Encontro entre Amigos
A amizade e o carinho entre pessoas sinceras são como retas paralelas destinadas a sempre se encontrarem no infinito da eternidade.
Encruzilhada
Afrodite fica em dúvida,
entre o lenhador e o rei.
Entre o homem da madeira
e a divindade do vulcão.
Entre o que constrói lentamente
e o que explode quente.
Ela fica contente,
e contida do não saber,
na dúvida da escolha.
Querendo amar os dois,
e sem saber se pode.
Ela se sente humana e não mais Deusa.
E nesse momento,
de tormento e escolha,
fecha a rolha da Ambrósia
e adentra inteira a encruzilhada.
Roga e pede a grande mãe,
sabedoria e pudor.
Mas,
sua alma é de torpor,
furor,
calor,
amor.
Inteiro e verdadeiro.
Pulsante,
sedutor.
Ela quer ir tal qual o vento,
tal qual nuvem,
alada,
fazer ninho em dois corações.
E tornar o lenhador um rei
e o rei,
um lenhador.
Tornar os dois inteiros
e seus,
amantes,
diamantes,
sacerdotes
e machos.
Mas ela ama
e tem medo,
de magoar algum.
Porque sabe,
embora sem entender,
que não pode ser dividida.
E por que não?!
Dividida,
divindade,
de verdade!
Correr em veias de dois corpos ao mesmo tempo,
era só o que ela queria...
Pulsar dois corações!
Duas orações,
que chegam a ela juntas,
no éter,
em duas canções,
lhe pedindo amor
e ela quer dar
e tem para oferecer,
mas,
parece que no mundo real tudo é tão difícil...
Talvez o Deus a dividisse,
mas e o lenhador...?!
E, como essa dúvida gera dor,
ela faz sua mala
e volta para o Olimpo.
Sozinha.
Natasha Treuffar
O homem que se julga conhecedor de todas as coisas é o mais cego entre os homens, pois adora o ídolo do próprio eu.
- Ketty Williams
A diferença entre o sábio erudito e o homem comum não reside na essência do seu espírito, mas apenas na vestimenta dos conhecimentos que acumulam. O doutor não possui a destreza das mãos do artesão, assim como este não alcança a sutileza das ideias daquele. Reconhece, pois, que cada mente é uma fagulha da razão divina; subestimar o outro é ignorar que o verbo do conhecimento pode se manifestar tanto na poeira dos livros quanto na arte do fazer. A verdadeira virtude não está no acúmulo, mas na humildade de aprender com toda criatura. KW
.entre nós.
Eu não sei o que a gente é agora.
E essa talvez seja a única coisa que ainda me incomoda.
Porque eu sei o que fomos. Sei o que senti. Sei das coisas que você provavelmente já esqueceu e das coisas que eu finjo que esqueci também. Sei exatamente em que momento algumas coisas começaram a mudar, mesmo que nenhum de nós tenha tido coragem de apontar para aquilo e dizer: é aqui.
Mas agora?
Agora eu não sei.
E eu odeio não saber.
Às vezes penso em te mandar alguma coisa completamente idiota. Uma música. Uma piada. Alguma coisa que só faria sentido para nós dois. Aí eu paro.
Porque já não sei se ainda posso.
É engraçado como uma pessoa pode sair da sua rotina sem sair completamente da sua cabeça.
Eu continuo encontrando você em coisas que nem deveriam ter relação com você.
Uma música tocando no aleatório.
Uma rua.
Um horário.
Uma frase que alguém diz e que, por algum motivo absurdo, me faz pensar em você.
E eu fico alguns segundos naquele lugar entre mandar mensagem e respeitar o silêncio.
Quase sempre escolho o silêncio.
Não porque eu não queira falar.
Talvez justamente porque eu queira demais.
Eu acho que parte de mim ainda gostaria de saber como você está. Não por obrigação, nem porque eu esteja procurando uma desculpa para voltar.
Só quero saber.
Você ainda ri daquele jeito?
Ainda faz aquela coisa quando fica nervosa?
Ainda pensa em mim às vezes?
E se pensa...
é com carinho ou com aquela sensação de “ainda bem que acabou”?
Eu não tenho coragem de perguntar.
Então invento respostas.
É mais fácil.
Às vezes imagino que você sente falta.
Às vezes imagino que não sente absolutamente nada.
E, dependendo do dia, acredito nas duas.
Talvez seja isso que reste quando alguma coisa termina sem realmente desaparecer.
Não uma vontade desesperada de voltar.
Só uma curiosidade persistente.
A vontade de saber se aquilo que foi tão grande para mim ocupou algum espaço parecido dentro de você.
E talvez seja por isso que a pergunta continue aqui, mesmo depois de tudo.
Não se a gente vai voltar.
Não se deveria ter sido diferente.
Só se ainda existe alguma coisa entre nós que não precise de um nome tão complicado.
Se ainda dá para conversar sem parecer que estamos invadindo um território proibido.
Se ainda dá para rir de alguma coisa que só nós entenderíamos.
