Eu nunca fui...
“Nunca fui segunda opção e nunca serei submissa a quem não me valoriza. Não nasci para ser opção de ninguém, nem para me curvar aos caprichos de quem se acha superior. Meu respeito se conquista, minha presença se merece, e minha força não admite submissão. Quem tenta me diminuir ou me colocar no lugar de segundo plano logo descobre que está lidando com alguém que não se dobra, que não implora e que não aceita migalhas. Eu sou inteira, intensa e imparável — quem não me enxerga assim, não merece nem meu tempo, nem meu olhar. Aqui, ou você reconhece meu valor, ou desaparece da minha vida.”
Gláucia Araújo
Já vou
Já fui..o que nunca fui..
Me doei..empenhei..chorei
Alimentei -me de esperança
Cheguei perto..onde não se alcança
A vida não sorri igual
Fiquei longe..e sempre fiz o bem..nunca usei o mal
Afinal...a luta está no final..
Onde muitos nunca se esforçaram...e ganharam..muito mais ou igual .
Sei que a dor..vai passar..
Sei que as cores vão voltar..
A pintura da razão..vai.me alegrar
Porque quem nunca acreditou
Ficou parado..e não se salvou..
António José Ferreira
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Não sou de deixar ninguém na mão.
Nunca fui.
Não abandono o barco no meio da travessia.
Sei lidar com tempestades e remar mesmo quando cansa.
Mas aprendi que nem todos que estão no barco estão remando.
Alguns apenas observam, esperando ver até onde ele chega.
Não gosto da desistência.
Por isso, quando percebo que alguém não faz questão, eu vou embora.
Porque quando dois remam, o barco avança.
Sozinha, eu até sigo…
mas não fico carregando quem escolheu ficar parado.
Quero alguém que cresça comigo,
que some força, não peso.
Que me dê motivos para ser quem eu sou,
e nunca me transforme em alguém fraco
ou em um perdedor.
Nunca fui santo e com as minhas palavras aprendi a me defender...
Nunca estive certo em minha confusão, mas também nunca...
Fui rebelde em meu coração;
Só quero gritar para o mundo...
O meu mundo melhor dizendo
O quanto luto
Pela minha felicidade;
Nunca fui bom exemplo para nada mas existo e persisto viver pelo bem que acredito. Não sou menos e nem mais importante que as menores das criaturas, que neste tempo comigo, habitam este mundo. Tudo tem sua razão de ser, neste momento e pela eternidade.
Nunca fui casa
fui sempre estrada.
Gente passa, pisa, promete voltar,
mas nunca fica.
Carrego oceanos no peito
e sirvo em copos pequenos.
Assusto. Transbordo.
Sou chamada de demais
por quem oferece de menos.
Amo como quem incendeia
e depois treme no frio das cinzas.
Dou tudo antes de pedirem,
fico vazia antes de perceber.
Nunca fui amada
ou talvez fui,
mas em volumes que não alcançam
a altura do meu grito silencioso.
Tenho fome de um sonho
que respira atrás do vidro.
Eu encosto a testa,
vejo a vida lá dentro,
luz acesa, música tocando,
e eu do lado de fora
aprendendo a sorrir para a vitrine.
Viver dói porque eu sei
o gosto do que ainda não vivi.
Morrer assusta menos
do que continuar esperando
o milagre de ser escolhida
sem precisar me diminuir.
Sou exagero,
sou febre,
sou amor sem manual.
E talvez o erro nunca tenha sido
ser intensa
mas ter tentado caber
em corações
com medo de incêndio.
Nunca fui de ler o mesmo livro duas vezes, fiz na esperança de um final diferente,
mas entendi que algumas histórias
não mudam o fim,
mudam quem a gente se torna ao fechar a última página.
E não estou falando de livros
Espantalho
Já derramei muitas lágrimas,
Já expeli muito suor,
Nunca fui o suficiente,
Mas sempre dei o meu melhor,
Por pouco não me entreguei,
Já quis desistir eu não nego,
Vi muitas coisas que me deixaram triste,
Por isso finjo ser cega,
O medo e a insegurança,
Tem sulgado minhas energias,
O medo leva minha esperança,
A insegurança leva minha alegria,
Sou formada de retalhos,
Vários pedaços machucados,
Algumas são cicatrizes recentes,
Outros são feridas do passado,
E é por isso que eu,
A menina feito de retalho,
Para espantar aquilo que me faz mal,
Me tornei um espantalho
É porque ainda tenho medo, nunca fui tratada tão bem, mas também sei que se acabar vai doer em dobro.
