Fogueira
Paixão febril descontrolada,
Desejo imenso que não apaga,
É faísca, fogo e fogueira,
É uma vontade acessa,
Um desejo de ter você.
"A fogueira crepitava em sussuros,
o céu estrelado expandia a solidão.
As ondas se esvaiam entre as rochas,
e o amor, ah este afogou-se no mar morto do seu olhar..."
Zarfeguiana
Te amo porque te amo
No São João sou capaz
De me queimar todo na
Fogueira elétrica
No Natal me visto de Papai Noel
E saio distribuindo
Mimos às criancinhas
No Dia dos Namorados
Faço declarações ridículas
Só pra te agradar!
Não preciso esconder
Meus parcos sentimentos
De ninguém
Muito menos de ti
Meus versos têm sabor
De pera
Maçã
E água com açúcar
Que estás esperando?
Vem no meu disco voador
Me dá um beijo quente
Sê minha musa decadente
Que um poeta
Pouco original
Pode te oferecer
Exceto um filho virtual?
Lanço mágoas, tristezas,
decepções, pequenas e grandes dores,
numa grande fogueira...
Vejo transformar-se em fumaça
tudo o que não acrescenta valor.
O último pranto rola na face
como uma despedida do que feri
e do que me feriu!
Enfim o coração pleno de leveza
me diz que posso seguir.
Cika Parolin
Alma Cigana
A fogueira acesa...
Em torno dela, as mulheres de pele acobreada dançam com suas saias amplas e coloridas... Nas mãos, o pandeiro que movimentam acompanhando a música executada por homens que cantam e sorriem sob o efeito da bebida forte que os faz esquecer as mazelas e os envolve febrilmente na magia das canções e do frenesi da dança...
Nesse momento nada importa... o amanhã ou o depois de amanhã...O ritmo "caliente", o requebro dos quadris, a troca de olhares apaixonados... como num transe entregam-se simplesmente à sua alma cigana.
Cika Parolin
Lembro da gente ao redor da fogueira. Das histórias de zumbis e almas penadas. Das broncas e da tosse. Do carinho e ensinamentos. De Febrônio e do seu talento. Lembro da lapinha e das cabeças de cocos. Lembro de você todos os dias.
TROVA - 159
O seu beijo até parece
Fogueira pegando fogo!
Beijando, a gente se aquece
Para dar sequência ao jogo...
Quando escrevo um conto eu me imagino contando história numa roda de fogueira em um acampamento nas montanhas. Ou então me imagino como um pai contando história para os seus filhos dormirem.
A discussão infrutífera é comparada as labaredas de uma fogueira que só se manterá acesa, se tiver alguém do outro lado jogando lenha e abanando para que o fogo não se apague e as brasas não venham a esfriar.
Queimaram nossa história numa fogueira na praça, chamaram toda a escória e anunciaram que era de graça.
“A ciência é uma fogueira de vaidades,e num ambiente democrático,onde a solidariedade e a competição predatória, e falta de humanidade.”
Nossas noites e a fogueira
FOGUEIRA,,,,
Sentados em volta da fogueira
Por momentos se perde teu olhar
E me vem pensamentos matreiros
Que interrogam em que estas a pensar?
Que lembranças tens? De um tempo passado
Saudades de amigos e de antigos amores
Que o poder da fogueira desencravou
De tempos que perto da fogueira sonhou
Com projetos que alguns nem realizou
E outros que com prazer se solidificou
Observo teu olhar, tua expressão, teus gestos
Cada vez a curiosidade fica mais aguçada
Quase faço muitas perguntas inusitadas
Porém paro me contenho e fico feliz
Simplesmente por participar do teu momento
E da beleza de ver faíscas de alegrias cintilarem
De teus olhos negros como a noite
Cheios de mistérios a me encantar
Eis a beleza de com você poder estar. Genelucia Dalpiaz
- Relacionados
- Poemas de amor
