Eu Amo meus Inimigos
Eu sou sua
Você sabe que eu sou sua,
meu coração pulsa no ritmo do seu.
Meus pensamentos te desenham,
e quando dá água na boca, é sede de você.
Eu te canto em melodias secretas,
meus poemas têm teu nome gravado.
Seja na dor ou no amor,
é sempre você, meu destino traçado.
Ao comer, guardo um pedaço pra ti,
e o café ganha sabor quando é com você aqui.
Nossos passeios sob a luz do luar,
momentos que fazem meu coração bailar.
Dormir ao teu lado, despertar no calor,
namorar você é meu maior louvor.
Eu te pertenço, em corpo e alma,
sou tua, em cada gesto e na mais profunda calma.
Talvez eu não esteja vivendo o melhor dos meus dias.
Nesse mundo caótico, nem sei como agir.
Acho que vou levando os dias como se leva os olhos.
Pra onde quer que o rosto aponte, é também pra onde meus olhos me levam.
Ser poeta por que
Para escrever e depois morrer?
Sim, eu quero ser, ao menos meus escritos ficarão estampados com sangue nas rochas da terra.
Então, eu contemplei o mar
E foi tanto verde, foi tanto azul
Que dali, quando tirei meus olhos
Minh'alma não se afastou
Agora, para matar a saudade
Marejo de lágrimas o olhar
Para salgar a lembrança
... da maresia, e do mar
Eu tinha acabado de colar os meus cacos, eu tinha acabado de conseguir ficar de pé...eu tinha acabado...de ressuscitar. Você me trouxe a felicidade de novo....mas me deixou sem ela.
Cair para frente
Eu ando, mas não sei para onde,
meus passos são ecos em ruas vazias.
O que antes fazia sentido, se perde,
o que antes era luz, agora é névoa.
Busco algo que nunca encontro,
um norte que me escapa das mãos.
Se existe um caminho, não o vejo,
só sinto o peso de continuar.
E quando tropeço, não há quem segure,
o chão me espera de braços abertos.
Mas mesmo assim, caio pra frente—
como se o destino zombasse de mim,
me empurrando sem me deixar parar.
Para meus leitores imaginários, sim, eu sou hipócrita, como não seria sendo gente? Feliz ou infelizmente, as pessoas acabam por se contradizerem, mudarem de caminho, como muitos dizem "o mundo da volta" ou "a ocasião forma o ladrão". Mas, claro que eu sou hipócrita com limites, são hipocrisias sutis, eu diria, como mandar indiretas, julgo muito quem o faz, mas também o prático.
Desconheço-me
Para ser sincero, nem eu me conheço.
Não sei meus limites, nem os caminhos que me moldam.
Ignoro meus pontos fortes e tropeço nos fracos.
Não sei o que me agrada ou o que me afasta.
Não sei onde estou diante dos meus sonhos,
se os persigo ou se deles me escondo.
Mas, por falar no que desconheço…
como você está? Tem pensado em mim?
É estranho estarmos tão distantes,
separados por olhares e ideias,
e ainda assim, sentir essa ausência
como se fôssemos parte um do outro.
Perguntou quem sou?
Sinceramente, não sei…
Mas de uma coisa tenho certeza:
sem você, sequer existo.
Eu...
Eu me odeio por te amar,
Me odeio por não conseguir tirar você dos meus pensamentos e sentir sua falta a todos tempo.
Eu me odeio, não só por ter você dentro do meu coração, mas por não ter forças de tirar você de lá.
Por não conseguir me amar como mereço e por dedicar cada momento meu a você, sim eu me odeio.
Eu me odeio por ser tão dependente e carente da aprovação alheia, mas principalmente por depender tanto de você para estar bem.
Eu me odeio por me importar tanto com você, por te colocar em primeiro lugar em tudo, mesmo sabendo que você não faz o mesmo por mim.
Eu me odeio por te idealizar, por criar expectativas em cima de você, por esperar algo que você nunca vai me dar.
Eu me odeio por me iludir com suas palavras, com seus gestos, com seus sorrisos, que me fazem acreditar que você me ama, mas que no fundo são apenas ilusões.
Eu me odeio por ser tão fraco, por não conseguir te esquecer, por não conseguir seguir em frente, por continuar te amando mesmo com toda essa dor.
Eu me odeio por ser tão tolo, por acreditar em contos de fadas, por esperar um final feliz ao seu lado, mesmo sabendo que a realidade é bem diferente.
Eu me odeio por ser tão eu, por ser essa pessoa que te ama incondicionalmente, que te perdoa em todos erros, que te aceita como você é.
Eu me odeio por ser tão seu, por te entregar meu coração de bandeja, por te dar todo o meu amor, sem esperar nada em troca.
Eu me odeio por ser tão apaixonado, por te amar com todas as minhas forças, por te querer ao meu lado para sempre, mesmo sabendo que você nunca será minha.
Eu me odeio por ser tão sonhador, por acreditar em milagres, por ter esperança de que um dia você vai me amar de volta, mesmo sabendo que é apenas um sonho.
Eu me odeio por ser tão eu, por ser essa pessoa que te ama, que te odeia, que te quer, que te esquece, que te perdoa, que te idealiza, que te espera, que te sonha, que te ama.
Meus sonhos são como barcos parados nos ancoradouros, quando acordo, a realidade é patente: Eu nunca embarco como uma intrépida viajante, corajosa desbravadora de travessias ainda desconhecidas, e me abstenho de prazerosos deleites, incríveis jornadas, que ainda poderiam existir no por vir!
AMIZADE
Eu acho que eu conseguiria sobressair
Sobre meus amigos
Mas se eu fizesse isso
Eles não seriam meus amigos
Eu cura.
Eu morte.
Eu ajuda.
Eu castigo.
Eu aqui para você ou para os meus?
Eu sou para escolher ou para escolher fazer?
Vim te salvar de todos ou te jogar para eles.
Quando teremos nossa vida em nossas mãos?
Quando deixaremos de confiar no saber do outro?
Sejamos detentores do nosso bem estar.
Não podemos ser sós.
Eu queria poder te ver todo dia nos meus sonhos, sentar ao seu lado e ouvir você falar sobre qualquer coisa, ver a sua risada, olhar para seus olhos e então poder me sentir viva de novo!
Eu que sempre defendo a filosofia de dizer o óbvio, agora estou no dilema entre meus desejos, receios e minhas convicções. Eu já revelei o que sinto em muitos sinais, gestos, sinônimos, recitei quase todas as palavras, falei cantando, mostrei cuidando, flertei brincando... Eu disse tudo, menos o óbvio. Agora eu entendo que o óbvio por mais simples e correto que seja, ele dá medo. Ele assusta porque é uma variante... ou ele cria um ponte ou ele levanta uma muralha... Ou ele une, ou ele sempara. O óbvio tende a ter resultados distintos, seu delta nunca tende a zero e por isso dá medo, uma vez na equação o óbvio sempre resulta em transição. Nosso medo não é do óbvio em si, mas da mudança que ele pode provocar. Por isso, reformulo minha teoria: O óbvio deve ser dito sempre que sua mente estiver preparada para perda na mesma intensidade com que anseia pela conquista e independente do resultado, seja fiel aos seus princípios!
