Eu nunca fui...
Eu nunca fui de acreditar em um destino pronto, onde tudo está predeterminado, prego batido e ponta virada, pois sei que nosso livre arbítrio e nossas escolhas podem mudar tudo na nossa trajetória.
Entendo que não existe acaso e que alguns encontros e desencontros precisam acontecer; é como se de alguma forma a gente tivesse mesmo que encontrar no caminho tropeços, sorrisos e recomeços, até que chegue o momento em que a gente se encontre e encontre a paz. No mais, eu também acredito que mereço ter felicidade e nunca deixarei de crer que sou digna do que há de melhor na vida, por isso, olho para as minhas marcas e agradeço as minhas feridas, pois elas também me trouxeram até aqui.
Nildinha Freitas
Vivência.
Hoje eu vejo as coisas
De maneira que eu não via
Nunca fui de muito me atentar
Queira ou não queira
Cada qual tem seu jeito
Nunca fui de ter jeito pra nada
E meu mundo era perfeito assim
Creio que há mais sentido
Em não buscá-los
O tempo sempre traz a direção
E eu jamais sentia pressa
Promessas
Nunca fui de acreditar ou não
Nem duvidar
A verdade vem no vento
Vem depressa e devagar
Nunca fui de escolher
Qual dor eu queria sentir
Não se pode evitá-la, ela vem
Fui deixando a vida decidir por mim
Eu gostava de verdade
Era só de viver
Montar os quebra-cabeças que a vida traz
Desde o início ela trazia
Eu, por não ter aprendido mentir
Não busquei saber se era verdade
Nem jamais pensei que a vida fosse
Fácil e nem difícil: eu vivia.
Gostava de andar na chuva
Olhar o trem de longe, ouvir o sino na igreja
e os passos lá fora, quando era de madrugada
Nunca fui de espera ou de esperar
Pra falar a verdade, eu nunca fui de nada
Sonhava escrever poesia
Arquitetar um jeito de exprimir o que eu sentia
Assim como Deus é o Poeta
Que arquiteta a vida da gente
Numa métrica milimetrada
E que coloca, lá na frente, um tempo
Onde a gente passe a ver as coisas
De maneira que não voltemos jamais
A ser quem já fomos um dia
E nem nunca mudar nada, além de nós
As coisas que vemos ou não
Elas vão permanecer iguais
Antes...após!
Edson Ricardo Paiva.
Fria eu nunca fui de fato, mas sim culpada de ultilizar da frieza como defesa, eu sou uma das pessoas mais intensas que já ouvi falar, eu sinto tudo ao extremo, seja dor, decepção ou paixão... Todos que passam por mim, comentam o quanto eu sou fria e as vezes até egoísta, mas a verdade é que esse é único jeito de se proteger de todos.
Eu tentei fazer do jeito que todos acham melhor, mas não é pra mim, eu sou intensa demais e extremamente desequilibrada ou eu sou 0,8 ou 8.000 eu não sou uma desequilibrada comum eu sou ao extremo, eu amo o amor, mas não consigo suportar a dor, eu sou quebrada desde que me conheço por gente, então não me peça pra ser parte da sua vida, porque eu sempre estarei lá, mas nunca de fato estarei presente lá...
A menina que sonhava alto e vivia de pernas pro ar.
Eu nunca fui de firmar os pés no chão,
ao mesmo tempo que estava aqui, tava lá.
Pode me comparar com um circo caso queira, a mulher que sempre quer mudar.
Que coleciona sorrisos onde quer que vá.
Que se reinventa, que inspira, se inspira, que aprendeu a se amar.
Pode me comparar com um rodeio também. A mulher repleta de emoções.
A menina de sonhos grandes e aparentemente impossíveis de conquistar.
Que transborda força, raça, que não teme obstáculos e topa qualquer parada.
O touro que poucos montaram, a montaria mais cobiçada.
A mulher tachada de louca que só queria asas pra garantir seu voo.
Inclinavam se os pescoços e elevavam seus olhos para falar comigo, como se eu fosse um pássaro e sarcásticos diziam:
Desce, se não cai.
