Era

Cerca de 25269 frases e pensamentos: Era

⁠⁠Parei de ligar, parei de procurar e percebi que o único amigo era eu.

Inserida por kamorra

⁠Parte da minha energia, eu gastei me defendendo. Querendo provar pras pessoas o quanto eu era uma boa pessoa. Pena que alguns não me escutavam e por vezes essas pessoas me fizeram passar por maus momentos.

Inserida por kamorra

⁠"Mi Kamocha" - O Cântico de Moisés:

O Cântico de Moisés era um hino de agradecimento e louvor que os israelitas cantaram depois de terem atravessado com segurança o Mar Vermelho e testemunhado a destruição do exército egípcio que os havia perseguido. A frase "Mi Kamocha" é uma expressão de admiração e maravilha diante da grandeza de Deus e do seu poder para salvar o seu povo.

Hoje, a frase ainda é usada na liturgia judaica e muitas vezes é cantada durante os serviços religiosos. Também é usada como uma forma de expressar admiração ou reverência a alguém que é considerado grande ou admirável.

Inserida por kamorra

⁠Pedro era como um vulcão, capaz de explosões repentinas, mas sem a intenção de causar dano. O verdadeiro perigo se escondia no sorriso e no beijo de Judas, carregados de traição e falsidade.

Inserida por kamorra

Antes eu era atraído pela mais bonita; ⁠agora, pela menos usada.

Inserida por kamorra

⁠A solitude do topo não me assusta, já que a origem de onde vim também era um abismo solitário.

Inserida por kamorra

⁠Duas coisas que eu aprendi quando eu era MC: Tenha personalidade e não seja escravo de opiniões.

Inserida por kamorra

⁠Eu paguei pra ver… e o preço foi alto por não ter saído quando já era hora.

Inserida por kamorra

Todas as vezes que me assumi sofrendo por amor... descobri depois que não era amor... era tudo, menos ele.

Inserida por BALSAMELO

Compreenda que a possibilidade vivida era a impossibilidade!
Vivamos cheios de impossibilidades para que a vida seja o resultado de
transformações!⁠

Inserida por BALSAMELO

⁠"Você era mais curioso. O que aconteceu?"

Inserida por renato_ribeiro_autor

⁠#GERALDO

Era ainda madrugada...
Cobertas frias...
Abandonou o leito...
Contra gosto...

Não tinha jeito...
Era pra ser feito...

Esposa ainda dormia...
Grávida sonhava...
Que em algum dia...
Sua vida melhorava...

Casa pequena...
De dois cômodos apenas...
Dividida por cortinas...
Surradas chitas...

Olhou com ternura ...
Para sua amada...
Com dó no peito...
Para sua mãe idosa acamada...

"Até quando ela sofreria?"
Pensava...com grande pesar...
Resignado...
Ao que nada poderia mudar...

As duas mulheres que mais ele amava...
E por quais era muito amado...
Arrumou sua marmita...
Sem fazer barulho...
Com zeloso cuidado...
Tinha que ir ao trabalho...

Tanto frio...
Blusa esburacada...
Sozinho...
Naquela rua abandonada...

"Vai Geraldo...Vai trabalhar...
Nas sombras das sarjetas...Só os ratos a olhar..."

Vielas tortas, escuras...
Sujas...
Mas sem medo...
Em Deus confiava...

No ponto de ônibus...
Um cigarro ascendeu...
Esquentando a mão...
Afugentando a solidão...

Enquanto o ônibus não vinha...
Na fumaça que subia...
Para Deus orava...
E pedia...
Um término na tristeza de sua vida...

Condução chegou...
Como sempre lotada...
Viajando em pé...
Pernas já ficaram cansadas...

Era apenas uma lotação...
Tinha mais uma pela frente...
Pesaroso sabia...
Que adiante , mais e mais gente...

Enfim...
Chegou ao trabalho...
Pela manhã...
Já estava suado...

Por momentos esteve alegre...
Ouviu vários bom dia...
De seus amigos tantos ou mais como ele...
Desafortunados...

As mãos calejadas...
Fortes e grossas...
Eram leves...
Na pele de sua cabrocha...

Aquele dia...
Seria de grande alegria...
Poderia levar para casa...
Um pouco de carne moída...

Seria sustância para a mãe doente...
Para o filho que viria...

Sua amada saberia ...
Como preparar...
E naquela noite...
Já antevia muito amar...

Refez todo percurso de volta...
Esqueceu de todo cansaço...
Comprou o que desejava...
E ainda sobrou uns trocados...

Já era tarde...
Mas a rua estava cheia...
Fogueteiros de olho...
Comércio cheio...
Não estava a tudo alheio...

Então de repente...
De cores o se se fez...
Tiros...
Correrias...
Confusão...
Algazarra...

Uma bala perdida...
Encontrou alguém...
Que não merecia..

