Festa Rave
Dos 16 aos 35 anos, a vida é uma festa ininterrupta. É a época em que buscamos experimentar tudo intensamente: desejamos conhecer todas as pessoas, vivenciar múltiplos amores, mergulhar em paixões avassaladoras, embarcar em aventuras sem fim, explorar o mundo em viagens memoráveis e descobrir quem somos de verdade. É uma fase de sangue nos olhos, risadas que ecoam eternamente, coragem ilimitada e uma energia vital que parece não ter limites.
No entanto, após os 35 anos, começamos a amadurecer de maneira profunda. A vida nos ensina a não dispersar energia em excesso e a valorizar cada momento com mais sabedoria. A convivência com a saudade se torna mais frequente, e entendemos o significado doloroso de perder alguém querido. O luto passa a fazer parte da nossa realidade, e mesmo vivendo momentos maravilhosos, somos confrontados com a fragilidade humana de maneira mais evidente. A vida se revela como um tecido fino e delicado, que a qualquer momento pode se rasgar, nos lembrando da impermanência de tudo.
Essa jornada nos transforma, nos molda em seres mais resilientes e compassivos. Apreciar cada fase da vida, desde a exuberância da juventude até a serenidade da maturidade, é um privilégio que nos ensina a valorizar cada experiência e cada pessoa que cruza nosso caminho.
Quando a festa é mais bravia
segue em frente e desarmado;
como é grande a valentia
na coragem de um forcado.
I
Hoje é dia de tourada
à velha moda portuguesa,
toda a praça é uma beleza
e os magotes dão chegada.
Vai começar a garraiada,
sobe a míni em euforia,
o descaramento da Maria
faz olhinhos para o moço,
o orgulho do que é nosso
quando a festa é mais bravia.
II
Ela entra e vai a trote
pra contemplar o grande artista,
quer fazer jus à conquista
com a pega e com capote.
E olha lá pró camarote,
o trompete é afinado,
ele num ar de avalentado
está ali de pedra e cal,
e quando entra o animal
segue em frente e desarmado.
III
Os amigos dão-lhe a mão,
a primeira é do mais forte,
outros mais vão dar-lhe sorte
e é tremenda a ovação.
Raspa o bicho pelo chão
a testar qualquer fobia,
entre o pó e a gritaria,
há arrojo e muita graça,
e os rapazes estão na praça,
como é grande a valentia.
IV
Chegou a hora anunciada,
cresce o touro em prontidão,
quando avança o valentão
entra o bicho em derrocada.
Ela toda entusiasmada
ele no touro encaixado,
grita o povo extasiado
a boa sorte do pegador,
e ela assina o seu amor
na coragem de um forcado.
António Prates
Me apaixonei por um poeta
que fez minh'alma ficar em festa
Sua especialidade não foi escrever em simples páginas
Sua melhor obra foi escrever em minha alma
com seu sangue em seu tinteiro
em meu coração de vermelho
Trazendo vida!!
Curando as feridas
Fazendo uma obra
que ele não consegue entender
Chamada AMOR
De nada adianta se separar de tudo no carnaval, quando se vive uma festa na carne (carnaval) o ano todo, pecando secreta e deliberadamente.
No dia que as minhas lágrimas,
entenderem que também sei sorrir,
haverá festa em meus olhos.
Carlos Silva
Itamira - Bahia.
Acreditei tanto nos Homens,
que cheguei até desconfiar da existência de Deus
A FESTA DE SANTO ANTÔNIO
A festa do padroeiro
é a mais antiga de Urandi;
começou nos primeiros anos
que a capela passou a existir.
Todo fazendeiro vinha ao festejo
e, pra alojar, começaram construir.
Era a festa mais esperada:
vinha padre fazer celebração,
contratava filarmônica de fora
e faziam um grande leilão,
tinha levantada de mastro
e encerrava com a procissão.
Armava muita barraca,
fazia muita iluminação,
trazia até nega de fogo
e banda pra animação.
Ainda faziam roupa nova,
casavam e batizava pagão.
Quando vinham casar na cidade,
causava muita mobilização.
