Escrevo e parece que não Leio
►Para a Sua Inimiga
Escrevo hoje, escrevo para você
Alguém que não conheço e desejei conhecer
Alguém que tenta ao máximo se distanciar,
Talvez eu tenha te aborrecido, não sei dizer
Escrevo, desta vez "para valer", não uma historinha
Escrevo por gostar, agora direcionando para uma garotinha
Pequena, de cachos morenos e pele idem
Talvez me considere um desconhecido, um ninguém
Tudo bem, até há motivos para tal julgamento
Peço apenas um segundo seu, um breve momento
Para saborear este meu novo e detalhado texto
Meigo? De nenhum jeito, apenas suave, como o vento
Escrevo aqui, não para arrancar de ti risos
Escrevo apenas para dizer que entendo o que está sentindo
A solidão, ah, a solidão, que já escrevi muito
Mas, hoje escreverei algo mais vivo, para ganhar um sorriso.
Sim, você talvez não conhecerá outra pessoa como eu
Sou único? Não sei, acho que não, sou apenas eu, normal
Não tenho como te obrigar a viver uma vida fenomenal
Não sou como Peter Pan para surgir à sua janela,
E te levar a uma aventura, e te apresentar um novo amanhã
Peço desculpas por isso, viu? Sou uma pessoa comum,
Que escreve, e escreve errado, o que vê e sente, sinto muito
Mas, hoje estou aqui, formando um texto bem miúdo,
Para ver se você o aprova, perdoe-me se houver algum descuido.
Poderia escrever por linhas e mais linhas
Ou para cada estrela que você observar brilhando ao dia
Eu poderia formar uma música, como outrora eu já fizera
Mas, por que não algo mais singelo, um texto honesto?
Admito jamais ter escrito sobre uma solidão que não fosse a minha
Não sei como é a sua, mas a minha é destemida
Quando aparece, se torna minha arqui-inimiga
Mas, o que posso te dizer é que ela não é invencível
Ah não ser que você permita, caso contrário, ela pode ser destruída
Jamais se esqueça da amizade verdadeira, que faz aquela diferença
Que pode te ajudar, com certeza, a vencê-la.
Devo dormir, então vou resumir
Se você desistir de ser feliz, sua vida será sempre assim,
Um mar de esquecimento, um conto tenebroso, escrito por King
Posso dizer com total clareza que já me senti assim,
Foi horrível, mas criei um hobby, adivinha, escrever
Escrevi o suficiente para esquecer, para voltar a viver
Não estou totalmente curado da doença conhecida como solidão
Mas, hoje eu reatei meu relacionamento como o meu coração
Posso até dizer que estou feliz, e, em mensagens cômicas,
Também tento te fazer sorrir, mas sei que não irei conseguir
Por isso escrevo esse texto, que acabou se tornando extenso
Compreendo se não o ler por completo, não ficarei chateado
Saiba apenas que nem tudo o que é desconhecido é sinal de perigo
E nem todo o sinal de perigo vem do desconhecido
Assinado, uma pessoa qualquer, como você, como aquela que te magoou
Assinado alguém que erra, como alguém, que escreve também sobre o amor.
Não tenho o hábito
De escre(ver) com rimas.
Apenas escrevo o que
Con(verso) quando vou
A beir(amar).
Se pessoas realmente lessem o que escrevo, ficariam horrorizadas. Do contrário, me convidam para curtir páginas.
INVENTO-TE💘
Invento-te num livro só meu
Escrevo-te desnudando-te a alma
Sem pudor os segredos que guardas
Para amar-te nas certezas da vida
Com a paixão que me consome
Onde dispo-me das incertezas
Que me atormentam tantas vezes
Fogo que me queima por dentro
Neste livro que vou escrevendo de ti
Saboreio cada palavra, cada letra
Que te invento para despir-me de mim
Amor procurei-te na madrugada
Para me alimentar de caricias tuas
Escritas por mim em ti só em ti
Eu escrevo sobre um tempo diferente, das utopias e passados limitantes, dos futuros ainda não conquistados.
É apenas nesta realidade
Que tudo acontece de verdade
Este soneto escrevo só para ti
é algo que eu ainda não vivi
aqui vivemos os dois para sempre
um universo lindo eternamente
E os ventos levam minhas palavras
Por entre os mares e tempestades
MEU VIVER
Mais uma vez escrevo,
E me inspiro em você.
Driblo a incerteza e o medo,
Consigo a tristeza vencer!
Apenas por um momento,
Sinto que o tempo não correu,
Tão longe vai meu pensamento,
Nada que lembre um adeus!
Crio imagens e planos,
Todos retratam você.
Conto os dias e anos,
Nada me faz esquecer!
Embora o tempo passe,
Não passarei sem te querer,
Na poesias e nos sonhos,
Vou construir meu viver!
Rodivaldo Brito em 22.05.1983D
Controvérsias
Te escrevo esta lírica crítica poética
Como um tolo devaneio desta minha mente
Antes tão inerte, agora inquieta
Redijo substantivos e vocábulos
Tão mornos e oblíquos
Afim de encontrar acalento
À esta minha vida, morna e incerta.
