Era
Sabia não que podia amar,
Amor achava que era inventado,
Por inventeiros vertiginosos,
De lugarejos acantonados.
Sara
(ao surgir tinha ido)
Rangeu o taco,
Trepidou o piso.
Fingi não ter ouvido,
Mas ela era e estava.
Atrás, nas minhas costas,
Quietinha.
Respiração semi-ofegante,
Ela se continha.
Aguardei-a,
Ela tinha seu próprio andamento.
É maravilhoso repassar,
A sensação de ter fingido.
Guardei-a comigo.
Naquele abreviado baque,
Assustou-me.
Deixei-me assustar
E ao surgir tinha ido.
Sintoma
Ela não era poesia,
Isso era ordinário demais,
Era clichesco demais,
A Ela cabia mais que isso.
Ela era Alergia.
E a irritação
Vinha seguida de prazer.
O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.
Florida Idiotice Alada na Era dos Rasos
Insanos Púberes,
Adagas de papelão, evolucionários,
Tirando retratos no elevador.
Teus cruzados certeiros,
Teu discurso inflado,
Um corte tendência pro conquistador.
Pigmentos descolados,
Alastrados na epiderme,
Nenhum sentido.
Perfumes, loções,
Cheiros importados,
A briga não cessa em rede social.
Cartões estourando
Sem arrependimento,
Teu ringue é a noite,
À prova de personalidade.
O desprezo total pelo que respira,
Tua mania geral, tua ciência e guia.
Um salva de nadas,
Nobre inconsistência,
Atraentes, perfeitas anomalias.
Antigamente meu sonho era não tem sentimentos, ou ser totalmente imune à sentimentos ruins. Hoje eu amo ter sentimentos, inclusive os ruins: o que eu sonho é com a sublimação perfeita.
No meu caso, encontrei a arte.
A Aranha
Não era a aranha.
Era o fio invisível
que me prendia há anos
no mesmo canto do quarto.
A aranha só apareceu
quando o cansaço já tinha nome,
quando o corpo já vivia
em modo de vigília permanente,
como se a paz fosse um boato.
Ela não ameaçava —
eu é que já estava ferida.
Ela não atacava —
eu é que vinha lutando sem armas,
no escuro,
há tempo demais.
A aranha virou símbolo:
do medo que não dorme,
do pensamento que insiste,
do dia que apaga o pouco de luz
que tentou nascer.
Eu não queria o fim.
Eu queria descanso.
Queria um lugar onde o peito
não precisasse se defender o tempo todo.
Queria existir
sem estar sempre aguentando.
E alguém gritou “levanta”,
como se levantar fosse simples,
como se coragem curasse exaustão,
como se a dor tivesse botão de desligar.
Mas ali, naquele instante,
o que me salvou
não foi a vassoura,
nem a força,
nem a razão.
Foi o fio mais frágil de todos:
ser vista.
Ser ouvida.
Permanecer.
A aranha ficou.
O medo também.
Mas eu fiquei mais um pouco —
e, por enquanto,
isso basta.
Ele era apenas um rapaz simples...
Filho de um carpinteiro de Nazaré....
Um rapaz de andar simples, e humilde
Que falava palavras que tocavam os corações, dos que o ouvia.
Aquele jovem de família humilde e sincera
Este jovem de bondade e compaixão
Oferecia o seu pouco , ao muito necessitado,, e faminto...
Aquele jovem se chamava Jesus
O filho de de Deus
O filho de Deus
O próprio DEUS...
