Ex Namorada
.."Fome, desejo e vontade poderiam ser variantes
do QUERER, como diriam os filósofos.
Não existe querer futuro, quando se quer já é presente,
impossível controlar, e ,é esse querer alguma coisa que
nos motiva a viver. O dia que deixarmos de querer, a morte
simplesmente chega. Costumasse dizer que alguém morreu
de saudade, de amor, na verdade esse alguém perdeu a
capacidade de querer e simplesmente parou de viver..."
Quando Falamos Sobre o Passado Com Um(a) Ex, Porque Só Se Lembramos das Coisas Boas? Caso Não Estamos Juntos Hoje é Porque Algo de Ruim Aconteceu e Isso Devia Ser Lembrado.
Gestos também são palavras, um sorriso, um aperto de mão, as vezes apenas um olhar transmite mais explicação que uma poesia, melodia ou canção.
Mas quando a palavra é expressa, não é formada na mente e sim no coração, então quando menos esperamos, tipo um eu te amo, corta a respiração, daqueles que você não tem resposta e até perde a direção, momentos assim ficam pra história, agarram-se na memória, simplesmente sem explicação.
03/07/18
So pensando: Hoje eu quero falar de amor.
Do amor amado, do amor ardente, do amor envolvente, ex-latente.
Não quero falar de amor-paixão que assim que acaba se enche de traição.
Traição da carne, pelo traidor mais cobiçada, pelo traído a mais cobrada.
Quero falar do amor sonhado, do amor buscado, do amor achado e que não pode ser tocado.
Esse amor facilmente perdoado, como se fosse, dentre os "pecados" o mais fácil de ser contornado.
Eu acho até que desse amor nem se fala,
desse amor se vive.
Então, nem vou falar mais. Melhor viver.
Viver sonhando, esse amor sonhado!
Uma coisa que sempre me surpreende é a maldade humana... por mais que algo possa ser ruim, sempre existirá um infeliz com a capacidade de fazer ficar pior. Incrível!
Todo sistema que, na prática, se basear na forma explícita de eliminar direitos, ideais, sonhos e expressões individuais de vida não funciona.
Mãos enlaçadas.
O silêncio falava mais alto!
Nada mais seria preciso
se o tempo tivesse parado exatamente ali.
Cika Parolin
A felicidade
Todos buscam por ela
Todos a anseiam, mas
São poucos que conseguem encontrar
A existência dela dentro de sí
Decorrente a trajetória da nossa vida
Sofremos algumas ausências e perdas
E isso gera um vazio dentro de nós
E Tentamos preenche-lo em busca de conquistas
Que traz um preenchimento
Uma felicidade momentânea
Que se acaba com o decorrer do tempo
E voltamos ao mesmo estado
Pois, a felicidade não é conquistada
A felicidade é gerada no ato de crença
Não em um ser superior, uma divindade maior,
Mas em si mesmo, pois cada ser é especial
E merece ter a felicidade dentro de sí
Depoimento de uma ex ciumenta crônica:
Me libertei da prisão do ciúmes quando compreendi que o afeto que é voluntariamente direcionado a mim, não diminui se o objeto do meu ciúmes direcionar afeto para mais pessoas.
Depoimento de uma ex ciumenta crônica:
Quem sente ciúmes deseja que o outro se aproxime, mas o que acontece é exatamente o contrário.
O tempo passa tão rápido...
É como o tempo de vida da flor... Nasce tímida, floresce lentamente, exala perfume e beleza com tanta exuberância e aos poucos se prostra, se rende ao Deus criador. Existem fases bem definidas em nossas vidas... Tempo para tudo, mas ele, o tempo, sempre corre para frente. Não pára, não olha atrás, não descansa... Precisamos de sabedoria para viver esse tempo - Aproveitando as oportunidades, cumprimentando a vida com gratidão, abraçando o importante, relevando as decepções, carregando dentro de si o amor indispensável, pois quando o perfume se for, a textura da flor mudará, pétala a pétala cairá...
O que engrandece o homem não é em si ele conhecer o exato das coisas, mas saber com exatidão como explicá-las.
~~Dizem ser o amor uma arte em que dois corpos se procuram e se encontram num mar de descobertas, êxtases e prazeres em que o coração e alma são cúmplices.~~
Sou um diferencial
Fiquei feliz com o convite, madrinha de casamento de ex-amor não é para qualquer uma, eu tenho outros segredos além desse, sou movida a paixões arrebatadoras seguida de amizades malucas das quais ninguém entende.
Jamais quis sabotar a felicidade de nenhum ex-amor, eu sei muito sobre mim e uma das coisas que sei é que se acaba é porque chegou ao fim, se acabou por capricho é porque chegou ao fim, por imaturidade, chegou ao fim, por ciúmes, chegou ao fim.
Muita gente fica curiosa, e uma loucura desejar o bem a quem fez seu coração de alguma forma sofrer, eu não consigo lembrar do primeiro beijo, nem dos estragos da relação, não consigo me lembrar de que alguém precisou ser solidário comigo para eu não morrer sufocada no próprio choro.
