Fria
Nessa noite fria e o vento ao meu ouvido sussurrando.
Meus pensamentos em você mais uma vez me tira o sono.
Lembranças vem como um tapa na cara, mais as marcas ficam no meu peito.
É a minha maior tortura quando repouso no meu leito.
Em uma insônia danada, a angústia me sufoca.
Tenho todas as perguntas, mais não possuo nenhuma resposta.
O amor é estranho, é o que há de mais esquisito.
Mesmo quando nos faz sofrer, ainda é o sentimento mais bonito.
Espero que essa noite passe, e leve com ela essa solidão.
E que pela manhã seja a alegria que bombeei o meu coração.
Com esse pensamento em minha estrada seguirei.
Mesmo que as vezes machuque eu sei, sem o amor nada serei.
- a sua desculpa -
Era uma segunda fria
Sempre que chovia você não vinha
Não tem desculpas, já não chove mais
Hoje entendo a tristeza que a segunda me traz
Superação em Versos
Era uma vez uma menina jogada na rua,
Desamparada, sentia a fria lua.
Sem abrigo, sem um lar,
Nas noites escuras, aprendeu a sonhar.
Enfrentou o mundo, frio e cruel,
Descobrindo em si uma força sem par.
Medos se tornaram degraus,
Para a valente menina, não havia muros.
Do passado, as dores se desfizeram em aço,
Pavimentando o caminho para um forte abraço.
Com coração audaz e olhar reluzente,
Superou tempestades, cresceu resiliente.
Triunfou sobre sombras, em luz se banhou,
E ao mundo mostrou o que a esperança gerou.
A o cair da noite, a escuridão é certa,
N o peito, a dor, incessante e fria.
G ritam as memórias, em noites desertas,
U m vazio que nunca se esvazia.
S ilêncio profundo, tristeza aberta,
T ragédia da alma que não cicatriza.
I ncerteza constante, o tempo dilacera,
A esperança se perde, e a vida agoniza.
Quem É Você?
Quem é você, que me liga à noite fria?
Sua voz em ecos de um sonho distante,
Revelando segredos que eu não sabia,
Despertando em mim um desejo constante.
A lua escuta nosso diálogo sereno,
E as estrelas dançam em suave harmonia,
Seus encantos me buscam, tão pleno,
Numa paixão que desafia a agonia.
Mas quem é você, que me envolve assim?
Uma sombra, um suposto, um olhar furtivo?
Entrelaçados em um fio de jasmim?
Desfazendo o vazio, num toque cativo.
Fica comigo, nessa noite fugaz,
E descubra o amor que o silêncio traz.
“Sol, não quero mais vê-lo,
Que minha última memória
Seja a de uma noite fria e chuvosa,
Onde amarguei a fio cada minuto.”
Estamos em uma era fria e sem prognóstico positivo devido às pessoas confundirem posse com amor. Se permitir a isso é ser conivente com o errado, é aceitar viver algo que já veio com a validade em destaque. Sofrer em vão, perder tempo à toa e não ter momentos com as pessoas que as amam de verdade. Tudo isso por um ser que parece ser o retrocesso em forma humana, ou algo parecido a isso. Não sofram, não se deixem cair em promessas ilusórias. Vocês são muito dando atenção a pouco, infelizmente só não perceberam isso ainda, quem sabe um dia.
INVOCAÇÃO
E quando a saudade for um passado
Pra habitar, por fim, a sensação fria
Nesse momento de soltura e valeria
Eu peço que o carinho seja louvado
Não quero ter sentimento neste dia
Pois, nesse afeto fui tão enamorado
Se o ocaso quis ter o revés ao lado
Da agrura, imploro, que seja vazia
Depois que tudo mudar, tudo se for
Não faça do meu olhar abandonado
Quero o surgir de um apego maior
Se já te perdi no desfolhar do fado
Quero noutra vida tê-lo meu amor
Existindo no que nos foi negado...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21, outubro, 2021, 01:50 – Araguari, MG
Vejo a lua,
pequena e branca
pálida em sonhos
divagando em luzes
que esmaecem na madrugada fria
percebo essa lua,
assim em fascínio,
como mulher
frente ao sentimento puro
do amor e ao da ternura,
és mulher, ó lua!
entendes do coração
e pela noite leva sonhos
aos que prestam em ti
toda atenção.