Procurava casa para arrumar,
vinha a pé,cavalo ou caminhão.
Soltava foguete, carregava mala
e fazia latada com trempe no chão.
Na novena soltava foguete,
durante toda comemoração.
Crianças de anjo e do Santo
acompanhavam a procissão,
até que chegou o padre Paulo
e acabou com toda tradição.
"Ralouin" não é festa tupiniquim
Mas a gente festeja mesmo assim
Também comemora-se hoje
(com menos alegria)
O Saci Pererê e a nossa Poesia!
Menino mais levado, desconheço
Se te pega te vira pelo avesso
Não pede balinha ou qualquer gostosura
Gosta só de fazer travessura.
O que é a festa das convenções que atraem o afã pelo épico instante se não fosse a escravidão voluntára. Quem tenta eliminar a liberdade morrerá pelo que lhe fere.
Se "o melhor da festa é esperar por ela", isso justifica, então, o nosso excesso de entusiasmo com os preparativos para o fim de semana e a chegada da sexta-feira.
FORRÓ DE ZÉ MATUTO
Festa de São João
Tem mulher bonita
Enfeitando o arraiá
Com vestido de xita
Chapéu de palha
Com belo laço de fita
De longe se avista
Chegando pela estrada
Um cara metido a galã
Com a bota apertada
O pobre mancava tanto
Chegou na hora errada.
E começa a quadrilha
É uma dança ligeira
Zé Matuto se adiantou
Pegou a mais faceira
Os olhos dela brilhavam
Em volta da fogueira.
Autoria Irá Rodrigues.
Quando o som da festa não está alegrando as pessoas como deveria, se muda o disco ou vai todo mundo embora. A segunda é mais difícil!
Nas lembranças de infância, a festa junina se aninha,
Com quadrilhas da escola, em dança tão fina.
A fogueira crepita, um convite à alegria,
Enquanto o milho cozido nos remete à magia.
Fantasias de caipirinhas, em cores e retalhos,
Entre risos e brincadeiras, ecoam nos galhos.
As comidas típicas, oh, que saborosa sina!
Pamonha, canjica, e a doce cocada divina.
Faz parte da nossa cultura, raiz tão profunda,
Em cada canto do Brasil, a tradição se inunda.
De junina a julina, a festa se estende,
Unindo o país inteiro, como se tudo entende.
O tempo traz o friozinho, de outono a inverno,
Aquecendo os corações, em calor tão terno.
É a festa junina, com seu encanto peculiar,
Que nos faz recordar e sempre celebrar.
Amizade é como o sol que traz seus tons todos em festa , enobrece nosso dia e nossa alma. Faz-se entender no silêncio,
Com o amigo , o brilho de seu sorriso ilumina , seus gestos afagam como carícias dos raios do sol. Sabe afastar-se no momento certo, mas retorna sempre radiante.
Amizade verdadeira traz sempre a beleza e o encanto do amanhecer.
Editelima 60
junho 2024
FESTA DU INTÊRIÔ
Marciar Salaverry
Nóis qué convidá oceis
prum rastapé qui vai contecê
nu fim du meis...
Vai de um tudo aqui tê...
Tem muié bunita como quê....
Também vai tê tudo di bão prá cumê,
todos vão se adeverti, cê vai vê,
tem churrasco, qui é prá modi
u bucho enchê,
e pinga da boa prá nóis tudu bebê...
Adispois veim u sanfonero prá tocá,
prá modi nóis dançá...
As muié nóis pode garrá,
só num pode singraçá,
na vredadi, carece di respeitá,
causidiquê si fizé farseta,
vacilô, abusô, vai casá...
Intão tá tudu convidadu, podi si achegá...
Festa caipira num teim hora di começá,
e meno inda di cabá...
Vai durando inquanto nóis guentá...
Nóis gosta di vivê, di comê, di bebê, i di dançá...
Vamu si achegando moçada,
qui as moça tá tudu arvoroçada,
pra modi entrá sortera, i saí casada...
Adispois, é só cuidá da fiarada..
Marcial Salaverry
