Devaneio
Embarcando agora em um devaneio da minha mente, estou sobrevoando as águas de um mar fortemente expressivo, parte de um cenário fascinante, quiçá, saído de um livro, que faz cada momento ser emocionante e consequentemente inesquecível.
Um vôo muito entusiasmante com uma emoção gradativa, impulsionado pela liberdade, sentindo pouco a pouco um fôlego de vida de muita singularidade, logo, sem dúvida, traz uma sensação maravilhosa que rejeita a banalidade e viver intensamente é o que importa.
Por conseguinte, poder voar neste exato instante sobre este lugar incrível, ainda que seja em pensamentos, permite alcançar um ânimo cativante, um alívio muito verdadeiro que rapidamente acende-me o semblante, causando-me assim, um grato sentimento.
Vagando pelos pensamentos, influenciado por uma canção empolgante, adentro em um devaneio que nos envolve e durante alguns fragmentos da nossa convivência, seríamos transportados para uma época medieval, numa frequência de sentimentos, tranquilos e agitados, de artes, de experiências, unidos num ideal de cumplicidade, seguindo por uma viagem emocionante no tempo,
avivando imensamente a nossa realidade.
Seria às vezes um Soldado, batalhando para conquistar e manter o teu amor, provocando o teu riso com algo engraçado, dando valor a cada vitória, compensando meu suor derramado, os teus beijos seriam meus ricos instantes de glória, fomentando um empenho bastante determinado, construindo ao teu lado, histórias das nossas aventuras, parte singular do nosso legado, nossa dose saudável de loucura.
Seria também com uma certa frequência, o teu Poeta particular, reuniria determinadas palavras com fim de melhorar o teu dia, serias a minha inspiração mais frequente, ficarias eternizada nos meus preciosos versos, meu coração ficaria profusamente alegre, graças a ti, uma linda poesia de grande significado contendo a essência amável da tua alma, deixando o meu lado poético fortemente inspirado.
Teria meus momentos de Rei com a parte cômica e esperta de um bobo da corte para trater-te como uma Rainha esplêndida, de muita graciosidade, demonstrando a liberdade muito apaixonante de uma plebéia, um reinado felizmente baseado na reciprocidade, nós nos amando realmente sem as rígidas formalidades, partilhando uma felicidade abundante por vários encontros memoráveis.
As nossas vidas não seriam perfeitas, é evidente, mas seria uma das melhores maneiras de adocá-las, uma relação sincera, abençoada, Deus presente, nossas almas abraçadas, nossos corpos contentes, abrasados, portanto, serias muito bem vinda nesta fábula que criei com tanto entusiasmo "Soldado, Poeta, Rei", laços reais e lúdicos, algumas cenas especiais da junção dos nossos mundos.
Dentro de um devaneio poético, vejo os meus versos se transformarem em lindos pássaros por causa do poder do teu apreço e sem perder tempo, agradecidos por terem sido avivados, voam na tua direção, então, ficam voando ao teu redor como se estivessem dançando sincronizados uma linda dança aérea, um vôo no tom de gratidão e amor, pois suas existências ganharam um novo significado, preservando a mesma essência, cujo valor é imensurável.
E durante este momento, de certo modo, mágico, estás mavilhada com os teu olhos exultantes e surpresos por este acontecimento tão inusitado e belo de se ver, trazendo de imediato um sorriso sincero no teu rosto, o que me faz sentir um grande entusiasmo pelo impacto profundamente satisfatório causado em ti, tendo em vista que isso comprova que a minha poesia não é feita somente de palavras, mas também possuem uma natureza vívida, ou seja, tem corpo e alma.
Eu tenho a dádiva de ter esta cena muito empolgante na minha mente, na qual, partilhas o protagonismo com os meus versos, um cenário encantador, detalhamento expressivo, criado por meus pensamentos inspirados, um forte realismo, que me permite observar cada fragmento, parece até que estou neste lugar de verdade, porém, mesmo que não esteja, não deixa de ser significativo e o teu apoio não passa a ser menos importante, muito pelo contrário, sendo um incentivo certamente necessário.
