Eduardo Jacob Escritor Araxaense

Encontrados 9 pensamentos de Eduardo Jacob Escritor Araxaense

Porquê


Escrever por quê?


No tangenciar


Dias


Bastam as letras


Porquê


Inacabadas então


Poesias


Estão


Estamos a vivenciar


Porquê?

VERSOS PERDIDOS

Sem saber escrevo,
sem nada que de tudo sobre,
sem nexo,
no viver inexorável de um dia,
mundo a fora,
jazigo em castigo,
fazendo a cada uma coisa,
doce amarga poesia.

Um dia,
um vinho, um chatô,
um amor, uma decepção,
uma poesia,
doce amargor de perder uma paixão.

Momentos,
realentos levados,
fazendo perdidas,
currutelas em pântanos,
poesias aladas,
dormindo em prantos.

Implicados com os poetas os pagãos de leituras,
pobres de leigos,
não sorverão de doce amargo,
poesias escritas.

RISCO N’AGUA


Escrevo muito,
uma hora algo que preste,
a ser vida ou defunto,
a carne corta a gilete.

Em contradição,
vive um ser a poetar,
homem hoje, inabalável,
uma criança amedrontada,
de ontem a esperar,
no colo da mãe a chorar.

E nas cordas,
digo em plural,
pois a vida de todos
que nessa terra vivem,
é um risco na água,
feito sabor doce sem caldas,
hora doce, hora amargo,
depende do que ao destino convêm.

Seres,
todos viveres,
e nem sabereis,
como sereis,
o amanhã de sabores,
ou disabores,
amores ou dores,
apenas o agora,
sabemos no respirar,
que somos ainda seres a viveres.

Embalos de um sábado a noite em Araxá

Em meu estar presente nas ruas e nos lugares em que gostaria de estar tornou-se pouco comum, depois que fui apresentado e apaixonei-me. Tudo tornou-me a ter uma valor absorto entre tantos valores de ser e tempo e espaço,no confinamento de amar e poetar. Despido de qualquer quimera ideológica, me vejo um restício de gente seguindo rastros de saudades delirantes. Velhos amigos sinto falta, mas o tédio não faz morada e então me lembro de que tudo é relativo e vivo a poetar, sentado a beira do caminho, uma vida em desnorteio. Na rua de minha cidade sento-me em algum lugar no alto da avenida mais movimentada e badalada, tenho uma visão privilegiada, olhos de águia e cão farejador que a tudo cheira e investiga, e a denuncia não habitam em mim, não sou dedo duro, a isso eu esconjuro. A alma esta alerta a pouca distancia da rua e de seus desfechos em episódios feito nas telas de tramaturgia na TV . Aos meus olhos repousam na matéria a ser impressa são reduzidos pela efervescência da vida, ali dinamicamente humana , minha vida existência de ser um poeta em uma cidadezinha como Araxá em interior do vasto e rico estado de Minas Gerais. Olho,nas calçadas da avenida top dos fins de semana na cidade nos barzinhos mais badalados pela burguesia, nata araxaense, reina muitas vezes a podridão da discriminação social, já nem é mais racia a muito tempol deu lugar a social ,desde que se tenha dinheiro não importa muita coisa pra aquela gente hipócrita, uma burguesia incógnita que cada vez que mais se distancia dos pobres coitados e mais se sentem melhores . Passeiam enrriquietas as burguesinhas , estacionam perplexas , cabelinhos padronizados salto alto Luiz quinze, o rosto todo borrado, feito Pierrô retrocesso , em pingos de brilhos de meiguisse escondendo a fera que a por dentro delas em busca de fama e dinheiro dos otários que se acham ao melhorarem um pouquinho de vida, conseguindo um empreguinho melhor em alguma grande firma ou coisa e tal. Vejo casais de namorados abraçados felizes para os que vêem de fora e infelizes ao extremo por ele mesmos por viverem de aparência , em suas casas deixaram os filhos pequenos com as avós passando necessidades e saíram para festas de patricinhas que pagam muitas caixas de leite para matar a fome dos que ficaram em casa, isso tudo em nome da ostentação. Os que dirigem seus carrões novos zero quilômetros importados , muitas vezes devem muito mais que ganham a vida inteira, hipócrita bobeira. Uns matando aula com cadernos na mão e cigarrinho na outra logo absorvidos pela corrente humana da avenida . Carros em alta velocidade sem preocupar-se com a gasolida que esta em alto preço, so oque importa aos boyzinhos é impressionar as patricinhas doentes por aparências: marcas, motos , alto-padrão de qualidade, forte, barulho,exatidão,e vencedores é o que elas querem. A avenida é um contra-ponto de tudo dois mundos tão distantes e tão juntos igualmente imundos: o céu que é ilusóriamente céu e é na integra o inferno , e o inferno real que é retratado pela falta de tudo , até mesmo da dignidade humana. Homens e mulheres na captura de um final de semana, ciclistas em aceno de reconhecimento ou desejosos de serem reconhecidos por algum figurão da sociedade local e conseguir na segunda feira um horário pra entrevista de emprego. Cãezinhos bem tratados sob a tutela de madames cheirando forte aromas de mulheres velhas e vira-latas esses sim na maior farra , se lixando pra convenções . O mergulho no formigueiro humano lembra-me a poesia escrita, essa agora que agoniza nas etantes de bibliotecass e ninguém quer nem saber que elas existem quanto mais ler. Vez e outra ouço o garçon: mais dois chopes? Dois é claro! Tarde assim dia atípico final de semana movimentado em Araxá coisa inesperada inexplicável , mas é, e assim nasce mais um verso que tanto sonho em escrever , mas para que escrever versos , se ninguém aqui quer saber de outra coisa agora nessa tarde da madrugada, já são quase quatro da manha e só o que se tem são orvalhos , pingos em gotas caídas de graça do céu , a única coisa de graça nessa noite tão poética e sem nenhuma ternura da parte cidadã, é também esta poesia que entre tanta lama e podridão , fez-se um texto poético a que se retrata a verdadeira realidade de vivenciar os embalos de um sábado à noite em Araxá,só nos vem reforçar a efêmera fórmula milenar de que no meio do mais tenrro estrume dessa vida é que se nasce a mais refinada em encantos flor da poesia.