Nunca fui fã de cantadas, mas, já ouvi muita canção te imaginando os serias, deve ser tão bom se ti à hoje, há o posso tocar.
1528
"Duas coisas que não sou e nunca fui: 'Entendido' em Deus e em Religiões e Mentiroso. Uma dessas entre aspas, naturalmente!"
1548
"Mais duas coisas (ou situações) que nunca fui (passei) nem pretendo: Poeta e Cantor de Ópera. Se não sou, por que eu diria? Ou não diria? Hum!"
0034 "Há locais e eventos aonde nunca fui e, espontaneamente, não pretendo ir. Os tais 'Bailes da Terceira Idade"', por exemplo!"
"O sabor do Amanhã"
Nunca fui uma pessoa muito participativa
Em dias festivos, nem sempre estava presente..
"Talvez amanhã", eu sempre dizia,
Mas quem é que promete que esse amanhã chegue?
Apesar de ser assim, não é que eu odeie sair
Raramente saio de casa, mas quando saio, tudo é novo..
Cada saída é uma descoberta, uma memória
Acaba sendo mais um motivo para sair!
E quando percebo, já se passaram horas e horas,
Já está na hora de retornar; eu presumo
O quão passageiro pode ser o amanhã?
Quando vejo o tempo passar, uma melodia toca no ar..
Só depois de um longo tempo percebi,
O quão doce o amanhã poderá soar!
O Peso da Liberdade
Nunca fui totalmente livre. Sempre havia algo – ou alguém – que me amarrava. A sensação de liberdade e paz sempre existiu dentro de mim, mas com o tempo, tudo parecia ir por água abaixo. Lá estava eu, presa a compromissos que mascaravam a realidade, tentando me convencer de que eu era feliz.
Hoje, percebo que tudo aquilo era apenas uma forma de manter a união. Se fosse agora, jamais entregaria meu cem por cento. Nunca mais me deixaria para traz por completo. Daria apenas cinquenta por cento – o necessário, o justo.
Afinal, tenho a minha vida, meus compromissos, minhas vontades e meus ideais. E nada disso merece ser silenciado.
Meus professores não tinham nomes gentis, foram a tristeza, o sofrimento e a incerteza. Nunca fui um bom aluno, por isso ainda tento decifrar suas lições.
Afinal, menino levado faz o que? Travessuras? Sempre tive cara de travesso, mas nunca fui levado -- Me levaram é claro, mas para outro lugar -- Levado fui de minha morada ao descobrir que nunca fora minha. Agora levo-me e levo pessoas como a minha morada. Assim consegue-se carregar para qualquer lugar, até mesmo uma outra casa. De casas entendo, já morei em várias, algumas, me sentia em casa, já outras, nem tanto -- às vezes, sentia que minha casa era mais casa do que onde morava.
Minha casa desabou. Como? Não vi, uns pedreiros foram lá reformar, não, na tentativa de mascarar as dores causadas à casa -- particularmente adoro maquiagens -- sofreu de reforma. Os pedreiros teriam realizado um trabalho impecável se não tivessem esquecido de reformar as pessoas que lá moram. Uma nova casa com hábitos antigos. Pensei a respeito dessa frase. Seria no futuro -- pós reforma -- que os hábitos que perpetuaram décadas de convivência em sua morada, se tornaram o passado? -- pós reforma. Conseguira ela -- a casa -- dispor deste vasto poder sobre o tempo ao mudar a cronologia das ideias ao presentear ao passado o presente? Se alguma coisa mudou, foi a casa, e eu, me mudei de lá.
Vontades
Nunca fui boa em verbalizar tudo o que penso.
As vezes até escrever, por vezes penso a frente do que falo e escrevo.
Mas, já sei que isso não me faz incapaz, nem anormal. Apenas não sou a todos igual.
Me pego com dúvidas: entre elas está o que é abrir mão das minhas vontades?
Ouvir: - você não consegue ir contra suas vontades?
Você só faz o que têm vontade?
Você faz o que quer?
Então, paro de fazer o que tenho vontade, e aí quem fica?
Faço o que é preciso, isso te basta?
Eu consigo ir contra o que tenho vontade, mas é o que realmente faz a essência de ser eu?
Eu fazia o que tive vontade, até aqui, por van imaginação.
Imaginei ser leve, achei que conseguiria ser feliz, e fazer... feliz por ser levemente autêntica.
Mas tenho que fazer o que incomoda menos aos próximos a mim, mesmo que isso significa abrir mão de mim mesma.
Só é lamentável que eu acabe passando isso para quem não quero. Quero passar a imagem de quem luta para ser feliz. E aqui deixo meu pedido de PERDÃO.