Acredito em alma gêmea, muitas mulheres quando se casam deixam de lado outros interesses, eu não acho isso saudável, pois bem, o que aconteceu entre mim e meus ex-amores foi lindo, mas sempre tive medo de me envolver.
Dei um aviso, dois, três, falei dos meus descontentamentos, nunca quis o papel de mulher indefesa, nada que passasse perto disso, nunca imaginei ser tão amiga de quem convivi intimamente, uma feliz coincidência porque aberração para mim é ter ódio de alguém que um dia você amou.
Eu credito em coincidências, convenhamos tem coisas que sem esforço nenhum acontecem, faz nosso coração vibrar, são muitas evidências dessas coincidências na minha vida, a vida zomba dos nossos sonhos, dos nossos desejos.
Não preciso explicar o óbvio, nota a ironia, a loucura, vejo coisas onde não existe, mas mulher tem que ser independente, estudar, ter vida profissional, ser louca de paixão por alguma coisa que não seja família.
Ser propriedade de sua própria vida, amar uma boa conversa e muita música, amar o que é verdadeiro e deixar ir o que por um tempo foi eterno, não dá para misturar os sentimentos.
Hoje tenho tempo de sobra para tudo ou nada, seria muito atraente resolver os mal-entendidos dos nossos últimos encontros, rezar, sem ter realmente necessidade de pedir algo.
A vida não é justa, nunca foi, vivia sob empurrões até que um homem bem-sucedido me pediu em casamento e esse sentimento se sustentou sem a ressaca do fim, sem o disparate de duvidar que não seria possível.
O olhar vazio deu lugar a sorrisos largos, um homem humilde como eu sempre sonhei, eu vivia rindo que nem uma boba, achando-me paranoica por ter um homem inteligente, feliz, boa praça ao meu lado.
Estou me sentindo péssima em não me achar digna desse amor, a gente não deve questionar os desígnios de Deus, pelo menos sob esse aspecto estou muito feliz, tenho um marido interessado em me fazer feliz, não me leve a mal, mas eu amo o fazer feliz também.
Sou filha única temporã em tão você já sabe que todas as expectativas foram holofoteadas em cima de mim, não por mero acaso, afinal a causa era justa, minha mãe já tinha desistido da maternidade tardia, seu coração estava encharcado de desesperança.
Ninguém aprovava muito nossa intimidade, era estranho alguém se dar tão bem com um ex-amor, mesmo que eu arriscasse dizer que não sobrou mágoas entre nós, ninguém se convencia. As pessoas me diziam que em qualquer casamento só há espaço para duas pessoas. Ok. Entendi. Mas sou amiga e não concorrente.
Pra deixar bem claro! Shampoo pra tirar ex da cabeça não existe....Quer tirar ex da cabeça? Me procura!!!!
A propósito de “Três pontos ex... citados”, peça de Carlos Alberto Sousa
Acabei de ler (reler, para ser exato) “Três pontos ex... citados”, texto de Carlos Alberto Sousa, em que ele apresenta uma peça de tese ou conceitual.
Eu gostei à primeira leitura do texto, que já vou chamar de literário, porque se revela desprovido dos elementos cênicos, como palco, música, luz e figurinos. O teatro, propriamente dito, remete ao espetáculo, à representação no palco. A rigor, teríamos o texto (literatura) e sua apresentação no palco (espetáculo). Segundo Aristóteles.
Mas, voltando à peça, o autor coloca em discussão algumas questões há muito conhecidas de nós, quais sejam, o fideísmo, o ateísmo e a luta de classes. Ele inclui também, com muita competência, elementos pop – o tráfico, o rock, o sincretismo religioso – e elementos metateatrais – o fazer artístico em debate.
Numa peça breve, composta por oito atos brevíssimos, Carlos Alberto narra uma história bastante interessante, em que os personagens são dirigidos por um diretor manipulador e ávido de messianismo. Enfim, um Brecht às direitas.
A trama – envolvendo o elenco (os “bíblicos” Paulo, Davi e Sara, especialmente) e o diretor – trata de uma tragédia (com a presença dos elementos clássicos, inclusive o recurso do chamado “deus ex machina”, consubstanciado pela presença da Bailarina). Isso fortalece o argumento de que estamos diante de um texto literário que, ainda segundo Aristóteles, precede e se sobrepõe à montagem teatral, ao espetáculo. (Por isso, o cinema nunca será literário!)
Já tive a oportunidade de assistir, no Teatro Municipal de Cabo Frio, a uma performance de autoria de Carlos Alberto, a qual me deixou muito impressionado com o talento com que ele havia conduzido o texto e dosado a densidade temática. Com “Três pontos ex... citados”, não é diferente.
Aliás, mesmo quando faz versos, meu confrade e amigo Carlos Alberto deixa transparecer seu lado dramaturgo. Isso – em vez de restrição – é um elogio. Aristóteles, de novo, não me deixa mentir.
Mais que impressionado com a peça filosófica “Três pontos ex... citados” que acabo de reler, já me vejo torcendo pela montagem dela. Gostaria muito de ver (o verbo apropriado é “interagir”) Paulo, Sara e Davi no palco. Pois, ao contrário do filósofo grego, tenho certeza de que será unir o útil ao agradável. Com perdão do lugar-comum.
