Digas com quem Andas
Perto estás
Sei que próxima estás,
bem junto a mim andas.
Te sinto, de mim te
acercas.
Teu perfume incita.
Olho para os lados,
nada vejo, estou só.
Nada mais há, além de
papéis, e caneta.
Só o teu retrato me fita.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Quando tu andas através de uma tempestade
Mantem tua cabeça erguida
E não tenhas medo do escuro
Pois no final de uma tempestade
Virá um céu de ouro e uma doce canção de prata
Caminha através do vento
Caminha pelo vale de teus sonhos
Caminha soprando e seguindo com esperança
Aí verás, nunca caminharás sozinho
Tua rua,teu caminho
Seus abraços,um carinho
Onde andas,vais sorrindo
Mas encantas,seu fascínio
Tem nos olhos,um poema
Tem nos sonhos,um dilema
Chega mais, minha pequena
Flor do campo, pele morena
Embriagado em teu perfume
E a lua sendo testemunha
Desse amor que não assume
Fico esperando acordado
O sentimento de ser amado
Por seu coração desenganado
Soneto de autoria #MikeCordeiro & #Andrea_Domingues ©
_ Todos os direitos autorais reservados 18/11/2019 às 21:00 horas
Manter créditos para os autores #MikeCordeiro & #Andrea_Domingues
Aeróbia Musa
Ah, Musa, se te pego! Espera só!
Tu andas inspirando o meu vizinho, —
deixas-me só: jogado aqui sozinho
e levas a outro o teu borogodó!
Quase um mês de securas... não tens dó...
Tu me negas, safada, o teu carinho
e cantarolas desde bem cedinho
como a dizer que sou teu zé-coió...
Se bem que, ciúme à parte, fazes bem
em servir dois ou mais de cada vez...
Diz o adágio: Tem um o que dois tem.
Sim, fazes muito bem, aeróbia Musa,
saber de português, economês
e do quadrado da hipotenusa.
LA
AS LETRINHAS DA COMUNICAÇÃO
OI,
Por onde andas?
Ainda está VIVO?
O dia já está CLARO e
Você ainda não me ligou.
Liga-me!
CLARO que estou bem.
De quarentena e me protegendo,
Dando TIM TIM à vida e
Cachaça ao Coronavírus.
Como o risco do contágio
Ainda não está CLARO,
Preferi ficar em casa.
Hoje percebi que já era tempo
De ocupar melhor o tempo.
Resolvi dar um sopapo na tristeza e
Um OI para a vida que VIVO.
Troquei um OI por TIM...
Agora VIVO. CLARO!...
Como é CLARO que estou VIVO, à vida faço ECO.
Vou dar um OI à natureza e às gostosuras do boteco...
Tim!.. Tim!...
Por onde tu andas
Que não vem mais me ver
No mesmo lugar espero por você
Eu te acompanho onde quer que vá
Se bate a saudade
Vem me procurar
Para Ti, que andas a O teu AMOR procurar; envio...
O Cupido desse AMAR
A ti, que andas a O AMOR, tão procurar;
Envio O Cupido, pra que em ti caia;
Esse AMOR, pra que de alguém, ELE saia;
Somente e pra todo o sempre, te AMAR!
Oxalá que este ANJINHO, desse AMOR;
O traga, esteja O TAL, onde estiver;
Só pra ti, sejas homem ou mulher;
Pra em tal, provardes todo ESSE valor.
Que pra ti venha AMIGO/A virtual;
Enviadinho, seja-O, por quem for;
Tão lindo ser, pra em ti, se UNIFICAR!...
Pra que em vós, passe a haver: em UM estar;
Pra que em vós, passe a haver UM só AMOR;
Pra que em vós, passa a haver esse AMAR tal.
Com tal desejar;
A vida me ensinou andar devagar, porque de tanto querer apressar as coisas e desejar que tudo andasse rápido, tropecei num destino que não era o meu !
Em algum lugar sei que tu andas por ai sem rumo...
Sei que andas a espreita na escuridão tentando se apegar momentos jamais vividos, em algum lugar bem sei que tens um lar...
Em algum lugar encontraste uma ilusão que te prende ao medo de amar.
Em algum lugar bem sei que nosso caminho se dividiu e jamais nos veremos, mais ainda sim em algum lugar jamais sairemos um do lado do outro.
A ti, que por cá andas, mas com um PERFIL FALSO; a enganar, maltratar, roubar, etc… dedico este lamentar:
Muito grande é burrice que em ti há;
pra com perfil falso, por cá andares;
uma vez que podias andar cá;
sem medos de a todos nós te amostrares.
