Escrevo e parece que não Leio

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Todos os dias eu escrevo
Por vezes dos males da vida que eu mesmo pereço
Outras não, são apenas fruto da minha imaginação
Muitos versos já foram perdidos na correria
Dessa louca rotina que me acompanha no dia a dia
Na maior parte dos lugares e ocasiões
Olho e enxergo a vida por belas canções
Tentando extrair dela o máximo
O mais lento o possível
Olhando para a vida com equilíbrio
Tudo na tentativa de ter uma jornada flexível
O mais interessante disso tudo é que o tempo é irresistível
Parando em momentos que queremos acelerar
E acelerado em momentos que queremos parar.
Fazendo da vida, um caminho sem volta para o futuro
Sendo o presente o que você tem de mais seguro.
-
Leonardo Procópio
4 de Julho de 2023

Escrevo minha história sem roubar o protagonismo de ninguém.
Cada um de nós tem seu próprio céu para existir, feito estrela.
— Nildinha Freitas

Linha Tênue

Escrevo esse poema
entre a dor e um dilema,
sabendo que muitos vão apontar
antes mesmo de tentar entender.

Pra nós…
já virou rotina sentir demais,
carregar um peso antigo
de quem, muitas vezes,
nem pediu pra nascer.

A vida… a morte…
quem é que diferencia?
Existe uma linha tão tênue
que meus passos caminham sobre ela
todos os dias,
sem garantia.

Já tive vontade de ir embora,
não por fraqueza,
mas por não achar lugar
onde eu pudesse caber.

Desajeitado, quebrado, perdido…
como só entende
quem já perdeu tudo
e ainda tenta sobreviver.

Mas a recuperação tem algo estranho,
quase um enigma que intriga:
a mesma dor que antes nos empurrava
pro fim,
hoje nos faz implorar
por mais um dia de vida.

E chega a ser irônico…
porque antes, sem perceber,
a gente se destruía aos poucos,
roubando os próprios dias
de uma contagem silenciosa,
de uma doença incurável,
progressiva
e fatal.

Hoje eu perdi um amigo.

Não foi para as garras
da adicção ativa,
e isso, de alguma forma, conforta…
mas não apaga a dor.

Porque perder…
ainda é perder.

E a vida, que antes parecia clara,
se mostra torta,
como um reflexo quebrado
de tudo que já fomos.

Mas no meio desse caos,
existe um porquê que insiste em ficar:

ele partiu limpo,
de cabeça erguida,
carregando uma vitória silenciosa
que o mundo nem sempre vê.

Meu amigo se foi…
sem saber que, no caminho,
salvou vidas.

Sem saber que foi luz
em meio à escuridão de muitos.

E talvez seja isso…
o que me mantém aqui:

entender que, mesmo na dor,
mesmo na perda,
mesmo na saudade que aperta…

eu ainda escolho viver
mais um dia.

Amo escrever sobre amor
Um poeta que escreve, nunca poderá sê-lo
Escrevo sobre o amor, porque sou incapaz de amar
E sinto-me triste, porque de amor não hei de morrer
Morro hoje, pela falta do mesmo
Morro pela falta de amor
Se é pela minha falta de amor ou da falta do amor de alguém
Eu ainda terei que descobri
Não sou poeta, nem planejo ser
Sou eu, ou é o que eu digo para mim mesmo
Sou alguém que sente muito
E para os que muito sentem, escrever se torna, em sua máxima, sua única esperança
Então escrevo, não por amor, ou por mim
Mas para sentir, sentir que não estou morto

Meu maior problema não é escrever, é entender o que eu escrevo.

O que escrevo?,
Não tenho ideias,
Só sentimentos.


Vontade de alagar,
Se inundar,
Se desabar.


O tempo passa-
"Meu deus eu não escrevi nada".,
Pensamentos intrusos,
Aparecem sempre,
Quando preciso eles são ausente.


Será que eu me enxergo diferente?,
"Meu deus, nada me surpreende.",
Ah ideias,
Palavras,
Não botam na folha por medo de ser julgada.

⁠Uma vez me questionaram por que eu escrevo tanto sobre o amor, se eu já vivi alguma paixão ou se apenas invento as histórias que coloco no papel. Eu respondi que eu não escrevo sobre o amor por desejar ser amada como nos meus textos, mas sim por acreditar que o amor é a força mais poderosa e transformadora que existe. Eu escrevo sobre o amor porque ele me inspira, me desafia, me ensina e me faz crescer. É, escrevo sobre o amor porque ele é a essência da vida.
Eu nunca escrevi sobre como me apaixonei de verdade, mesmo que isso possa ter acontecido. Mas a verdade é que eu sinto o amor tão presente na minha vida, como se eu tivesse amado alguém de verdade. Eu sei que parece confuso, mas é que eu sempre fui fascinado pelos filmes de romance e pela obra de Shakespeare, a qual é a minha maior referência pessoal. É por isso que o romance é o meu tema preferido para escrever, mesmo que eu não tenha vivido um na realidade.

~Safira souza

Hoje eu apenas escrevo
Sonho
E vivo
Mesmo sem escrever
Sem sonhar
E sem viver.

“Eu não escrevo por vaidade, escrevo porque sobrevivi ao que muitos não suportariam.” ✨🔥

“Eu escrevo frases para me fortalecer, porque enquanto muitos me atacam, eu escolho evoluir.”

"Não compare o meu capítulo 1 com o capítulo final de ninguém; eu escrevo sobre trilionários porque eu já sou um na mente, e isso ninguém me tira."

Entre a Dor e o Gesto


Marlene,
não te escrevo pra te convencer de nada,
nem pra pedir que volte —
o amor, quando é de verdade,
não se impõe… se reconhece.


