Escrevo
Escrevo porque algumas verdades só têm impacto quando viram palavra. Quando ecoam da forma correta, libertam. Aprendi a não me explicar demais; quem sente, me entende.
— Jess.
Sempre achei complexa a tarefa de escrever para as pessoas, daí que eu escrevo apenas para poder suportar o peso da existência — é uma espécie de ritual sagrado. Quem afirma para si que 'Ele escreve para nós!' manifesta em si um estado de delírio cognitivo.
Certas coisas que escrevo não fazem sentido algum, aos olhos de quem lê, mas sim aos corações que sentem.
Escrevo apenas sobre aquilo que não consigo superar e sobre a forma, muitas vezes destrutiva, com que lido com isso. Não escrevo para ser famoso; escrevo para escapar do caos que existe dentro de mim, para não enlouquecer por completo. A loucura e o vazio me habitam, e a escrita é minha tentativa incessante de sobreviver a eles e de resistir ao caos que insiste em me consumir.
Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.
Flávia Abib
Dou ouvidos ao que desalinha o mundo,
e deixo um verso
decidir se vira riso ou lágrima.
Escrevo no improviso
bilhetes de poesia
que escorrem por frestas,
até cair nas mãos certas.
Às vezes me embaralho
e viro silêncio.
Faço do texto um abrigo,
e entre uma frase e outra
sussurro uma oração,
pedindo clareza para o coração
que insiste em cantar.
E mesmo torto,
mesmo simples,
sigo rabiscando.
Eu escrevo o que penso, transcendo o silêncio,
Capturo a essência da vida em cada verso.
Quando expiro, as palavras dançam no ar,
E ao ver o céu azul, meu ser começa a cantar.
Para mim, tudo é motivo: uma brisa, um olhar,
Cada instante é poesia, um convite a sonhar.
Escrever é viver, é eternizar o momento,
É transformar emoções em puro sentimento.
" Escrevo de forma natural, humana, com verdade, clareza e intenção, quero que o leitor se sinta compreendido, mergulhe profundamente em sua existência evolua e prospere " !!!
Márcos Frèitas
CHEGUEI EM MIM
Eu escrevo e canto versos, poesia.
Eu escrevo.
Escrevo, escrevo, escrevo.
Falta um mundo
para descrever o que sinto.
Vivi, vivi tantas coisas.
Já passei por tantos risos.
Já andei por tantas estradas
que pareciam não ter fim.
Cheguei.
Cheguei em mim.
Nildinha Freitas
Escrevo o que nenhum poeta buscou e nenhum filósofo nomeou, porque penso no espaço entre o que existe e o que ainda não foi imaginado.
"E para falar a verdade,
tudo que eu escrevo nem chega
perto de tudo que sinto.
Palavras raramente conseguem expressar meus sentimentos."
♡
🖋
"Escrevo muito.
Escrevo o tempo todo.
Escrevo sobre tudo.
Escrevo até na hora do almoço.
✍
É dessa maneira que vou lidando
com os meus sentimentos.
Meus pensamentos.
Minhas emoções e com o meu coração.
🖋
"Eu sempre receio, quando escrevo, mudar de ideia. Mas e se eu mudar? Quem me julgará sendo que isso é a coisa mais humana e artística a se fazer?"
"Não é prazer, é fôlego.
Escrevo para que o peso diminua,
pois trago oceanos na garganta
e apenas gotas na fala.
Estranha ironia a de ser ponte
que deseja o encontro,
mas não conhece o mapa
para traduzir o próprio abismo."
Não Me Conformo
Deve ser por isso que escrevo tanto.
Sou um ser que não se conforma,
mar que se agita e que descansa,
buscando coragem nas frestas do vento
para seguir navegando onde a alma pede.
O oceano sou eu, às vezes fúria, às vezes silêncio, ondas que guardam forças,
máscaras que caem como folhas cansadas,
revelando rostos frágeis no chão.
Fecho os olhos e tento não encarar a malícia
em sorrisos frios,
em olhares que ferem sem som,
o mundo parece um palco de teatro com sombras antigas, e eu, pequena, tento compreender devagar.
Até onde amar? Onde cabe o meu grito?
Sem exagero, sem falta , só o suficiente,
pra não passaar do ponto.
A vida é um roteiro marcado,
e sigo lendo suas linhas com cuidado.
Os monstros… são humanos escondidos,
amigos às vezes, outras vezes espelhos partidos.
Aperto minha intensidade com ternura,
e choro quando o peito precisa aliviar.
Mas tomo meu gole de coragem diária,
mesmo quando a armadura pesa demais pra usar,
mesmo quando machuca o que já estava sensível.
Ainda assim caminho, esperando gestos simples, pequenas delicadezas que o mundo deixa cair pelo caminho, como migalhas de pães.
Só tento continuar sem perder a esperança.
O simples me resgata a cada novo dia, o espontâneo me abraça forte, e a verdade da natureza sempre me deixa emocionada.
Sempre.
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