Nas minhas veias
Tua indiferença cruel
Tua pele fria como gelo
Um toque poderia matar
Minha dor, tua excitação
Eu quero te abraçar, mas algo me diz pra não chegar perto
Eu quero te beijar, mas os meus sentidos pedem pra parar
Eu quero te provar, mas prometi não me entregar ao vício
Eu quero te amar, mas pode ser que eu não volte mais
Tu és uma droga injetada nas minhas veias, uma droga
O ritual precisa continuar
Tua boca tão atraente
Teu jeito tão misterioso
Meu coração bate forte
Estou prestes a delirar
Eu ouço tua voz me chamando às quatro da madrugada
Não consigo mais dormir e tenho medo de te encontrar
Não quero me envolver, mas tu estás sob a minha pele
Eu quero te possuir, mas só se primeiro fugir da tua teia
Tu és uma droga injetada nas minhas veias, uma droga
O ritual precisa continuar.
"O triste sorriso"
"Estou me tornando uma pessoa fria é sem amor !
"Aos poucos vou me afundando na imensa tristeza que vive em meu interior ".
"Meus sentimentos , agora estão sem motivos para existir é se manifestar !
"Preciso de alguém , preciso de amor , mas primeiro preciso sorrir é abraçar ".
"Estou em um lugar de angústias, um mar de pesadelos !
"Não há razões para me expressar , não preciso de sentimentos ".
"Eu estou sofrendo calado, também estou triste sorrindo !
"Não consigo mais , usar aquele sorriso entristecido ".
"Preciso achar minha razão, o motivo de eu existir !
"Não aguento mais , estar sofrendo é ter que sorrir ".
"Tudo o que eu faço , simplismente dar tudo errado !
"É tudo o que eu não faço , acaba sempre no mesmo resultado ".
"Estou sempre sorrindo para agradar os outros !
"Estar sorrindo triste , nunca será sentimentos verdadeiros ".
"Preciso de ajuda , preciso de amor ,
Alguém por favor !
"Tudo que faço sorrindo é sempre com muita dor ".
Eu estou perdida entre versões de mim.
Irreais.
Um dia fria, o outro louca.
Quem garante que eu só mudo de roupa?
De pessoas.
Fragmentos perdidos no caminho.
Mudo de cara,
mudo alma,
mudo de mim,
mudo a minha calma.
Um dia você me conhece sim e o outro não.
Quem sou eu?
Essa é a questão.
Aquele pedaço escuro de mim.
Guardado na caixa da superação.
Perdida entre personalidades,
eu vivo assim.
Uma eterna batalha de eu contra mim.
Avistei a versão Sorriso Frouxo,
aquela despretensiosa.
Que, por vezes, emudece em mim.
Encarei a versão Autenticidade,
aquela espontaneidade, naturalidade.
Que, por vezes, foge de mim.
Trombei na versão Coragem,
aquela destemida, determinada.
Que, por vezes, suprime em mim.
Topei com a versão Silêncio,
aquela da reflexão.
Que, por vezes, exila em mim.
Esbarrei na versão Gratidão,
aquela do reconhecimento.
Que, por vezes, desbota em mim.
Tropiquei na versão Solidária,
aquela da empatia.
Que, por vezes, cala em mim.
Disparei na versão Criança,
Aquela ingênua, inexperiente.
Que, por vezes, esquece de mim.
Tropecei na versão Jovem,
aquela dos sonhos, descobertas.
Que, por vezes, machuca em mim.
Travei na versão Adulta,
aquela da responsabilidade e escolhas.
Que, por vezes, penaliza em mim.
Colidi com a versão Espiritualizada,
aquela da harmonia, da fé.
Que, por vezes, apaga em mim.
Encontrei a versão Amor,
Aquela que acolhe, perdoa.
Que, por vezes, mascara em mim.
Versões que se completam.
Algumas já não cabem remendos.
Outras são necessárias carregar.
E tem as que requerem leitura.
Versões lapidadas pelo tempo.
Vinculadas nas lembranças.
Equilibradas na essência.