De amantes a inimigos
Malditos escravos
De devaneios antigos
De estranhas aversões
Nossos nocivos estragos
Eu queria a calmaria
Do encontro das marés
Queria a melodia
Orvalhada dos ouropéis
Queria não ser tão estático
E poder não sentir
Essa minha dor
Mas não sei se queria
O privilégio de chamar-te de amor
No ápice de minha saudade
Houve um lapso temporal de desespero
Em que sem pudor ou medo,
Infligi a mim, uma dor de total desmantelo
Queimei-me a pele
Por não suportar o queimor que me aquecia por dentro
Meus epitélios pareciam desgrudar da derme
E seu nome não me saía da cabeça
A tu, eu perdi a sanidade.
Nem mesmo todo o tempo que passamos na estrada
Bastaria a compensar as horas que perdi delirando por ti
Queria não ter essa intensidade exacerbada
Mas das rosas que você me deu,
Sou a estragada.
Desvencilhei-me das lembranças tuas
Mas tua foto ainda está em minha cabeceira
Ainda sinto teu cheiro em pessoas alheias
Em minhas andadas rotineiras
Queria ter lembranças como as suas
Boas e puras
Mas nas minhas,
Só fomos dois inconsequentes
Cambaleando sob a linha tênue à margem da razão e da loucura
Beijei bocas das quais não lembro o gosto
Pousei em corpos estranhos, conhecidos e em tantos outros
Mas sempre foi você,
O fogo que me torna imune aos sopros
Estou numa bolha de inércia prestes a ser estourada
Meu mundo rosa tem coloração acinzentada
És parte fundamental desse caos instaurado em mim
E sem você, eu me resguardado
Nada mais vai ser cem por cento
Nada tem a beleza extraordinamente quântica
Linda, leve
Como teu sorriso e teus cabelos ao vento
Minha energia lasciva destruiu teu carro
E a minha sanidade,
Me trouxe os debates existenciais sobre a beleza da ida
Mas se eu não fosse azarada,
Não conheceria quem me ensinou a fórmula de resolução
Ou da destruição de minha vida
Toda a incompreendida chama que juravas ter
Era brasa molhada, fogo de palha
E agora, cobrança de saudade
Que só sobrou pra mim
Junto à esse romantismo ultrapassado
À imensidão de lirismo incompreendido
Você me trouxe de volta à monótona realidade.
Com a dor de ser o que sou,
Acabou.
Acabaram os vocábulos
Todos os numerados fósforos foram queimados
E apagaram
Só restou a fumaça
E a dor reconfortante de quem os segurou até o final.
Serei sua
Enquanto meus versos inconformados e desajustados
Insistirem em ser seus.
Thaylla Ferreira Cavalcante
Carta de amor
Querido amor,
escrevo-lhe está carta dizendo o que sinto, mas, saiba que palavras não chegariam perto de descrevê-lo. Loucura? Desejo? Como poderia eu classificá-lo? Amor? Paixão? Palavras fúteis e sem sentido. Na verdade, me faltariam palavras. Seus encantos me fazem esmorecer. Me deixo levar em meio ao medo e o devaneio, perdê-lo seria o fim!
Ultimamente eu escrevo só na madrugada
Onde os sussurros do silêncio vêm me auxiliar
Os barulhos de tiro não deixam eu dormir
Me lembram que eu não posso errar
Escrevo na esperança que algum dia você possa ler. Temo que isso talvez não aconteça, ou quando acontecer talvez não faça mais sentido, mas fica a esperança.
Escrevo sobre coisas que eu vivo.
coisas que acontecem comigo...
meu passado que deixou marcas .
e sobre um futuro,talvez sem destino...
Sobre a dor no peito sonbria .
e sobre a saudade infinita ...
o medo de não ser ninguem .
e tudo que me deixa aflita...___✒
Escrevo versos banhados de dor e angústia de ser eu,
Escrevo sujo, sujo e imundo como mero plebeu.
Após escrever vou nadar intensivamente em piscinas de lama,
Saltarei do penhasco que mais magoa,
Não me lavarei por uma semana
Apenas para me olhar ao espelho e não ver a minha pessoa.
Mas ao esfregar o olhar
Volto a ver o meu reflexo
Então atiro-me ao mar,
Parado, estático, perplexo.
Você
Você era minha inspiração,
agora eu escrevo meu amor e paixão.
Mesmo você não estando aqui pra ver,
vou continuar fazendo isso enquanto eu viver.
A vida é feita de injustiça,
é cada coisa que ela me atiça.
Nem mesmo por isso desisti,
vou continuar a persisti.
Você era minha inspiração,
hoje estou aqui no chão.
Tentando fazer uma poesia,
mas não dá, me sinto vazia.
Você se foi e ainda me dói,
pensar em você ainda destrói.
Não sei porque me desconcerta,
mas sua saída foi a coisa certa.
Talvez algum dia você volta,
e para sua revolta
meu coração já não insiste em te amar
e aqui já não existe mais o seu lugar.
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