Fui

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Se serei julgado pela Palavra, por que me julgas pelos teus costumes? Se nela já fui absolvido, por que ainda me condenas?

Se deus existisse na minha vida, eu saberia. Mas nunca fui feliz, só vi dor, morte e caos.

Fui apenas um menininho rotulado de retardado por todos, mas, ainda assim, buscava a verdade, acreditando que, no final, encontraria a divindade. Não encontrei. Estamos longe de superar o materialismo.

Quando fui contar para mim quem eu era, minha alma nevoou os fatos. Os olhos marejaram, dormi aos prantos.

Em todos os casamentos que fui,
vejo um fantasiado levantar os braços
e bobeirar que sabe o mundo.


De jeito nenhum,


nunca me caberia casar assim,
com um tolo me culpando pelos próprios fracassos.


Nem por decreto,


nem a pau me calaria diante de um mascarado imundo
falando que minha mulher é inferior a mim.

"Com o passar dos anos, fui me tornando alguém que compreende melhor o valor do tempo e os limites da própria existência. As dificuldades me transformaram; a idade trouxe seus cansaços, seus esquecimentos e um ritmo que estou aprendendo a respeitar.


Hoje, reconheço que nem todo fardo me pertence e nem toda demanda precisa de uma resposta imediata. Há dias em que preciso descansar, recolher-me e aceitar que já não consigo fazer tudo como antes.


Tenho menos paciência com aquilo que não me apetece, com conversas que me desgastam e com compromissos que assumo apenas para corresponder às expectativas alheias. Procuro compreender essa mudança sem perder a delicadeza com os outros, mas também sem abandonar o cuidado comigo.


Quero dedicar o tempo que tenho aos afetos, às conversas que me enriquecem e às pequenas alegrias que ainda me encantam. Quero poder dizer ‘hoje não’, pedir ajuda e conviver com minhas falhas sem me cobrar tanto.


Ao longo do tempo, aprendi a reconhecer o que merece permanecer e o que posso deixar seguir. E desejo preservar, em meio às responsabilidades, um espaço de paz onde eu possa descansar, amar e simplesmente ser quem me tornei.”

Em memórias perdidas, rasgo minha pele com os cacos do que fui. Espero por um milagre, mas tudo sempre parece longe demais. Sei que errei, mas em memórias distorcidas, me perco em meio a dor. Nunca vou me perdoar por qualquer lágrima causada em quem mais amei.
Quis tanto ir ao fundo, que não vi os cacos que lancei, e ao tentar me destruir, quis garantir que não teria volta para tudo o que fiz. Eu sinto tanto, que me sufoca. Talvez eu não mereça. Talvez o fim seja o melhor. Os planos que nunca pensei mudar.
Daria tudo para mudar o que passou. Para ser melhor. Para não dizer o que te fez chorar. Para lembrar de cada erro, e retornar ao momento antes de os cometer. Talvez fosse diferente. Talvez haveria uma razão. Enquanto minha alma se contorce, a dor me lembra do que não posso ver.
- Marcela Lobato

Na escola eu era um erro, em casa eu sou um erro, amando eu quase sempre fui um erro.
Talvez eu seja mesmo um erro.
- Marcela Lobato

Nunca fui bom exemplo para nada mas existo e persisto viver pelo bem que acredito. Não sou menos e nem mais importante que as menores das criaturas, que neste tempo comigo, habitam este mundo. Tudo tem sua razão de ser, neste momento e pela eternidade.

Feliz quando percebo que fui escolhido para ser o instrumento imediato, uma hábil ferramenta para exercer a vontade e a justiça da vida, para a gloria e verdade infinita e generosa do Altíssimo, entre meus semelhantes. A partir de então, deixo de ser o finito eu e passo a ser o todo, investido com as armas dos soldados da Grande Milícia Celeste.

BRASIL. Eu já fui muito patriota, mas, infelizmente, nosso País tem políticos corruptos que são condenados, depois absolvidos e voltam à Brasília, há uma justiça injusta, criminalidade protegida ao invés de combatida, impostos acima do normal, um salário mínimo abaixo de R$ 3000

Qual o sentido de usar roupa de marca se não fui eu que costurei?
Pra que se gabar de um pedaço de pano que só esconde meu corpo?

Pra que querer mansão se não levantei uma parede?
Me orgulhar de um monte de tijolo que não coloquei?
Sendo que meu corpo cabe num espaço de 2 metros?

Pra que vender meu tempo fazendo o que odeio?
Pra comprar tanta coisa que não vou usar?
Trabalhar a vida toda pra juntar o que vou deixar pra trás?

Pra que viver pros outros se no final só eu vou morrer por mim?
Agradar gente que não vai tá lá quando eu tiver no meu caixão?

No fim:

Ninguém leva nada.

Tudo vira pó.

E o tempo que perdi não volta nunca mais.

