Escrevo e parece que não Leio
"Escrevo para libertar minha alma de tanta carga pesada que esse coração sobrecarrega. Escrevo para deixar claro os meus sentimentos quando o silêncio me invade e ainda assim ele diz tudo que a boca covardemente não diz. Escrevo porque preciso transparecer quando ninguém mais consegue me descrever. Nem eu mesmo para ser sincero."
Hoje, escrevo.
Escrevo sem pensar
Escrevo por prazer
Escrevo sem medo.
Palavras por mais que expressem meus sentimentos, ainda são simples tamanha a dimensão de meu viver.
Mas... ainda assim.
Um sossego.
Escrevo por amar.
Escrevo por querer voar
E hoje eu me aproveito
das lindas palavras que me ajudaram a me aventurar.
Hoje, escrevo.
Toda vez que escrevo, escrevo com a esperança de que minhas palavras cheguem aos seus olhos de uma forma sutil, mas suficientemente intensa para que vejas que meu silêncio quer gritar para você que os meus sonhos estiveram guardados por tanto tempo, justamente para serem realizados com você.
Folha em branco...
(Nilo Ribeiro)
O amor me dá audácia,
por isso perdi o medo,
pode não ser com eficácia,
mas conto aqui o meu segredo
era latente o medo de escrever,
tremia ao ver uma folha em branco,
o amor me fez te conhecer,
hoje meu escrever é franco
não encontrava palavra,
minha cabeça ficava nublada,
não tinha inspiração, nem nada,
era mesmo uma tábua rasa
depois que te encontrei,
sou todo inspiração,
hoje me desbloqueei,
abro a porta do coração
escrevo com amor,
escrevo com coragem,
escrevo em teu louvor,
escrevo em tua homenagem
o dom é concedido,
mas é preciso despertar,
se não tivesse te conhecido,
jamais iria poetizar
por isso existe a musa,
por isso existe a diva,
minha mente que era confusa,
com você ganhou vida
da folha em branco tenho outra visão,
dela o medo eu perdi,
hoje a vejo com o coração,
da mesma forma que te conheci
se escrevo bem ou mal,
isto é outra seara,
escrevo de forma espiritual,
escrevo para minha amada
"uma folha em branco não posso encontrar,
nela meu amor por você eu vou gravar"...
Porque eu escrevo...
Escrevo sobre os sentimentos porque as palavras no papel saem fácil,
Mesmo que os sentimentos pareçam nunca sair de mim.
Escrevo sobre os sentimentos como se fosse simples,
Mesmo que o sentir não seja tão simples assim.
E a dor parece ficar tão bonita nas poesias.
Palavras como dor e amor rimam,
As rimas das poesias são rimas da vida.
.
Sonhos Prateados
Jamais deixo
as minhas noites vazias!
Escrevo sonhos prateados.
E sopro ao vento...
E os vejo,
com olhos de felicidade!
Se formando estrelas,
no firmamento.
Porque os sonhos...
Alcançam
a plenitude do infinito.
E as minhas noites,
dão o tom dourado que preciso.
Para ver do alto...
Os olhos do meu amor...
Onde ele estiver!
Eu tenho muita dificuldade de falar o que eu sinto, por isso que eu choro, escrevo palavras simples, na tentativa de aliviar a dor que existe no meu coração.
aquele medo e o desespero em meus dedos, uma sensação fria como se fosse me comer viva, eu chorava mas não queria, eu tentava parar mas não conseguia, me sentia uma criança numa caixa presa sem respostas para as perguntas que queria, me sentia sozinha que ´´pobrezinha´´ pensavam de mim, uma criança perdida em seus próprios pensamentos, preciso de ajuda, eu grito, eu choro mas ninguém me escuta, eu penso mas não falo, com medo daquelas marcas voltarem do meu passado.
Escrevo só,
Por um desejo indomável,
De satisfazer libidinosamente,
O bico desvairado da caneta,
Cortejado pelo papel,
Papel que aceita tudo,
Submissão assumida,
Venho contigo nos olhos de hoje,
Enxergo a teimosia de ontem,
Logo consigo viver amenidades invisíveis,
Escolho a poesia silenciosa na mão que escrevo,
Só escrevo,
Letras, palavras, frases,
Com o propósito,
Da desordem, discordância,
Desobediência e dissonância,
Escrevo para descobrir o que estou pensando. Escrevo para descobrir quem eu sou, escrevo para entender as coisas.
Escreve o pensamento
Escrevo, quando a minha vontade,
é a de falar.
Te ter por perto, te sentir minha,
não no sentido de posse,
mas no sentido de estar junto,
em um convívio constante.
Escutar tua voz, sentir os teus beijos,
o calor de tuas mãos,
a pele suave e doce do teu corpo.
Escrevo e te vejo à minha frente.
Para o meu pensamento, és palpável.
E assim segue a tarde.
Ao seu final, inicio de noite, e eu te vejo
da mesma maneira .
Penso , no nosso querer, na ânsia desse
amor.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
acadêmico acilbras - roldão aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
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