O que vou dizer a seguir
tem um possível exagero,
um devaneio inoportuno,
entretanto, o fato é que
um dia senti-me semelhante
a um anjo caído
por eu ter ficado sem o zelo dela
como se tivesse sido expulso do paraíso
e perdido parte da minha alegria,
pois provocar o seu riso
conquistar os seus beijos,
ter o seu respeito e a sua atenção eram coisas de bastante valia,
queria tê-la sempre por perto,
mas na verdade, estava cego de amor,
havia o desgaste de ambos,
os sinais do desastre se continuássemos juntos
já estavam evidentes,
todavia, preferidegustar o dissabor
de uma insensata teimosia.
Considero prudente ressaltar
que não sou nenhum inocente,
cometi alguns erros,
logo, mereci e precisava
passar por isso
para amadurecer e despertar
ainda mais o amor por mim mesmo
e graças aos planos do Senhor,
aos poucos tenho restaurado
as minhas asas para voltar a voar
e, quiçá, alcançar um outro paraíso.
Em um devaneio emocionante,
o tempo nublado com muitas nuvens no céu, sobrevoei um lindo mar imenso, o qual estava agitado, mas estranhamente fui tomado por uma tranquilidade, até os ventos que estavam expressivos, não me incomodaram, aumentaram a minha sensação liberdade num raro equilíbrio.
Fiquei tão entusiasmado que cheguei esquecer por um momento que nada daquilo era verdade, entretanto, quando percebi, não me veio a tristeza, pelo contrário, fiquei feliz por ter pensado em algo daquela natureza.
Graças a Deus, é fantástico a capacidade de criar na mente uma linda imagem, viva que transcende os limites do pensamento proporcionando um avivamento que inspira e alegra em vários aspectos.
No devaneio de um poeta
nascem notas em acalanto,
versos traduzidos de sua alma,
palavras alegres, risos ou prantos
As vezes, lamentos e agonia
ressoam, como em triste madrigal,
timbrando fatos da vida em melodia
nublando o tempo emmomento outonal
Em outros, há somente alegria,
que desenha risos no branco papel,
a um poeta, não importa a hora, se noite ou dia,
tudo é inspiração, sob o manto do céu
No devaneio das ideias
muitas emoções emergem
Na esperança incontida
os anseios se perdem
Nos crescentes pensamentos
o passado regressa
No atormento da intuição
daquilo que é promessa
Na fala insípida
o olhar sedento
o futuro é argumento
No olhar trivial da vida
o presente é a ação
do afeio do coração.
Devaneio ou certeza moral - Para não ferir susceptibilidades uma paleta de cores tem imensas cores. Coloquem essas cores numa plateia e perguntem uma a uma.. és racista.. todas dirão que não. Não existe diferença, simplesmente porque fazem todas parte da mesma palete de cores.
"" Não sei se o amor é um pouco de loucura, ou se o devaneio faz parte do amor. O fato é que quem ama perde um pouco do juízo e da razão...Fazer o que, quando amamos vivemos a melhor parte da vida...""
DEVANEIO POÉTICO
A gente cresce e amadurece, pois, colocando na mesa o nosso passado, dizendo em voz alta como se fosse uma prece, observamos as minúcias da vida, o que já passamos e o que na atualidade ainda acontece.
Olhamos o nosso passado e percebemos as diversas bobagens que já realizamos, muitos fatos que não nos enobrece, mas que serviram de aprendizado para que pudéssemos evoluir, sendo superior a algo que já aconteceu, mas que atualmente ainda nos entristece.
Muita coisa absurda e exagerada, mas que no momento de lembrança até se torna engraçada, mesmo que no ridículo dos acontecimentos, de imaturidade entranhada, nos faça lembrar e dar muita risada.
Juventude abobada, de descobertas e adivinhações exacerbadas, de falas e certezas de tudo e de nada, de um jovem se achando adulto e sábio, mas que na inocência apresentada, tinha mesmo um certo conhecimento, mas não para ensinar aqueles que já estavam no mundo há décadas passadas...
Esta é a minha visão de alguns que ainda não viveram em sua plenitude, mas que se acham sábios e cheios de razão, que talvez até possam ensinar um ou outro cidadão, os que não viveram e não tiveram a mesma sensação.