Não consigo entender, que um ser humano;
cá entre nós, tenha medo de andar;
preferindo viver tão grande engano;
ao julgar, que todos vai enganar!
Pois quem neste morrer, vive escondido;
por medo de ao mundo se amostrar;
está a tornar seu tempo apagado!...
Por nele, com seu ser não ter vivido;
no dia em que a morte má @ apanhar;
terá passar, tão só nela encontrado!
Com profunda tristeza, de quem só será “considerado” pela morte; a tod@s @s pobres escondidos, atrás de um perfil falso, [como eles/as] dedico este penar!
No teu morrer, andas a destruir;
FAMÍLIA, de outra como tu, mulher;
deixando teu pobre viver ruir;
agarrada a quem de ti, nada quer!
Oh tempo...
Cadê você....
Por onde andas...
O que houve....
Porque se dissipou...
Passou....
E não voltou....
Em que futuro estás...
Porque ficou tão atraz...
Ficou tão longe...
Que não te vejo mais...
Será que...
Um dia voltarás....
Talvez sim...
Talvez não...
Sei que é pra frente que se anda...
Mas te trago nas lembranças...
Eu quando criança....
Tudo era paz...
Tudo era esperança...
Não lembrar de ti...
Isso é inevitável....
Que década aquela vivida...
Pura alegria...
Programas de TV....
Era tudo euforia...
Brincadeiras sadias....
Desenhos animados...
E muito mais...
Olho pra ti...
Passo horas a sorrir....
Mas quando me vejo nesse presente....
A lágrimas descem...
E são ardente...
Tempos da escola...
Tempos de outrora....
Sei que ja se passaram mais de quatro décadas...
Mas você está aqui...
Somente tu oh tempo...
Trará outro tempo...
Espero em ti...
Que quando acabar meu tempo...
Não me deixe...
Sozinho ao relento....
Certa vez...
Em ti....
Estive um dia...
E tudo se foi...
E agora tu...
É que está aqui....
Fazendo-me lembrar...
Dos dias que em ti...
Eu vivi.....
Autor: José Ricardo
Fico na torcida pra que estejas sempre bem.
Pois quase em todas as vezes que andas mal, aguças em mim oque de mais hostil espreita em meu ego...
Saudade tu me trazes, teu balanço que tanto me encanta, oh morena, por onde tu andas... Que saudade de você.
Amor, por onde andas?
Passeio
e sento-me à beira do mar.
Vejo meu corpo
reflectido na água;
um corpo só!
Vagueio
os meus pensamentos,
por tanta gente que conheço,
por tanta gente que eu amo!
Sorrio
porque vejo o meu corpo
reflectido na água;
um corpo só!
Amor, por onde andas¿?
o meu amor por onde andas
que nem em meus sonhos tenho te encontrando
noite passada assim que
fechei os olhos corri em
direçao sua casa e nao estavas,
percorri ruas bares e nao te encontrei.
oh meu amado por que me deixas
por que some?
só quero que entendas que nao tenho culpa se nao posso estar ao seu lado
mas faça-me o favor de nao deixar que eu passe noites a fio perdida em sonhos a tua procura..
Por onde andas é um fato oq acontece é segredo mas oque se passa eu posso saber,porque o vento leva e trais fatos passados, futuros, presentes mas fatos correspondentes Há a vida e anciosamente a MiM>> porque é bem oque mim interessa!
A velocidade da luz
Há uma rotação do teu corpo –
Andas pela casa: és um leve rumor sob o silêncio
um rumor que alumia a sombra silenciosa;
na sala, o homem quase surdo quase cego
ouve-te, julga reconhecer-te: vens aí.
Estás aqui. O intervalo de tempo já começou:
há uma rotação no teu corpo
que me exclui do mundo e
entretanto é feita para mim; atinge-me
à velocidade da luz.
E eu o homem quase surdo quase cego
sou tomado pelo vento do fogo que me consome
até ser apenas a última brasa: pequenas ravinas de luz
o incêndio restante sob a exausta crosta da terra
Estavas, estiveste ali.
O tempo recomeça.
Apareces e desapareces.
Como a luz do farol disparando no céu sobre as casas
ou como o anúncio luminoso do prédio em frente
que varre intermitente a obscuridade do quarto no filme.
Quando voltará?
É como se soubesses
que voltará, sim, e que não, não poderá voltar.
Quando, e se voltar, serei eu talvez
quem já lá não está. Quando
é quando?
Quanto tempo ainda poderá o mundo voltar
à possibilidade dessa forma?
Manuel Gusmão
In: Teatros do Tempo, Editorial Caminho, 2001
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