Esquina
Tenho andado pela mesma esquina todos os dias.Sabe aquele segundo que te separa do infinito? O momento no qual você escolhe, continuar atravessando e ver o caos acontecendo,ou parar para o ciclo fluir normalmente?
Tenho andado assim, pensando toda vez que passo pela esquina, se vou parar ou se deixarei o caos acontecer.Na verdade, eu queria ter que andar sem olhar para o chão.
A saudade apertou
Ando por ai querendo ti encontrar.
Em cada esquina fico a te esperar.
Pós a saudade bateu
E apertou meu coração.
Não sei mais o que fazer
Para ti encontrar
Por que ultimamente só
Ti encontro em meus sonhos em meus pensamentos.
Você dominou todo o meu ser.
É como o mar
Que invade o meu pensar.
Mas isso não é o suficiente
Para matar as minhas saudades de você
Por que só posso ti ver
É eu sinto uma necessidade de ti sentir, de ti tocar.
Por isso vou seguindo em frente
Quem sabe na próxima esquina eu possa ti encontrar.
mais de mim você não sai
pois esta guardado em um lugar muito especial,
em meu coração.
Dobrei a esquina, olhei de lado, atravessei á rua, subi a escada, desci a ladeira, busquei novos caminhos, segui uma nova estrada...cavalguei na relva, pulei a cerca, escancarei a porteira, me aqueci na lareira, corri no campo, pulei no rio, dancei na chuva, escorreguei no mato, nadei com a correnteza, agarrei as ondas, andei com pressa, abracei o vento, senti a brisa, matei saudade, vivi lembranças, desejei passado, olhei pra frente, toquei presente, tentei correr, cair na rua, me vi sozinha...te vi ao longe !
Fui mais perto, olhei em teus olhos, sentir tua boca...deitei em teu corpo, abracei teu rosto, marquei teu cheiro, tatuei teu toque, ouvir teu silêncio, gargalhei com tuas palavras, brinquei de esconde- esconde, cair no poço.
Rolei em teus braços, tropecei em teu rosto...cabelos em desalinhos, coração acelerado.
Paixão desenfreada, amor sem medida, desejo, vontade...
Chorei, não consegui.
Perdi você !
A vida tem algumas quadras tão compridas que mal dá para ver a esquina
Nesta pequena jornada vivida, dividida agora em quadras, vou percorrendo a primeira calçada com apressados passos para chegar logo na esquina, e caminho planejando e decidindo se vou dobrar e continuar na mesma calçada ou atravessar a rua. Em meio a meus apressados passos deixei de ver o velhinho lendo jornal, a cafeteria que abriu, não percebi o cheirinho do pão quentinho da padaria…o gato da menina que caminhava pelo parapeito daquela construção centenária, agora reconstruída…a moça que cantarolava…e a vida que passava…
Na próxima quadra, vou andar não tão com pressa e viver cada metro da calçada…
O amor virou uma banalidade como uma buji nganga qualquer de 1,99, em qualquer esquina você encontra e leva para casa essa bagatela.
O problema é que produtos baratos não tem prazo de validade, não têm manual, dão defeitos, quebram rápido e não têm posto de trocas.
"Onde o Eu Se Desfaz no Nós"
por Sezar Kosta
Na esquina do tempo, onde o sol não se apaga,
nasceu um silêncio que fala, um espaço sem pressa,
um cálice de alma que transborda em nós —
e o meu peito, antes ilha, virou mar,
onde seus olhos naufragam em festa.
Foi ali que o “eu”, cansado e só,
deixou a máscara e se fez ponte,
um traço de luz sobre a água escura,
onde o desejo se fez verbo e se fez canto,
e o medo, enfim, se tornou esperança.
Ah, o amor! — esse rio desobediente,
que não cabe em palavras, nem em rimas simples,
que nasce da terra bruta do silêncio interior,
e cresce, selvagem, entre as pedras do tempo,
até que o mundo inteiro se curva ante o seu encanto.
Naquele lugar, o corpo se fez verbo,
a pele, poema; a respiração, canção,
e o coração, esse velho marinheiro,
aprendeu a navegar na imensidão do outro,
sem perder de vista a luz da própria estrela.
Se o mundo era antes um espelho quebrado,
hoje é um quadro pintado a duas mãos,
cheio de cores que só o amor sabe misturar —
o teu riso, meu abrigo; o teu silêncio, meu verso;
e a certeza de que o “meu” é sempre “nosso”.
