Era
Estranho como as coisas mudam e mudaram... Olha que ironia do destino... Ontem era vc, hoje não é mais.... Era de se esperar... Como diz Marília Mendonça... Amante não tem lar... Novos ares, novos amores, e eu como sempre... Continuo quebrando a cara.... E assim caminha a humanidade....
Quando era criança minha mãe dizia: Se puserem apelido em você não reclame, senão vai pegar!!!!
Quanto mais reclamamos daquilo que não gostamos, mais damos asas às pessoas do mal!!!
Quando criança achava que quando chovia era Deus que chorava... e na maturidade eu entendi que as lágrimas Dele que ficaram nas lembranças da infância, hoje fazem goteiras no meu Coração...
PELO AVESSO...
Tive que virar nossa história pelo avesso, pra descobrir que era lá que estava o começo…
SOMBRA...
Olhei para trás e pensei que tinha visto você que passava…
Ai percebi… que era apenas a sua sombra que ficou no passado e eu nem notava…
A natureza era poesia, pincelados pelo Criador com rimas em cor e amor, aí veio o homem e resolveu pintar a natureza morta e os versos até hoje borram a aurora com lágrimas de dor...
A ponte era feita de pedaços de madeira avariada e amarrada a cordas desfiadas. Vinham as tempestades e sentíamos frio. Recuava encolhida e as lágrimas inundavam aquele rio de descontrole de emoções e sentimentos... respirava fundo e me reerguia. Peguei tua mão e disse: "Vamos fazer essa travessia!"
Hoje, quando olho para trás, respiro fundo, e te digo em pensamento enquanto dormes e repousa tua alma nos mistérios de teu sono, que minhas mãos já alcançam o teu mundo...
LABIRINTO DE UM SONHO
Estava num sonho e presa num labirinto de pedras fechado, era redondo e escalei essas pedras disformes em tamanhos medianos a muito grandes, encontrei umas tábuas com pregos enferrujados que obstruíam minha passagem por uma porta secreta... tirei as tábuas e abri a porta e do outro lado encontrei um caminho de chão batido, algumas casinhas estilo casebre com um varal fora a fora de roupas estendidas e uma luz que timidamente entrava vindo em direção à porta. Olhei para a Luz e vi o sol sorrindo para mim, amanheci e despertei com pingos de chuva que pareciam lágrimas que escorriam do céu nublado...
Na sua inocência era doce e brincava com a vida, já adulta viu que a vida não era tão doce... Foi então que olhou para o céu, conversou com Deus voltando a sorrir e a ser criança...
Houve um tempo em que acreditei que viver muito era o melhor que poderíamos receber da vida. Hoje sei que irá depender do quanto se consegue ser feliz nela, ou então pode não ir além de uma maldição.
Pela manhã, seu cheiro me lembrava cappuccino e livro novo.
Ela era como a primeira luz do amanhecer, suave e reconfortante.
Eu nunca conheci alguém como Cass. Ela era livre, crua, feroz. E eu sabia, desde o primeiro momento, que ela não era para durar. Algumas pessoas nascem como tempestades: belas, violentas e impossíveis de segurar.
Hoje despertei enferma. Disse que era gripe — a desculpa habitual, uma justificativa pronta para quem pergunta apenas por educação. Mas, entre nós, foi mais que isso. A doença física era só a casca, o sintoma mais visível de algo que me envenena mais fundo. Não entrei em detalhes, é claro. Porque, no fundo, não há criatura viva que realmente deseje saber como estou. Eles escutam, mas não ouvem; dizem que se importam, mas é o silêncio que realmente diz a verdade. Quem ama de verdade adoece junto. Por isso calei-me — foi um gesto de amor-próprio. Ou de resignação.
Fiquei deitada de barriga para cima até as dez da manhã, imóvel, como um cadáver temporário, tossindo tanto que a própria garganta parecia se desfazer em fiapos. Um rasgo interno, uma agonia que vinha de dentro para fora. Permaneci assim até reunir coragem para me arrastar até a pia: havia pratos a lavar. E então os sequei, como quem seca também a si mesma — tentando dar um mínimo de ordem ao caos que me habita.
No café da manhã, preparei uma papa de Mucilon. Um gesto infantil, quase um consolo. Foi bom. Mas também foi tudo que pude fazer. Retornei à cama — meu pequeno túmulo provisório — e apenas consegui erguer-me por breves instantes às duas da tarde. Comi, quase por obrigação, e engoli o ibuprofeno como quem engole o cansaço acumulado dos dias.
Já marcava quatro horas quando, num gesto quase heroico, reuni minhas últimas forças para me levantar outra vez. Enfim tomaria banho. Mas o inesperado me golpeou: não consegui fechar a porta. A chave, antes leve como uma pétala, agora era chumbo em meus dedos.
E então compreendi — não pela razão, mas por um suspiro da alma — que fazemos diariamente coisas que não notamos, e que talvez por isso mesmo nunca agradecemos. Trancar uma porta. Lavar um prato. Respirar. Tudo isso era fácil — até deixar de ser. E só quando a capacidade nos abandona, é que percebemos o quanto aquilo nos pertencia. Ou pensávamos que pertencia.
Agora, estou deitada novamente. Tossindo.
Como quem fala com Deus em código morse.
Como quem espera um milagre no silêncio.
Como quem compreende, tardiamente, que o corpo adoece quando a alma já está exausta.
Acho que amei muito antes de saber o que era amor,se eu tivesse tomado conhecimento de atos mundanos e remorsos causados pelo amor,eu poderia ter escolhido não amar ninguém.Eu não sabia que o amor doía tanto,mais o que dói mais que o amor é não haver veracidade,o amor só é verdadeiro quando os olhos perdem os sentidos e a mente toma conta do coração.No meu caso,o amor nunca existiu,o que existiram foram pesares e rumores oblíquos de consciência.Talvez os homens amem menos que as mulheres,eles são frios e calculistas e nós somos apenas nós, iludidas por seres que nunca nos amaram de verdade.Talvez há algum homem no mundo que preste,mas eu tenho certeza que este homem vive no mesmo lugar onde vive Mary Poppins.
"Jesus chorou, porque entendeu, que o só o amor era capaz de curar as feridas da alma e do mundo, e salva-los da morte eterna"