Podia




Podia ser uma aventura boa
Deixar de estar numa vida atoa
Ser algo mais
Que alguém
Um simples ser
Ser dois
Não fosse o deixar isso pra depois


Um ser e poesia
Podia
Deixar que o coração
Siga essa disritmia
Pra paixão a emoção de amar
Nunca é coisa tardia

Até podia ser
Talves até
Mas o vento levou
O acaso foi
Levado evidenciado pela maré

Podia
Se a atitude reinasse
Tão forte quanto a vontade
De viver de querer
Mesmo sem pensar
O pensar não deixou de existir
E o vento, a maré, o acaso
Tudo levou
E na arrebentação
Um coração talves dois
Os desencontros arrebentaram
Deixando-me assim
Poesia
Em trechos de uma sinestezia
Triste como agora, madrugada só
Depois da boemia

Poesias pré-fabricadas





Construir uma casa
É compor uma poesia
Quero tudo no lugar
Onde sonhei desde criança
Nada de alugar
A poesia é meu lugar
Onde deposito toda minha esperança

Quero fazer uma poesia
Compor uma casa
Construindo um futuro melhor
Num compor-me desventuroso
Aventurar-me na poesia de cada dia

As idéias me vem com força de ser
Discernimento
E é impossível
A vontade de escrever conter
Da vida social
Na eterna terna construção
Se abster

No meio dessa obra
Esse canteiro de cimento verde esperança
Indomável inspiração concreta
Doce e amarga ferrugem que corrói
Os vergalhões da saudade
De um tempo de criança

Poesias são eternas
Como as moradas eternas
Poesias se reformam
Como as casas se remodelam

Coisas que vem do coração
Geradas toda hora
De instantes descartáveis
Poesias afáveis
Pré fabricadas na alma

PREMÍCIAS DE UMA DOCE- AMARGA VIDA EM POESIA






Na espreita a luz se acende


Alma pura em impura transcende


E viva-morta ninguém sente


A dor e o prazer de ser gente




Nesses caminhos que a inspiração leva-nos


Os poetas dormem acordados


Fogem da ilusão real


E mergulham na ireal ilusão


Dos pobres apaixonados




A história conta por si so


O eterno conto das palavras


E amargas emoções doces sabores


Deixam na garganta um nó




Que se abre em flor de meio-dia


Doce amarga poesia


Que o sol nascente some


E em versos , sentimentos se consome




Doce amarga poesia


Persistir é imoral


Quando a falta nos e fatal


Aos olhos alheios


Poetar é coisa pra imortal


E nessas primicias que les


Ves um sonho real


Miha singela


Doce amarga poesia


Brotando a cada dia




Flor mais bela do jardim da fantazia


Te sigo e te vejo sorrir


As lágrimas que choro


MINHA DOCE


MINHA AMARGA


POESIA

A poesia é o grito do inominável
é o urro do imprevisto
a poesia e o inicio
é o fim e do poeta o vício

A CONQUISTA E A DERROTA


Coisas impessoais,
o homem que nesta vida,
entre lobos, terríveis feras,
em melindrosos disfarces cordiais,
não se julga também uma delas,
inevitavelmente vira alimento,
servido sangrando vivo,
morto sem nenhuma ferida.

Presto atenção nos hipócritas,
são gente felizes,
pois vivem o que tem de mais na vida,
essa vida foi feita,
lapidada, a quem tem o dom,
de saber não ser bom.

Em meu rascunho de vida,
vejo o melhor de tudo,
pois quando ainda,
havia alguma esperança,
e nenhuma certeza,
ho0je tenho terríveis e abomináveis certezas,
e a esperança evapora
a cada amanhecer, e entardecer.

O meio do caminho que é bom,
a busca, a luta,
a conquista e a derrota,
depois de algum tempo tem o mesmo efeito,
o efeito vazio,
um vazio gerado pela falta de um tudo,
um fruto,
verde a madurar,
pois depois de maduro,
o que se espera se opera é a podridão.