Eu nunca fui...
como ninguém é perfeito vou conta meu defeito se liga ai irmão?
eu nunca fui de gostar pouco .ou eu gosto ou não gosto é desse jeito.
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Eu continuo aqui. Cabelo branco da tinta
que escorre do teto.
Nunca fui um bom pintor.
Nem mesmo de paredes,
como agora.
Tento cobrir o amarelo do passado...
Duas, três demãos e ele insiste, recalcitrante,
no fundo...
Tenho até o feriado.
Depois da bagunça e dos retoques
eu irei embora.
Minhas mocinhas ruminam
à minha espera.
Elas engordam sob meus olhos.
Pena não viverem nas metrópoles,
como na Índia.
Pena...
Saudades de brincar
com crianças
que não nasceram,
saudades inatingíveis...
Eu nunca fui muito de namorar, mas quem não gosta de um relacionamento sério, mas se for pra ficar de brincando de casal, prefiro ficar de reggae que é mais legal .
Nunca fui exemplo de estudante intelectual. Mas confesso que olho para trás e pergunto-me como eu seria hoje, caso tivesse realmente me interessado em estudar.
Sabe, nunca fui contra a teoria de:"eu afundo, mais voce se afoga junto!"
Acho isso muito legal, e tambem leal. Nao leal à outra pessoa, e sim a seu orgulho. Nao importa que os outros pensem que sou alguma coisa que nao sou, só quem vai pensar, é quem nao me conhece. E eu nao preciso da opiniao de alguem que nao me conheça.
Pode até ser considerada justiça, mais para mim jamais passará de vingança.
Lembra daquele prato que se come frio?? e muitas vezes, até sujo, mais, estando ou nao ao meu alcance, eu vou fazer de tudo para te infernizar.
Achem oque quiser, meu orgulho é maior que humilhaçao, mais nao maior que a sede de vinhança.
Entao, se a vingança manda que eu me humilhe, eu vou me humilhar, dançar conforme a musica. Quem me conhece saberá os meus motivos, mais quem nao me conhece, eu deixo que fale :)
Eu nunca fui daqueles que fazem sentido, sempre fui a pergunta e a resposta de todos as minhas dúvidas. Meus problemas, meus medos e o vazio que eu sinto sou eu mesmo solução.
Você me desvenda só de olhar para mim. Comigo ninguém nunca foi assim. Logo eu que nunca fui muito de olhares.
De fato eu sei, nunca fui nem vou ser perfeito. Então porque se sente no direito de cobrar e condenar, sendo que só Deus pode nos julgar.
Nunca fui bom em demonstrar sentimentos, nunca. Mas quando se trata de você, é como se eu estivesse ouvindo uma musica e decorado a letra só de ouvir pela primeira vez.
Sinto saudade de momentos e não de pessoas!
É, eu sou fria, mas não calculista, nunca fui muito boa com os números.
Aprendi apenas a diminuir e a somar.
Diminuir o número de pessoas que não somam na minha vida!
Eu queria entender esse seu olhar. Juro, eu queria! Você me olha e me ama, como nunca fui amada antes. Mas quando fala, sinto o ódio por todos os poros da sua pele. Não entendo. Porque me ama, se me odeia? Ou seria, Porque me odeia se seus olhos revelam amor? Não entendo.
Palavras, olhares. Não há muito sentido nisso, não há lógica qualquer pessoa diria. Ou me ama, ou me odeia. Esse jogo não me interessa mais. Quero o inteiro, não a metade. Ninguém é feliz com metade. E metade por metade prefiro o nada. Que nada causa, nada perturba, nada, nada.
Eu nunca fui do tipo que chamasse atenção, no quesito sedução sempre fui abaixo da média, em todo tempo que passei na escola se fui lembrada era por ser CDF, queridinha dos professores e só, nunca por atributos físicos. Nunca me achei a mai...s bonita, a mais atraente, mas também nunca vivi em briga com o espelho. Sempre fui desajeitada, avessa a moda e completamente desligada nas últimas tendências, mas isso nunca me impediu de conquistar pessoas e ter amigos bacanas ao meu lado. Via as meninas populares da escola, faculdade, academia e nunca me senti atraída pelo seu mundo, achava aquilo futilidade, besteira. Mas um dia comecei a achar que merecia algo mais, comecei a achar graça naquela mediocridade toda e aí começaram a me enxergar. Abandonei a turma do ‘deixa-disso’ e mergulhei de cabeça na turma do ‘deixa-rolar’. Pararam de me lembrar como a amiga de fulano, a que apartou a briga de beltrano... Agora eu tinha um nome, tinha uma turma, tinha uma história que eu não precisava dividir com ninguém, pois todos já sabiam. Eu, logo eu, passei de invisível para O foco. E tudo era novo, adrenalina pura, sensação de fama, de bairro e baladinha, mas ainda assim fama. O tempo foi passando e via que precisava sempre de novidade para permanecer no grupo dos “populares”, um ficante novo, um porre novo, uma balada nova, um vestido novo... E aquilo foi cansando, frustrando. No meu grupinho dos ‘despercebidos’ a atração era eu, não minhas novidades. Eu era querida pelo que eu era, não pelo que eu provocava. E hoje percebo como fui boba em achar que precisava chamar atenção pra ser vista, que precisava esconder sensibilidade pra ser desejada, que precisava ser popular pra ter amigos. Bom mesmo é ter pessoas que curtem a sua presença sem você precisar ser adorada por outras, pessoas que se importam com você mesmo você sendo a última da fila. E é esse grupo que eu pertenço, que eu sempre pertenci, que eu sempre me senti em casa.
Quermesse
No mês de agosto
tem festa no templo
e eu que nunca fui,
aguardo a cada momento
para logo chegar
o final de semana
em que irei me esbanjar
com uma galera bacana.
Então já é domingo,
o primeiro do mês.
Lá pelo fim da tarde
vou conhecer
essa festa famosa,
formosa, feliz,
com comida gostosa
e quando voltar
eu conto procês.
