Esconde
Aonde...
Onde...
Não se esconde...
Responde...
Entende...
Transcende...
E, ao meu amor, corresponde!
Pedro Marcos
Se eu pudesse cantaria
a canção que em mim se esconde
se eu soubesse a melodia
do silêncio que responde
Pra que serve a poesia?
Se ela não diz o que quer dizer
E nas entrelinhas ela
se esconde
Ela quer ser desvendada, delicada que é, querendo atenção
Pretende dizer o que não diz, mas pressupõe ser decifrada
Não se importa em ser mal interpretada
Porque ela não tem o peso da obrigação
É bálsamo, livre de culpa
É voz que fala suavemente dos assuntos
da alma
A linguagem sem códigos ou regras
Com uma única pretensão
Atingir-lhe irrevogavelmente.
Quando o sol no horizonte se esconde, em um lindo entardecer, em outro lugar ele aparece e ali nasce outro belo alvorecer. Boa tarde!
A arrogância é parceira da ingenuidade.
Afinal, toda atitude exagerada esconde fragilidades e cegueiras situacionais.
O amor... Não adormece...
Atenua as impressões nas marcas deixadas
Esconde-se no abrigo dos sentimentos mais nobres
Suas vivências são dosadas para que ele repouse
Não ao relento, mas na candura de uma espera...
No rebento do gemido
Em flashes e no raiar de um lindo dia
Sem ser temido
Vá, pois velhos caminhos não abrem novas portas
Vá, não se esconde, mete a cara no mundo e procura o seu lugar.
Tem espaço para todos, é só não desistir de encontrar.
Se algumas portas ao longo do seu caminho estiverem fechadas, não desanima, entra por chaminés, janelas e frestas.
O importante é entrar.
Psicólogo
Perpétuo prisioneiro de emoções
Por si se fere com dos outros;
às vezes esconde no vasto interior
Decerto louco é, mas é porque quer
Infeliz é aquele que no livro da alma esconde as folhas escritas. Sufoca e amassa suas dores em linhas amareladas e relidas. E ainda preserva gavetas com histórias amargas e desconhecidas.
Ela guarda no coração todos os sonhos,
na alma conserva um amor adormecido,
na boca esconde murmúrios profundos,
no corpo aprisiona desejos inconfessáveis,
mas impregnado em mim ficou seu perfume.
As manhãs de outono se dividem em tudo aquilo que sou na minha sobra se esconde o frio de alguns dos meus pensamentos, no meu brilho o mais calorosos sonhos.
Encare o medo sempre como algo tão pequeno, que se esconde atrás de um pano translúcido, necessitando de um foco de luz projetado sobre ele, fazendo parecer tão grande e dependendo de sua forma, tão aterrorizante, assustador e intransponível.