Por isso volto, noite após noite,
a essa ilha onde o tempo se desmancha,
para regar a flor que a vida plantou,
onde o amor não se prende, apenas se entrega —
e o eu se dissolve, suave, no abraço do nós.
Há quem queira me deixar louca
Primeiro ache minha sanidade
Perdida em alguma esquina
Bebendo com o juízo
A 7 CHAVES 🔑
Hoje me encontrei nas ruas dos meus pensamentos,
onde, em uma esquina, sempre vejo você passar.
No desencontro dos meus medos,
vivo um dia de cada vez,
um pouco de cada instante,
me revelando através da esperança...
Esperança de encontrar,
em uma parte singela das nossas conversas,
um segredo revelado —
feito de gentilezas, afeto, carícias,
palavras e músicas.
Gosto de você...
mas não como todos gostam.
Gosto de um jeito meu, especial —
guardado a 7 chaves 🔑,
que se revela com ternura e amor 💘.
O amor de um coração
que tantas vezes se perdeu
com medo de ser feliz.
Nada é tão singelo
quanto ver você sorrir...
e, nesse momento, sentir
que você me traz paz.
Que nossa presença
revela o segredo dos desejos
dos casais mais apaixonados —
resgatando o que um dia se perdeu
pelo simples desejo de viver.
Fhayom
No caminho
Segue pelo caminho da vida.
De todo o vivido esquecida.
Depois de cada esquina...
não sabe o que virá... mas não desiste a menina.
Alma doce e palpitante...
Espírito silencioso e melancólico.
São tantos os perigos da vida...
Não há indícios do que virá em seguida.
Pedras retiradas.
Montanhas escaladas.
Sentar à beira do caminho...
não aceita... não desiste... não quer jamais seu coração sozinho.
O sorriso se perdeu na esquina,
bateu com os dentes na quina,
voltou banguelo, mas ainda assim, feliz.
Na calçada, na esquina, na ruela, na praça, na viela,
Seus elegantes meneios mais uma vez não me escapam,
Continue sendo bom mesmo que em cada esquina a vida lhe dê um motivo pra ser ruim. Lembre-se que se existe algo errado é nos outros e não em você.
Retirante e Esquina Qualquer
Olhe para dentro de si, enxergue o melhor de si em outros e retire de você o melhor que sou.
Curitiba ....
Em Curitiba
Respira Cultura
Em cada esquina
Blocos e becos todas as ruas
Em Curitiba
Em meio as árvores
Flores e parques
As suas vistas coloridas
E o sol quase todo dia tímido
Suas manhas carregadas de fascínio
Noites estranhas porém ,cheias de vida
As ruas praças e em toda parte
Paradas são tão convidativas
Curitiba é luz
Curitiba reluz
Mas quando se apaga
É quando eu vejo mais
Curitiba é mais
Suas feiras sempre originais
Prédios imponentes tão descentes
Vigiando cada um nunca ausente
O clássico é vizinho do moderno
Se combinam em harmonia e universo
Centro centrado que inspira o futuro
Mostrando no presente o passado
Nela ando e não me canso
Calçadas desenhadas em um ar místico
Raízes culturais e afins
Veias artísticas essa é Curitiba
De tons e notas rítmicas
Ah nossa bela Curitiba
Ramalhete Cor de Cinza
E sendo mais esperto que um diabo
Na esquina quente de andar quadrático
No caminhar em círculos de uma escada
No sentar ausente à mesa
Na cadeira quebrada que balança
No olhar gelado e trêmulo
No andar de andor e lavar
No andor daquela dor
No passo em falso de um verdadeiro
No realçar da louça que brilha
No olhar orgulhoso de um não qualquer
No aperto de mão de uma amigável
No despertar de si e de ir
No encanto em meio ao meio
No meio todo em meios poucos
Na vida breve e desencantada
Na petiscada de um petisco
Na virada de ida da partida amiga
Oração ao tempo
Virou a esquina à frente,
E ficou para trás.
Mal passou,
E já chegou.
Amigo da cura,
E da angústia.
Tenha tempo, tempo.
Não corra!
Não pare!
É só tu marcar, pode ser na tua rua, tua esquina, no teu bairro, qualquer lugar do sistema solar, eu vou, juro, chego cedo só pra te ver chegar.