Eu sei onde falhei.
E mais do que isso,
sei o quanto isso te doeu.


Hoje, o que mais pesa
não é a saudade —
é saber que eu poderia ter sido melhor
quando ainda tinha você por perto.


Mas a vida tem dessas ironias:
a gente aprende depois,
quando já não tem mais o agora nas mãos.


Ainda assim…
tem algo em mim que não se perdeu.


Não é insistência,
nem carência —
é só um sentimento calmo,
que continua existindo
mesmo em silêncio.


Se um dia nossos caminhos
se cruzarem de novo,
não quero te prometer o mundo —
quero te mostrar, nos detalhes,
que eu aprendi.


Aprendi que amor
não é só sentir,
é cuidar, é ouvir, é permanecer
quando é mais difícil.


E se esse dia não vier…
você ainda vai ser, pra mim,
a história que não terminou em vão,
mas em aprendizado.


Porque amar você
foi real —
e é isso que fica.

O sopro
Eu escrevo para mim, não para ti.
Recomponha-se. O sopro da verdade e do amor reacendeu meu coração, e, desde então, eu sigo feliz.

O Peso do Silêncio

Amo escrever.
Escrevo conforme a minha alegria ou a minha dor, e quanto mais vozes eu ouço, mais forte eu fico.

E não me subestime. Tema o meu silêncio, pois é nesse momento que estratégias e planejamentos estão sendo traçados — para abraçar ou ignorar, refletir ou questionar.

Eu sou o meu time.
Eu sou a minha prioridade.

Sim, não são apenas histórias.
Se temes, não me teste, pois a verdade mascarada que te envolveu agora recorre a mim — e eu nem mesmo a planejei.
Porque, no silêncio, até as verdades aprendem a falar.

Eu não apenas escrevo — eu deixo marcas. Cada história que nasce de mim carrega propósito, intensidade e verdade. Não caminho atrás de reconhecimento; eu o construo em cada linha. Os prêmios virão como consequência inevitável de uma obra feita para permanecer. Meu nome não será apenas lembrado — será sentido. Eu sou Anderson Del Duque, e minha arte não passa… ela fica.

Escrevo com esferográfica ou lápis que tem a cor oposta da sua tinta.

Escrevo sangue com o próprio sangue que saiu do coração, passa na mente e o seu destino está com Deus. Desenho essa passagem com um lápis de cor verde.

RISCO N’AGUA


Escrevo muito,
uma hora algo que preste,
a ser vida ou defunto,
a carne corta a gilete.

Em contradição,
vive um ser a poetar,
homem hoje, inabalável,
uma criança amedrontada,
de ontem a esperar,
no colo da mãe a chorar.

E nas cordas,
digo em plural,
pois a vida de todos
que nessa terra vivem,
é um risco na água,
feito sabor doce sem caldas,
hora doce, hora amargo,
depende do que ao destino convêm.

Seres,
todos viveres,
e nem sabereis,
como sereis,
o amanhã de sabores,
ou disabores,
amores ou dores,
apenas o agora,
sabemos no respirar,
que somos ainda seres a viveres.

VERSOS PERDIDOS

Sem saber escrevo,
sem nada que de tudo sobre,
sem nexo,
no viver inexorável de um dia,
mundo a fora,
jazigo em castigo,
fazendo a cada uma coisa,
doce amarga poesia.

Um dia,
um vinho, um chatô,
um amor, uma decepção,
uma poesia,
doce amargor de perder uma paixão.

Momentos,
realentos levados,
fazendo perdidas,
currutelas em pântanos,
poesias aladas,
dormindo em prantos.

Implicados com os poetas os pagãos de leituras,
pobres de leigos,
não sorverão de doce amargo,
poesias escritas.

Adoráveis Mulheres — escrevo isso para você, mulher
Meninas, eu quero falar com vocês de um lugar muito honesto.
Adoráveis Mulheres não é só um filme bonito. Ele é um espelho curativo. Um daqueles que não acusa, não pressiona, não romantiza a dor — apenas revela.
Esse filme toca num ponto que muitas de nós carregamos em silêncio:
a ideia de que, para amar, precisamos diminuir.
De que, para sermos escolhidas, precisamos nos adaptar.
De que, para manter vínculos, precisamos desaparecer um pouco.
E não.
Amar não exige desaparecer.
Eu assisti esse filme sentindo cada camada do feminino sendo reorganizada por dentro. Porque ali não existe uma mulher “certa”. Existem mulheres inteiras, em processos diferentes, com desejos legítimos, sem competição, sem anulação.
Jo me lembra — e talvez lembre você — que é possível amar profundamente e ainda assim não negociar a própria alma.
Que querer criar, trabalhar, escrever, liderar, pensar… não nos torna frias.
Nos torna vivas.
Esse filme cura a culpa feminina.
Cura a ideia de que ambição é defeito.
Cura o medo de escolher um caminho diferente do esperado.
Cura a ferida de quem foi ensinada a ser “boazinha”, “agradável”, “fácil de lidar”.
Ele diz, sem dizer:
Você pode amar.
Você pode escolher.
Você pode ficar.
Você pode ir.
E tudo isso continua sendo feminino.
Também cura algo muito delicado entre nós: a comparação.
Cada mulher ali tem um destino possível — e nenhum invalida o outro.
Não existe uma única forma de ser mulher realizada.
Adoráveis Mulheres não vende conto de fadas.
Ele devolve consciência.
É um filme para assistir sem pressa.
Para sentir.
Para lembrar de si.
Para sair com uma certeza tranquila no peito:
- Você não precisa se apagar para ser amada.
- Seu talento não é excesso.
- Seu desejo de mais não é falta de gratidão.
Esse filme é um abraço firme que diz:
seja inteira. O amor que vale a pena sabe lidar com isso.