“Fui enganado por um papagaio que pairava sobre mim, a me dar conselhos, agora estou em uma ilha deserta sem tesouro e o pirata com meu ouro.”

Longe de ser orgulhosa,
nunca fui entusiasta
desta Guerra dos Sexos,
Também nunca imaginei
viver um conto de fadas;
Sem dúvida nenhuma,
sei que o amor é
uma construção diária,
e não pode ser ambígua
ou até mesmo solitária.


Dentro do que uns julgam
ser utopia romântica,
O tempo que passa
não me aflige ou opaca,
Se não for para ser amada,
prefiro a solitude honrada
do que viver autoenganada.

Sempre que me calei
é porque fui calada,
e da mesma maneira
quando decidi partir
de alguma forma
é porque fui partida,
Não largo ninguém
no meio do caminho
ou até mesmo sozinho
a não ser que algo
tenha acontecido
ou tenha dado motivo
para não ir seguindo.


Depois do inverno
que me foi oferecido
ou quando não há
mais nenhuma opção
para permanecer,
Sempre elejo partir
para seguir inteira
e ao mesmo tempo
aparentemente presente,
Em nome daquilo
que não quero perder,
e por crer que tenho
ainda muito prá viver.


A minha natureza
íntima e enraizada
- nunca por nada -
deixou de ser cultivada;
Porque o meu espírito
é de Capinuríba nativa;
e renascerá ainda mais indomado,
todas às vezes que for quebrado,
e até pelo bico de um pássaro.

Nunca fui de frases prontas,
e nem de iniciativas tontas,
não será agora que irei mudar,
sei bem o que sempre buscar;
Gírias e clichês chiques não
irão me pôr na tua mão,
não me coloco jamais em vão,
por isso fico aqui no meu lugar.


O meu vocabulário só pode ser
lido e relido, sem aura nos olhos,
Quem sabe pode vir no futuro
pelos teus olhos a ser decifrado
quando o sonho for realizado.


Colocar coleira não é do meu
feitio apenas busco um bom amor
que seja feito verão sem domínio;
Porque o amor só é mesmo bonito
quando o endereço é a liberdade
de colocá-lo adorador do que é
natural como a flor do Maracujá,
que desabrocha no tempo certo,
despreocupada do que passa lá fora.

Fui para Marajó logo ali
na Cachoeira do Arari,
O Cordão do Galo junto
com as crianças passaram
dançando e cantando,
Surpreendente você chegou
envolvendo e encantando,
Foi daí que me dei conta
que encontrei o Sol de amor,
que perdidamente me apaixonei
o meu melhor entreguei,
e é com contigo que eu estou,
e de ti não mais regressarei.

Pouco a pouco, paulatinamente,
fui crescendo profundamente.
Encontrei-me por dentro contigo
de maneira surpreendente no destino.


Exatamente onde Ocidente e o Oriente,
se entrelaçam interminavelmente,
porque coincidem todos os motivos
que ainda sequer por nós foram ditos,
e mesmo sem dizer nenhuma palavra,
há mais de uma emoção celebrada.


Em mim encontraste intensidade,
feminilidade, mistério e imensidade;
Sobre nós dois o céu da Humanidade
e tudo o que não pode ser mudado.


Com cada uma das minhas nuances
capturei e finquei profundas raízes
como as de um conhecido cipreste milenar
que enfeita, sombreia e perfuma o seu ar;
Ainda cedo celebro o fascínio, o encontro,
a glória do amor, a vitória e a verdade.

Fui encontrada pelo teu olhar
nas estepes do acaso.
Nutrindo com naturalidade
a liberdade
de ave peregrina que me cerca
com potente pensamento.
Com teu jeito de caçador,
ao meu lado pousaste com amor.


Como tulipa selvagem,
espalhei-me imparável,
sem pedir permissão.
Criei raízes no teu coração.
Não vou, nem preciso ir,
porque tenho direção,
o tempo como aliado
e a irresistível devoção
que me tens tocado.


Por isso, sem nenhuma pressa,
porque já estou dentro
como a ilustre habitante
da glória do teu sentimento.


Sempre que for necessário,
para que em mim encontres
o genuíno abrigo paradisíaco.
De corpo e alma em fruição diária,
apaixonado, te orgulhes
de ter me encontrado
e digas, orgulhoso, para ti mesmo:


— Pertenço à que soube, como ninguém,
o valor de ter capturado meu coração.
Conquistei a merecedora de veneração.

Não fui a única testemunha,
sob o sol e sob a chuva,
que vi os 50 gols do Vini JR.


Enquanto a vitória estava ali,
a um palmo, para se agarrar,
no primeiro tempo,
o pênalti foi espatifado no ar —
mas no final a honra foi salva
ao menos com um gol do Neymar.


As lições desejáveis que ficam
são que, além de aprender a remar,
é preciso aprender a domar
a atenção, para não se dispersar.


Quem persiste em se achar,
perderá, inevitavelmente na vida,
a oportunidade de golear.