Devaneio
Aquele doce devaneio
Meus pensamentos não são ameaçadores ou úteis
Por que é que eu penso tanto?
Tráfegos de pensamentos constantes
Que coisa mais agonizante
Até que tento uma relação amigável
Afinal, eles moram em mim
Será só parte de minha tagarelice?
Alguns, eu admito, são apenas burrices
São tantos que tive que cataloga-los
Encontrei um tolo por si próprio
Então um fenômeno raro aconteceu
Foi no meio dele que você apareceu
Você é grande demais pra um catálogo
Hooo... mas que caráleo
Um grilo verde grilou na minha mente
Será que estou demente
Cabelos às vezes lisos
E sempre lindamente enrolados
Sorriso doce, tentando esconder os dentes
Olhar meigo, bem diferente
Fiquei grilada
Formiguinhas enfileiradas
Por um instante paralisei
Até na cor do seu esmalte reparei
Eu disse que às vezes é burrice
"Que pensamento tonto", alguns diriam
Sem minha plena atenção
Jamais existiriam
"Preso em um devaneio, percebi que até hoje, eu não posso ver o rosto dela.
Cada traço daquela face, cada esboço de sorriso, meu coração acelera.
O mundo gira, o tempo passa, somos escravos deste e eu sou escravo do que sinto por ela.
A carne tem seus prazeres, a vida suas mazelas.
A paixão nos torna livres, aquele amor, ao meu eu, é uma cela.
Penso e repenso, reflito, imploro, rogo por ela.
Tudo por ela, acerca dela.
Se existe tristeza em minha vida, se transforma em alegria, na felicidade dela.
Perto ou longe, aquele nome, pra minha alma é festa.
Culpo o maldito cupido, por não ter errado aquela flecha.
Minhas palavras são águas turvas, minha mente um misto de cores, aquarela.
Preso em um devaneio, percebi que hoje, eu só queria ver o rosto dela..." - EDSON, Wikney
"E eu me pego em devaneio, apaixonado.
Imaginando como seria acordar ao seu lado.
Ter meu sonho realizado.
Beijar-lhe a tez morena, que a muito, tem me encantado.
Para vislumbrar-lhe, eu atravessaria o oceano à nado.
Mergulhei na imensidão do teu olhar e nessa escuridão estou afogado.
É impressionante, como em nós, tenho pensado.
Sonhos de felicidade, tenho fantasiado.
Quisera eu, poder realizá-los.
Fazer dos teus beijos, meu doce pecado.
Mas por não merecer-lhe, tudo isso são devaneios, de um louco apaixonado..."
Doce Devaneio
Delírio doce,
Desejo desmedido,
Dança de dedos,
Do destino decidido.
Dom de delírio,
Dócil delícia,
Durmo desnorteado
De tua divindade fictícia.
Dama dos dias,
Donzela de dourado,
Desperto dizendo:
“De ti, estou dominado.”
Deitei dentro
Do drama do desejo,
Denso, dramático,
Dado ao teu beijo.
Dissolvo dores,
Deixo dúvidas,
Dou direção
Das delícias mútuas.
Dizer, decerto,
Demais:
Desde dezembro,
Dependo de ti, demais.
DEVANEIO ETÉREO
Domando dragões celestes
Viajo de planeta em planeta
Ouvindo cantos de sereias
Solitárias em suas pedras
Temendo qualquer balanço
Que a lua cheia ouse fazer
No seu imenso mar de solidão
Onde o sol navega apagado
Tendo a tristeza ao seu lado
Feliz pela morna companhia
Devaneio
Do mais relaxante som
Ao barulho ensurdecedor
.
.
Vagueio no nada...
Sim!
No meu nada interior
Estou sendo consumida por algo que não sei descrever. Algo ruim..
Por horas sinto que tudo é perca de tempo,
Que tudo não passa de mero capricho...
Não tenho mais tantos sonhos,
E minha imaginação, já não voa tão alto.
Me pergunto se isso é o peso da vida adulta adentrando em mim?!
Odeio essa sensação ... Nada ...
Quero gritar
Horas me calar
Quero me perder de fato, para ver se me acho....
Mergulhar
Afogar-me
Ser alguém que não sou
Enfim
Quero sorrir!
Embora eu tenha sintetizado muito do meu devaneio artístico, meu coração não desiste da ideia de voar...
O devaneio do meu perdido olhar
Encontra um 'nada' repleto de 'tudo'
Pensamentos reclusos, obtusos na solitude do estar
Meu mundo gira em elipse, num eterno eclipse do absurdo.
Sou literalmente
O próprio devaneio
Como a lua
Cheia de fases
E até faces
Falsa ?
Jamais
Apenas humana
No devaneio de um poeta
nascem notas em acalanto,
versos traduzidos de sua alma,
palavras alegres, risos ou prantos
As vezes, lamentos e agonia
ressoam, como em triste madrigal,
timbrando fatos da vida em melodia
nublando o tempo emmomento outonal
Em outros, há somente alegria,
que desenha risos no branco papel,
a um poeta, não importa a hora, se noite ou dia,
tudo é inspiração, sob o manto do céu
No devaneio das ideias
muitas emoções emergem
Na esperança incontida
os anseios se perdem
Nos crescentes pensamentos
o passado regressa
No atormento da intuição
daquilo que é promessa
Na fala insípida
o olhar sedento
o futuro é argumento
No olhar trivial da vida
o presente é a ação
do afeio do coração.
DEVANEIO POÉTICO
A gente cresce e amadurece, pois, colocando na mesa o nosso passado, dizendo em voz alta como se fosse uma prece, observamos as minúcias da vida, o que já passamos e o que na atualidade ainda acontece.
Olhamos o nosso passado e percebemos as diversas bobagens que já realizamos, muitos fatos que não nos enobrece, mas que serviram de aprendizado para que pudéssemos evoluir, sendo superior a algo que já aconteceu, mas que atualmente ainda nos entristece.
Muita coisa absurda e exagerada, mas que no momento de lembrança até se torna engraçada, mesmo que no ridículo dos acontecimentos, de imaturidade entranhada, nos faça lembrar e dar muita risada.
Juventude abobada, de descobertas e adivinhações exacerbadas, de falas e certezas de tudo e de nada, de um jovem se achando adulto e sábio, mas que na inocência apresentada, tinha mesmo um certo conhecimento, mas não para ensinar aqueles que já estavam no mundo há décadas passadas...
Esta é a minha visão de alguns que ainda não viveram em sua plenitude, mas que se acham sábios e cheios de razão, que talvez até possam ensinar um ou outro cidadão, os que não viveram e não tiveram a mesma sensação.
Mas não se assuste, esta é a minha intenção, instigar, dizer que para ensinar com exatidão, é preciso possuir vivência e ter sentido na pele a dor da evolução.
