Escrevo e parece que não Leio

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Escrevo sangue com o próprio sangue que saiu do coração, passa na mente e o seu destino está com Deus. Desenho essa passagem com um lápis de cor verde.

Eu escrevo sobre o que me incomoda, me afeta, me enfurece. Não sou muito de escrever sobre amor. Apesar que escrever sobre o caos, foi a forma que encontrei pra falar de amor.

RISCO N’AGUA


Escrevo muito,
uma hora algo que preste,
a ser vida ou defunto,
a carne corta a gilete.

Em contradição,
vive um ser a poetar,
homem hoje, inabalável,
uma criança amedrontada,
de ontem a esperar,
no colo da mãe a chorar.

E nas cordas,
digo em plural,
pois a vida de todos
que nessa terra vivem,
é um risco na água,
feito sabor doce sem caldas,
hora doce, hora amargo,
depende do que ao destino convêm.

Seres,
todos viveres,
e nem sabereis,
como sereis,
o amanhã de sabores,
ou disabores,
amores ou dores,
apenas o agora,
sabemos no respirar,
que somos ainda seres a viveres.

VERSOS PERDIDOS

Sem saber escrevo,
sem nada que de tudo sobre,
sem nexo,
no viver inexorável de um dia,
mundo a fora,
jazigo em castigo,
fazendo a cada uma coisa,
doce amarga poesia.

Um dia,
um vinho, um chatô,
um amor, uma decepção,
uma poesia,
doce amargor de perder uma paixão.

Momentos,
realentos levados,
fazendo perdidas,
currutelas em pântanos,
poesias aladas,
dormindo em prantos.

Implicados com os poetas os pagãos de leituras,
pobres de leigos,
não sorverão de doce amargo,
poesias escritas.

Adoráveis Mulheres — escrevo isso para você, mulher
Meninas, eu quero falar com vocês de um lugar muito honesto.
Adoráveis Mulheres não é só um filme bonito. Ele é um espelho curativo. Um daqueles que não acusa, não pressiona, não romantiza a dor — apenas revela.
Esse filme toca num ponto que muitas de nós carregamos em silêncio:
a ideia de que, para amar, precisamos diminuir.
De que, para sermos escolhidas, precisamos nos adaptar.
De que, para manter vínculos, precisamos desaparecer um pouco.
E não.
Amar não exige desaparecer.
Eu assisti esse filme sentindo cada camada do feminino sendo reorganizada por dentro. Porque ali não existe uma mulher “certa”. Existem mulheres inteiras, em processos diferentes, com desejos legítimos, sem competição, sem anulação.
Jo me lembra — e talvez lembre você — que é possível amar profundamente e ainda assim não negociar a própria alma.
Que querer criar, trabalhar, escrever, liderar, pensar… não nos torna frias.
Nos torna vivas.
Esse filme cura a culpa feminina.
Cura a ideia de que ambição é defeito.
Cura o medo de escolher um caminho diferente do esperado.
Cura a ferida de quem foi ensinada a ser “boazinha”, “agradável”, “fácil de lidar”.
Ele diz, sem dizer:
Você pode amar.
Você pode escolher.
Você pode ficar.
Você pode ir.
E tudo isso continua sendo feminino.
Também cura algo muito delicado entre nós: a comparação.
Cada mulher ali tem um destino possível — e nenhum invalida o outro.
Não existe uma única forma de ser mulher realizada.
Adoráveis Mulheres não vende conto de fadas.
Ele devolve consciência.
É um filme para assistir sem pressa.
Para sentir.
Para lembrar de si.
Para sair com uma certeza tranquila no peito:
- Você não precisa se apagar para ser amada.
- Seu talento não é excesso.
- Seu desejo de mais não é falta de gratidão.
Esse filme é um abraço firme que diz:
seja inteira. O amor que vale a pena sabe lidar com isso.

Não sei mais se sou eu quem escrevo, vejo meus dedos, mas escrevo com o coração.⁠

Escrevo, escrevo, escrevo, ignoro, suprimo, e escrevo mais ainda, na tentativa de aliviar esse vazio imenso dentro de mim tão cheio de você.

