Escrevo e parece que não Leio
Eu sou chamado de escritor e poeta
Venho até soar romântico
Escrevo tudo sobre o que eu penso
E o que escrevo se torna pra muitos
Uma resposta e uma solução.
Reflexão:
Eu não escrevo pra encher baldes…
escrevo justamente pra esvaziá-los.
Não escrevo pra dizer que tenho um livro,
eu escrevo porque dentro de mim já existem histórias.
Não aprendi a escrever pra ferir ninguém.
Alguém me ensinou a escrever…
pra que um dia eu pudesse alcançar alguém.
Porque no fim,
eu não sou melhor do que ninguém.
Posso até ser diferente…
mas não tenho o direito de me medir pela vida do outro.
Cada pessoa carrega sua própria luta,
sua própria essência,
seu próprio diferencial.
E talvez escrever seja isso:
não provar que sou mais…
mas lembrar que todo mundo é alguma coisa.
- Camila Rescaroli
Caro amigo vento,
hoje escrevo uma carta para você.
Você que leva o que pesa e traz o que precisa chegar.
De vento em vento, entrego ao silêncio aquilo que minha alma já não precisa carregar.
Assopro para você levar embora as dores, os medos e as marcas que insistem em ficar.
Que o vento carregue o que passou, para que eu possa abrir espaço para tudo aquilo que ainda está por vir.
Escrever? Pra que?
------------------------------
Eu escrevo por que sinto falta.
- Falta do que?
De tudo.
De poder chorar e ser imediatamente consolado;
De ouvir a voz de minha avó;
De colher amoras com a vizinha;
De viajar horas só para ver uma pessoa.
De poder correr e sorrir sem julgamentos;
De ser como eu sou;
De cantar como pássaro;
De dançar como os leves lençóis daquela peça sobre Fluxo.
De brincar de massinha na escola;
De ter o dia do brinquedo toda sexta-feira;
De ver o mundo mais colorido;
De não ter vícios.
Sinto falta da minha infância.
Da minha inocência;
Do meu amor genuíno;
Da minha esperança.
Escrevo Por que sinto falta
Sentindo falta eu choro
Chorando eu durmo
Dormindo eu sonho
Sonhando tenho esperança
Tendo esperança me torno criança
Me tornando criança esqueço da depressão
Esquecendo da depressão, opa, já não sinto mais falta.
----------
**Escrito em 20/07/2026 as 01:09 am, Curitiba,Paraná, Brasil**
---------
Autor: Gustavo Biazotti
Eu escrevo cartas pra ninguém
Expresso experiências, sentimentos..
Que vão além
De passageiras condições e momentos...
Nem melhor, nem pior...
Nem arrogante, nem solitária..
Nem engenheiros, nem Belchior...
Nem maldosa, nem otária...
Nem esquerda, nem direita...
Nem recatada, nem atrevida...
Nem muito exposta, nem a espreita..
Nem Norte, nem sul e nem sem saída.
Eu transbordo o que sinto.
Escrevo porque é meu fôlego,
meu modo de soltar a alegria,
ou de dar forma à dor que me atravessa.
Sei que não caminho só..
Em algum lugar do mundo
há alguém que também se encontra em minhas palavras,
como se a mesma tempestade tivesse molhado nossas almas.
E ainda que nunca nos vejamos,
sei que um instante foi partilhado:
minhas linhas tocaram um coração,
num instante eterno disfarçado de segundo.
Fragmentos de mim
me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.
Eu só escrevo quando me calo, porque ouço o sussuro da minha alma que me inspira.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026
Sou o Filho da Luz.
Escrevo o que a mente livre pensa quando recusa o domínio.
Acredito que o impossível é só uma porta: é só abrir, seguir em frente, abrir de novo e chegar do outro lado.
Em busca da verdade em vida. Sem máscara, sem medo.
Às vezes tenho a sensação que as coisas que escrevo tem gosto de dipirona para alguns e sorvete de baunilha para outros.
Enquanto a vida se limita a uma sobrevivência constante perante o vazio existencial, escrevo poemas de salvação, meros aperitivos para o vazio que me cerca profundamente enquanto luto para marcar a minha existência sábia e inocente diante das possibilidades que apenas me enlouquecem, assim escrevo poemas, de salvação.
Em cada verso que escrevo,
Penso em você.
Tudo o que faço
Me lembra o teu amor.
Sua ausência agora dói,
E já não há retorno...
Entre nós,
Não existiu um “felizes para sempre”,
Apenas um sincero:
“Foi bom enquanto durou.”
Escrevo meus lamentos no papel,
Finjo que é poesia,
Ou algo parecido.
Vou mastigando meus sentimentos a contragosto,
Reprimindo as dores que apertam o peito
Por amar e não ser amado.
Tá aí o motivo de eu não gostar de matemática:
A soma do amor,
Em certas ocasiões, é injusta
E nunca resulta no que desejamos.
Na poesia, existe um propósito.
Escrevo incansavelmente:
Um refúgio que encontrei,
O ar que respiro
Nos dias turvos e densos.
As palavras tocam a alma
E derramam amor.
- Relacionados
- Escrevo
- Escrever porque Escrevo