Se, depois de tudo, ainda existe espaço para eu ser alguém na sua vida — mesmo que de um jeito completamente diferente.
Porque talvez eu não esteja procurando a nossa história de volta.
Talvez eu só esteja tentando descobrir se ela realmente acabou em todos os sentidos.
Então eu fico com essa pergunta, meio ridícula, meio sincera, impossível de responder sozinho:
depois de tudo que fomos,
ainda existe um “nós” em algum lugar?
Ou pelo menos...
ainda somos amigos?
quando o acaso decidir
Talvez o mais estranho entre duas pessoas não seja aquilo que aconteceu.
É aquilo que continua acontecendo depois.
Uma foto qualquer pode carregar uma história inteira. Uma pessoa pode aparecer ao lado de outra, sorrindo, sem intenção nenhuma além daquele instante, e ainda assim atravessar uma tela e parar justamente onde não deveria. Em algum lugar, alguém vê. Reconhece. Sente alguma coisa que talvez nem queira admitir. E responde de um jeito pequeno, quase casual, como quem tenta esconder o tamanho daquilo numa frase.
Engraçado como algumas pessoas ainda conseguem fazer isso.
Mesmo longe.
Mesmo depois de tudo.
Mesmo quando já não existe mais motivo para prestar atenção.
Talvez porque certas histórias nunca tenham aprendido a terminar direito.
Elas só mudam de lugar.
Saem das conversas e vão parar nas músicas. Saem dos encontros e aparecem numa foto. Saem da rotina e, de vez em quando, voltam pela boca de alguém que nem fazia parte da história.
E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tão familiares mesmo quando estão vivendo uma vida completamente diferente da nossa.
Como se existisse uma versão do mundo em que as coisas tivessem acontecido um pouco diferente.
Um segundo a mais.
Uma escolha a menos.
Um medo que não tivesse vencido.
Uma mensagem enviada na hora certa.
Uma porta que alguém tivesse decidido não fechar.
Nesse mundo, talvez fosse simples.
Talvez vocês se encontrassem sem precisar fingir que não estavam procurando um ao outro.
Talvez não existisse esse cuidado exagerado com o que sentir, com quem vê, com quem sabe, com quem aparece numa foto ao lado de quem.
Mas aqui é diferente.
Aqui vocês aprenderam a conviver com a estranha habilidade de ainda significarem alguma coisa sem precisar dizer exatamente o quê.
E talvez você nunca descubra se aquela reação foi ciúme, saudade, curiosidade ou apenas aquele pequeno incômodo que aparece quando alguém percebe que a pessoa que um dia ocupou um lugar importante continua existindo muito bem sem pedir licença.
Talvez nem ela saiba.
E tudo bem.
Porque existem sentimentos que não precisam de nome para serem verdadeiros.
Às vezes basta uma foto.
Uma amiga em comum.
Uma mensagem atravessada.
Um “não” disfarçado de brincadeira.
E pronto.
O passado abre os olhos por alguns segundos.
Depois volta a dormir.
Eu gosto de pensar que, se realmente existe outra vida, talvez ela não seja uma segunda chance.
Talvez seja apenas um lugar onde certas pessoas conseguem se encontrar sem carregar tudo aquilo que carregaram nessa.
Sem orgulho.
Sem medo.
Sem a necessidade de parecer indiferente.
Sem precisar transformar sentimento em silêncio só porque ninguém sabe muito bem o que fazer com ele.
E talvez, nessa outra vida, quando alguém mandar uma foto dizendo “olha com quem eu estou”, a outra pessoa não precise fingir que não se importou.
Talvez ela apenas sorria.
Porque, no fundo, algumas pessoas não desaparecem.
Elas só deixam de ser presença e passam a ser possibilidade.
E existe uma diferença enorme entre esquecer alguém e aprender a viver sem essa pessoa.
Acho que é isso que ainda me intriga em nós.
Não saber se foi uma história que terminou…
ou apenas uma história que chegou cedo demais.
Talvez em outra vida a gente descubra.
Ou talvez não.
Mas, se algum dia você ler isso e sentir que tem alguma coisa familiar demais nessas palavras, talvez seja porque certas histórias têm esse problema:
mesmo quando ninguém fala o nome,
elas sabem exatamente de quem estão falando.
O cristianismo é um confronto de realidades entre a carne e o espírito; é Deus te mandando perdoar mesmo quando não há forças para tal;
É Deus te mandando ser fiel mesmo quando as tentações te induzem à infidelidade
Entre o ser e o humano
Existe em nós um ser que tudo sabe.
Que sempre tem razão.
E o perdão sempre fica na palma da sua mão.
Nunca pede desculpa,
não diz que erra —
na verdade, não erra jamais.
E em verdade se acha melhor que os demais.
Assim como o animal tem suas garras,
Esse também se defende.
Como o bode tem chifres,
ergue o orgulho e avança,
Teimoso e cheio de confiança
Como o pavão tem cor,
se exibe, mesmo sem se mostra.
Camufla disfarçando uma dor.