Mas não se assuste, esta é a minha intenção, instigar, dizer que para ensinar com exatidão, é preciso possuir vivência e ter sentido na pele a dor da evolução.
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
Pelos desfiladeiros do devaneio andei, o chão secou, havia rachaduras sobre ele, a terra lembrava quando os ribeiros de águas cristalinas molhava os seios de suas correntezas pluviais, e tudo de ruim que tinha, não pairava sobre ele. Agora é abtar de roedores de esperança, vi uvas murchas e jogadas ao chão, galhos de oliveira secos, sabendo que na próxima estação não vão alegra a casa dos afortunados, por mais que eu andasse havia benevolência.
Em um monólogo vivi, fui me guiando pela estrela do norte encontrei uma vila por nome de equilíbrio, ali fiquei até que tudo se renovasse, quando vi os pingos de chuva tocando minha face, percebi que o rio tinha túmido, e voltando a ser como era.
"Criança Divina, é sonho, fantasia, luz, esplendor, ingenuidade, devaneio, emoção, coragem, ousadia, espontaneidade. Ela é a sua intuição. Ela é a sua melhor parte. Ela é livre! - Não permita que o adulto a roube de você..."
☆Haredita Angel
Perco os melhores poemas enquanto mastigo o pão
entro no devaneio das preciosas palavras
– Para quê?
Não me recordarei depois…
E, enquanto mastigo a massa cozida, coesa, comprida
invento canções e alaridos
das rimas sou anjo cupido
e não há caneta e papel
nem mesmo azeite com mel
para celebrar a poeta
– a poeta que sou lá!
no mundo onde ninguém me vê
na escuridão das intempéries
no exausto labor do encontro
de tudo o que poderia vir
e nunca veio
de tudo o que poderia ser
e nunca é
com tempos verbais débeis
ou verborragias
com lacunas e frestas
com enfeites ou peças
nada existindo outra vez
e o pão escorrega seco goela adentro
talvez ele encontre os versos em mim
que eu
… eu ainda não me dei.
DEVANEIO DA PAIXÃO
A paixão qu’eu vou viver
É uma belíssima poesia!
Que sempre me protege
Muito além da flama fria!
É uma amainada alegria
Que afeiçoa meu querer;
É uma fogosidade vivida
Que faz o tempo reviver!
É o esplendoroso querer
Que retoma a primavera!
É uma vivente formosura
Mui próximo da quimera!
Ó desejo precioso e vão!
És céu do ébrio coração!
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Texto da obra Literária: NO DESERTO
ISBN: 978-65-86408-68-3
Quem sou eu além de uma menina de eterno coração partido
Por mim mesma
Criança sem balanço
Sozinha na gangorra
Ouvindo músicas na noite vazia
Pensando no nada que me representa
Enquanto me escondo da lua
De vergonha
No peito apenas a coragem de partir
E na mente as correntes que me enjaularam durante todo esse tempo
Quem sou eu além de uma menina de eterno peito cheio
Vagando pela manhã a procura de algo que me transborde
Que me derreta
Vagando no desconhecido do tempo
Fugindo e correndo atrás do passado
Criança solta
Presa
Presa entre o dinheiro e a liberdade
Entre a liberdade e a solidão da noite
Mais uma vez
Livre e só
Sendo o que o coração manda
e que a mente arrebata
Boa e má
Má com o que pensa
E boa com o que faz
Sendo martelada nos pés
E amarrada pelas mãos
Mas a coragem que hoje encontrei
Que hoje me representa
Vai me fazer sorrir amanhã
Como se nada tivesse acontecido
Sorrindo embaixo do sol
E me esquivando embaixo da lua
Porque quando o frio bate
O coração quente pela luz do dia
Congela
Devagar
Rápido
Devagar de novo
A lentidão da vida me faz caminhar observando o mundo
Enxergando tudo
Mesmo precisando de óculos
Mas meu coração sempre enxergou melhor do que meus olhos
Estando tão cega
Nunca enxerguei o verde tão bem
O roxo da flor
O amarelo do piso
Os buracos na calçada
As pessoas
Seus olhares
Eterna andarilha arrependida
Mas livre
Tão livre
Voando junto ao vento
E contra o destino
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