Naquela noite...
Não teve mais alegria...
A cabrocha chorou...
A mãe doente mais ficou...

E para a história terminar...
Só teve uma alegria...

Na sarjeta suja e fria...
A carne moída foi festa...
Para os ratos que ali estavam...
Desconheciam a triste sina...
De Geraldo...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#UM #CONTO #DE #NÃO #FADAS

Era uma vez...
Um país perdido no tempo...
Abandonado por todos...
No esquecimento...

As leis eram manipuladas...
Favorecendo a quem pagava mais...
De cara e intenções mais deslavadas...

A Arquitetura morreu de tristeza...
Ao cair das alturas...
Se machucou, teve grangrena...

A Medicina , que só tinha um diploma na parede...
De enfeite...
Foi atender...
Não soube como fazer...

Fez um puxadinho em suas pernas...
Deixando-a manca...
Para sofrer...

A Educação optou por se fazer de cega, surda e muda...
Diante de tal fato...
Só não perdeu seu olfato...
Quando queimava a erva maldita dos ratos...

Justiça teve um AVC fulminante...
Quando os juízes miliantes...
Amasiada com a política embriagavam-se juntamente...
Vendendo sua alma na esquina...
A quem aparecesse na frente...
Com cobres , ouro ou prata...
Sorriam alegremente...
Com todos os dentes presentes...

A Saúde, coitada, ficou muito doente...
Abandonada ao povo carente...
Delirava constantemente...
Jogada no chão...
Em solidão...
Seus gemidos embora altos...
Não chegavam aos palácios dos magistrados...
Estavam muito ocupados...
Bebendo caros vinhos...
Comendo camarão...

O povo que sofria...
Em dolorosa intermitente agonia...
Em sua ignorância só rezava e dizia...

"Amanhã vai melhorar...
Somos o país do futuro que está a chegar".

Velas era acesas...
Mãos postas em oração...
Porém brigavam entre si...
Em estranha confusão...

A mão esquerda batia na direita...
A mão direita batia na esquerda...
Fazendo ritmo para dançar...
A Corrupção...

Era um país de extrema beleza...
De muitas cores e de grande alegria...
Mas tudo somente ia ficando cinza...
Dia após dia...

O preto brigava com branco...
O marrom brigava com o amarelo...
E assim crescia...
Esses estranhos flagelo...

O Tempo que a tudo via...
Partido nenhum tomava...
Sabiamente gargalhava...
Emboscada preparava...

De passado outrora em glória...
Triste presente ausente...
O que adveio foi o terror...
Impossível narrar...
Tamanho torpor...

Debaixo da poeira da ignorância...
O Futuro se suicidou...

Tão triste história de um país...
Que antes de ser estrela fulgurante...
Doente...morreu...acabou...

PS: Qualquer mera coincidência que sirva de alerta para que o mesmo não aconteça conosco...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#OS #AMANTES

Era uma vez...
E isso é só um detalhe...
Algumas palavras de amor...
Algumas palavras de ódio...
Entre casos e descasos...
Entregas e posses...
Um refúgio...
Um sussuro...

Mal nos conhecemos...
E me eu coração pronto a pulsar...
Depois de um sorriso...
Estava pronto a lhe entregar...

Estranha nossa história...
Não ao erro perseguido...
Sim a verdade partilhada...
Um trabalho sem fim...
Dessa fábula encantada...

Meu corpo ao seu desejo violento...
Tantas vezes por mim desejado...
Quando a noite perdia o rosto...
Quando vivi com mais gosto...

Mas toda história tem seu fim...
E o silêncio dos amantes então se fez...
E o tempo lancinante nos esgotou...
Já não dá mais...
Tudo terminou...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ANJO #AZUL

Era um capricho e nada mais...
Vestir-se de flores azuis...
E caminhar pela aurora...
Em paz...

Tudo o que há de melhor e de mais raro...
A realidade é simples...
É isso apenas...
Deixando naturalmente acontecer...
Durante seu querer...

Vestiu-se de azul...
Pois as ruas de azul não poderia pintar...
As pedras mudas, apenas lhe espiavam...
E o céu cinzento de dúvidas nesse dia...
Não chorou...

Sem vultos na rua...
Sem uma boca para ser sua...
Nesse curto intervalo que Deus preparou...
Sua vida, seus sonhos, tem o mesmo ardor...

Constante é sua busca...
Até mesmo quando esbarra no medo...
Um jardim florido, seu espírito...
Aos olhos de muitos...
Só mais um deserto...

Em tudo há um começo...
Um princípio, um fim...

E o anjo sem asa...
Quando a ilusão clama...
Chora...
Do que rompeu e quebrou...

E ele se vai, calmo...
Pelas ruas segue...
Enquanto morre a flor do seu amor...
Vestido de azul...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Era cedo...
Lavei e perfumei meu corpo...

O vento frio bateu no meu rosto trazendo-me a vontade de um café bem quentinho...

