Escrever
LETRA ABSTRATA
Cantar
e estampar um largo sorriso no rosto...
Saber
o que fazer na hora que bem entender...
Prestar
atenção em pequenos detalhes da vida...
E batalhar
pra na vida real os desejos alcançar...
Ouvir
importantes conselhos de grandes sábios...
Sentir
um frio na barriga quando o amor chegar...
Voar
pelas nuvens como num lindo sonho de criança...
E brincar
enquanto a vida não acabar...
Ser
otimista para os obstáculos vencer...
Ter
esperança de que um dia vai conseguir...
E expressar
sentimentos com o delicioso prazer de escrever.
Quanto mais eu escrevo, mais as palavras aparecem.
Quanto mais eu vivo, mais a vida me esquece.
Quanto mais eu choro, mais as lágrimas descem.
Quanto mais eu amo, mais a esperança cresce.
Porque sei que preciso de você
Também sei que você precisa de mim.
Sabemos disso. Vivemos isso.
Somos isso. Apenas isso.
Também aprecio demais um pensamento de Lutero, quando ele expressou tão sabiamente uma preciosa verdade: ''Satanás odeia o uso das Penas de escrever''.
Creio nessa máxima proferida por ele, pois através da nossa escrita, além de ser um aprendizado pra nós, além de ser uma alegria, uma terapia que expressa o mundo que está contido dentro de nós. O dom de escrever é poder fartamente agraciado pelo Espírito Santo; Por ser poder, eu não posso desperdiçar o meu dom, escrevendo coisas que não dignifique a Sua santidade. Através da minha escrita eu posso exortar, revelar, denunciar, repudiar atos e atitudes execráveis, e sempre procurar compartilhar a verdade contida na Palavra de Deus.
Todo escritor é viciado no tormento da busca e no prazer de encontrar as palavras que entrevia no espaço interior, de resgatar elementos vivenciais que dormiam em algum canto ignorado da mente. Encontrar o enredo, o personagem, o espaço, a linguagem, a voz, o tom, é encontrar-se a si mesmo. Reconhecer o próprio rosto atrás das máscaras. Talvez o escritor não seja senão um camponês da palavra. Escritores são Argonautas, teimosos aventureiros em busca do carneiro de ouro - o texto perfeito."
de O Livro do Escritor
Que Deus tenha misericórdia de você que sabe usar bem o "control C" e o "control V" e depois posta as frases como se fosse você que escreveu.
Escrevo para pessoas, de pessoas, de mim, histórias que já ouvi, que já vivi.
Escrevo para mim, para cicatrizar, para curar, para alegrar.
Escrevo o que minha alma não aguenta mais guardar.
Escrevo dramas, ficção, realidade e às vezes tudo isso se mistura com dose de humor.
Eu escrevo aquilo que não consigo mais falar. Escrevo aquilo que gostaria de viver, escrevo sonhos.
Eu também sonho.
Mas escrevo. Transcrevo.
E ainda assim, não parece ser o suficiente.
Mas escrevo sem cansar. Escrevo para eternizar.
SILÊNCIO
A vida esta cada vez mais barulhenta,
quero ouvir o galo me acordar,
mas ao invés disso escuto
carros buzinando, obras começando, pessoas tagarelando,
e aos poucos vou pirando.
O despertador toca,
continuo a dormir,
nem ouvi,
me acostumei com o barulho.
Vou ao restaurante almoçar,
o garçom não ouviu o meu pedido,
mas consegue ouvir a promoção de emprego na mesa ao lado,
O término de namoro,
em uma fofoca com a amiga na outra mesa.
Quero silêncio, de dentro pra fora,
de fora, para escutar o que digo
por dentro,
por favor faça silêncio.
Por dentro eu me calo,
por fora escuto a poluição sonora.
Quero um lugar no mundo onde eu não possa ouvir nenhum ser humano,
quero um encontro silencioso com a natureza que me rodeia,
quero sair dessa teia
ensurdecedora de palavras faladas.
Amar em silêncio,
falar com os olhos,
e escutar apenas o barulho do seu coração,
para mim já estará bom.
Encontro então, a melhor forma de gritar em silêncio,
escrevo alto, falo com letras maiúsculas,
desabafo nas letras miúdas.
Escrevo,
enquanto o mundo dorme,
escuto a melodia da chuva e penso,
enfim o silêncio.
Rimas pobres, frases feitas
é assim que tento me entender,
contando os dias, mascarando a dor
da ausência de alguém que não posso ter.
O meu grito ninguém ouve
o que eu sinto ninguém quer saber,
para abafar a confusão da mente
só me resta escrever.
Fazer as pessoas lerem é fechar os caminhos para que elas leiam só no que eu estou pensando.
Saber escrever é outra coisa.
Eu escrevo como quem beija.
Um beijo longo, demorado, carinhoso.
Um beijo desses de língua.
A língua se movimenta lentamente
e me permite um gosto
ao mesmo tempo do outro
e de mim mesma.
Do outro que me encontra
neste texto
e do que há em mim que permite o encontro.
Eu escrevo como quem vive.
Assim, simples,
fazendo um texto de vida,
na vida.
Às vezes, penso,
afinal, que texto é esse que eu produzo?
Que vida é essa agenciada
pelo sabor das palavras compartilhadas,
sussurradas, como um afago?
Quem é esse outro que me encontra
e quem sou esse eu mesma que se expressa,
que se entrega...
Nesse delicioso beijo de língua?
Nesse movimento que, afinal,
eu mesma provoco?
O gosto vem do meu movimento mesmo
associado ao movimento do outro.
Quando escrevo, eu me inscrevo.
Fica também o meu gosto
no gosto da língua do outro.
E isso me remete a não querer parar de escrever. Nunca.
(Maria Luiza Cardinale Baptista)
Escrevo tanto sobre mim, mas ainda estou tentado me encontrar em alguns dos tantos trechos que inventei.
Escrevo pras paredes, pro ar que respiro,
não dependo de algo ou alguém pra me expressar.
Escrevo porque escrever é amar, assim como dançar ou cantar.
Escrever é dizer aquilo q se sente, a arte de um poeta, mas não necessariamente amar.
Ser poeta não é amar, ser poeta, é escrever sobre aquilo que pensa-se ser o amor, pois ninguém nessa vida o desvendou...
" INVERNO "
Ouve, ouve o silêncio do inverno meu amor
Nas folhas molhadas da chuva já mortas no chão
Que escorregam pelas minhas mãos vazias
Onde tu deixaste tatuado o teu nome na minha pele
Palavras escritas no tempo, que ecoam no nosso momento
Abraços silenciosos que deixamos no caminho em pedaços
Meu amor rasga o meu corpo, neste inevitável passar do tempo
Enche as páginas vazias do meu livro em poemas solarentos
Quero escrever envolta em ti para ti, num sonho refeito e feito
Num encontro perfeito de corpo e alma, eu em ti, tu em mim.!!