o tempo cruel me levou a infância querida
a vida que era tão simples
que o tempo parecia não existir
o tempo me roubou a fase mais feliz e apaixonada
a minha juventude despreocupada tudo era emoção amores e muita imaginação
uma energia que nunca acabaria
mas a maturidade trouxe a experiência
e cuidados junto com a paciência
era a velhice cansada
que se acomodava parada observando o tempo passar
por fim o tempo cruel me levou a vida
houve um tempo em que ser criança era uma brincadeira
corríamos
jogávamos bola na rua
e a trave eram dois chinelos ou duas pedras
e não importava se fazia sol ou se chovia
havia sempre um motivo para sair brincar de bolinha de gude
Pique esconde
há tempos Mágicos onde tudo era imaginação
e a vida era simples
era tudo perfeito
éramos felizes com toda a simplicidade
No tempo passado de carroças
onde o longe era uma viagem até o presente mais perto
onde se produzia o futuro longínquo o passado se tornou tão presente
que o agora é uma janela para o futuro e o sonho moderno
deixou para trás as suas carroças
e criou suas máquinas e o futuro pode ser tocado
no vislumbre do presente
Futurista
Marcio H.melo
Ontem achei que minha hora havia chegado
Senti que a morte me tocou
Eu sei era frio havia uma dor na alma
E o medo me congelou eu sabe a que era ela
A morte que está perto
Eu senti seu toque frio estático um
Arrepio invadiu meu corpo enfraquecido
Eu pensei que era o fim
Mas em algum momento a morte se ausentou e pude reviver a minha alma já desfalecida só com a presença amedrontadora da morte.
Felicidade
O que alguém imaginou
Que a felicidade era a ideia de um sorriso de compensação num abraço num beijo apaixonado
Em querer voar sem asas só no poder da imaginação que a felicidade é uma artista criativa inventa tudo só para transformar tudo o que existe em momentos bons
Felicidade é quando estamos tão ocupados sorrindo que não temos tempo para a tristeza
E que só nos arrependemos quando lembramos que o tempo acaba um dia
Por isso perdemos tempo em tristeza e angústia
E deixamos a melhor parte da vida
Felicidade é a busca de sonhos e planos
Não importa a partida ou a chegada, a felicidade está no percurso
Imagine só como seria a vida sem felicidade.
Paulo freire era um visionário da educação como alavanca para a evolução do ser em sociedade
O fato ou a pedra está no poder que acredita que o controle está em manter a ignorância...
Houve um tempo em que o mal era tão grande que beirava a desumanidade.
Onde os seres humanos escravizavam outros seres humanos por ganância, arrogância e dominação.
Sua crueldade era tão grande que era capaz de destruir outros em busca de lucro e, em sua arrogância gananciosa, eles os submetiam a trabalhos desumanos sob a lei da injustiça e da imoralidade, sem qualquer ética.
Enriquecendo seu tesouro desonesto à custa de suor e sangue inocente, à luz do mal, este ser maligno se afirmava superior e, em suas festas luxuosas, era intitulado nobre em uma classe de nobreza onde uma nobreza infame e assassina competia entre seus cúmplices.
Um tempo de devassidão e imoralidade sem qualquer refinamento de humanidade.
Esmagando e explorando cruelmente outros seres humanos, eles eram submetidos à dor da tortura, punições, trabalho forçado e desumano, onde suas filhas e esposas eram estupradas, seus filhos maltratados e trabalhavam até tarde.
e homens exaustos viam em seus idosos pessoas morrerem de exaustão.
Um tempo em que nem Deus nem lei e justiça existiam
No tempo da escravidão.
Cativeiro
Eu aurora era vivo
E neste ciclo onde fui colocado sem consulta me fiz Prisioneiro de disas e noites enquanto aqui vivi caminhei sobre o mesmo chão que me consumiu
Depois que parte sem adeus deste lugar estranho que nunca foi meu e o fiz ficou para aqueles que acreditam como eu acreditei que nunca passarão pobres somos homens e mulheres iludidos que pertencem a este lugar que chamam de mundo no fim somos adubo para o solo deste mundo que outrora caminhamos no fim seremos todos pó poeira que se espalha com o vento...
Antigamente educar era ensinar valores correr e mostrar que a vida é compromisso e responsabilidades
Hoje não se educa se compensa e a criança cresce sem qualquer noção de valores sem caráter
E pior sem tornando um adulto imaturo irresponsável e preguiçoso.