Aos Meus Seguidores

Com carinho eu vos escrevo,
amor que em cada passo cresce.
Coração que se abre, vivo,
na nossa amizade que floresce.

Cada presença é luz e calor,
laço que o tempo não desfaz.
Gratidão, amor e ternura
é o que trago a cada um de vocês, sempre e mais. 🤍






#love #gratidao #friendship #thankyou #viral
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“Escrevo sobre as delicadezas da alma humana, aquilo que o silêncio revela quando o coração finalmente consegue escutar.”

Sou o que não digo, mas o que escrevo.

Lu Lena / 2026 ✍️

Gosto de escrever no quase. Provoco com palavras que vestem e desvestem ao mesmo tempo. Escrevo sobre um toque, um olhar, e aí mora a graça. Os comentários são maravilhosos, porque revelam o que a imaginação do outro fez com o que eu plantei. Sim, sou um provocador. Admiro a essência da natureza da mulher: o jeito, o gesto, o mistério que não se explica, só se sente. E disso eu não abro mão.

Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.

Estranha a sensação de que, quanto mais eu escrevo, mais quero escrever.

Talvez eu sofra de escrita compulsiva.

“Cada poema que escrevo é uma janela. Não para o mundo, mas para a casa que construí dentro de mim.”
— Os`Cálmi

🎵 LINHAS TORTAS


Escrevo em linhas tortas
O que o coração sente
Tento transmitir pra ver
Se você entende


Que não é um capricho
Não vai passar
É um amor tão forte
Que nasceu pra ficar


E eu fico noites acordado
Pensando em você
Esse amor bateu tão forte
Não dá pra esquecer


Tentei mudar o rumo
Focar em outra direção
Mas cada olhar seu
É uma sentença
E cada sorriso
Uma confissão


Eu perdi a batalha
Antes de começar
Se você ainda não tinha
Percebido
Tudo o que eu quero
É te amar


Por isso te escrevo
Em linhas tortas
O que não cabe
Em nenhum cartão


Te entrego o imperfeito
O verdadeiro
O meu amor
Em forma de canção


Queria te dar um presente
Mas não pude encontrar
Queria te dar o céu e o mar
Mas não dava pra embrulhar


Queria te dar as estrelas
Mas não pude alcançar
Então te entreguei
O único que tenho
Esse amor sem fim
Tão raro de encontrar


Por isso te escrevo
Em linhas tortas
O que não cabe
Em nenhum cartão


Te entrego o imperfeito
O verdadeiro
O meu amor
Em forma de canção


O meu amor
Em forma de canção
Em linhas tortas


# MARCOS ELIAS ANTUNES

DECIFRAR O AMOR


Escrevo sobre o amor
e sigo escrevendo,
Pois não hei de decifrá-lo,
Assim em tão pouco tempo
Nessa única vida.

''Não, eu não sou nenhum poeta, escrevo aquilo que penso, se as palavras se encaixam é porque elas tem de se encaixar. Escrevo aquilo que vejo, escrever é ótimo, isso claro na minha concepção, enfim escrevo pra passar o tempo!

"Não escrevo para vencer outros autores; escrevo para compreender melhor as pessoas."


(Osman Matos, séc. XXI)

O QUE EU SOU QUANDO ESCREVO?
Meus escritos me dão asas:
crio mundos, viajo neles.
Ora sou protagonista,
ora apenas narradora.
Posso ser algoz ou mocinha,
pois a emoção que brota no papel,
é real: se não vivida de fato, sentida
na intensamente do pensamento.

Escrevo sobre autoconhecimento, espiritualidade e as transformações silenciosas da consciência. Acredito que toda dor é um chamado à evolução e que escrever é um modo de iluminar o caminho de si mesmo. Sou pausa e movimento. Escrevo para lembrar à alma o que ela já sabe, mas que o ruído do mundo a fez esquecer.