Fogueira
Fogueira
Palavras que remetem paixão,
Paixão que acende uma fogueira,
Fogueira que explode um coração,
Coração que arde e não se queima.
Saudades daqueles momentos,
Onde o êxtase percorria os nossos corpos,
Uma carga enorme de sentimentos,
Sentimentos totalmente absortos.
E o calor dessa fogueira,
Mora dentro de um coração,
Como lava descendo a ladeira,
Destruindo a fria solidão.
Fogo puro e consumidor,
Que eleva o meu desejo,
Fazendo renascer o amor,
Perdido nas curvas de um segredo.
Fogo que clareia como um farol,
Essa estrada escura da solidão,
Como um peixe fisgado no anzol,
Se encontra o pobre do meu coração.
Fogo que aquece as noites frias,
Que anima os pensamentos,
Dando uma carta de alforria,
Apimentando aqueles momentos.
Fogo vivo de intensa luz,
Que brilha mais que diamante,
Como um farol que conduz,
As noites mágicas dos amantes.
Lourival Alves
Minha oração
A fogueira do satanás
São chamas vivas, a carne que arde, a mente que ferve, a angústia que queima, a aflição que aquece a tristeza, o vulcão aceso com derramamento de larvas de miséria, esse caldeirão do inferno, que se forma a passarela do capeta, a fogueira do satanás, ela existe e esse inimigo implacável risca o fósforo e o holocausto vivo de uma multidão é engolida no taxo das labaredas.
Oh pai, senhor, és tu que diz que o mundo é do maligno, de fato ele está mascarado de várias formas, na exibição sexual, na luxúria das vitrines, no encanto pela aparência, na ganância do poder, na ambição desmedida, no orgulho cruel, na soberba truculenta, na ignorância em que o fluxo de tais conhecimentos se faz presente e a teimosia por adentrar nessas ocasiões oferecidas se faz viva na carne.
Oh senhor aquela moedinha que valeu milhão, aquela inocência que foi deturpada representaria até um fruto do espírito do senhor, se é que me entende caro leitor, a usurpação da pureza por uma maliciosa mente, pode dedicar também uma medida de inocência e desconhecimento de fatores que propagam ambos os lados da moeda.
Meu Deus pai, misericordioso, muitos padecem por preceder sua vida de indevidas atribuições, quando dedico essas palavras, elevo minhas petições, realço minha intimidade e possa ser que pessoas venham a se identificar.
Pois bem, que o senhor possa direcionar, orientar, fortalecer, fazer emergir o espírito de entendimento e obediência, ao que o mediador e intercessor nosso senhor Jesus possa alimentar a condição de debruçar sobre os erros a força de reagir, mudar o pensamento, transformar a vida, adequar o que se faz pertinente para que o meu lar também seja moradia do senhor.
Giovane Silva Santos
Já fui queimada na fogueira
e rotulada de todas as maneiras.
Já fui dada como louca
e privada de votar.
Fui julgada pelo meu estilo
e por não querer engravidar.
Ainda sim, eu não desisto,
do direito de ser, pensar e estar.
Para viver à minha maneira,
estou sempre disposta a lutar,
nem que isso signifique
morrer e renascer,
para então continuar.
A Morte é semelhante a uma Fogueira e o Seu Calor ...
Todos nós sabemos da sua Força, mas só quando estamos próximos é que percebemos que ela é uma realidade, sentimos a sua intensidade e as suas consequências !!
"O amor é uma fogueira
É fogo que ateia
A candeia do coração
É o sentimento mais profundo
Mais bonito neste mundo
É o amor..."
Hoje a noite é de festa: tem fogueira, tem rojão, tem crianças e casais na festança de São João.
(trecho de "Festa de São João")
Meu amor não é fogueira nem sopro.
Não se desfia nem se desdobra à toa.
É cauteloso e principia pouco
Para crescer a cada coisa boa.
Amor bondoso, resistente ao tempo,
Constante mesmo quando se magoa.
Envolvedor e, em seu envolvimento,
É mais amor e, sendo assim, perdoa.
Embora possa parecer maduro,
É meu amor também insaciável,
Sem rumo certo, amargo e inseguro.
