Fantasmas
Estive cercada de devaneios que me faziam conversar com fantasmas. Estive cercada de encostos que não me deixavam viver. Animais soltos tentavam devorar-me. Não fugi de nada. Não refreei em nenhum momento meus pés. Olhei-os atentamente. Eram ilusões , eram apenas ilusões saídas de um circo que eu desenhei.Fui ao espelho, retirei minha maquiagem , nada adiantou. Então resolvi me tornar cinzas. Ascendi labaredas e ao fogo me dei. Quando amanheceu, lavei minha alma com meus afetos. Fui olhar o mar e percebi que eu estava morta. Havia parado num tempo que não existia mais. Perguntas e mais perguntas me cercavam. Basta ! Não sei o que dizer-me. Estou comigo , estou com Deus. Retalho as lembranças. Mais tarde volto , estarei inteira.
_____ Lene Dantas
Devaneios de uma manhã chuvosa !
Eu sou como os três fantasmas do natal
Vivo no presente, passado e futuro
Tudo ao mesmo tempo
Houve uma época
Muito distante
Que eu sonhava só com o futuro, com dias melhores
Mesmo em uma situação difícil
Eu conseguia sonhar com dias melhores
Com o meu "final feliz"
Muitas coisas aconteceram
Os anos se passaram
Sem perceber
Eu fui perdendo o meu brilho
Eu fui deixando de sonhar
Me encontrei perdida
Tentando me reencontrar
Me perdi ainda mais
Hoje !
Vivo assombrada com o meu passado
Morrendo de medo do futuro
E o presente ?
Eu perdi
“Fantasmas não existem. Não há espíritos de mortos. Existem pessoas vivas e pessoas ressuscitadas. O que as pessoas têm são visões. E elas veem o que querem.”
FANTASMAS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Meus fantasmas têm fome
Meus fantasmas têm sede
Meus fantasmas têm sonhos
Estátua amputada da minha infância
Busco a casa que aguarda
Sonhos que já não se sonha
O traço,
A caneta,
O rabisco, tudo reduz
Olho o horizonte que
Ameniza essa mágoa...
Acredite em você, mesmo quando todos debocharem. Os fantasmas que carregam refletem nas atitudes que projetam. O riso não é sobre você, mas sobre o medo que eles têm de tentar. Siga com coragem. Sua verdade, vivida com constância, é mais forte que qualquer sombra lançada por fora.
Meus fantasmas vieram me visitar.
Trouxeram aquilo que um dia foi.
Sussurrando suas palavras em meus ouvidos, palavras que me causavam terror. Faziam-me olhar para aquele quarto escuro, em que outrora eu havia trancado a porta.
Porém ela estava aberta outra vez e senti-me atraído a adentrá-la, novamente. Mas resisti bravamente.
Ou pelo menos era assim que deveria ter sido, mas não foi.
TEUS FANTASMAS SÃO MEUS
Os fantasmas que rondam
Teus sonhos
Encontram-se nos sonos que sonham
Meus sonos
Refletem-se nas sombras das ondas
Que sondam
O sonho que sonhei...
Em um labirinto
E grandiosas criaturas metálicas
Perseguiam-me sem tréguas
Diante de gigantescos obstáculos metafóricos
Que me afligiam
Lembra, havia lindas mocinhas
Bem vestidas a me clarear
As saídas perdidas
E alguns maus cuidados e feridos
Quão perseguidos comigo
Sumiam ou perdiam-se
De minha ilusão
Enfim, o fim
Numa sala festiva
Tais criaturas outrora tenebrosas
Apresentando-se quais robôs
Infantis
Fechavam a única saída da sala
Sem fim, cor de anil
Que findava meu sonho febril.
SUPLICA DE UM POBRE ESPIRITO:
Encontro-me sozinho dentro de mim
Sufocando em meus fantasmas
Busco me encontrar, e não encontro
A saída...
Me auto mutilo
Na busca da razão pela qual
As pessoas se agridem
Se humilham, se regridem
Meu soluço é vão
Meu pranto seco
Meu coração enrijecido
Fenece sem perdão
Minha angustia suplica ao orbe
Clemência
Para que Minh ‘alma não feneça
Ao onipotente.
A HIPOCRISIA DOS MORTAIS:
(Nicola Vital)
Meus sonhos são abismos!
De anjos fantasmas
Que habitam o limiar de meu cataclismo
A seduzir meu pouco ser...
São anjos farmacológicos
Que só a metafisica explica.
Ora! Ora! Chega de anjos e, sonhos...
Estou farto de metafisica
E seus abismos fantasmas!
Aonde deu fim a hipocrisia
Dos mortais.
ZUMBIS:
Nesta noite todos os fantasmas me aprazem.
Todos!
Líricos, etílicos e telúricos.
Quão zumbis, sob os meus olhos caminham avenida a fio.
Miram os bimbos e os mimos dos linhos sem tino
A malograr o siso dos filhos das mansões.
Que irremediavelmente se vendem...
E não se entendem comumente "sãos"...
Vertem seus "ideais"
Minguam seus cabedais
Aterrando a noite
Que não se perfaz.
TEUS FANTASMAS SÃO MEUS:
Eu não quero que você pense como eu.
Não é sobre isso!
Eu só quero que pense comigo!