Existe um tempo certo para tudo...

Os amores são como os grãos de café na máquina de moer...

Primeiro um...
Depois outro...
E depois mais outro...

E todos vão para o mesmo destino...

Próximo?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Era de noite quando eu bati à tua porta...
E na escuridão da rua tu abriste as portas...

Por que assim me deixas
Com alegrias e até tristezas
Rodeando-me de incertezas?

Que a tua boca me diga...
Segredos em pé de ouvido...
Quando tua mão me toca...
Despertando em mim os mais loucos desejos...

Ah como agora os dias são curtos...
E a noite chega sem demora...
Não existe mais tempo para o meu torpor desta hora…

Sensações sem nexo...
Entre o corpo e a alma é a personalidade que tenho…
Se guardo algum tesouro não o prendo...

Quem é que abraça o meu corpo na penumbra do leito?
Quem é que me tira o fôlego e me deixa assim sem jeito?

És tu ...
Senhor de meus olhos...
Só pertencemos...
A quem nós amamos...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠No tempo dos segredos...
Todas as coisas eram possíveis...
Era no tempo em que os meus olhos...
Não tinham visto tantas coisas frias...

Antes das palavras gastas...
Antes de não termos já nada para dar...
O que chega, não fica...
Nem mesmo abre em nosso peito feridas...
Já não se passa absolutamente nada...

A rosa se descobriu a perder a cor...
Fechou os olhos e adormeceu...
E quando amanheceu veio o vento e a arrancou...

Ocultam-se as paixões...
Sob os véus da ilusão...
Tudo acaba como começa...
Sem guardar a lembrança de um amor...
Pobre e frio coração...

Ninguém te abriu...
Ninguém verteu lágrimas de puro afeto...
Ninguém lhe sorriu...
Refém das mágoas que a si mesmo causou...

As histórias são recontadas de tantas formas...
Tudo indefinido...
Destino...
Acaso...
Desejos...
Escolhas...
Talvez...

É bom às vezes sentir medo...
Raro ser compreendido...
À frente o desconhecido...
De tudo que se acreditou...
Onde o silêncio esconde pensamentos...
De tudo que já sonhou...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Era uma vez um homem que amava uma mulher... e o sorriso dela era um mistério ao qual ele desejava dedicar toda a sua vida desvendando. Cada curva daquele riso iluminava sua alma, como se o universo o convocasse a eternamente buscar essa resposta doce e infinita.

Mas o tempo, com seus desentendimentos e desencontros, os separou. Ainda assim, ele manteve sua promessa, gravada nas linhas do seu peito. Possuiu outros corpos, é verdade — breves respiros de uma ausência que nunca se curava — mas jamais os amou. Seu coração, teimoso e fiel, permanecia ancorado naquele amor primeiro, que nem a distância dos anos conseguia apagar. Amar aquela mulher não era uma escolha, mas um destino que o tempo não soube desviar.

Inserida por italo0140

Era uma vez um quase-amor...
Desses que não se nomeiam com facilidade, mas se sentem na pele, no peito e até nas pausas da respiração. Um sentimento que nasceu rápido demais, intenso demais — talvez demais para caber nos moldes do que se espera de um amor tranquilo.

Ele chegou como quem não queria nada, mas logo tomou tudo. Fez morada nas conversas, nos olhares trocados, nas entrelinhas não ditas. E ela, mesmo desconfiada, se entregou como quem reconhece uma alma antiga. Havia ali uma conexão que não precisava de explicação. Só existia.

Mas era um laço torto. Um passo à frente, dois atrás. Um carinho de manhã, um silêncio à noite. A ausência dele não era total, mas era constante o suficiente pra doer. Ele aparecia, mas não permanecia. Dizia muito, mas demonstrava pouco. E ela, ainda assim, insistia. Não por falta de amor-próprio, mas porque acreditava — talvez mais do que devia.

Ver o afeto dele derramado em outros cantos era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Era se dar conta de que o espaço que ocupava era pequeno demais para o tamanho do que sentia. Ela saiu das redes dele, mas nunca conseguiu sair, de verdade, da memória. Porque amor que marca, marca até no silêncio.

E ele? Ele sentia. Sentia a falta, o peso da ausência dela, o vazio onde antes havia vida. Só não sabia — ou não conseguia — dizer. Talvez porque nunca aprendeu que o amor precisa ser assumido, não disfarçado. Que sentimento escondido vira ferida em quem espera.

No fim, ficaram os dois: ela com o peito cheio de palavras engolidas, ele com a alma carregada de tudo que não soube viver. Não houve briga, nem ponto final. Só um "quase" que doeu mais do que qualquer fim.

Porque há amores que não terminam, apenas se perdem.
E há pessoas que, mesmo indo embora, continuam morando em nós.
Feito eco.
Feito lição.
Feito eternidade disfarçada de acaso.

Inserida por italo0140