Encontro entre Amigos
...e entre os escombros, havia a ferida dilacerada, a dor, a incapacidade de se levantar...Havia toda a revolta em se deixar cair, por quem não merecia de nós, nem a própria queda!
...e entre os estilhaços, a esperança de dias melhores...e entre os estilhaços, a oportunidade de se reinventar de uma outra forma.
O desejo de se levantar predomina a queda, por maior que seja a altura.
E tudo na vida beira o caos quando se trata de dor...Cabe à nos superá-la ou entregar-se!
E a decisão fica à encargo do que você quer pra sua história!
...sabe, eu sempre soube que um dia eu terei que decidir entre ir ou ficar...
E embora eu fique, isso não quer dizer exatamente, que eu não tenha vontade de ir!
É que às vezes a gente fica, não porque quer ficar...Fica por comodismo, por medo de não conseguir ir sozinho...Fica porque é mais fácil fazer parte de uma história mal contada do que começar um novo "Era uma vez"!
"Quando penso em tudo de repente, minhas vontades, pensamentos, razões e desejos oscilam entre a sanidade e a loucura, são tudo aparentes reflexos do que chamo de paixão."
As vezes a vida nos joga numa espécie de limbo. É como se estivéssemos entre o estar e o não estar. Uma verdadeira dimensão intermediária no viver. É estranho passar por essas fases na vida. E talvez você nunca passe por isso. Tento descrever da maneira mais nostálgica possível. Digo que é o espaço que divide às musicas no vinil. É o chiado constante da agulha, com o estourar de flocos de poeira em seu cristal. É o nada. É o espaço em branco, que você terá o trabalho de escrever.
TEMPO
O tempo passa
Como areia a escorregar
por entre os dedos.
A vida?
Parece que vai entrando numa rotina,
doce às vezes,
Amarga, muitas vezes...
Inquietante e difícil.
E, subitamente em ritmo lento ou rápido
surge no mais profundo de nosso ser
a necessidade de uma transformação.
Uma vontade desenfreada
De amar e ser amada!
Despertando nossos sentidos,
extravasando nossa alma,
nos causando uma inquietação
que somente a realização
do desejo insatisfeito;
Sossega e acalma
Alivia e conforta.
É nesses dias
Que surge a necessidade
de sentir o AMOR.
Integralmente
Na sua totalidade
com todo esplendor e vontade...
Imediatamente com a mesma força virá
Os medos e as dúvidas.
Contudo,
se vencermos os obstáculos
em seguida,
virá a convicção
a força e a alegria
de um novo amanhecer...
E finalmente
teremos a certeza
de que o tempo.
O tempo não é apenas
o tempo que passa...
O amor possibilita duas vias que tornam a vida rica em significado: comunhão entre os que concordam e coexistência entre os discordantes.
SONHO E RAZÃO - GUERRA
Vivo imerso numa batalha interna muito grande. Existe essa guerra entre meus sonhos e a realidade. Reconheço que tenho sonhos bobos - às vezes, mas que não dão direito a realidade querer impor suas razões.
O incrível é ver como meus sonhos tem a magia e astúcia de se regenerar diante das mordidas bruscas da razão...
Vejo tudo isso e vez ou outra me posiciono em relação a isso, mas sempre com o cuidado de analisar da forma mais imparcial possível a situação, nem dando grandes asas ao folgado do sonho, muito menos permitindo a chata da razão de se achar.
E sigo pensando assim.
Sonho seu bobo, me deixa em paz porque se eu for viver das sua ilusões, estou derrotado, preciso viver a razão.
Razão, sua chata! Me deixe em paz porque nem sempre concordo com seus caminhos, preciso viver dos atalhos que o sonho me proporciona.
Aí depois, percebo que tenho que viver em harmonia com eles, o sonho e a razão me completam, afinal, não consigo viver na fartura de um ou na ausência do outro. Como bom libriano e bom mediador das coisas da vida, representado pela balança, é meu dever mediar tudo
O REINO ESTÁ ENTRE VÓS
Lucas 17, 20-25
No tempo de Jesus, havia uma verdadeira febre de fim de mundo. Discutia-se, com vivo interesse, a questão de quando o Reino de Deus haveria de chegar. A dominação romana, na Palestina, fazia crescer ainda mais o desejo de tempos novos, sem opressão e perseguição, onde a vida do povo fosse regida somente por Deus. A festa da Páscoa era uma ocasião excelente para fazer reacender a esperança de libertação.
Jesus recusou-se, de maneira taxativa, a deixar-se levar por estas correntes escatológicas que queriam submeter o Reino de Deus a seus programas, descurando a verdadeira ação de Deus na história humana. O apelo de Jesus orientou-se para a responsabilidade humana de preparar-se, com toda liberdade e seriedade, para o encontro com o Senhor. Isso não se faz correndo, de cá para lá, em busca de fatos extraordinários ou de figuras messiânicas, identificando-os como sinais premonitórios da consumação do Reino.
