Frases sobre poesia
Hoje acordei
Com vontade de escrever
Apenas por lazer
Sem desejo de me comprometer
Sem querer
Me submeter
A nenhum assunto
Específico
Sendo sincero
Não sei o que quero
Transmitir com meus textos
Não sei se são sentimentos
Pensamentos
Ou lamentos
Mas na moral
Espero nunca chegar
A uma resposta real
Se um dia olhar para as estrelas e não te ver, entristecerei, pois sou uma alma apaixonada e não consigo viver sem ti, sou feliz ao teu lado às vezes sem do teu lado estar, pois teu amor é a razão do meu viver, e quando meu coração sofre pela distância de ti, lembro que você existe e que juntos somos uma só alma, um só amor!
COISINHA
Sabe coisinha...
Se não fosse, tantas coisas!
Eu iria comprar uma coisa.
_ Que coisa! Coisa p'ra que?
_ A coisa, p'ra coisá por aí.
_ Por aí... Por onde?
_ Pela estrada pela rua
pela linha de bonde.
Pelo dia e fantasia
pela noite que se zua
na gola na prata da lua
no açoite da gula sua.
Antonio Montes
Infinito querer
Primeiro deseja o pouco,
Mas do pouco deseja o muito.
Não sustentado,
Do muito queres muito mais.
O pouco só é desejado,
Pois primeiro só á ele tinha.
Aquele muito,
Jamais será bastante,
Pois sempre tornarás pouco.
Afinal,
De pouco em pouco,
Vai se tornando muito,
De muito em muito,
Vai se tornando pouco.
Bem à sua volta
Inseridos nesse mundo, vivemos nossas decisões
Que teus olhos reflitam todo o amor à sua volta
Que teus olhos refratem o amor de seu coração
Que teus olhos reflitam a paz e a calmaria
Que teus olhos refratem essa sua mansidão
A beleza de Deus está em você
Nesses seus olhos; divinos, sei que são
Sou fã da escrita,da palavra e da frase.
Da vírgula e da crase.
Da letra e do ponto.
Hiato e Ditongo.
Consoante e vogal.
Exclamo de onde isso vem.
Esse amor pela Lingua.
Pelo A,pelo B.
Por que amo escrever?
Interrogo as palavras para obter respostas.
Mas sou impaciente,quero saber agora!!
TOQUE DE BELÉM
Aquela palhoça,
toda oca, tem poça...
Poça de chuva
parreiral de uva
ouriçado ao vento,
tem viola, na sacola...
E o nego toca.
Aquela palhoça, choça...
Tem minhoca e tapioca
_ Tem xerem? Tem...
_ Tem o toque de Belém...
Blem, blem!
E também galinha choca.
Antonio Montes
Ela é exceção
Que no universo em teu olhar
Ela adormece até a alma.
Ela é canção
Que mesmo a cappella
Não perde teus timbres.
Ela é lua
Que mesmo com varias fases
Estaciona sua beleza frente a meus olhos.
Ela é poesia
Que furtará seus pensamentos
Em uma hora qualquer
Como furtou os meus
No final desse domingo chuvoso.
O POETA
O poeta
É um mago ator
Tira de sua maleta
Trilhas de dor e amor
Encenando com a caneta
Atos com cheiro e sabor
Da criação
Para o ledor,
espectador...
Assim, nesta atuação
Dum eterno amador
Desfia fantasia da imaginação...
Em cenas, como autor.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
AMOR DE FERA
Te amo do fundo
do raso... Te rasgo.
Te amo da seca
da chuva, do lago.
Te amo como a língua
no lambuzar do doce mel...
Como o sono ao acordar,
no sonho ao sol...
E, ao azul do céu.
Te amo, segundo...
Mês, ano heras!
Te amo...
Como o sangue ama,
o sabor das feras.
Antonio Montes
RUMO DO MUNDO
Minha sina que no quadro
tentaram fazê-la na pinta...
Erraram perante o esquadro
e na tonalidade da tinta.
Essa pinta que desafina
... Tingiram com marrom,
esboço marcado,
e rascunho sem prumo.
Depois do prumo sem fundo...
Agora, estão tentando
achar o rumo do mundo.
Antonio Montes
Cresci ,
o tempo que nem notei
levou-me, leve e quieto,
parece no entanto
que nunca, nunca passou,
a poesia que percebia
permaneceu comigo
um abrigo,
ao coração sempre adolescente,
amor primeiro,
sexto sentido
que cada vez mais forte,
grita, desafina, melodia sem receio
porque n'alma
se escreveu
o que a vida ditou.
Danço com os coiotes nas noites de lua cheia,
onde só existe a natureza dos insanos
e a beleza cristalina dos que amam a simplicidade.
Me misturo com eles, me esfrego em seus pelos.
Somos siameses perfeitos!
A magia me entrega à madrugada
e eu sou um animal selvagem,
perigosamente
anciã dos tempos!
(10/07/17)
Caminhos
(Victor Bhering Drummond)
Chegaram na encruzilhada
E escolheram o caminho do amor
A trilha da paz
O caminho da liberdade
Do sol, das cores
E nessa vereda
Tudo se refaz
Como diria Drummond
Vá ser gauche na vida
Desbravar o novo é tão bom
A estrada nascente
A partir de seus passos
Será desenvolvida
Tem dias que minha mente brisa
Tem dias que minha brisa mente
Tem dias de dar dó
Tem dias que nem sei
Tem dias que só fico a pensar
Tem dias que ao pensar fico só
Tem dias que VIX
É aqueles dias de amargar
Amargo são aqueles dias
Que não quero mais lembrar
Tem dias .....
Insta: @li.fer.nanda
Tendias a me dizer coisas inúteis
Tendias a me dizer de VC
Tendias a querer irritar-me
Tendias...tendias... e sei pq!
Pq não sabes cuidar da sua vida
Pq projetas em mim seus conflitos
Pq não suporta a minha parcial serenidade
Pq queres ser eu e não VC
Tendias, pq?
Insta: li.fer.nanda
ESCORREGO
N'aquele mar de lama
aquela fama... Escorreguei cai,
Cai que nem vi!
perdi o pedestal, oh mundo real!
oh mundo mal!
Tão mal, não saber por onde ir.
Aquele sono bom, aquela cama...
Feriu meus sonhos,
barrotou os meus batons...
Tanta gana assim, explana
se envolve n'essa lama
e o mundo começa a ruir.
Antonio Montes
O poeta nasce pronto, se fortifica com o diálogo de seu interior e tudo que o rodeia, muitas vezes em luta insana. Em letras, sofre o poeta, subjugado por amores, desilusões, saudades, iras ou sorrisos. Mas elas mesmo o curam e ele traça com maestria seus versos. Mesmo que seja apenas no cofre de sua mente, onde guarda seus tesouros secretos.
Guindaste das emoções
(Victor Bhering Drummond)
Meu ninho repousa em
Direção ao Infinito
Apoia-se no vazio mais
Preenchido pelo nosso
Amor
Precisa de quase nada
Para elevar-se aos Céus
Ao mesmo tempo que
Inspira-se no guindaste
De nossas emoções que
Nos põe com os pés na
Terra e corações nas
Nuvens
DIA DE CASAMENTO(PARTE I)
Grandes não só na altura
mas também em pensamentos
Unidos por um objetivo
Hoje é dia de casamento
Olhares se cruzaram
Sentimentos também
Sentimentos quando em comum
Sempre se dão bem
O Amor que já não é contido
Precisa ser compartilhado
E diante de um Altar
Deve ser ofertado.