Às vezes, não suporto a minha própria companhia
E invoco meus fantasmas para convencer os seus.
Toda essa estrada que hora percorri
Em sua geometria retilínea
Na sua curvatura me perdi.
Às vezes, sou tão fútil, ingênuo!
Na maioria dos dias me olho no espelho
Mesmo naquele em que vou pintar os cabelos.
Não me reconheço e torno-me insólito.
Chego a tal ponto que preciso refugiar-me no interior de meu interior
Não deixe que fantasmas obsessores façam alojamento em tua mente sã. Exclua, antes que a depressão se instala e faça dela sua companhia constante e de teu corpo os cômodos (doenças que somatiza). A decisão é tua ou te libertas e ressuscita tua vida ou ficas submissa à esse pesadelo sepultando teus sonhos.
Construa teu castelo de sonhos e deixe os fantasmas do medo saírem pelas janelas, e ao adentrar feche o cadeado (coração) e respire fundo e sejas tu majestade de tua própria mente , não olhe mais pra trás e jogue a chave fora. E as janelas? - Deixe-as abertas, as cortinas também esvoaçam...
O problema da imaginação fértil é que germina só na nossa mente e criamos tantos fantasmas e mundos incógnitos que até nos surpreende.
Em nosso cemitério de repostas,
Fantasmas de um passado que não volta,
Pelo menos para nós e nossas viúvas,
Amores que perdemos nessa chuva,
Cemitério de Respostas
Em nosso cemitério de repostas,
Fantasmas de um passado que não volta,
Pelo menos para nós e nossas viúvas,
Amores que perdemos nessa chuva,
E agora jazem em companhia de outras covas.
Provas de nossa ingratidão,
Infidelidade, desprezo e desespero,
Associados a insatisfação.
Cemitério de Respostas.
E as traições poderão descansar,
Junto às ervas daninhas do canteiro,
Terei as ladainhas do coveiro,
Derramadas sobre meu caixão,
Mas antes encaixotarei as faltas,
E as sepultarei no cemitério de respostas.
Cemitério de Respostas.
#CORAÇÃO #VALENTE
Pelos lugares onde anda...
Fantasmas afugenta...
Opta viver de escolhas...
E no talante do destino...
É o escolhido...
Olha no espelho e vê que não é perfeito...
Escolhe o que vestir com esmero...
Com olhos de querer...
Sente-se belo...
Afinal...
"Os planos de Deus nunca falham"...
Esquece de quem o deixou triste... Mas não esqueçe jamais de quem lhe fez feliz...
Sempre lhe promete lhe dar o melhor...
Às vezes se confunde...
E se ajeita com o pior...
Caminha no purgatório com destino ao paraíso...
Talvez seja por tal...
Não ser de muitos risos...
Planta no chão suas esperanças...
Num emaranhado de cores...
Sonha até onde a vista alcança...
Segue em frente com o coração valente...
Um coração que não mente...
Não chama de amor...
O nó que não desatou...
A sorte não deu...
O tempo levou...
Alma de criança...
Tem medo de enfrentar...
Seu próprio desejo...
De muito amar.
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
#ESCÁRNIO
Alguns casebres remendados...
Alguns casarões iluminados...
Resididos por fantasmas assombrados...
Entre os becos, mentirosos estúpidos...
Ratos gordos, bem vestidos...
Porcos bem criados...
Galos fanfarrões dopados...
Damas e cavalheiros de sapatos feios...
Pisando torto...
Joanetes inflamados...
O religioso embriagado...
A linguaruda cuidando dos desavisados...
Promíscuos...
Proxetas...
Muitos incubados...
Alcoólatras pederastas...
Afoitos pelos meninos...
Velhas carcumidas...
Sem noção, sem sentidos...
Mocinhas oferecidas...
Muitas delas apenas meninas...
Mancebo sem dinheiro...
De belo topete...
Pouco estudo...
Por pouco se vende...
Apenas um pó...
Um baseado...
Obesas matronas todas suadas...
Com piadas sem graça...
Rastejando pesadas pelas calçadas...
Outras tão magras e secas...
Passam fome com certeza...
A carne está tostada...
Cheira bem mal...
Comida mau temperada e cara...
Causa ventosidade o feijão queimado...
E pela cidade no circo armado...
A mocidade...
Consome drogas em liberdade...
Todo mundo quer ser o patrão...
Fumando bosta...
De pé no chão...
O pouco que ganha...
Gasta em uma hora...
E na cabeça com o pó Royal...
Fica gabola...
Sem saber o tanto que lhe faz mal...
Em cada canto...
Surge um querendo governar o mundo inteiro...
Em cada porta um orgulhoso...
Achando-se portentoso...
Na confusão do mais horrendo dia...
Essa estranha freguesia...
Mascara-se, quem diria...
Afinal a festa está pronta...
A lua no céu nos vigia...
E em grande euforia...
Todos fingem alegrias...
E eu...
Encorbeto ignorante...
Muitas vezes me calo...
Estamos condenados a falar o que se sente?
Tal qual palhaço me visto...
Antes rir da desgraça...
Do que chorar pela vida sem sentido...
De nada mais me assombro...
Esse lugar é bizarro...
Resta-me apenas o escárnio...
Cumprindo esse fado, sorrindo na dor...
Calado...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
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