Era
Na escola da vida,
era uma boa aluna,
levava como podia,
ajudava como podia,
sofria só pelo que deveria,
não prolongava
o que não deveria
mas o mais importante,
sorria, sempre que podia.
Pela janela do meu carro - 2
Era próximo de 13h e o movimento na rua estava intenso. Eu seguia rodeada por carros e à frente também tinham aproximadamente seis motoqueiros.
De repente o que ia no início teve a "brilhante ideia" de realizar um "cavalo de pau".
O que aconteceu depois?
No mesmo instante todos os veículos que vinham atrás desaceleraram e os outros motoqueiros se afastaram.
Imagino o que pensaram: IMBECIL!!!!
Eu pensei: "Se ele cair, qual será o veículo que irá passar por cima do corpo?"
Sinceramente, fiquei irritada. O cara atrapalhou e atrasou o trânsito e, se tivesse acontecido o pior, alguém poderia ser acusado por homicídio sem ter culpa alguma.
Oh gente louca que não respeita o trânsito.
Era apenas um encantamento a ponto de confundi-lo com um sentimento puro, mas comprovei que não era na primeira decepção. Eram apenas emoções irracionais e desnecessárias que logo desapareceram.
Eu era como água de torneira, nem muito quente nem muito fria, mas eu acabei fervendo uma vez e não me arrependo.
Escapar por um dia era bom, dois era ótimo. Agora que posso escolher ficar longe para o resto da minha vida é um sonho realizado.
Até que um dia parei de desperdiçar o meu tempo e os meus sentimentos. Aquele ser não era digno nem da minha raiva. Foi me cuidando que eu consegui a minha paz.
O sistema econômico oferece escolha infinita ao indivíduo e até quem era contra o consumismo não resistiu. Há um consumo infinito da humanidade. Jogamos fora mais que o necessário por puro descontrole.
Sorria sempre, mesmo que a vida não lhe dê motivo para tal! Futuramente verás que tudo era insignificante, menos o seu sorriso.
Passaria anos ESPERANDO...
Contaria cada segundo AGUARDANDO...
Para saber se teu olhar era como eu SONHEI...
E se tua boca era como no sonho eu BEIJEI.
21-05-2015
Uma amiga minha foi dar um passeio,
O nome dela era Ana Marieta,
Tinha sofrido um acidente um dia desses,
E tinha que andar de muleta,
De repente desequilibrou-se,
Escorregou e caiu em uma valeta,
Consequentemente teve algumas escoriações,
E o caso mais sério foi ter rasgado sua calça.
Ocupei-me o tempo todo para disfarçar o seu amor por mim, sendo que o seu amor era outro. O barraco desabou e eu não tenho nada com isso, e também não me importo. Pois esse disfarce nunca me enganou, e sim a si mesma.
Quando eu era garoto com meus 13 anos de idade, com um estilingue (bodoque) acertei um passarinho, e quando fui pega-lo, vi naquele olhar algo inexplicável, tentei salva-lo mas foi impossível. Então joguei fora aquele maldito artefato assassino, e até hoje 50 anos que se passaram tenho na memória aquele olhar inexplicável.
E cada vez que lembro disso não contenho minhas lágrimas.
Passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem era eu, para ter certeza de mim. Se era o mesmo que, já mentiu, fingiu, sofreu, sorriu chorou e descobriu que tudo é lição para se viver bem e sentir-se feliz.
