Encontro entre Amigos
Entre o eremitério e o cemitério, existe um mistério que permeia a vida humana: o mistério da existência. No entanto, a vida propositadamente apressada das grandes cidades, nos aliena e nos desorienta. O ministério da alienação, por sua vez, tenta perpetuar essa vida sem sentido, em que o indivíduo é reduzido a uma peça substituivel da engrenagem social robotizada.
O homem que usa o mal, a violência ou o medo como força é o mais fraco entre todos, o homem que encara o mundo com amor, compaixão e justiça é o mais forte entre todos, a força não reside no corpo e sim no ser.
Em algum momento, entre os excessos de pertencimento, deixei de caber. Vi destoar as expectativas, assisti, lentamente, cada palavra morrer. Eu tagarelava, n’outros tempos, mil verdades em entrelinhas que me denunciavam inteira; quando me despia das vontades alheias e me enxergava nua & vulnerável; dizendo mais do que ousava sentir; sentindo mais do que arriscava ser.
Hoje se amontoa.
Vezenquando deixo escapar.
Vez em sempre tento esconder…
Vende-se um Poeta
Na feira das quincalharias
Entre perdidas velharias
Poeta agrilhoado
Homem amordaçado
Outrora gladiador
Apaixonado e sonhador
Ali sem corpo
Ali já louco
Sem estrelas no olhar
Magro na palavra
Mago sem magia
Esquelético no semblante
Viajante do inferno de Dante
Ali em leilão
Ali sem paixão
Torso nu sem alma
Já não clama
Já não ama
Já não é poema
Vende-se
A quem o reclama.
"Na sinfonia do desenvolvimento, a tecnologia é a maestrina que orquestra a harmonia entre conhecimento e inovação, resultando em notas de sucesso."
A diferença entre o maçom da idade média e o pós moderno é que o de antes lutava pra proteger os fiéis, o de agora faz com que os fiéis lutem por ele.
Uma breve comparação entre os túneis assustadoramente desconhecidos, e esses moderníssimos smartphones...
Quem sabe eu até mesmo esteja transitando há décadas na contramão da moderna educação literária, mas o psicologicamente empacador fato é que ainda prefiro gastar alguns bons neurônios em busca de um texto direcionador para os leitores somente depois do texto finalizado, ao invés de me escravizar e bem logo me irritar feito vestibulando na prova de redação em incontáveis bloqueios mentais, quando também me vejo obrigado a criar um texto em absoluta conformidade e cega obediência ao título previamente imposto àqueles pobres escribinhas de primeiras viagens redacionais, quando mais que certamente isso deveras culmina com o seu quase completo desencanto inicial pelo manejo das nossas teimosas e fugidias palavrinhas portunhosas.
E então, dá-lhes ciências exatas...
Por outro lado, olha o antagonismo aí, minha gente! Nem ao menos disso sabendo o real porquê, o estranhíssimo fato é que a cada ocasião que me vejo em vias de adentrar e atravessar um túnel desconhecido e breuzissimamente assustador, sinto pungentes calafrios, ao mesmo tempo em que também sinto-me invadido por verdadeiras marés de misteriosas energias, que percorrem desde minh’alma e coração, até o centro de comando cerebral, assim bloqueando-me quaisquer necessárias e urgentes tomadas de decisão, enquanto assim travo as mais amedrontadoras batalhas íntimas a me impedirem peremptoriamente de me deslocar por aqueles tétricos lugares. Isso poderia ser tratado como alguma conhecida fobia por lugares que nos metem medo? Mas por que tenho tanto medo assim do mero desconhecido? E se ali na entrada desses túneis existisse um interruptor de luz, feito os nossos aposentos de dormir? Por certo assim o medo sumiria como que por benéfica magia... Vocês concordam comigo nisso?!
Finalizando, imaginem só o meu sufoco psicológico, a cada ocasião que “tenho” de abrir meu nemtantoassim moderníssimo, mas ainda mais misterioso e assustador smartphone, quando então tenho a mais nítida e descabida impressão dele estar completamente devassado ou infectado por vírus, vírus e mais vírus ( quem sabe até mesmo esses terríveis vírus soviéticos capazes de alterar desde um simples resultado de dois mais dois, até uma disputadíssima eleição de condomínio, sei lá...), ou tantosetantosmais arquivo e vídeos malandramente maliciosos e espiões.