Como o lobo tem toca,
se esconde no próprio “eu”
Uivando dia a dia sobre seu grande apogeu.
Assim como o pássaro tem seu canto,
esse também canta,
mas com um canto diferente:
Eu sei!
Eu quero!
Eu gosto!
Eu tenho!
Pra mim!
Por mim!
Comigo!
Por minha causa!
Pelos meus!
Eu!
Eu e eu!
O criatura vira apenas o "ser" e deixa o "humano" abandonado.
Entre o luto e o legado
Meu pai foi embora antes de eu terminar de aprender,
Deixou no meu peito um vazio que o tempo não preenche.
Mas deixou também a fé, que nenhuma dor vence,
É uma saudade boa que eu não quero perder.
Hoje sou pai e entendo o que ele quis me dizer.
Naquele abraço quieto que a pressa não alcança.
Hoje sou pai e carrego com cuidado e com esperança.
Três vidas que Deus quis nas minhas mãos depositar.
Entre o luto e o legado, aprendi a caminhar.
Entre a saudade dele e o sorriso dos meus filhos,
Descobri que o amor não some, só muda de lugar.
E quem parte em Cristo não some, só vai na frente esperar.
Pai, um dia nos vemos do outro lado do mar.
Filhos, enquanto estou aqui, vou ser os seus castelos,
Vou ser o chão firme onde vocês vão pousar.
E, quando eu partir, que a fé em vocês possa continuar.
"Você escolhe a importância que me dá, mas eu sei o valor que mereço. O que vivo entre esses dois extremos não é da sua conta."
...e, entre uma coisa e outra, espero que algum pensamento distraído te leve até nós…
até os nossos risos, nossos abraços e essa vontade boa de estarmos pertinho.
Te amo!
Na paleta de cores, asintonia feminina.
Entre amigas...
Tons que se encontram, sorrisos que se conectam e a beleza de mulheres que compartilham presença, afeto e boas energias.
#SintoniaFeminina
#Encontros
#Conexões
#ProfessoraJani
#JaniaraDeLimaMedeiros
Entre a bruma da incerteza,
onde o amor se oculta e surge,
navega a alma inquieta,
carregando o fardo do desejo,
sem regras a seguir, sem mapas a traçar,
ele simplesmente acontece,
como uma canção silenciosa,
tecendo laços invisíveis,
no carinho mútuo que floresce.
Oh, linda canção,
declaração infinita,
tua melodia é o ar que respiro,
e o momento sempre juntos,
a paixão que permanece,
um sentimento eterno,
raízes profundas,
alimentando o amor que cresce,
cada verso um anseio,
cada nota um suspiro.
Escrevi-te, amor, em dias de paixão,
quando o coração ardia,
tratando da dificuldade,
de me entregar plenamente,
sentindo o peso da incerteza,
desejando a plenitude.
O primeiro verso é um reflexo,
do desejo mais profundo,
muito mais um sonho que realidade,
lembranças de um tempo,
onde a tristeza era companheira,
a mais triste canção que já escrevi,
ecoando em meu ser.
Não me acostumo sem teus beijos,
sem teus abraços, não sei viver,
aprendi que o tempo é relativo,
meu mel, por um momento ao teu lado,
faria qualquer coisa nesta vida,
para sentir-te mais uma vez.
Amor, tu és a canção inacabada,
que ressoa em meu peito,
esperança persistente,
de que o desejo se torne realidade,
um amor pleno e verdadeiro,
que supera a incerteza,
e nos une para sempre.
E ele será amado, oh sim,
Nos caminhos do meu coração,
Entre flores e espinhos,
Enfrentamos a escuridão.
Não são só arco-íris e borboletas,
É mais que um simples querer,
É um acordo de almas serenas,
Que juntos querem viver.
Meu coração é casa aberta,
Para quando ele quiser chegar,
Seja noite ou seja dia,
Aqui ele pode descansar.
Juventude enfrenta mares,
Ondas fortes de emoção,
Mas com ele ao meu lado,
Navego sem hesitação.
Nosso amor é força e brisa,
É farol na imensidão,
Oferecemos um ao outro,
Amor e dedicação.
Desentendimentos vêm e vão,
Mas nosso laço é resistente,
A vontade de estar juntos,
Nos torna sempre presentes.
Sua beleza e seu sorriso,
São joias a brilhar,
E eu, amante dedicado,
Sempre hei de cuidar.
Amor verdadeiro é paciente,
Resiste às tempestades,
E ele será amado,
Além das adversidades.
Nos dias claros, nos dias turvos,
Estaremos sempre a caminhar,
Pois o amor, em sua essência,
Sempre há de triunfar.
O maior conflito não acontece entre duas pessoas, mas entre a mente que sabe que é hora de partir e o coração que ainda espera por algo que talvez nunca aconteça.
-Jouberth Toffoli
Existe uma diferença entre amadurecer e endurecer.
Amadurecer é aprender que nem todo mundo merece acesso ao nosso coração.
Endurecer é decidir que ninguém mais terá acesso.
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