É meu destino, mesmo tão amável,
Tornar o amor, além de insuportável,
Ao mesmo tempo, eterno e sem futuro.
(do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)
Acendi um fogueira, e nela aqueci um beijo, para ti se não chegar ainda quente a culpa é da tmn.bjs amor te amo.manuel
Não somos nada.
Para que vaidade?
Vamos arder numa fogueira...
Os donos do mundo, não veêm beleza nêle.
Juntou uns gravetos
e acendeu uma fogueira bem no meio do nada.
Sorriu alegria...
Agora tinha luz
e o frio não demoraria a passar.
“ Céu Estrelado “
Me queimei na fogueira do silencio
Eu...fera indomável
Em busca do teu corpo moreno, perfeito insaciável
Será sagrado o teu olhar?
Será pecado ti amar?
A minha pequenez, me fez selvagem criatura
Mas entregue ao domínio do homem amado
“MANTRA” meu corpo todo canta, sob o céu estrelado
(Cleonice Ap. Iori Rosa)
Fagulhas
Algo mudou.
Uma pequena fogueira achei,
talves finita, não sou preciso e sou sem presságio,
apenas me aqueço do que posso,
fico encantado pelo fogo que me arrefece.
Mas o que me fascina mais são as fagulhas incandescentes,
que bailam no ar em brasas
embaladas pelo vento das dúvidas;
sei que terão uma chama breve,
pois são estilhaços de uma fogueira acesa à pouco.
Talvez esse fogo nem tenha o fulgor e alimento
suficiente,
para ao menos amainar o frio que me cala fundo.
Eu errante, só resta sentir o calor que ainda emana e,
boquiaberto ficar esgueirado nesse refúgio olhando o vazio;
o vóo breve dessas fagulhas.
Fogueira Alta (Nuno Ancigan)
Fogueira alta como a tua
Não se enguiça
Nem se apaga.
Te tocar é ir à Lua:
Me atiça!
Não tem paga.
Não te ter é fim-de-rua:
Sou só cobiça
E a vida, vaga!
A dor é como a lenha em uma fogueira; quanto maior a dor, maior o fogo; quanto maior a importância, maior a quantidade de lenha, e a lenha só queima uma única vês.
Se uma coisa ainda te machuca tanto, ou parece que o fogo sempre volta queimar, então pare de jogar lenha na fogueira, que a dor cessará.
O MEU CALAR (soneto)
Solidão arde tal qual fogueira acesa
É como em um brasido caminhar
Perder-se no procurar sem se achar
Estar no silêncio do vão da incerteza
O que pesa, é submergir na tristeza
Dum incompleto, que nos faz cegar
Perfeito no imperfeito, n'alma crepitar
Medos, saudades... Oh estranheza!
Tudo é negridão e dor, é um debicar
Rosa numa solitária posposta na mesa
É chorar sem singulto e sem lacrimejar
E se hoje o ontem eu tivesse a clareza
Não a sentia como sinto aqui a prantear
Teria a perfeita companhia como presa!
Luciano Spagnol
Final de novembro, 2016
17'00", cerrado goiano
Abre, surdo
Suas cordas vocais,
Do tempo fugaz,
Que almejaste a paz
Arda na fogueira,
Sua dívida corriqueira,
De abandonar-se a cegueira,
Certeira em seu olhar
Turvo,
Curto
Surto!
Olhando a fogueira
Enquanto as chamas reluzem
O meu olhar, me devaneio
Em pequenas fatias
Do tempo, das coisas passadas
Dos momentos doces
E o que vejo à minha frente
São justamente isso
As chamas com a doce luz cintilante
Que se mistura ao vento da noite
Que me fazem pensar
Que atualmente
As coisas não são mais doces
Tudo hoje é mais rústico-agudo
Mas o que importa isso?
O que passou passou
Se os meus dias perderam
A doçura, pelo menos
Tenho essa fogueira silenciosa
E o meu espírito imortal de criança
Sempre vivo!
Que me faz mergulhar em devaneios
De cujo tempo onde as coisas
Não só eram doce, como faziam
Mais sentido!
(Doces Devaneios) 11/06/16