Enquanto isso eu, eu, euzinho aqui, ver os doces gingadinhos do “Tique-toque” e do Instagram, nessa minha tentadora telinha, então, nem sonhando acordado! meus amados leitores e leitoras.
Aliás, dias têm me ocorrido em que estou aqui no meu “baitão informatizado”, a escrevinhar sossegadamente estes meus palavreados cotidianos para abastecer minhas diversas colunas, e não há de ver que aqui nele também logo começo a escutar vozinhas estranhas? Será que isso poderia estar vindo desses danados seres alienígenas, esses tais que dizem viverem às escaramuças com os cientistas e as armadíssimas forças militares americanas, ou seriam apenas alegres gritinhos de cupins ou formigas de computador?!?
Pensem num velhinho arisco e assustado com todas essas amedrontadoras modernidades, heheheaiaiaiaiiii...
Armeniz Müller.
...Oarrazoadorpoético.
"Cuidando com a diferença entre o Bem e o Bom,
Nem tudo que é bom faz bem, e nem tudo que faz bem e bom."
Xakurhandza
Grite com seu cão de estimação, e ele te obedecerá com o rabo entre as pernas;faça o mesmo com um gato, e ele nunca te olhará na cara.
A diferença entre a graça, e o legalismos. E que a graça busca sempre projetar em nós a vida de Cristo, pelo poder do Espírito Santo. E o legalismo, busca nos colocar no centro do nosso eu, e da nossa própria vontade.
Cumplicidade não se compra, é gratuita; sintonia entre almas é uma dádiva divina. Eu sou pássaro que, mesmo ferido, ainda faz morada dentro de você; clamando, clamando, persistindo em clamar, te relembrar mais uma vez: CUIDA BEM DE MIM! Não importa mais, se você me cativou, ao mesmo tempo, me afugentou.
Oração é como uma semente, não importa o tempo que transcorra entre a semeadura e a colheita; um dia, ela eclodirá, e no porvir, dará os frutos deleitosos, as respostas das nossas constantes, contínuas, e perseverantes súplicas.
APAIXONADO
Entre os versos tecidos com paixão,
Desabrocha o poema do coração.
Palavras que fluem em suave melodia,
Expressando o amor que em mim ardia.
No universo vasto da emoção,
Encontro-te, meu doce encantador,
A musa que inspira minha criação,
Transbordando amor, sublime fervor.
Teus olhos, estrelas a brilhar,
Refletem o brilho do luar,
Tua voz, um sussurro sereno,
Embala meu ser, feito um pequeno aceno.
Teu sorriso, encanto celestial,
Ilumina meus dias em luz especial,
Teu toque, carícia suave e profunda,
Afaga minha alma, torna-a mais fecunda.
Cada gesto teu é uma poesia viva,
Que enche de encanto minha vida,
Teu amor é a tinta que colore meu papel,
E faz do nosso encontro um enlevo fiel.
Nas linhas desse poema, entrego meu coração,
Palavras são mágicas, revelam minha devoção.
Que estas rimas, como laços, nos envolvam,
E juntos, no amor, para sempre nos resolvam.
Poesias...
Universo entre universos.
Amor contido nos amores.
Sonhos que contêm sonhos.
Vida vivida entre outras vidas.
Ah! Poesia...
Bebo-a quando tenho sede.
Sua alma me alimenta.
És linda.
Começo e o fim da minha vida.
O brilho da felicidade.
O sentimento em toda a sua morfologia.
Entre o azedo e o doce.
Você me fortalece o espírito.
Poesia. Poesias.
Comigo estarão em todos os universos.
Onde haverá salões de bailes.
E neles, dançaremos ao som das galáxias.
Se for para escolher antes entre uma Mulher e a Matemática, escolha sem pestanejar a Matemática, a rainha das Ciências, depois escolha a Mulher pois aí já saberás quantificar a demanda dos seus desejos e minimamente atendê-los;
In, Machado pesado
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