilo que me é importante. Falam também sobre o horizonte, as linhas distantes que me chamam e empolgam como o navegador em caravelas, sem a ciência para dominar o que vem depois.
Meus medos são espera, gravidade que me segura e me deixa no eixo onde circulo em segurança. São, porém, a ânsia do voo, a vertigem do abismo que fez Ícaro saltar com suas asas imperfeitas, olhando para o brilho do sol e para a grandeza dos sonhos.
Meus medos sou eu. Meu instinto de sobrevivência, o segundo a menos para pensar, o tempo lento do relógio prudente.
Meus medos, ei-los, na noite escura que se deixa desvirginar pela lua branca, pelos sinais tingindo o céu, mostrando os caminhos que quero percorrer feito coragem, porque a vida vale a pena.
Meus medos, enfim, são autênticos porque eles me dizem: não paralise, não se esconda, não deixe que a vida silencie em você a ânsia do próprio viver. Seja resiliência. Seja gana. Seja luz. Seja a beleza fraterna e generosa do girassol.
Eles, meus medos, se enchem de coragem para ter mais medo e mais superação. Porque - que bom! - meus medos são a coragem que adiei para se fazerem o concreto passo que quero dar no momento adiante. E, passo a passo, sou menos o medo de ontem e mais o sonho do dia seguinte.
Que a luminosidade de sua alma, o brilho dos seus olhos e a luz do seu sorriso, atraia os mais belos girassóis de amor, paz, felicidade, fé e bênçãos!
"Não me esqueço do primeiro momento em que eu há vi, meus olhos nunca viram nada igual. Fiquei ali parada, em êxtase, a contemplar tamanha beleza. Beleza única e natural, como os campos de girassóis que carregam junto de si uma beleza e um perfume semi-igual. Me embebi nessa beleza e no seu olhar. Olhar tímido e de canto, porém, tão doce quanto o mel, o mesmo mel que os girassóis trazem consigo. E toda essa beleza e esse olhar veio acompanhado do mais lindo rosto. Rosto calmo, sereno e macio. E de tão macio, A-maciou...
A-maciou a alma, encheu o coração e trouxe paz."
"Eu estive procurando uma inspiração, para um texto elegante e glamuroso, mas eu não encontrei nenhuma obra, nenhuma arte, música, paisagem... que tomaria minha atenção.
As obras de Leonardo da Vinci são belas, mas não como você. Eu desejo sentir as pinturas de Da Vinci.
As artes de Vincent Van Gogh são coloridas, e demonstram a cor da felicidade, mas não como teus olhos... que me mostram a cor da minha felicidade.
As músicas de Beethoven possuem notas e melodias fascinantes, mas não como a sua voz, doce e alegre, que me faz querer ouvi- la sem a menor das paisas.
As paisagens espalhadas pelo mundo demonstram a beleza da natureza, com grandiosas montanhas e cataratas, mas nenhuma delas se compara com a sua beleza natural. Sim, essa beleza que me fez apaixonar por ti. Como você a tomou. Desejo passar o resto da minha vida ao seu lado, pôr minha cabeça no teu colo e conversar sobre a vida alheia, sobre a vida que teríamos juntos. Você não é como uma rosa que possui espinhos, você não é qualquer flor que murcha em questão de dias, você é uma flor única.
Você é meu Girassol que me guia até a luz do meu dia."
- Relacionados
- Versos sobre girassol