Mas eu nunca firmei os pés no chão,
quem me conhece bem vai dizer que um
trailer parece perfeito pra eu chamar de lar.
A menina que sonhava alto e vivia de pernas pro ar.
"E eu, que nunca fui muito fã da escuridão, me encantei pelo negro dos seus olhos.
Eu, que sempre fui um bom jogador, perdi jogando os seus jogos.
Eu, que nunca gostei de excessos afetuosos, me regozijava na dança dos nossos corpos.
Eu, que sempre fiz da tua companhia meu paraíso, hoje faço da sua ausência meu purgatório.
Eu, que de amor, me tornei um ébrio, hoje de solidão meu coração está sóbrio.
As festas da minha paixão, sua indiferença, apagou os fogos.
Minhas palavras de amor, graças à ti, hoje são um misto de desgosto e ódio.
O teu sorriso é o oceano onde me afogo.
Na madrugada, sonho que estou junto à ti, a manhã vem e infelizmente, sem você, acordo..."
Nunca fui metade daquilo
que eu poderia ser...
Sempre fui inteiro no
que sou para um dia
amar você!
Eu sempre estive te esperando, mas nunca fui notado pelo seu coração, mas ainda sim não me entrego sem lutar;
Eu sou civil, pipa avoada, contador de história e revolucionário.Nunca fui e nunca gostei dos iguais sou da família dos diferentes. CDF não preferi ficar no fundo da sala com os repetentes. Afinal nunca tive patrão, aprendi a tocar violão de ouvido, a cobra venenosa que me mordeu morreu ela, e quem ganha na briga de rua é o primeiro que dá o primeiro tapa,e sai correndo....por que rostinho que mamãe beijou vagabundo nenhum põe a mão.
Eu nunca fui tão feliz em poder enxergar.
Guardarei seu rosto por toda eternidade em minhas memórias,
eternizarei sua beleza em meu
coração,
amarei cada um dos seus
detalhes
e quando eu viver o luto por sua
perda
viverei a saudade do amor que me trouxe
vida.
"Sou desconfiado por não ser amado, nunca fui beijado por você, até hoje, o que você queria, minha amada!..."
nunca fui do tipo que buscava um escape
Sempre enfrentei a realidade frente a frente
Acreditando que um dia eu ia tá preparado
Mas no final das contas quem e prepara a gente?
Nunca fui fã de cantadas, mas, já ouvi muita canção te imaginando os serias, deve ser tão bom se ti à hoje, há o posso tocar.
Nunca fui fiel
Mas sempre cuidei dos meus
Sofri para conservar
Gritei para postular
Tive muitos amores
Mas sempre amei sozinho
Nunca extrair sentimentos
Mesmo naqueles momentos
No despertar da dor
Não sei se sou feliz
Porque só vivo o momento
Fico aqui pensando com uivar dos ventos
Sofro sozinho só naquele momento
Quando tenho que gritar de dor
Eu estou aqui
Sinceramente? Nunca fui de agradar, puxar o saco, correr atrás, sou do meu jeito simples, honesto e sonhador. Nunca fui muito bom em relacionamentos, em presentear ou bajular, minha sinceridade muitas vezes não é compreendida como deveria, mas acha que vou mudar? Nenhum pouco. Prefiro uma verdade dolorosa a uma mentira confortante, prefiro um não honesto a um sim falso, faço isso por que aprendi a ser honesto comigo mesmo. É por isso que do destino o que surgir eu vivo, pois vem verdadeiro, escancarado, vem em pedaços, mas de coisas inteiras. E sendo honesto a minha saudade é verdadeira e não só do passado, mas a saudade do futuro que ficou prestes a acontecer, mas que alguém de vida iludida preferiu fugir. E sendo assim vou sendo mais confiante, mais feliz, mais verdadeiro e, por fim, torno-me o reflexo da minha alma, acabo transparente, o que me vê é o que sou. Não há portas entreabertas, meias palavras, um meio amor, uma meia vontade, quem vive assim tranca as portas ou as escancara, não vive de metades, nem de amor e nem de saudade, quer: é tudo ou é nada. Se chegar na dúvida vou lhe devolver saudade e a paisagem de me ver indo embora.