Tudo isto se tornava desnecessário, porque o Reino já tinha despontado no meio do povo, na pessoa de Jesus, o Filho do Homem. Observando as palavras e gestos de Jesus era possível confrontar-se com uma história humana onde Deus exercia o senhorio absoluto. E todo aquele que tivesse a coragem de deixá-lo ser o Senhor de sua vida, tornar-se-ia a personificação do Reino, como Jesus.
Dizem por aí que as pessoas inteligentes vivem entre a Sanidade e a Loucura, e a única coisa que as separam é uma linha tênue chamada Sabedoria. Ainda bem que vivo andando e dançando sobre ela como uma elegante valsa de outroras, pois somente com Sabedoria é possível se viver feliz, sorrir, chorar, amar, ter compaixão, semear o bem e sonhar sem deixar que a alma seja envelopada pelas limitações comumentes aplicadas por esta sociedade. Sou Louco e Feliz. Seja você também!
Podem tirar meu chão, mas não se esqueçam que quem me guia, vive nas nuvens. Entre raios e trovões e nunca me deixa cair.
Se faz de durão e de muito doido pra esconder o sofrimento, é normal entre homens que amam, mas não tem coragem de assumir.
Enfermo mundo
O sol escondido entre as nuvens
Demonstra a nostalgia da natureza
Pequenas pinceladas, fuligens
Sobre um céu negro, beleza.
O ar gélido toca a face
Dos leitores dessa grande anedota,
Construtores de prédios como disfarce
Para amenizar o sofrimento do planteta.
De lúpus sofre o corpo
O homem, patogênica célula
Destrói a natureza com tanta sutileza
E esquece o quanto depende dela.
(V.H.S.C.)
Me sinto bem quando escrevo.Não vejo um monólogo,mas sim um diálogo entre os pensamentos de um eu-lírico e suas palavras.
Meu pai, você foi e sempre será o melhor pai, o melhor amigo. Você ficará sempre entre nós, e na nossa lembrança, foram 33 anos de convívio gratificante, de eterna troca de de valores. Pai, você será para sempre meu mestre e meu guia, seguirei teus passos e procurarei continuar tuas metas, sem me atrapalhar no meio do caminho. Prometo que serei forte. Pai, muito obrigada, por ter me dado vida, muito obrigada por ter me criado com sabedoria e ter feito de mim a mulher que sou, tudo devo a você, com sua força, com sua coragem, com sua honestidade e sua capacidade de solucionar tudo, você me fez forte e realista. Pai, valeu muito a pena ser sua filha, mesmo que tenha sido por muito pouco tempo. Pai você será eterno no meu coração.Te amo pra sempre.
Em uma pequena vila, entre o céu, a terra e um riacho, morava um jardineiro que plantava árvores. Árvores que davam frutas, árvores que davam sombras, árvores que davam madeiras e até uma ou outra que não davam nada, mas eram lindas árvores. Regavas e podava seus galhos para que crescessem forte, e dessem belas frutas e sombra às margens do riacho. Centenas de passarinhos passavam por ali, deliciando-se a sombras das árvores, construindo ninhos e comendo as frutinhas, e com certeiros rasantes, bebiam a água fresquinha que corria pelo riacho. E assim o jardineiro deixou passar dezenas de primaveras, outonos, invernos e verões, sempre cuidando de suas árvores do mesmo jeito. Um dia então, ouviu uma voz diferente, um canto diferente, olhou e era um passarinho, era igual a todos, mas parecia diferente, olhava o jardineiro nos olhos. O jardineiro achou estranho, mas voltou ao trabalho. Mas disfarçadamente observava o passarinho todo dia, no mesmo lugar. Um dia o jardineiro se aproximou, e ela não voou. Então ele notou que a pequena ave, que olhava nos olhos, trazia em seu bico um raminho de algum tipo de planta. Ele pegou, e plantou. A Plantinha cresceu rápido, pois era bem cuidada pelo jardineiro, e constantemente vigiada pelo passarinho, que vinha todo dia. E o jardineiro esperava ele chegar, para começar a cuidar da plantinha. O canto do passarinho era maravilhoso, uma voz suave, e um olhar tão doce quanto as pitangas do pomar. Então um dia aconteceu: a plantinha, já era um arbusto e estava carregada de flores, só então o jardineiro, que não era especialista em arbustos viu...era um bouganville, com flores violetas, era lindo, e no galho mais alto estava a passarinha. Mas estava diferente, mal cantava, já não olhava nos olhos...o jardineiro percebeu, a missão estava completa. Agora em meio a tantas árvores, tinham flores, lindas flores. O jardineiro sentiu que ela iria partir. E ela, apesar de não estar em uma gaiola, também gostava de estar ali pertinho do jardineiro, mas ela era um passarinho, tinha de voar e espalhar as flores pelos lugares que não tinham... Então ela olhou o jardineiro nos olhos pela última vez despedindo-se sorriu, e ela voou...
e ele pensou no coração: Seja feliz minha adorada amiga...
